Gata, você não é a tabela periódica mas quando te vejo rola uma química!
Eu achei que não pudesse ficar pior.
Today's Document

Discoholic 🪩

ellievsbear
he wasn't even looking at me and he found me
cherry valley forever
Jules of Nature

⁂
almost home
KIROKAZE
DEAR READER
PUT YOUR BEARD IN MY MOUTH
NASA

if i look back, i am lost
wallacepolsom
Sade Olutola

pixel skylines

No title available
$LAYYYTER

@theartofmadeline
No title available
seen from Malaysia

seen from Malaysia
seen from United States

seen from India
seen from United States
seen from Philippines

seen from Bangladesh
seen from India

seen from Netherlands

seen from Indonesia

seen from South Africa

seen from United States

seen from Germany
seen from United States
seen from United States

seen from United States
seen from United States

seen from Mexico
seen from United States
seen from United States
@jockfromspectre-blog
Gata, você não é a tabela periódica mas quando te vejo rola uma química!
Eu achei que não pudesse ficar pior.
você não é praia mas todo mundo quer te pegar no fim de semana
um nome: thomas
Gata, não sou o plantão da globo mas tenho uma notícia urgente pra te dar: to te querendo
Ainda bem que querer não é poder.
me chama de coleção de sapatos e diz que você precisa muito de mim, linda
Maybe we found love right where we are | Thomadge {fb}
Continuar lendo
Don’t ask and you won’t lose — Jock x Isabel x Thomas
As instruções dadas pelo agente Cahill eram ouvidas e obedecidas por Isabel, que sutilmente relaxara um pouco mais em sua posição. Por mais que já tivesse adquirido certa experiência em campo dentro dos dois anos em que estava na Primera, a agente ainda sentia que precisava lembrar-se de frear sua impulsividade, sobretudo em casos delicados como aquele em questão. E quando sua vontade era a de literalmente colocar Curtis contra uma parede e obrigá-lo a falar de modos não tão pacíficos, a voz da razão - Personificada como a voz de Thomas Cahill em seu ouvido direito - era bem-vinda.
- Ele está! - Curtis respondeu sua pergunta com um sorriso, satisfeito em impressioná-la. - Normalmente ele está sempre confinado em seu escritório, mas hoje está comemorando sobre uma transição bem sucedida que fizemos mais cedo. - Isabel registrou aquela informação com um quase imperceptível franzir de sobrancelhas, antes de se conscientizar sobre isso e voltar a apenas um interesse deslumbrado. O que Curtis dissera não era o tipo de coisa que poderia ser questionada sem levantar suspeitas, por isso a morena decidiu se manter calada por enquanto e esperar pela oportunidade de questioná-lo sobre isso em uma sala de interrogatório. Curtis depositou um braço sobre os ombros de Isabel, aproximando os lábios de seu ouvido para sussurrar-lhe em um tom de flerte e confidência. Isabel precisou reprimir o arrepio de desagrado com o ato, mordendo o lábio inferior e olhando-o com uma falsa expectativa do que viria à seguir. - Está vendo aquele homem ali? Sentado naquela mesa de poker com um charuto e o copo de whisky?
Isabel seguiu a mesa em questão com os olhos e assentiu, o sorriso deslumbrado ainda em seus lábios. A agente precisou de mais esforço para esconder seu choque ao perceber que o homem em questão estava exatamente na mesa do agente Cahill. - O loiro? - Isabel questionou no mesmo tom de voz de Curtis, fazendo o mesmo movimento de sussurrar em seu ouvido.
- Esse mesmo. - Curtis assentiu, sua outra mão indo até o joelho de Isabel. - Aquele é o meu padrinho.
