As ninfas espalharam que Kamelya Akpınar chegou ao acampamento e estão dizendo que se parece com Cemre Baysel, mas deve apenas ser o poder da névoa o confundindo. ela tem trinta e cinco anos e é do panteão Grego, filha de Perséfone. dizem as más línguas que Melya é sarcástica, mas também é adaptável em seus melhores dias, por isso está na coorte quarta e é instrutora de latim. espero que se adapte bem, estamos muito felizes por tê-lo aqui!
Resumo: Por detrás das portas de um orfanato, não é esperado muito do futuro daqueles que saírem de lá. Uma vida ordinária, muitas vezes fora da lei ou apenas pacata. Sendo assim, ali estava Kamelya entre outros, comum como deveria e com o sarcasmo que seria construído. Sem esperanças de adoção, quando não estava sendo um ponto entre outros, dando respostas ditas malcriadas, sua atenção estava entre os livros. Os mistérios, misticismo e qualquer coisa fora do normal eram o que chamavam sua atenção. Mesmo que tenha decidido estudar de tudo um pouco para quando saísse de sua prisão pessoal, pudesse ter uma vida decente. Quando a bomba de ser uma semi deusa lhe surgiu, aceitou como a medida que lhe daria algo melhor, mesmo que obviamente não fosse de almejar muito, encontrou seu caminho na quarta corte, onde tinha o acesso ao estudo e não muito reconhecimento geral. Bem, o que se esperar de uma órfã?
INFORMAÇÕES BÁSICAS
Apelidos: Melya, Mel, Kamy
Altura: 175cm
Aniversário: 17 de janeiro (Capricórnio)
Orientação sexual: Bissexual
MBTI: INFP, o mediador
Alinhamento: Chaotic Good
Traços positivos: Engraçada, gentil e engajante.
Traços negativos: Sarcástica, fechada e negligente.
Maldição — Ela não sabe exatamente o porque ou como acabou com isso, mas talvez algo que ela tenha feito não tenha agradado muito Hades, já que este a amaldiçoou com a infertilidade. O que de inicio ela não achou que teria um impacto tão grande, mas conforme os anos se passaram e ela se via mais desejosa do conceito de família, isso acabou realmente virando uma maldição pra ela, uma que ela opta por não falar sobre.
Poderes e habilidades:
Fitocinese — Com esse poder ela consegue criar plantas caso em contanto com a natureza e as manipular ao seu bel prazer, podendo as usar das mais variadas formas. Ainda que consiga as “criar”, é necessário estar em solo de terra fértil, também não funciona no inverno.
Imunidade a venenos — Ela é imune a a venenos, porém, apenas aos venenos advindos de plantas. Não é algo que ela controle.
Arsenal: Não é muito afeita a armas, ainda assim possui uma adaga cujo a lâmina possui veneno. Mas não a carrega sempre consigo, ainda que quando a carregue costume estar como um adereço no cabelo ou na roupa.
Joseph sabia que tinha pegado pesado quando comentou que Kamelya não foi feita para a batalha corporal. O que não era algo ruim. Ela era da quarta coorte assim como Joseph e também era boa com poções, e ainda melhor que ele com venenos, que vinham a calhar em situações variadas. Só que Joseph era bom com lutas depois de anos vivendo fora do acampamento, encarando os monstros lá fora justamente pra receber o melhor treinamento que a vida de um semideus poderia lhe dar. Isso deixava Joseph um pouco mais arrogante quando julgava que sabia mais que os outros ou que tinha mais experiências. Ainda assim, o comentário de Kamelya tinha um efeito nele, até porque Joseph tinha suas razões para afastar as pessoas da sua vida. Não porque queria ser odiado, mas a maldição de Apolo não era exatamente gentil quando envolvia pessoas queridas por Joseph. Torceu os lábios em uma expressão irritada. “Eu não sei. Me diga você.” Respondeu, observando-a se levantar do chão acolchoado da sala de treinamento. Não estavam ainda usando armas, focando-se apenas em explicá-la sobre formas de ataque e defesa, e Joe não era exatamente o professor mais paciente ali. No fim, a ideia tinha sido dele — e tinha que admitir que muito da ansiedade e nervosismo vinha do último evento do acampamento. Se havia um traidor entre eles, tinha que ser rápido em mostrar a Kamelya modos de lutar se precisar. “Estou tentando te ensinar a se defender. Não ajuda quando sua cabeça parece estar em outro lugar, ajuda?”
