Hoje eu tive que acompanhar uma das novas estagiárias no setor de fisioterapia respiratória e ao aspirar a secreção do doente, o aparelho se soltou e ela acabou sendo batizada. Tinha que ver, ela chorou como um neném, aposto que nunca mais irá querer botar os pés na ala respiratória!
Acredite que era! Espero que sim, mal posso esperar para que isso aconteça, preciso realmente de viver mais, sabe? Lidamos com a vida e a morte todos os dias, mas quando o assunto é viver mesmo, plenamente, sempre acabamos deixando isso para segundo plano. “Quem só sabe de medicina, nem de medicina sabe”…isso vai passar a ser a frase da minha vida.
É engraçado mesmo, não tenho como negar e não me importo com esses apelidos, ao menos são apelidos com fundamento de razão, pior é quando falam uns que são insultuosos.
Entendo. O internato é realmente um período ligeiramente conturbado. Mas, a vida profissional que você escolheu também não é lá muitos simples. No entanto, vá por mim, se você conseguir dosar a carga de estresse e não se livrar dos pequenos prazeres da vida fora de um hospital, vai dar tudo certo. Como é um bom princípio, eu juro que vou deixar você me parafrasear de vez em quando.
Sim! Sem dúvida…eu parecia uma idiota na minha primeira semana em Chicago. Estou adorando estar aqui, Chicago é uma ótima cidade e o hospital é incrível. Você realmente andou por todo o lado, deve ser espectacular viajar tanto assim, adoraria poder conhecer mais lugares no mundo.
É essa mesmo! Smurf e Avatar? Tenho a certeza que a Barb vai adorar saber que nos chamam isso. Não se preocupe, eu não levo a mal, estou mais do que acostumada a ouvir isso e sinceramente? Essa comparação foi a melhor até agora, eu nunca liguei muito para a minha altura, claro que sou alvo de piadas e o pessoal sempre pensa que sou mais nova do que aquilo que realmente sou, mas é bom ser baixinha.
Qual é? Aposto que não era tão ruim assim. Concordo. O hospital é realmente muito bom, tem centros de pesquisa muito avançados, além de ser um ótimo lugar para o ensino. Um dia certamente você vai poder, a medicina promove oportunidades incríveis, de verdade. É uma área muito vasta, se você souber aproveitar e se interessar por outras coisas. E eu espero que se interesse. Afinal, quem só sabe de medicina, nem de medicina sabe.
Sim! Juro que tentei defender desse apelido mas, ele é muito engraçado para ser defentido. Menos mal então, eu fico mais aliviado.
Se eu quisesse mexer em você eu não precisaria de desculpas Kovu. - Piscou para o amigo, mas logo deu uma risada e levou as mãos a gravata usada por ele, a arrumando com cuidado. - Prontinho, agora está bem melhor… Qualquer dia eu te ensino a dar um nó de gravata direito, eu sempre fazia isso para o E… - Então ela se impediu de falar, não queria começar a falar do falecido noivo. - Bem, você sabe pra quem eu fazia isso. - A loira deu de ombros. - Eu vou te mostrar um calendário muito melhor que sua ex. - Yessica então colocou uma das mãos no bolso do paletó dele e retirou o celular de Kovu dali. - Você vem aqui no calendário e coloca um lembrete. - Piscou para o amigo, o olhando.
-Ouch. Esse foi o fora mais doloroso que você já me deu. Você está realmente desdenhando do meu nó? Porque o pior é que eu realmente costumo ser muito bom com eles. Sim...Eu lembro que fazia. - Kovu entortou os lábios e balançou a cabeça negativamente. - Sim, sim...Mas, não foi isso o que eu quis dizer. Não é como se desse para eu substituir a Lyanna por esse calendário aí.
- Pessoas com muitos deveres normalmente contratam outras pessoas para ajudar no dia a dia - ele riu baixo, olhando pro chefe por um momento - Bem, a festa está como qualquer outra festa de classe com acionistas ricos e pessoas precisando ter o ego inflados - Chaz disse calmo, dando de ombros - Boa como sempre.
- Sim, sim. Ainda assim, é bem estranho quando se profere em voz alta. Você não acha? Hm...Costumo ser bom com essas pessoas também, acho que por isso me chamaram aqui então.
Sim, ainda por cima cresci numa quinta, era tudo muito calmo por lá. Sim, o meu pai está muito orgulhoso, quando entrei na faculdade, ele não se calou durante meses ao falar para os amigos que eu ia para Chicago estudar. Madrid? Que legal! Sim, foi uma mudança boa na minha vida, estava precisando.
É ótima! Ela é uma ótima amiga e uma excelente colega de apartamento, ela trabalha no hospital também.
Deve ter sido um contraste considerável mudar para um local maior, hm? Bem, espero que você esteja gostando da cidade, ao menos e do hospital. - Kovu soltou uma risada baixa ao ouvir a garota. - Bem, acho que sei como é isso. Mas, ele tem razão em estar orgulhoso. Sim...Meu pai é de lá. Morei um tempo na Tanzânia também, depois Oxford, por conta da faculdade e...Por aí foi. Como eu disse, estive em alguns lugares.