- Wow. Ele parece mesmo com um gângster de filmes antigos. - A morena riu, embora seu coração tivesse dado uma guinada com aquela informação. Riso esse que morreu aos poucos quando seus olhos, registraram a presença da DNI da Spectre Security Intelligence, Madge Broome, no bar há alguns metros dela. Se a nova informação que havia adquirido havia animado-a, a presença da DNI servira para que acontecesse o extremo oposto. O antigo rancor que guardava contra aquela agência fez seu caminho desagradável dentro dela, fazendo-a morder o lábio inferior para não soltar um suspiro desgostoso. Por que, bom Deus, a Spectre sempre precisava estar no encalço de tudo o que eu faço?!, refletiu mentalmente, já que qualquer esboço de seu desagrado naquele momento poderia ser mortal. Lembrando-se disso, Isabel recompôs seu sorriso e voltou-se para Curtis, puxando a ponta de sua gravata com um pequeno sorriso malicioso. Até que tivesse o sinal verde de Thomas de que poderia sair de lá, ela sabia que precisava manter-se no personagem. - E você está próximo de se tornar um também, só precisa deixar crescer um pouco a barba. - Brincou. E desenvolver um senso crítico sobre dizer coisas demais à qualquer garota.
Toda a confiança que Thomas sentira outrora foi duramente arrancada dele nos momentos que se seguiram. O primeiro “golpe” foi quando o agente avistou Madge Broome, DNI da Spectre, a poucos metros dele. Já seria preocupante o bastante só o fato de que alguém da agência rival estava presente no mesmo local em que se dava uma operação tão delicada da Primera, – uma vez que isso significava uma operação paralela da própria Spectre e isso poderia atrapalhar tudo o que ele havia planejado até ali – mas tudo parecia infinitamente pior por ser logo Madge que estava ali. Sentia como se cada batida fosse muito custosa para o seu coração preocupado. A presença da mulher tirava completamente sua concentração, não só pelo momento que os dois viviam, como também pelo risco que ela corria por ter vindo sozinha para aquele ninho de cobras. Se um Thomas Cahill tão desconcentrado já era por si só um problema, o segundo golpe veio para arrebatá-lo de vez: voltando a se concentrar no que ouvia através do microfone de Isabel, Thomas voltou a si a tempo de ouvir a voz de Curtis dando uma descrição física do seu padrinho – e qual não foi sua surpresa ao perceber que o homem estava na mesma mesa em que ele mesmo jogava? Sua primeira reação beirou o pânico, uma vez que era pouco crível que aquilo fosse mero acaso. Tentando recuperar sua compostura, Thomas começou a repassar mentalmente tudo o que já havia notado sobre aquele homem enquanto estava ali: o homem em questão não tinha nada que o destacasse dentre os demais que ali jogavam, não parecia ganhar ou perder mais do que sua sorte permitia. Isso tranquilizou Thomas um pouco, nem que fosse apenas momentaneamente – afinal, se aquela situação fosse realmente uma armadilha, o homem teria tentado chamar a atenção para si de alguma forma.
O que Thomas precisava pensar agora era como agir. Não podia deixar transparecer qualquer mudança em sua atitude, senão chamaria a atenção e tudo que ele e Isabel haviam conquistado até ali. Seu plano A era manter-se impassível até que algo acontecesse, porém acabou sendo pego de surpresa: o homem empurrou todas as suas fichas para frente. All In. O que isso significava? Thomas, que estava apenas a duas cadeiras do padrinho de Curtis, tentou raciocinar enquanto sua vez não chegava. Assistiu à maioria dos jogadores ali presentes desistirem do jogo e, chegada a sua vez, apenas empurrou suas fichas para frente também. All In. O engraçado é que suas cartas não eram boas – isso parecia uma grande metáfora para o que estava acontecendo ali. Um blefe, era tudo o que Thomas tinha. Sorriu, um sorriso de alguém que tem uma carta na manga. Tentou parecer o mais natural possível. “Parece que não temos muitos jogadores audaciosos por aqui…” Me mostre o que você tem, completou apenas mentalmente.
Era de total conhecimento da DNI o envolvimento da Primera naquele caso; afinal, era justamente por se preocupar com a rapidez dos passos da agência rival que decidira se arriscar naquela missão completamente sozinha. Mas a situação em específico a pegara plenamente desprevenida: por que justo Thomas Cahill? Não poderiam ter escolhido qualquer outro agente para executar esse papel? Madge respirou fundo, tentando raciocinar o mais rápido possível. Se os dois agentes estavam em mesas diferentes, provavelmente ainda não possuíam muito ao seu favor. Pensou em seguir até a mesa onde se encontrava Thomas, já que era a que continha mais homens, o que inegavelmente facilitaria o seu trabalho. No entanto, temia que a proximidade com o agente acabasse por desconcentrá-la e a última coisa que ela desejava naquele momento era uma cena. Devia chamar certa atenção para si, é verdade, mas não daquela maneira. Sendo assim, decidiu rumar em direção ao canto onde Isabel se encontrava, por mais que intimamente desejasse caminhar no sentido contrário. Com o seu drink ainda em mãos, sequer ousou olhar para trás.
