Ninguém deveria partir sem o sentimento de conclusão.
O vazio só se instaura no momento em que é percebido o repouso do primeiro grão de poeira sobre o espaço nu - qualquer que seja o espaço. E o susto que me coube foi o reconhecimento da sua ida para o que se estende ao infinito, ao pensar que ele diria hey girl, the spirit carries on, depois de quatro cervejas ou cinco. A história para quem fica - como eu sempre fico - se retorce entre dor e sentimento, entre a inconformidade e o nada; como aquilo que paira entre o tempo de uma gymnopédie a outra. As noites dos insones que recusam barbitúricos, a madrugada dos poetas que deslizam o corpo para longe do conforto, as horas e auroras de quem soube fazer adormecer os pássaros do próprio peito. Entre silêncios. Dói o não dito, ainda que adormecido. Sem anestesia. Ninguém deveria permanecer sem o sentimento de conclusão. E eu permaneço.
C.