A mente de Kamelya ainda estava conturbada por conta da noite dos espíritos, ainda não sabia lidar com todas as informações que ganhou naquela noite, parecia até estranho dizer que não sabia como lidar com a própria vida no momento. Mas era verdade, ela simplesmente não tinha mais ideia do que fazer ou falar, se fosso ser sincera nem sabia se deveria contar para alguém sobre o que havia descoberto sobre si mesma. Ainda procurava a melhor forma de lidar com os meses que se seguiriam. Como não estava conseguindo focar sua mente nas coisas mais teóricas e nos estudos, ela optou por aceitar o convite para um treino corporal mesmo que esse fosse um âmbito que ela não seja nada boa em, ao menos era com um amigo. E talvez fosse por que o tinha como um amigo a tanto tempo que a fala dele tinha lhe incomodado tanto, que tenha o respondido sem pensar duas vezes e em tom de voz muito mais duro e enfurecido. A filha de Perséfone sabia que ele não estava errado no que dizia, mas isso fazia com que os pensamentos depreciativos que ela tinha sobre si mesma se tornassem mais forte, aquela terrível sensação que não era o suficiente ou digna, que jamais serviria para ser uma guerreira, como ela mal conseguia se proteger. E talvez fosse justamente isso que iria ocasionar sua morte, ela finalmente conheceria a morte por conta de sua falta de habilidade, por sua própria incompetência. Parte dela não queria aquilo, se fosse para morrer não queria que fosse de forma patética, que fosse como uma donzela em impuros incapaz de se proteger. ❝Talvez seja por que você torna qualquer outro lugar melhor do que estar no mesmo ambiente que você.❞ Respondeu de forma amarga após se levantar do chão, não dizia aquelas palavras com sinceridade, apenas estava frustrada e em partes queria que ele também sofresse um pouco, não queria ser a única, afinal, a miséria ama companhia. Aproveitou a pequena pausa para que soltasse os cabelos cacheados e os prendesse novamente, de forma mais firme dessa vez, firma o suficiente para que sentisse o couro cabeludo doer levemente. ❝Eu vou focar, tá bom? Mas não precisa esfregar na minha cara que eu sou um lixo pra isso, eu sei bem, Joe. Minha situação se resume em uma frase só: Auribus teneo lupum¹❞
❛ today isn’t your day, is it? ❜ starter para @kamelyakpinar
“Eu tô a própria abertura de Friends. Quebrado, arrasado e com saudades.” O último argumento dito com tanta dor e sofrimento que parecia um gemido. Sebastian deixou a cabeça cair para trás, o grito da pantera de Troy Bolton engasgado na garganta. Tinha vindo ali justamente para isso, extravasar as emoções em forma artística aceita em sociedade. Se perguntarem? Era um monólogo sobre lutas contra Minotauros. Semideuses gritavam quando viam um, certo? Depois pegavam nas armas e aniquilavam o bicho até o estado de poeira varrida pelo vento. Só que ela estava ali. Outra pessoa. Alguém que não deveria ver esse lado menos amigável do filho de Toth. Ele esfregou o rosto com força, os olhos vendo estrelas. “Mais um Natal passado longe da família, mais um ano sem poder mandar nenhum presente sem provocar a suspeita de que estou vivo. É uma droguinha essa coisa de semideus, viu.” Colocou as mãos na cintura, o peito subindo e descendo com a respiração pesada e difícil. Consertou a postura para facilitar, pelo menos, uma dessas condições. “Me falam sobre a vida de alguns filhos de deuses menores, de como conseguem se disfarçar no mundo humano. Eu não sou um Rá ou Osíris Júnior, nem Ísis ou Anúbis. Deveria ser capaz de fazer isso também, mas papai me concedeu geneticamente esse conhecimento todo e me fez uma atração tão fatal quanto a trindade junta de mão dada.” Os dedos apertaram a ponte do nariz, as juntas brancas pela força e esforço. “Mas chega. Não é algo que dê para mudar. Você precisar usar o teatro? Eu já estava de saída.”