"Desculpe..." Proferiu já próxima o suficiente para que se fizesse ouvir. "As outras mesas já estão todas ocupadas." Sem esperar uma resposta, puxou uma cadeira e se sentou, de modo que o rapaz que conversava com Isabel ficasse bem entre elas. Para a sua sorte, ele não parecia minimamente incomodado em vê-la interrompendo o diálogo que estavam tendo, pelo contrário, esboçava um sorriso como se estivesse no paraíso. Jock debruçou-se ligeiramente sobre a mesa, expondo mais alguns centímetros de seu decote profundo. "E então, o que vocês me diriam de uma pequena diversão?" Abriu um sorriso quase obsceno, pousando o seu copo sobre a mesa maciça. Não sabia o que Cartwright já conseguira com aquele homem em específico, na verdade, a única certeza que Madge possuía naquele momento era de que precisava descobrir alguma coisa que a orientasse sobre que rumo seguir. O desconhecido parecia animado com as palavras da diretora, que torceu para que a agente rival não deixasse sua inexperiência estragar toda a situação. Respirou mais fundo, contendo a necessidade de olhar para Thomas pelo menos mais uma vez.
Pistol whipped {Madge&Johanna}
Luta e tiro eram duas atividades relaxantes para Madge Broome. Por isso, sempre que algum de seus agentes pedia ajuda em qualquer uma dessas atividades, a mulher não pensava duas vezes antes de aceitar. Naquele dia, havia marcado de encontrar uma de suas agentes na sala de treinamento por volta das dez horas, mas acabara se atrasando um pouco por estar demasiado ocupada com a resolução de um importante caso a respeito de um casal assassinado. Abriu a porta de seu escritório com pouca delicadeza e a madeira maciça bateu contra a parede do lado de fora. Madge não se importou, começando a caminhar pelos corredores da sede em passos pesados.
Já do lado de fora da sala de treinamento, pegou um colete à prova de balas e dois protetores, um para os olhos e outro para os ouvidos, assim como ditavam as regras. Desde que Jock entrara na agência, ouvira falar apenas de um acidente na hora do treinamento. De alguma maneira, um rapaz conseguira deixar a pistola escapar das suas mãos e acertar um tiro no pé de seu companheiro, mas, por felicidade, o estrago fora reversível. Havia quem dissesse que o tiro fora de propósito, no entanto, Madge preferia acreditar que ninguém dentro da Spectre seria capaz de fazer algo como aquilo. Posicionou-se numa das cabines centrais, encarando os alvos logo à sua frente. “Sinto muito, Johanna. Acabei me atrasando.”
Dentro de cada cabine, havia um cesto com armas descarregadas de diversos tipos; noutro, uma porção de balas separadas por calibre. Já os alvos, eram os habituais: figuras de corpos humanos e círculos grandes e pequenos. Caso quem estivesse treinando desejasse, também seria possível apertar um botão para acionar o movimento das placas, dificultando um pouco a atividade.
Melhor agente e cientista da Spectre?
Todos os meus agentes e cientistas são os melhores, ou não estariam na Spectre.
Top 5 guys?
Isso é tão idiota.
Don’t you want to share the guilt? | Susan & Jock
