Era demasiado fácil Sophie rir quando estava na companhia de seu ex-colega de casa. Era fácil sorrir, simplesmente porque tinha aquele garoto ao seu lado, nem que fosse somente por mera cortesia. Jaime arrancava cada vez mais suspiros à loira, e isso estava se tornando mais visível e deveras assustador para a Umbridge. Como poderia alguém mexer com ela daquele jeito mesmo quando ela prometera que não voltaria a se aproximar daquele jeito de alguém? Como poderia ser um sentimento tão forte e tão avassalador quanto aquele que batia dentro do peito da futura medibruxa? Sophie respirou fundo, tentando acalmar um pouco sua respiração que teimava sair um tanto descontrolada por conta da sua aproximação ao moreno. Seu coração parecia estar em taquicardia. Seus olhos demasiado azuis se fixaram no rosto alheio assim que ela escutara a voz sedutora daquele garoto que lhe arrancava os maiores suspiros. — Não precisa agradecer, my love, e…não precisa ficar sem jeito, não. Eu apenas falei a verdade. — a loira retorquiu, um sorriso totalmente apaixonado formado em seus lábios. Era impossível não sorrir daquele jeito perante alguém que fazia seu coração bater daquele jeito. Era inevitável controlar aquele sentimento que a cada dia se tornava maior. Ao escutar as seguintes palavras do Pullman, Sophie se aproximou dele colocando ambas as suas mãos no rosto dele. Seus olhos buscaram pelos dele, como se ela o quisesse ler totalmente, como se ela tivesse esse poder. — O que você estava pensando mais?
Apesar do ligeiro desconforto que estava sentindo devido a osseus batimentos cardíacos estarem acelerados muito mais do que deveria serconsiderado normal, ou dos seus impertinentes, mas constantes pensamentosdeixando-o ainda mais inseguro sobre como deveria se portar com ela (deveria demonstrar mais que estavainteressado, se sim como fazer isso sem parecer um lunático? Estaria mesmosentindo algo por ela? E ela, será que não estava apenas sendo educada ?), nãopodia negar que ainda assim estava se sentindo bastante contente por finalmentepoder passar um tempo a sós com ela. Desde que ambos se formaram e optaram porseguir cursos um tanto diferentes era normal que com o tempo se afastassem cadavez mais. E aqui estavam os dois, como costumavam fazer, passando um pouco dotempo livre juntos. Sentiu seu rosto seesquentar ligeiramente ao escutar a resposta alheia, o que apenas o ficar cadavez mais sem graça, ainda que não soubesse explicar direito o motivo. Talvezestivesse mesmo começando a acreditar no que ela estava dizendo, ou querendotanto acreditar que estava se deixando levar. — Obrigado, Sophie. Isso é bem gentil da sua parte. — replicou de formacontida olhando fixamente para o caminho que percorriam nos jardins em direçãoa o local que gostava de sentar para pensar. Então olhou subitamente na direçãodela mais uma vez. — Se incomoda se eu te chamar de “Soh” ? Eu gosto doapelido, do seu nome também. — acrescentou depressa antes que ela pudesse interpretarerrado. Riu sem graça enquanto se ajeitava no chão próximo a arvore, elaconseguia deixar seus pensamentos cada vez mais incoerentes. — Você me deixa umpouco confuso.. — respirou fundo, esperando ela se juntar a ele. — Sobre você,principalmente. De como eu gosto de você, e de como isso é confuso. E legal, euacho.