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Mestre katana kaji Norihiro Miyairi Link enviado por Alexandre Victor. Domo Arigatô!
ASHI SABAKI NO SUBURI
Ashi Sabaki significa a forma e o uso correto dos pés no Kendo, a forma mais utilizada é chamada de OKURI ASHI (andar em sobre passo). OKURI ASHI deve ser feito a partir da posição de TATE NO SHINZENTAI, com os pés juntos pelos calcanhares, gire o pé esquerdo 90°, apóie sua ponta no solo e separe o calcanhar esquerdo (hidari kagato) do calcanhar direito (migui kagato). Ao fazer isto você estará com a distancia correta de dois punhos de um pé para o outro (para maiores detalhes veja CHUDAN NO KAMAE). Para nos locomover no OKURI ASHI, devemos impulsionar o corpo com a ponta do HIDARI ASHI e deslizar o MIGUI ASHI para frente, logo após o MIGUI ASHI se deslocar, puxamos fortemente o HIDARI ASHI até a distancia correta (sempre em Kamae), (desta forma andamos sem sair da posição de guarda), isso é chamado OKURI SURI ASHI (andar em sobre passo com pés deslizantes). Evite arrastar o HIDARI ASHI ao se locomover, este erro é chamado SHUMOKU ASHI (pé morto, mal posicionado) e é muito comum em praticantes iniciantes. Procure sempre traze-lo com vigor até a posição correta, isto aumentará sua velocidade nos deslocamentos, além de seu equilíbrio. Lembre-se o uso correto dos pés além de difícil é extremamente importante no Kendo. Tanto é que por causa disso usamos o HAKAMA para que o oponente não consiga ficar observando nossos deslocamentos com os pés. A pratica de ASHI SABAKI é praticamente 40% do sucesso técnico do KENDOKA.
“A espada não é a alma do samurai. A alma do samurai é que é a espada!”
Akira Tsukimoto Sensei “Mestre Do Caminho Shinto Ryu Tsukimoto Ha Shinken Bujutsu”
Tomizo Ishida Sensei pode ser considerado o mais criativo e inovador dos artesãos japoneses que produziram katana no Brasil. Nasceu em Gumma, próximo a Tóquio, em 24 de novembro de 1924, tendo chegado ao Brasil com seus pais em 1933, para trabalhar em uma fazenda de Mirandópolis, São Paulo. Desde sua infância, Tomizo Ishida Sensei teve fascinação por espadas japonesas, embora não descendesse de uma família de "espadeiros". Em 1949, aos 25 anos, Tomizo Ishida Sensei resolveu vir para a cidade de Mairiporã (a 50 km da capital paulista). Poucos anos depois tornou-se relojoeiro e ourives, abrindo seu próprio negócio. Apenas em 1962 que Ishida Sensei decidiu se iniciar na produção de espadas japonesas. Foi de forma amadora que começou a produzir exemplares de katana, wakisashi e tatchi, baseando-se apenas em livros que parentes do Japão lhe enviavam. Posteriormente, teve contato prático com Oda Sensei e Oura Sensei, renomados artífices de espadas japonesas no Brasil. Por ser praticante de Iaido do estilo Shinto Ryu (mesmo estilo praticado pelo Mestre Akira Tsukimoto), Ishida Sensei desenvolveu especial predileção pela manufatura de uchigatana (literalmente, espadas de combate), com lâmina de comprimento entre 53 e 62 cm, e é neste tipo que encontram-se algumas de suas mais refinadas criações.