Susan se sentiu um pouco zonza. Não era de se deixar abalar com as palavras da mulher em sua frente. Jock não a afetava. Ela era uma cobra. Só parecia boa, mas ela sabia coisas que qualquer um ficaria pasmo de saber “Coragem é a sua de chegar tão perto de mim. Todo mundo sabe, aliás, a minha agência sabe que se pudesse, te mataria aqui mesmo. Mas… Eu não quero machucar um certo colega de trabalho” disse, tossindo após do que tinha dito. Rodeou a mulher, olhando-a de cima a baixo e sorrindo, não deixando-se se abalar mais com os disseres de Jock “Sabe, eu posso ter errado em muitas coisas em minha vida, mas não deixo que todos saibam. Logo, não há motivo para ser revistada. E ah! Eu sou uma das agentes mais talentosas da Primera, tanto que enganei um dos seus agentes. Se eu fosse você, treinaria os seus agentes muito melhor, acho que está meio complicado” Olhou para Madge, com um sorriso sacana no rosto “Pelo o que eu sei, você não pode falar de mim. Todos nos tornamos meio traidores, será que a DNI da Spectre não pode ser acusada de traição? Eu teria cuidado com quem me relaciono” terminou, sorrindo para a mulher.
Sem diminuir o seu sorriso um milímetro que fosse, Jock assistiu Susan rodeá-la como quem avalia um adversário e permitiu que ela concluísse o seu discurso sem sentido. Não fazia ideia do que aquela mulher estava falando e não duvidava nada que ela estivesse delirando. Na verdade, Madge não se importava. Nada que dissesse respeito a Jenkins lhe interessava, pelo contrário, sabia que a vida da outra era tão fútil e vazia que não conseguia nutrir por ela nada além de pena. Sempre que recebia os relatórios quinzenais sobre os agentes da Primera, o de Susan era um dos que mais lhe causavam tédio. Neles, absolutamente nada que pudesse ser acrescentado positivamente a vida da diretora ou que lhe despertasse minimamente a curiosidade. “Quanta audácia, querida. Me ameaçar de morte... Você sequer sabe o que isso implicaria na sua vida e principalmente na sua carreira caso eu desejasse usar as suas palavras contra você?” Fitou-a com desdém, como se olhasse uma criança pequena fazendo malcriação. “Você não é ninguém e quanto mais fala, mais se nota o quão perdida está.” Suspirou, balançando a cabeça negativamente. “Uma pena, tão novinha...”
Just the thought of kissing your lips after waiting for so long makes my knees weak and my heart shiver.
i’m so unbelievably in love with you (via awkwarddly)
You're the cure, you're the pain.
You’re the only thing I wanna touch.
Maybe we found love right where we are | Thomadge {fb}
Como alguém que trabalha fazendo do comportamento humano uma ciência e das circunstâncias algo exato, Thomas nunca se deu ao luxo de acreditar em acaso, sorte ou qualquer tipo de acontecimento contingente e aleatório. Sempre foi um homem muito mais suscetível a acreditar em serendipidade do que em coincidências. Apesar disso, seria até leviano da sua parte negar o caráter improvável daquela situação – só que não o tipo de improvável que te dá um gosto amargo de ter a sua vontade contrariada, mas sim aquele improvável que é a realização dos seus desejos mais íntimos. Desejos estes que o agente talvez nem soubesse que possuía, mas que agora se revelavam tão fortes que pareciam atiçar todo o seu corpo, desde a pele arrepiada até um calafrio que lhe perpassava a espinha cada vez que as suas línguas se encontravam. Completamente entregue aos seus instintos, era extremamente difícil se afastar mesmo alguns milímetros do seu objeto de desejo. Deixou que Madge o guiasse, no entanto, porque sabia que estavam a poucos passos de finalmente concretizar tudo que desejara até ali. Além do mais, permitir se delongar em mais alguns minutos de preâmbulo parecia ampliar cada vez mais sua excitação, principalmente pela expressão cada vez mais provocante da mulher. Mas quando finalmente se viram dentro do elevador, aproximou-se novamente dela, a fim de colocá-la novamente na mesma posição: apossava-se de Thomas um desejo pelo ensejo de dominação e isso transparecia, por exemplo, em como suas mãos chegavam a marcar a pele da DNI pela força que aplicava ao tocá-la, sem nem mesmo perceber. Aliás, descobria um tanto quanto precocemente o quanto já gostava de marcar a pele de Madge, nas poucas vezes em que se afastava dos lábios dela para distribuir pequenas mordidas pelo pescoço.
