cê é cheio de códigos que não dizem nada, de olheiras vazias e palavras ao pé da letra sem sentido algum. quando meu telefone toca, eu sei que não é você implorando a minha volta, dizendo que os dias passam devagar e cinzas e que a cerveja não tem o mesmo gosto amargo que agrada tanto. quando os trovões começam e a chuva cai, eu me lembro que setembro é o mês do teu aniversário e que eu não preciso mais me torturar ensaiando palavras que possam soar bonitas saídas da minha boca. de bar em bar eu clamei o teu nome em cada banheiro sujo que eu ousei entrar apenas pra pensar no tanto que as vezes o teu olhar vão me faz falta. e a cada dia que passa, tudo se esvai um pouco mais. tudo se acaba um pouco mais. cê deixou meu peito vago mesmo quando ainda era presente e é por isso que eu te encerro aqui.


