平和
Japanese tea ceremony
by Takao Tsushima
Galeria (Imagens 01)
Templo Budista Nambei Shingonshu Daigozan Jomyoji. O início do Templo, remonta à época em que a família Nishioka ainda vivia no Japão na província de Yamaguchi, onde Tsunesuke Nishioka se converteu à religião Budista, sendo nomeado como monge "Jomyo", época em que começou a auxiliar espiritual e socialmente as pessoas da região onde residia. Vindo ao Brasil foi para a cidade de Pereira Barreto no interior do Estado de São Paulo, onde continuou com sua devoção religiosa auxiliando e "salvando" a vida de muitas pessoas, principalmente na época em que ocorreu a epidemia de malária. Monge Jomyo então mudou-se para a cidade de Suzano com seu filho Sadao, sua nora Yoshiko e seus quatro netos. Com o falecimento do monge Jomyo, seu filho Sadao por volta de seus 30 e poucos anos recebeu um "DOM", um "milagre", no qual da noite para o dia passou a saber todas as rezas e fundamentos Budistas. Decidiu então seguir a orientação religiosa e continuar o trabalho de seu pai, construindo uma capelinha chamada de "Odaishidô" onde passou a auxiliar diariamente dezenas de pessoas, assim como seu pai fazia. Buscando consolidar sua vocação ao budismo, Sadao Nishioka foi até o Japão onde foi nomeado monge pelo Templo "Koyasan Shinnoin" recebendo um novo nome: monge Teizan. Os traçados arquitetônicos do Templo foram projetados e desenhados pelo já falecido Sr. Reijiro Nassu. A estrutura do Templo não faz uso de pregos, utilizando apenas encaixes com as madeiras. Na construção da fundação foram utilizados aproximadamente 107 caminhões de pedras da Fazenda Mineração da cidade de Mogi das Cruzes. As madeiras utilizadas na estrutura foram trazidas de diversas regiões do interior e do litoral do estado de São Paulo. Pode-se dizer que a formação do Templo, em todos os aspectos é semelhante aos dos templos do Japão, contando com as seguintes estruturas: Portão de entrada "San-mon", com dois Santos protetores/guardiões "Niosam", ambos com 2 metros de altura esculpidos em madeira. Três capelas "Sanguendô" construídas em reverência à: Seiryu Gonguem - Santo da água; Godairiki - Santo protetor das pessoas e do trânsito; Juntei Kannon - Santo da saúde. O Templo principal com o estilo tipicamente japonês, onde no altar está o Santo principal de adoração "Fudomyo" de aproximadamente três metros de altura, esculpido em um único tronco de madeira.
Na imagem: Kamon da Escola Shintoryu Tsukimoto Ha. Este símbolo é um Tomoe, que significa girar ou circular, referindo-se ao movimento do universo. Também é relacionado às diferentes forças no universo. Visualmente o tomoe é constituído de “vírgulas” interligadas. O da escola Shinto Ryu Tsukimoto Ha é o Mitsu Tomoe ou Tomoe Mon* que representa a confluência de forças do Universo. Reflete a divisão tripartida da cosmologia, onde suas vírgulas representam as três forças: a Terra, o Céu e a Humanidade. *O Tomoe Mon é um Tomoe usado como um Kamon, ou brasão da família, um dispositivo semelhante a um brasão de armas. Neste caso é o Kamon da família Tsukimoto. Fonte: Shinto Ryu Tsukimoto Ha
Existe o termo monjin. Monjin é a palavra para designar alguém que “atravessou o portal”, alguém que“cruzou o limiar”. A palavra me parece bem apropriada porque, afinal, a primeira coisa que usualmente você faz numa sessão de treinamento é chegar ao Dojô. Mas, além do óbvio, o “cruzar o portal” tem um significado mais profundo. Aquele que vem para treinar, veio um dia pela primeira vez. Veio com alguma motivação, com várias expectativas e com vários preconceitos. Ele veio buscando algo...Algo ou várias coisas ocorreram na sua vida e ele foi motivado a ir visitar o Dojô. Pode ter sido apenas uma mera coincidência, pode ter visto um filme ou ouvido falar da arte ali praticada ou do mestre que ali ensina, pode ter sido levado por um conhecido que já pratica ou praticou ali. Também pode ter sido motivado por algo que ocorreu na sua infância, por medo da violência, por vontade de sentir-se forte e seguro e tantos outros motivos possíveis ou combinações desses. Pode não ter se dado conta do ato decisivo. Pode ser que ele fique pouco tempo, pode ser que treine por alguns anos e depois pare ou pode ser que pratique ali por anos e anos a fio. Quem sabe, pode ser que nunca mais vá embora...Cada Dojô tem uma vibração particular. É um ambiente único, cuja assinatura é composta pela vibração do mestre, do local, da sala propriamente dita e dos outros alunos que ali praticam. Os mestres dizem que todo aquele que vem ao Dojô está procurando por algo. Pode ser que ele nem saiba ou tenha exata certeza do que procura, mas se ele estiver na vibração correta, se estiver sintonizado, se houver ressonância com o Dojô, ele ficará.Não apenas passará pela porta. Ele cruzará o portal definitivamente e, mesmo que as mudanças sejam pequenas, sua vida não será mais a mesma.Quando ele cruza o portal, ele aceita o chamado.