O beijo dos dois era tão sôfrego e urgente que só seria justo ser interrompido se fosse para dar um passo adiante naquela entrega – e era exatamente isso o que significava o som da porta se abrindo atrás dos dois. Mesmo quando parecia quase doloroso se afastar de Madge, escolheu fazê-lo apenas para vislumbrar o que já havia conquistado até ali. Enquanto dava passos cegos para fora do elevador, ainda de costas para a porta aberta que cruzava, não deixou de fitar a mulher nem por um segundo: quase tão excitante quando beijá-la era vê-la assim, com os lábios avermelhados e o cabelo já completamente desalinhado por ele. Já fora do elevador, aguardou pacientemente que Madge o guiasse até seu apartamento. Quando finalmente ali chegassem, aí sim ela seria inteiramente dele.
O curto tempo dentro do elevador mais parecera uma eternidade agonizante. Por mais que Jock tivesse o agente rival somente para si de uma vez por todas, apenas beijá-lo já não era o suficiente. Não só desejava como também precisava ir muito mais além. Não se importava mais com Spectre, Primera ou o que fosse; Madge estava pela primeira vez em muito tempo completamente decidida a viver aquela experiência para si e não para a sua honra como diretora. O barulho da porta metálica se abrindo anunciou que em instantes estariam totalmente a sós e a mulher voltou a sentir borboletas se debatendo em seu estômago. Como fora capaz de guardar todo aquele sentimento dentro de si por tanto tempo? De fato, começava a se arrepender por não ter seguido seus instintos há muito tempo, sem dúvidas teria sido mais bem-aventurada.
Soltou-se de Thomas para caçar a chave do apartamento dentro de sua bolsa, não demorando muito para encontrá-la num dos forros internos. No momento em que pisaram no aposento, Madge soube que não aguentaria chegar até o seu quarto: o cômodo parecia longe demais. Por isso, voltou-se para o agente, de modo que pudesse guiá-lo até o sofá. Seus lábios pintados de escarlate se repuxavam em um sorriso obsceno, enquanto suas mãos apreciavam o toque quente sobre os ombros e o peito do inglês, ainda que por cima da roupa. Já perto o bastante da mobília, empurrou-o não muito delicadamente contra o estofado, logo em seguida dando as costas para o homem. Em pé e virada na direção oposta a dele, alcançou o zíper de seu vestido, não hesitando em começar a abri-lo lentamente.
Fortunate freaks | Jamie & Jock
Por mais que tentasse, Jamie não conseguia encontrar qualquer objetivo lógico para a existência daquele evento como um todo; Colocar ambas as agencias juntas num só ambiente já era por si só perigoso – e devidamente irritante para ambos os lados –, além de expor todos os funcionários a uma atenção que poderia vir a ser incomoda em algum momento futuro. Era perfeitamente capaz de identificar a rivalidade em conjunto com a intolerância agindo em quase todos os cantos daquela casa desnecessariamente ampla, e nem precisava ser o portador de uma inteligência extraordinária para ter a certeza de que algum desentendimento acabaria por acontecer, cedo ou tarde. E eram esses e outros motivos que deixavam o agente tão desgostoso daquela noite como um grande todo; Sentimento este que com certeza era compartilhado com a mulher que se postava próxima a si.
Apesar de estar lidando com a DNI da agencia para a qual trabalhava, sentia-se a vontade para expor sua infelicidade diante de Madge sem precisar recear por uma reprimenda justificada – o que apenas se confirmara segundos depois de verbalizar seus pensamentos, ao ter como resposta outra frase de quase mesmo teor. Não conteve-se, no entanto, em abrir um raro e ainda discreto sorriso direcionado a mais velha, deixando que este fosse por si só uma resposta mais do que suficiente para o que ouvira. Deixou que os olhos claros se voltassem para aquela que considerava como uma boa companhia, antes que um riso seguisse a frase da mesma, seguido por um arquear de sobrancelhas que denunciava a brincadeira que moldava as próprias palavras. “Eu não posso prometer nada… Se eu encontrar uma maneira, eu vou sair daqui e nem ao menos vou olhar pra trás.” Sabia que jamais ousaria fazer tal coisa, ainda mais por ter sua lealdade bem trabalhada de modo a estar disposto a enfrentar a própria irritação para fazer jus àquele compromisso desagradável. “Eu realmente não entendo como existem pessoas que podem gostar dessa… Bagunça. E muito menos o porquê de a presença das duas agências ser requisitada desse jeito.”