Com tudo que estava acontecendo, com os conhecimentos ganhados e as dúvidas crescentes quanto ao que fazer, a filha de Perséfone precisava espairecer ou apenas se distrair de todo o resto, o teatro parecia ser um bom lugar pra isso, ainda que não esperasse se deparar com um monólogo quando adentrou o local, mas se aproximou mais para que pudesse ver e ouvir melhor o que o filho de Toth proferia. Deixou que uma curta e baixa risada escapasse por entre os lábios com a parte sobre natal e família, era um problema que a Akpınar nunc ateve de se preocupar com, ela não tinha família no mundo humano e toda a família que ela tinha estava no acampamento, havia sido criada ali, onde era seguro para que ela ficasse, ao menos onde deveria ser seguro. ❝Dizem que conhecimento é poder, o maior de todos... Talvez os monstros farejem isso em você, te torne mais apetitoso.❞ Brincou em tom divertido, uma ponta de bom humor que não mostrava desde o inicio do último evento, talvez as coisas não precisassem ser tão ruins assim. ❝Na verdade, eu só vim pra espairecer um pouco ou me distrair de tudo, eu não te interrompi, não é? Não foi minha intenção. Nem sabia que você costumava vir aqui, mas é bom te encontrar um pouco fora de biblioteca também.❞
“eu concordo… quer dizer, tenho zero conhecimento se as pessoas realmente podem morrer de resfriado, mas considerando que temos semideuses cuidando da saúde dos outros as coisas ficam mais seguras.” divagou, se novo, não tendo nenhuma certeza do que estava falando. pela pluralidade de semideuses, não estranharia se o poder de um deles, ou maldição, fosse um potencializador de doenças. “você é das minhas, vou deixar os adultos responsáveis resolverem essa e se não resolverem, bom, aí é problema para o frank do futuro.”
❝De resfriado eu não sei, mas de gripe acho que sim... Mas não vou falar muito, não tenho conhecimento medicinal além do de poções e algumas ervas.❞ Deu de ombros, já havia ajudado algumas vezes na enfermaria, mas não era exatamente uma expert nem nada do tipo. Mas considerando o número absurdo de semideuses diferentes, tudo era possível. ❝Sabe, eu acho que isso é um ótimo jeito de ver as coisas, talvez eu devesse fazer mais isso... Acho que sou muito travada as vezes, sabe? Na real, me diz, tem alguma coisa que você nunca fez, mas sempre teve muita vontade de fazer?❞
“well, você sabe que eu tinha que checar.” é, ela não mentia. realmente tinha que fazer a vistoria das plantações desde um incidente no ano passado, com um semideus que ingerira alucinógenos demais. mas, podia assumir que, em partes, sempre tinha interesse em saber o que as pessoas estavam plantando, vai que era algo que pudesse tirar sua pequena alíquota? já encontrara psilobina, uma longa plantação de cannabis, Claviceps purpurea, dentre outras substâncias muito interessantes. até se voluntariava para executar essa função, que maioria dos outros da primeira coorte achavam chato e irrelevante. “por que está agindo de maneira tão suspeita?” perguntou, tranquilamente, os olhos verdes analisando cada microexpressão facial.
