me deixe lhe apresentar MUSE A do DORMITÓRIO 3A. JACQUELINE “JACKIE” ROMERO tem VINTE E TRÊS anos e se apresenta como uma versão melhorada de LIZETH SELENE. dizem que é CONFIANTE, mas também IMPULSIVA, e veio parar no acampamento porque QUERIA SE RECONECTAR COM SUA MÚSICA. em tempos de desespero, seu PRIMEIRO VIOLÃO lhe traz conforto.
Vejam só, aesthetics!
001. Instrumentos musicais espalhados sobre a cama; 002. pele tatuada como um caderno de desenhos; 003. sorrisos laterais sinceros, prontos para colocar em prática planos inconsequentes; 004. figurinos ousados iluminados pelos flashes de câmeras.
[ bio & headcanons no read more. ]
Descendente de mexicanos com um nome francês e nascida sobre solo norte americano: pode-se dizer que Jacqueline já se mostrava adaptável desde o berço. Camaleônica, até. No fundamental, seu sotaque arrastado, herdado do convívio direto com os pais, era motivo de piadas, então tornou-se costume cantarolar os sucessos do rádio na intenção de imitar a sonoridade dos artistas. Tanta prática rendeu-lhe a surpresa de um violão ao completar dos onze anos, e o que antes era apenas um modo de camuflagem passou a ser a maneira mais visceral de se expressar. Foi descoberta aos quinze, a nova cantora mirim do cenário indie, e sua carreira decolou tão rápido que foi necessário interromper o ensino médio recém iniciado e completar seus estudos entre as folgas dos shows. Aprendeu muito nesses anos de estrada, em especial como se vestir e se portar para chamar atenção; como manter o queixo erguido e o sorriso pleno em meio a tantas, tantas, tantas críticas. Seu estilo mudou muito para acompanhar as tendências, sempre guiada por seus agentes, sempre adaptável, até o ponto em que Jackie não se reconhecia mais. Estava fazendo mais publicidade do que música. Foi então que decidiu dar uma pausa na carreira e realizar um sonho antigo dos pais: a faculdade.
Mas pra que faculdade quando você já está inserida no meio?? Bom, esse também foi o questionamento desesperado de seu empresário, mas Jacqueline precisou admitir que o sonho também era seu. Havia perdido a experiência do ensino médio por conta da rotina e das viagens, queria ter ao menos aquele rito de passagem. Aliado a isso, era uma oportunidade de ouro para se aperfeiçoar como artista, conhecer mais da teoria, fazer conexões reais com outras pessoas e voltar a escrever músicas que realmente a impactassem na alma. Idealizar a chegada na instituição, e mais ainda sua relação com a futura colega de quarto, foi apenas natural, e não é necessário dizer o quanto se sentiu frustrada ao dar de cara com alguém tão disposta a tornar cada segundo de convívio o mais miserável possível. Mas não tinha problema, se algo Jackie tinha experiência de sobra, era em como lidar com haters.
[ headcanons ]
É uma mulher confiante que sabe se impor, sabe o que quer e é difícil de se abalar, mas atualmente está tendo algumas crises de identidade com relação à qualidade do trabalho.
Ela tem um estilo meio próprio de se vestir que é todo montado em figurinos, então você pode esperá-la indo pra a faculdade como se fosse uma aluna do colégio de euphoria. No acampamento, vai estar toda trabalhada na moda country chic.
A Jackie tá aqui pra 👏 viver 👏 experiências. É sério. Algumas semanas como monitora num acampamento ao ar livre, sem papparazzi e com fama de ser assombrado? Se ela não sair dali com material pra um álbum novo de comeback foi porque viveu errado.
nota: apesar do modo como foram escritas, todas as conexões são válidas para qualquer gênero.
001. o pai/irmão/tio de MUSE é o empresário de Jackie e foi assim que se conheceram, construindo uma relação quase familiar desde a adolescência. Estou falando de cafés da manhã na casa delx depois de uma noite intensa de shows, confissões por sms durante viagens, opiniões sinceras sobre decisões a tomar e, recentemente, um abrigo seguro quando a situação em seu próprio dormitório fica intensa demais. Sempre encontrou conforto na presença de MUSE, uma espécie de irmã(o) de outra mãe. Quando estão juntos, é quase como se pudesse remover a couraça de “Jackie Romero” e ser apenas... Jacqueline, inseguranças e tudo.
002. antes de ficar famosa, Jackie morava no mesmo bairro (pobre) que MUSE e os dois eram amigos bem próximos. Demorou um pouco para que reconhecesse/lembrasse de MUSE quando esbarraram nos corredores da faculdade, mas desde então vem tentando achar meios de se reconectar com elx e, consequentemente, com uma versão esquecida de si mesma.
003. não poderia ter um nome melhor para descrever MUSE do que, bom, muse. Há algo de peculiar nessa pessoa que atiçou o lado compositor de Jackie, que a levou a rechear quase um caderninho inteiro com poemas soltos -- e bastante comprometedores -- que ainda não viraram canções. Mas MUSE descobriu sobre esse pequeno artefato, e agora a situação está um pouco esquisita entre ambos.
004. Tinha duas semanas naquela cidade antes de voar para a próxima, e parte delas gastou em escapadinhas para conhecer MUSE melhor. Os tabloides especializados em fofocas teen até flagraram ambxs de mãos dadas numa lanchonete! Jackie fez o máximo possível para preservar a identidade de MUSE, ciente de como a mídia poderia ser xereta, mas qual foi sua surpresa ao ver na revista da semana seguinte tantos detalhes a respeito do breve relacionamento? Ficou claro como água que MUSE só tinha se aproximado dela por interesse, algo que marcou bastante a cantora. Há quem diga que seu álbum “fading hearts”, com o hit “Quién Diría”, foi um diss track inspirado completamente nesse episódio. Jackie nega as afirmações, é claro, apesar de ser a mais pura verdade. Reencontrar MUSE na faculdade após tanto tempo tem sido algo difícil de lidar. (a fofocagem de muse pode ter sido tudo um mal entendido ou pode ter sido por sacanagem mesmo, fica a seu critério!)