Ao ouvir as palavras do rapaz, Jock arqueou levemente uma das sobrancelhas, sem deixar que seu riso se desfizesse. Sabia que Jamie estava apenas brincando, ainda que não fosse se importar realmente se ele resolvesse sair dali mais cedo, mas não desejou perder a oportunidade de rebatê-lo da mesma maneira divertida. "Não se preocupe. Eu vou me lembrar disso e, quando você precisar, também não vou olhar para trás." Piscou para ele com um sorriso ainda mais espirituoso nos lábios. Na verdade, só mantinha os seus agentes ali por pura cordialidade, porque não desejava que a Spectre parecesse a causadora da suposta rivalidade que existia entre as agências. Caso tivesse se negado a comparecer, os boatos inventados seriam tantos que dariam a mulher o dobro de dor de cabeça do que ter que fingir simpatia e gentileza por algumas horas aparentemente inacabáveis.
"Eu tenho certeza que essa baboseira foi ideia da esposa do sr. Arcade. E também não duvido nada que ela o tenha feito como provocação pessoal para mim." Deu de ombros como se demonstrasse indiferença, ainda que seus olhos transbordassem irritação. Desde que assumira o posto de diretora na Spectre, Francis Arcade parecia extremamente desgostosa com a relação que Madge possuía com o milionário. É claro que nada ia além de negócios, mas a mulher parecia querer acreditar justamente no contrário; por isso, sempre que se encontravam, era desnecessariamente mal-educada e inconveniente. Não diria nada disso a Jamie, não por falta de confiança e sim por temer que alguém indesejado pudesse ouvir. "Ela gosta de aparecer na mídia tanto quanto Joseph, não vou me surpreender caso ela surja dentro de um bolo gigante ou com uma cobra enrolada no pescoço."
Don’t ask and you won’t lose — Jock x Isabel x Thomas
Isabel soltou uma gargalhada teatral e nada típica dela ao ouvir a piada qualquer que o rapaz havia acabado de lhe contar, enquanto se debruçava sobre a mesa do cassino e tocava seu bíceps em um claro gesto de flerte. Havia taças de champanhe à sua frente, mas Isabel, ao contrário do rapaz, não tocava nela. O rapaz em questão era um dos traficantes de maior escalão dentro daquele grupo, sendo um dos que possuía algum contato direto com o verdadeiro chefe. Porém foram só alguns minutos naquela ladainha calculada para Isabel perceber que ele provavelmente só estava nesse posto por ser parente de alguém importante. Afinal, apesar de concordar que ficava impressionante dentro daquele vestido vermelho, Isabel também achava que um traficante daquele escalão deveria ser no mínimo mais desconfiado sobre uma garota que resolvesse se aproximar dele do jeito que ela fizera. Mas essa era uma das vantagens de se ter a aparência que Isabel tinha: era mais comum associar a combinação daquele rosto jovial e estatura com uma líder de torcida do colegial do que uma agente séria. Isabel desconfiava que aquela fora uma das razões para ter sido posta nessa missão, para início de conversa; Afinal, não fora difícil se camuflar entre os diversos frequentadores daquele cassino como mais uma jovem ingênua e deslumbrada com aquele mundo clandestino de drogas e jogos de sorte, e desse modo conseguir algumas informações úteis para a Primera. Porém sua carreira de agente ainda era curta demais para confiarem uma missão dessa magnitude somente a ela. Era por isso que ela usava um microfone em seu sutiã e um ponto no ouvido que lhe transmitia a voz de Thomas Cahill, que estava com ela em algum lugar do cassino. Já que o disfarce de Isabel não era exatamente do tipo que permitia armas, a agente tinha com ela apenas uma pequena pistola na parte interna de sua coxa direita, atada em um coldre. Por mais que não gostasse da necessidade de confiar em alguém além dela mesma, ela precisava confiar de que Thomas viria ao seu auxílio se a situação fugisse de seu controle.