浮世絵 - Ukiyo-e Belas cortesãs, samurais, atores de Kabuki, paisagens e o Monte Fuji são algumas das imagens retratadas nas gravuras em madeira de ukiyo-e. Essa técnica japonesa de pintura surgiu no período Edo (1600-1867). A tradução literal da palavra ukiyo-e é "figuras do mundo flutuante". Nos primeiros trabalhos, os artistas utilizavam somente a tinta preta. Mais tarde, novas cores foram sendo incorporadas.
Bujutsu (武術 Arte Marcial) É o conjunto das Artes marciais japonesas que faziam parte do treinamento militar dos samurais (ou bushi) para uso na guerra. 武 Bu (guerreiro, militar) + 術 Jutsu (técnica, arte, habilidade, meios, recursos) = Habilidade Marcial ou militar.
Porque treinar? Enfrentamos muitos problemas durante nossa jornada diária. Trabalho, família, saúde, contas, meio social, etc... A Arte nos ensina a ficarmos serenos, diante do perigo do dia a dia. A sermos fortes, buscando sempre a força de vontade para realizar de forma suave nossos objetivos na vida. A arte ajuda na Concentração e desenvolvimento psico motor, da melhora na memorização, percepção espacial, sociabilização, correção da postura corporal, dicção, expressão corporal, ansiedade e fobias nos preparando mental e emocionalmente. Fortalece os músculos assim como os mantém alongados, desenvolve o poder de focar nos objetivos e a desenvolver raciocinio estratégico. . "Antes de lidar com os outros e o mundo, enfrente a sua sombra primeiro". 見性 Kenshō
SENRYU Escolas e práticas que nasceram em combate, nas guerras. Neste caso o fundador geralmente era um guerreiro que após ter sobrevivido a uma série de combates, o mesmo começava e refletir como sobreviveu, porque ele conseguiu vencer seus oponentes, o que lhe deu a devida vantagem, etc. Após passar longos períodos meditando e ter identificado suas formas e práticas técnicas, este guerreiro, catalogava seus métodos em uma série de pergaminhos (MAKIMONO) e passava então a ensinar a uma série de discípulos (MONJIN). Ele passava a ser considerado e venerado como fundador da escola e seus discípulos diretos formavam o primeiro conselho de mestres (GOKUI), que transmitiria posteriormente, após a morte do mestre, a outros discípulos (JUKUGASHIRA).
O bokuto (espada de madeira), também conhecida 木 剣 bokken (espada de madeira) é a réplica de madeira de uma katana .Existem vários tipos de bokuto, o comprimento e forma dependem do Ryu. No Kendo é usado no tipo mais comum de cerca de 90 cm para a tachi e 55 cm para o kodachi. PARTES Tsuka (punho). Monouchi (Terceira parte do sabre no topo). Kissaki (ponta). Ha (fio). Tsuba (Aro separando folha decorativa Tsuka. Proteção). Tsuba Dome (anel de plástico colocado abaixo do tsuba para mantê-lo ligado ao Tsuka). Mune (o partido e borda oposta é considerada a espinha dorsal da espada). Shionogi (vulgarmente chamado canal arterial, é a linha que se encontra no meio da face da lâmina da espada). Gashira Tsuka: A extremidade do punho de bokuto.
Quando se fala em Shinto Ryu, se pensa em Shinken (espada real). Em uma luta real não há campeões, só sobrevivente e derrotado, muitas vezes, só o segundo. Por isso no Kendo não há campeões, troféus e medalhas. Não há como ter. Se houver uma luta, já é uma derrota para ambos. Quando a luta ocorre, para uma troca harmoniosa de experiências entre os dois praticantes, ai sim aparecem os campeões e ambos saem vitoriosos.
Sojobo Sensei - Shintoryu Tsukimoto Ha