❝Te garanto que essa aqui está limpa de alucinógenos, não posso dizer o mesmo sobre venenos.❞ Contou já que não era um segredo, ela era imune a qualquer veneno natural e por isso não tinha problema em lidar ou ingerir tais plantas, algumas ela também achava bonitas o suficiente para as ter perto do chalé. Contava com a inteligência dos outros, o que talvez fosse pedir de mais em alguns casos, mas mantinha altas o suficiente para que nenhuma criança pegasse ao menos. Respirou fundo, por que odiava ser transparente com o que sentia ou como agia, até por que agora ela tinha bem mais pra esconder, por que o que ela menos queria era que alguém tivesse pena dela ou coisa parecida. ❝Não sei do que você tá falando, Indigo, eu não mudei nadinha. Ainda que todo mundo tá meio estranho depois da noite dos espíritos... Eu digo que a gente não devia se envolver com todo esse lance de gente morta, mas ninguém me escuta!❞ Comentou como se não tivesse o costume de fazer amizade com a maioria dos semideuses que eram filhos de deuses da morte ou submundo, mas isso era um mero detalhe. ❝Aliás, aproveitando que você tá por aqui, pode pedir pra Alina me encontrar na frente do meu chalé mais tarde?❞
talvez não houvesse outra pessoa dentro do acampamento que compreendesse melhor o sentimento de kamelya do que a própria sawyer - seria irônico dizer que ela não estava preocupada, o que era bem entendível, mas ainda confiava na segurança de dentro do acampamento. “ acho que você não precisa se preocupar com isso agora, nesse momento, sabe? eu lhe garanto que as devidas medidas estão sendo tomados e todos estamos seguros. ” ela não sabia se devia estar falando coisas daquele tipo, até porque segurança era vital para a sobrevivência dos semideuses, mas seria ainda pior se criasse alarde. a filha de néftis tinha consciência absoluta das palavras que havia dito e era melhor que fosse para tranquilizar do que para mentir de forma inconsequente. “ kame, tentamos trazer mais variedades mas nos falta mão de obra, por assim dizer. nem todos querem participar da horta, mas uma mãozinha dos filhos de deméter lá seria bem vinda, assim todos podemos aproveitar. ”
Não precisava se preocupar naquele momento... É, talvez Sawyer estivesse certa, ela tinha coisas mais importantes pra se preocupar no atual momento, era a vez dela pensar um pouco mais em si mesma e apenas nisso. Mesmo que fosse difícil, ela ao menos queria aproveitar o que ainda podia. ❝Vocês tá certa... Talvez eu nem devesse, mas você pode me prometer uma coisa? Se alguma coisa acontecer comigo, você pode ficar ao menos de olho na Tessa? Ela ainda tem muito pra viver.❞ Pediu ainda que a frase pudesse soar estranha aos ouvidos alheios, já que Kamelya era apenas dois anos mais velha que ela, mas bem, não precisava entrar em muitos detalhes. Só queria que a irmã mais nova ficasse bem, que ainda tivesse alguém. ❝Já cogitaram mudar um pouco o plano ou propor algum evento onde todos poderiam participar? Geralmente competições ou compensações estimulam muito mais o trabalho. E pelo tanto que eu escuto os filhos de Deméter reclamar, acredito que eles aceitariam uma mãozinha também, tem tantos deuses da agricultura com semideuses dando mole por ai.❞