– Eu imaginava que esse tipo de coisa só acontecesse em filmes de gangsters, é tão excitante! – Isabel sussurrou para o rapaz animadamente, um sorriso enorme em seus lábios pintados da mesma cor do vestido e os olhos brilhando de uma falsa empolgação, o que o fez soltar uma risada convencida.
– Você ainda não viu nada, darling. – O traficante que ela sabia se chamar Curtis se gabou no mesmo tom de voz dela, afastando uma mecha do cabelo castanho de Isabel de seu rosto de um modo lento demais para seu gosto. Ela sabia que o fato dele já ter bebido alguns shots e ter se interessado nela ajudava e muito na missão, porém ainda assim precisou lutar contra a vontade de fazer uma careta de asco. Mas a agente era uma boa atriz e manteve seu olhar deslumbrado, mordendo o lábio inferior. – Todo esse lugar, além de alguns outros, é comandado pelo maior traficante de Londres. Ele é o meu padrasto, sabe. – Assentiu com um sorriso, esperando que isso a tivesse impressionado.
Isso explica bastante coisa. Criança estúpida…, Isabel pensou, embora seus olhos tivessem se arregalado em uma excitação que já não era mais tão falsa. – É mesmo? – Questionou, debruçando-se ainda mais sobre a mesa, esperando que Thomas tivesse pegado aquela informação. – Ele está aqui agora? – Sussurrou em um tom teatral e um sorriso, como se estivesse esperando que ele lhe contasse um segredo.
O tráfico de drogas é como o crime organizado funciona da melhor maneira possível – sempre como a grande teia de uma aranha quase impossível de se desmembrar. Não é nenhuma surpresa que a polícia londrina já estivesse há tanto tempo seguindo o rastro daquela quadrilha em especial sem obter nenhum sucesso. Trabalhando em cima do pouco avanço que a polícia tinha até o momento, a Primera já havia assumido aquele caso há alguns dias e já não só havia começado a identificar algumas ramificações da quadrilha como já estava a par da existência de um cassino clandestino controlado pela quadrilha – o que, tudo indicava, era um de seus negócios mais rentáveis. Depois de algumas semanas observando atentamente toda movimentação dentro do cassino, finalmente chegara a noite em que a agência decidiu agir. Era Cahill quem comandava a investigação desde o início, – tendo arrancado a localização do cassino de um pequeno traficante pessoalmente – então já era de se esperar que ele estaria lá in loco para garantir que tudo teria êxito. Sua parceira na operação era Isabel Cartwright – Thomas confiava bastante em Isabel e sabia que a jovem era de longe a agente mais indicada para o tipo de abordagem que a Primera resolvera adotar. Provavelmente era ela que desempenhava o papel mais difícil naquela noite: enquanto Isabel interpretava uma jovem deslumbrada que flertava com um dos traficantes mais importantes e visados da quadrilha, Thomas estava não muito longe dela, fingindo apenas estar entregue aos jogos de azar. O agente estava bastante confiante de que a operação não seria desastrosa: para além da confiança que tinha em Cartwright, também havia se encarregado de treiná-la pessoalmente, a fim de garantir não só que ela contasse com todas as habilidades necessárias como também estivesse completamente armada com todas as informações que ele mesmo possuía sobre o caso. Além disso, a sua vestimenta permitia que Cahill estivesse completamente armado e pronto para dar cobertura a Isabel no menor sinal de falha no plano – e bastava um toque do seu celular para que um número considerável de agentes fossem acionados para servirem de reforço. A cada aposta sua no poker – sempre tendo que equilibrar vitórias e derrotas para não chamar a atenção de nenhum traficante ou funcionário do cassino – Thomas repetia para si mesmo que tudo ia dar certo.