Isso é ótimo. Calma...É aquela garota que tem tipo o dobro da sua altura? Sem ofensas, é que eu já vi vocês andando juntas e é...engraçado. Não no jeito ruim, seu tamanho é fofo...E não de um jeito ruim. E okay, agora eu me embaralhei. Desculpa, é que uma vez eu ouvi uma enfermeira chamando vocês de “Smurf e Avatar” e essa comparação ficou na minha cabeça. Não me leve a mal, seu tamanho é lindo em você, você é linda, tipo uma boneca de porcelana, com todo respeito.
A minha é fichinha comparado a sua. Estranho pra mim é encontrar alguém que não tenha. De nada. Folga mesmo, não. Mas acho que só tenho um plantão marcado.
Minha mãe anda me envolvendo demais nas coisas da fundação, tô vendo a hora disso me arrumar problemas familiares desnecessários. Ia saber se você não quer ir pescar.
Alguns meses, quase 1 ano na verdade. Mas, deixei de modelar há mais tempo, infelizmente. Ás vezes penso em voltar e seguir carreira nisso, mas minha família acha perda de tempo, algo indigno e de vagabundo. - explicou suspirando - Você é um ótimo ótimo.
Nada, eu estava conversando sobre a Copa do mundo com alguns colegas de trabalho, esquecer um pouco o hospital pelo menos essa noite.
Achei que essa coisa de modelo era boato do hospital. Mas, por que você parou se era algo que gostava? Ah...Agora entendi. Bem, você não devia deixar de fazer algo pelo que a sua família pensa se é o que gosta de fazer. Bem, um ótimo obrigado, você está muito bem também, eu já mencionei isso.
Opa, eu gosto de futebol. Inclusive, a última copa coincidiu com um projeto que eu estava elaborando e daí consegui acompanhar alguns jogos lá no Brasil. Consegui ir lá torcer pela Espanha!
- Obrigado, é o terno que eu uso em casamentos… - Chaz riu baixo, observando enquanto o seu chefe terminava de se arrumar para a festa. - Pelo menos eu consegui trazer o meu terno pra cá antes e deixar ele pronto pro evento.
- Com razão, é um ótimo terno. No meu caso, a minha sorte é que aparentemente a assessora que a minha mãe contratou é um poço de eficiência. E agora que eu disse isso em voz alta, ratifiquei minha teoria de como é ridículo minha mãe me contratar uma assessora.
- “Obrigada, acho que nunca ninguém fez um elogio a minha aura.” - sorriu mais abertamente rindo de um modo baixo, enquanto suas mãos alisavam o tecido branco do vestido, afim de desamassa-lo. - “Na verdade, sabia, mas.. Houve uma pequena emergência com um dos meus pacientes e acabei me atrasando um pouco.” -
- Que ótimo, isso faz de mim um pioneiro. O que eu quis dizer é que você tem um semblante meio dócil e delicado, e o vestido faz jus a isso. Ah...Entendo. Bem, não seria uma festa de médicos se não houvesse alguns imprevistos, hm?
31 anos, herdeiro da Fundación Martell, chefe de traumatologista do Saphire Hospital Center, integrante do médico do Médicos Sem Fronteiras, graduado em medicina por Oxford, especializado em traumatologista pelo Askelepios Klinik Barmbek, solteiro, agnóstico, heterossexual, Madri. The jingle king/The Heir of an Empire. @k-martell (Jesse Williams)
ABOUT
Lorenzo Martell dedicou a vida ao estudo da medicina e a ajudar pessoas. E foi, em meio a uma de suas viagens pela África que ele conheceu a mulher de seus sonhos, a dedicada e astuta empresária Kiara Ashanti. O romance dos dois rendeu frutos, dentre eles, o crescimento absurdo da Fundación Martell e o nascimento do belo garotinho de olhos insistentemente verdes, que foi muito amado mesmo antes de vir ao mundo.
Kovu Ashanti Martell cresceu em meio a palácios de ouro e catástrofes naturais, seus pais sempre fizeram questão de lhe mostrar todos os lados da vida. Sua mãe o ensinava como se portar em eventos, a como ter postura, como se dedicar. Seu pai, por sua vez, o ensinava que, ao redor do mundo, as pessoas precisavam de ajuda e que, não deveria negar-se a ajudá-las. Porém, foi em uma das viagens a trabalho que Lorenzo fazia que ele simplesmente desapareceu. Kiara e Kovu passaram anos em uma pequeno vilarejo na Tanzânia em busca do homem, até que tiveram de retornar a Madri, onde o garoto foi devidamente educado. Todavia, dando continuidade ao trabalho de Enzo, a mulher sempre fez questão de fazer longas viagens pelo mundo, para mostrar ao jovem não só as belezas mas, também as desgraças existentes nele, fazendo com que o filho crescesse sempre ciente que entre o bem e o mal há uma larga escala de coisas. Transformou ainda, com seus punhos de ferro, a fundação do esposo em um império, ciente de que, algum dia, seu amado filho assumiria aquilo.