Mirou de longe a figura da filha de Perséfone praticando um feitiço, tentativas e tentativas que não floresciam, inférteis. Foi se aproximando calmamente, sabia muito bem pelo histórico de conversas que havia tido com Kamelya que talvez ele fosse a última pessoa que ela desejasse ver nesse momento, e também como só pelo fato dele pensar nisso ela o responderia algo como ‘você se acha muito importante para ser alguém que eu não desejo ver’ o pensamento não pode de vir acompanhado junto da voz da turca, o que tirou de Asil um rápido e pequeno sorriso. Ao se aproximar pode vê-la com certa frustração e xingando pelo fato de nada no dia dela estar indo bem, ninguém melhor que o filho da deusa da soberania para coroar o dia de merda que a Akpınar estava tendo. “Você é engraçada quando tá com raiva” comentou, antes de lançar a piada de mal gosto fazendo referência a Harry Potter, brincando com o fato do feitiço não estar saindo como o esperado e talvez por consequência deixando-a ainda mais puta, o que era engraçado como ele havia constatado antes “É LeviÔsa, não LeviosÁ”
Com a história de haver um traidor, a situação não andava muito bem pra ninguém, mas a vida de Kamelya, ou o que restava dela parecia estar em uma espiral que ia direto pro Tártaro. E talvez, isso estivesse afetando sua falta de talentos mágicos, já era difícil pra ela no normal, mas parecia estar sendo ainda mais difícil naquele dia em específico. As mãos iam na direção dos cabelos cacheados em frustração, a turca já estava a beira de desistir do treinamento por hoje, mas o que ela faria então? Não estava com cabeça para voltar aos livros. A Akpınar fez uma careta no momento que escutou a voz do filho de Aine, era só o que faltava para a tirar do sério de vez naquele maldito dia. ❝Pois eu não acho nada engraçado. Não tem nada melhor para fazer do que me importunar, Burakgazi?❞ Resmungou enquanto cruzava os braços, acabando por revirar os olhos com a referência feita por ele. Tinha certo sentido, ele combinava com a arrogância de Hermione quando o assunto era magia, ou ser extremamente irritante. ❝Saiba você que eu não sou nenhum Rony pra ficar tendo que aturar você, eu não iria estar me provocando gratuitamente se fosse você, Burakgazi, eu não estou pra brincadeiras hoje.❞
♡ ⠀ ⠀ ╱ ⠀ ⠀02. — “ não é assim que funciona, ‘tá bom? não posso sair falando o que acontece na reunião dos senadores até que o senhor m. permita. ” já deveria ser a terceira, quarta ou quinta vez que sawyer explicava sobre as regras de compartilhar informações após o ataque. entendia que todos estavam ansioso por alguma explicação - assim como ela - mas haviam coisas que não podiam ser ditas aos quatro ventos, ainda mais com um traidor. “ ele deve falar alguma coisa logo. por que você… não aproveita as mudanças do refeitório, hm? eu aposto que vai adorar a almondega de lentilha. ”
Sabia bem que não deveria ficar perguntando, contudo, depois de toda a algazarra da noite dos espíritos e a história sobre ter um traidor entre eles, a filha de Perséfone não pode evitar de pensar que talvez fosse nas mãos de tal traidor que ela fosse morrer. Por que com a sorte dela... Tudo era possível. ❝Desculpa, eu só tô um pouco neurótica com tudo isso...❞ Ela respirou fundo enquanto passava uma das mãos pelo cabelo tentando se acalmar, não adiantava nada pensar demais e se transparecesse muita preocupação talvez começassem a lhe fazer perguntas, das quais ela não queria responder. ❝Mas eu completamente passo a almondega de lentilha... Isso sim deveria ser algo levado ao senado, é cansativo ter que ficar colhendo o que eu mesmo planto as vezes pra comer... Custa adicionar mais alguns tomates cereja no cardápio ou variedades de salada?❞
002 “banho noturno é revigorante.” comentou secando a cabeça, ainda incerto se só seguia ao chalé ou se continuava ali pra mais um mergulho. “nem tá tão frio hoje, achei que seria propício e agora eu to animado.” era lua cheia, óbvio que ele estava animado, e mais, cheio de energia. queria fazer mais alguma coisa além de só ficar com os outros especulando quem era o tal traidor. “quer ir? ou vai ficar igual aos outros sendo detetive?”