Seu único medo era que tudo estivesse dando certo demais. Ouvia atentamente a conversa de Cartwright com o traficante e foi difícil disfarçar seu espanto quando o garoto simplesmente começou a falar sobre seu padrasto. Lembrou-se inevitavelmente de cada homem que o agente praticamente torturara para arrancar alguma informação e muitos preferiam a dor e mesmo a possibilidade de morte do que entregar alguma informação sobre seu chefe. “Cuidado. Não demonstre muito interesse.” Era difícil falar com Isabel sem chamar a atenção dos outros jogadores, então Thomas se limitava a comandos curtos, sem chance para argumentação. Uma das suas orientações mais claras era que Isabel tinha que obedecer estritamente às suas ordens. A ficha que ele havia levantado do tal Curtis realmente indicava que o cara era um pouco deslumbrado e não tão cauteloso quanto os demais traficantes do mesmo porte – não obstante, Thomas simplesmente não aceitaria cair nesse tipo tão vil de armadilha. “Tenha calma”, acrescentou. Agora era realmente necessário manter a calma. Se o homem que eles procuravam realmente estava naquele lugar, os dois agentes não voltariam para casa naquela noite sem finalmente deterem um dos maiores traficantes da Inglaterra.
Cinco minutos foram o suficiente para que Jock pudesse calmamente analisar o local. Um segurança bem vestido atendia sempre que alguém batia na porta e aparentemente não era muito difícil de entrar. No entanto, não poderia tentar adentrar o cassino vestida daquela maneira, muito menos com tantas armas escondidas embaixo de seu sobretudo. Também não poderia tentar invadir sozinha: não duraria um minuto com todos aqueles mafiosos e seguranças armados. Por um momento, Madge pensou em desistir, mas já havia conseguido ir longe demais e considerar a hipótese de a Primera capturar aquele traficante primeiro era aterrorizante. A única pessoa com quem a diretora poderia contar naquele momento era seu atirador. Sacou o celular e mandou uma mensagem para o rapaz, pedindo que comprasse um vestido elegante na primeira loja que encontrasse. Em vinte minutos, muito mais rápido até mesmo do que Jock previra, o homem já estava no lugar onde haviam combinado, com uma mochila grande para levar embora parte das armas que ela carregava consigo e um vestido vermelho curto. "Escute, Joe, eu vou entrar. Veja quais os agentes estão disponíveis e mande todos virem para cá. Assim que eu souber qual a sala do chefão, eu te envio uma mensagem e vocês entram para render os que estão lá dentro." O jovem apenas assentiu em acordo, afastando-se para darem início ao plano.
Depois de se trocar e inventar um penteado qualquer em menos de sessenta segundos, Madge escolheu o seu melhor sorriso e dirigiu-se a porta de entrada. Sem rodeios, bateu a mão fechada contra o ferro, logo sendo atendida pelo segurança que ela já conhecia. "Boa noite", falou baixo e cordialmente, sem deixar de fitá-lo nos olhos. O homem sorriu em resposta, afastando-se alguns passos para dar espaço o suficiente para a diretora passar. Ela quase podia sentir os olhos dele esquadrinhando-a de cima a baixo e, apesar de incomodada, resolveu tomar isso como um bom sinal, visto que a roupa provocara o efeito desejado.
O cassino era justamente aquilo que Jock esperava: apesar de possuir uma fachada aterrorizante, mais parecendo um ponto de prostituição, o interior era extremamente decorado e luxuoso. Por todo o ambiente, diversas mesas de pôquer e outros jogos de azar, fora algumas máquinas caça-níquel e um bar razoavelmente grande. Ela precisava primeiro situar qual sujeito abordaria – de preferência um que já estivesse com seu nível de álcool elevado – e, para disfarçar, andou diretamente para o bar, esperando ganhar tempo. Pediu um drink qualquer e apoiou-se na bancada, de modo que pudesse ter uma visão ampla de todo o salão, em busca de algum rosto conhecido. Podia apostar que alguém ali dentro já teria sido fichado e talvez essa fosse uma boa maneira de Madge começar. Ao estudar o local, no entanto, teve uma surpresa no mínimo desagradável: Isabel Cartwright e Thomas Cahill estavam bem diante de si.