A teoria de sua mãe foi praticamente consolidada quando Kovu mudou-se para Oxford, afim de estudar medicina, local onde ele acabou amadurecendo não apenas como médico mas, como pessoa. A faculdade, junto com os diversos estágios e especializações ao redor de todo o mundo, acabaram por transformar o jovem Martell em um dos melhores traumatologistas já conhecidos. Todavia, fora também nesse percurso que ele fora tornando-se um homem fascinante, coberto por diversas culturas, exatamente como a sua mãe havia planejado.
Infelizmente, diferente do planejado por sua mãe, Kovu queria construir sua vida sem os privilégios do império construído na Europa, o que fez com que o homem migrasse definitivamente da Espanha para a cidade de Chicago, nos Estados Unidos, onde acabara sendo contratado por um famoso hospital local. A princípio, se adaptar fora complicado, ainda que os grandes olhos de admiração se levantassem sobre ele, afinal, ele estava em meio a excelentes médicos, já bem estabelecidos no local e ele era só um jovem, extremamente bem especializado e com grande experiência de campo mas, muito novo para as pessoas confiarem realmente nele. Contudo, conforme o tempo foi passando e a vida do homem foi sendo construída, tudo foi melhorando.
PERSONALITY
Kovu sempre foi o tipo de pessoa que gosta de agradar. Ainda assim, isso não o faz voltar atrás em suas convicções e no que acha certo. É um profissional de pulso muito firme, tanto quanto aos outros quanto em relação a si mesmo, se cobra muito e isso por vezes acaba se tornando um problema, especialmente em seus primeiros anos de internato. Sempre muito sério em relação ao seu trabalho, o homem sempre toma a frente e briga por seu paciente se acredita que está fazendo o certo. Quando o assunto não é trabalho, o homem continua sendo alguém muito disposto e prestativo, está sempre apto para o que quer que seja, desde ajudar alguém até simplesmente ir para uma festa com um amigo, ainda que seja mais caseiro.. É bastante comunicativo também, isso facilita bastante suas relações sociais. Devido a cobrança dos pais, sempre se mostra muito educado e sensato em suas conversas e decisões, explodindo poucas vezes, apenas quando alguém fere qualquer um dos seus princípios. Pode ser bastante teimoso e orgulhoso dependendo da situação em que é colocado.
- “Me encontro na mesma situação.” - assentiu terminando de ajeitar os cabelos, o vestido tinha sido escolhido com certa antecedência, Meredith sabia sobre a festa e pretendia ir, mas havia sido pega por uma emergência no hospital que atrasou um pouco seus planos de se arrumar em casa e chegar no horário a festa. - “Obrigada. Você também está ótimo para alguém, semi- pronto.” - assentiu com um sorriso nos lábios.
- Aparentemente semi pronto é um dos meus melhores trajes. Mas, falando sério...Esse vestido ficou muito bonito, combinou com sua aura ou coisa do tipo. Não sabia da festa também? Menos mal, assim não me sinto o único desinformado.
Eu morava no Texas, nasci e cresci lá, só me mudei mesmo para vir para a faculdade aqui e trabalhar. Sim…não foi fácil deixar a minha família para trás, mas acho que valeu a pena e felizmente temos o Skype e o Facetime que ajuda um pouco mais com a distância. Você é daqui de Chicago?
Acho que fui no Texas uma vez só, me pareceu um bom lugar para se crescer. Você gostava de lá? Entendo...Bem, se serve de consolo, eles devem estar muito orgulhosos de você. Hm...Não. Na realidade, eu sou de Madri...Mas, já estive um pouco em todo lugar. Entendo o que você diz de adaptação mas, mudanças tem seu ponto bom.
E sua colega de apartamento? A relação de vocês é boa?
De gravatas? Pra mim só se for no clima de Cinquenta Tons. Tudo bem, eu tenho uma noção pelos da minha irmã, eu deixo ela ser quase tão bonita quanto eu. Hmmm bom, porque eu detesto ser confundida com ela. Acho ótimo, ainda mais se continuar me elogiando, eu adoro o tratamento diferenciado. Vou só comer mesmo, já tomei umas besteiras ali, mas nada forte, queria dar uma última olhada nas crianças antes de ir pra casa. Eu fiz uma cirurgia mais cedo e to com umas na cabeça.
Vou guardar essa informação na minha mente. Vocês duas são muito bonitas, de jeitos diferentes mesmo que gêmeas. Se tivesse me dito isso, eu teria confundido de propósito, não acredito que perdi a chance de descobrir como é sua cara irritada. Eu posso te dar uma carona quando estiver indo, eu tô meio cansado, cheguei de Madri esses dias e fui direto pro plantão. Só vim por obrigação mesmo.