❝Se estivesse frio, não é como se fosse morrer por pegar um resfriado ou coisa assim.❞ Ela comentou dando de ombros, ainda que os pensamentos dela agora estivessem em questionamento se ela teria ao menos uma morte digna ou uma patética, já que agora sabia que sua vida não seria nada longa. Ainda estava meio alheia, mas balançou a cabeça tentando prestar mais atenção no que ele dizia. ❝Ãhn? Ah... Pode ser. Eu definitivamente não sirvo para ficar sendo detetive e é bom esvaziar a cabeça também.❞
Você escolheu “Não banque a desentendida, meu amor.”
Talvez depois da noite dos espíritos, as piadas autodepreciativas e o humor sarcástico da filha de Perséfone fosse apenas crescer, ela realmente não dava no melhor dos humores e parecia que qualquer pequena coisinha a tirava do sério. Até mesmo com aqueles do qual ela tinha alguma consideração ou era próxima, o que definitivamente seria novidade para uma maioria. ❝Não banque a desentendida, meu amor.❞ Pontuou enquanto cruzava os braços, os olhos fixos em Indigo, ainda que o tom de voz não fosse tão duro. ❝Eu vi que você estava xeretando na minha plantação! Posso saber por que? Eu não filha de Dionísio para estar produzindo alucinógenos.❞
Ela estava tentando distrair sua mente da melhor forma que conseguia, fazendo magia, ou melhor tentando fazer magia, por que nada daquilo parecia vir de forma fácil pra ela. E ainda assim, ali estava ela tendo o filho de Isis como seu mentor mais um dia. Eventualmente, após mais uma tentativa frustrada de seguir os ensinamentos dele, apenas jogou as mãos para cima em sinal de rendição. ❝Eu juro que se continuar assim, eu vou ter um colapso nervoso!❞
A Akpınar não estava bem desde o evento, não só pelo clima tenso de desconfiança que surgiu por conta de Lauren, mas pelo próprio conhecimento adquirido naquela maldita noite. Ainda não havia contado para ninguém além de Callum sobre o que descobriu, nem sabia se deveria, era algo complicado demais, e se ela não tivesse ficado em estado tão abatido após comer a fruta, ela sequer teria falado pra ele. Afinal, eles nem se falavam mais direito. Quer dizer, aparentemente agora se falavam de novo já que agora o Killoran se aproximava dela após o recente treino que ela havia sido massacrada como era de costume. ❝Você não deveria dizer isso.❞ Ela deu de ombros, claramente não estando no melhor humor, o que na companhia dele talvez não estranhasse, claro, isso se ele já não soubesse demais. Contudo, antes que ele pudesse dizer qualquer coisa, ela apenas negou com a cabeça. ❝Nem tente, eu não quero falar sobre isso, ok? Eu ainda não sei o que fazer, não sei nem se tenho algo que possa fazer.❞
⌜ μ ݁ ⸻ os fantasmas se divertem? pelo visto não todos, mas mason estava, mesmo com o virar de costas que recebia, e ao ver que divertia a semideusa, ele deu de ombros com um sorriso nos lábios. “ eu sabia que deveria ter falado da britney! preciso atualizar minha lista de divas do pop… rihanna ainda é uma né? ou beyoncé… ” ele falou, de forma confusa. para música atual, o semideus era um zero a esquerda, não conhecendo nada que passasse muito longe de músicas de filme da disney ou músicas que qualquer motoqueiro americano ouviria, sempre em extremos. “ eu topo! as coisas andam meio mortas por aqui. ” ele continuaria a sua frase, se não sentisse em suas costas o olhar de desaprovação de alguns fantasmas na volta, o que claro, o fez segurar o riso, antes que fosse amaldiçoado por algum dos deuses. “ muito ruim?… ofensivo?… desculpa. ” ele voltou a olhar para kamelya, dando de ombros, tentando voltar ao assunto que estavam conversando. “ eu ouvi falar também, na verdade eu vi uma pessoa ficando desse tamanho na minha frente. ” ele colocou a mão ao lado da cintura para mostrar a altura, se referindo ao drink que tornava os campistas em crianças, mas que claro, até então não sabia. “ vamos procurar um dos mortos com bandeja! ”
❝Olha, pra mim sim e Beyoncé sempre será um ícone! Mas minha irmã diria que Taylor Swift tem que estar na lista!❞ Comentou animada, por que ainda que não saísse tanto, ela ainda tentava se manter atualizada desse tipo de coisa e por consequência da irmã mais nova, sempre escutava muito do que ela ouvia também. Estava recheada de músicas pra términos ilusórios que nunca aconteceram, uma utilidade para poucos. Ela estava prestes a rir com o que ele dizia, mas se segurou com os olhares feios na volta dos dois, cobrindo a boca com a mão. ❝Acho que eles não estão bem humorados conosco, uma pena, claramente somos os mais engraçados por aqui.❞ Ela deu de ombros, não se importando muito ainda que seria ótimo para si não ser amaldiçoada outra vez, seria fantástico. ❝Tipo algo que encolhe? Isso parece divertido, será que tem algo que faça a gente flutuar? Sempre quis saber qual era a sensação.❞ Comentou em misto de curiosidade e animação, imaginava que flutuar deveria ser divertido, e bem, se as almas em torno dele flutuavam por que eles não podiam também? Claro, vivos de preferência. Quando avistou um dos mortos com a bandeja, ela prontamente se aproximou e pegou um copo para ela e outro que estendeu na direção de Mason. ❝Pronto, você bebe primeiro... Só por precaução!❞
“ mesmo que talvez não seja o que você está esperando ouvir, eu adorei o seu vestido. achei que ficou a sua cara. ” saywer disse de modo entusiasta, tentando animar kamelya. todos tinham achado de algum jeito se mostrar elegantes para a noite dos espíritos e muitos tinham dado o seu melhor e aquilo era valorizado, ao menos por ela. olhou para os pés da menina e entendeu a sua situação. “ quer trocar? não acho que essas botas vão combinar com o seu modelito, mas devem ajudar para aliviar a dor que deve estar sentido. ” sugeriu, tentando aliviar .
❝Olha, eu não esperava ouvir nada, então agradeço.❞ Garantiu em um sorriso amigável, flores sempre seriam muito previsível, mas ela não conseguia escapar daquilo que gostava. E bem, a maioria das pessoas parecia concordar que combinava com ela o estilo floral, então, era o melhor a se seguir. ❝Você tem certeza? Por que eu realmente daria tudo por só estar de botas agora! Mas também não quero te atrapalhar nem nada.❞
❪ Obrigada. ❫ Ainda que fizesse tudo pra receber elogios e conseguir atenção sempre se sentia um pouco desconcertado quando o conseguia, sorrindo um pouco tímido. ❪ E você é linda então acho que não importa o que vestisse ficaria bom, não se preocupe muito com os outros, ok? ❫ Flores nunca fizerem o tipo de Alejandro mas combinava com ela. ❪ Na próxima, se quiser, eu posso te ajudar. ❫ Pode sentir o desconforto dela com a palavra mãe e se perguntou como poderia ser a relação de Kamelya com a mesma, talvez tão ruim quanto a sua com seu pai, deveria ser um mal dos deuses não serem bons pais. ❪ Nesse caso, saltos infelizmente seguem o lema a prática leva perfeição. ❫ Não que Alejandro usasse sempre, vivia na floresta e não era funcional nas missões ou patrulhas, mas em qualquer oportunidade boba de usa-los lá estava ele. ❪ Bom se você contar que dá dando pra ela porque não quer mais talvez ela fique ofendida, mas podemos mentir. ❫ Disse baixinho porque não queria a mais velha tentando puxar seu pé a noite por estar ajudando alguém a engana-la. ❪ Mas se doer demais apenas os tire, tudo bem? Antes ficar com os pés doendo de tanto dançar, ao menos eu gosto de viver como se fosse morrer amanhã. ❫ Porque realmente podiam e claramente aquele evento parecia só reforçar aquilo.
❝Obrigada, você é muito gentil.❞ Concedeu em um pequeno sorriso, não era tão acostumada assim a ter elogios em sua direção, até por que na maioria das vezes tentava passar despercebida ou apenas ser um suporte ao fundo de cena. Mas sempre era bom vez ou outra quando lhe elogiavam a aparência, sentia que era uma pequena coisa da qual havia herdado da mãe divina, talvez a única coisa que ela fosse capaz de honrar. ❝Claro! Eu ia iria adorar se não fosse tomar muito do seu tempo.❞ E poderia ser divertido, ela jamais iria se opor ainda que achasse que tivessem gostos bem distintos em roupas ou qualquer outra coisa estética, mas isso não era bem novidade na vida da filha de Perséfone. ❝Se for pra mentir, acho que vamos ter que confiar no seu talento, por que eu sou péssima, especialmente com quem não conheço, me atrapalho toda!❞ Garantiu dando uma curta risada apenas em pensar, talvez as vezes ela exagerasse demais quando tentava mentir e fosse justamente isso que a entregasse. ❝Tudo bem, mas eu acho que ainda aguento mais um tempo com eles, poderiam ser bem piores... E eu acho que deveria seguir mais esse lema, mas tenho tendência a ser bem medrosa com certas coisas, acabo sem me arriscar muito.❞
Ao notar que alguém falava consigo, Andreas se virou prontamente na direção da figura feminina. Demorou um pouco até perceber que se tratava de Kamelya, mas não por estar totalmente diferente do habitual: ter envelhecido alguns anos, como ela havia comentado, lhe fizera muito bem, realmente. E nem parecia ter mudado muita coisa. “Não que você precise da minha opinião, mas está ótima. Falo por experiência própria, um pouco mais de idade pode nos tornar mais atraentes.” Brincou, com um riso baixo, antes de perceber como os olhos dela pareciam vermelhos e a outra carregava uma expressão abatida. Imediatamente, o Adlersfeld levou uma das mãos ao pulso alheio, tocando-a com cuidado, não querendo ser invasivo, ao mesmo tempo que estava projetando suas habilidades de apaziguamento e calmaria na mais nova. “As bebidas podem ficar pra depois. O que houve, Kam? Por que está com essa cara?”
Se fosse em qualquer outro dia ou momento, ela teria tomado como um elogio e até mesmo ficaria contente, mas considerando tudo que tinha em sua mente, Claro, quanto mais ela pensava sobre tudo mais diminuía seu próprio problema, por que sempre que pensava muito acabava chegando a conclusão de que a maioria ali tinha problemas quase tão grandes e senão piores que os que ela tinha. Contudo, depois de tanto beber, ela se permitia sofrer um pouco apenas por si mesma. ❝Você é um ótimo exemplo.❞ Foi tudo que devolveu, ainda que sem o mesmo humor, sequer conseguia se esforçar pra isso. Quando sentiu a mão em seu pulso, se permitiu se aproximar mais dele, Andreas sempre lhe trazia paz e conforto. ❝Não quero te encher com isso, você já tem problemas demais, não quero me tornar mais um...❞ Murmurou cabisbaixa, sempre em um eterno conflito entre sua mente e o que de fato ela fazia. Então, apenas se deixou abraçar o filho de Tyr em busca de algum conforto, sabia que podia contar com ele ainda, mesmo que fosse difícil para ela se abrir em relação a seus problemas em um geral. ❝Eu só descobri algo não muito bom hoje e preciso de você, tudo bem? Não quero ficar sozinha.❞