— i didn't wanna be a ghost ☁ [ hanjoon siblings ]
jaehaneul:
– Teria um motivo para eu te observar? Está devendo alguma coisa?
– Esse é só o meu jeito normal. Não estou nervosa. – Desconversou, sentindo-se cada vez mais no controle de si mesma. As coisas não tinham se saído como esperava e embora não quisesse uma aproximação com Kang Min Joon isso já estava acontecendo. Não sabia grande coisas dele antes, porém agora tinha a oportunidade de saber. Seria tão ruim assim se mantivesse a conversa apenas por interesses pessoais? Seus pais diziam que isso era natural, já tinha feito isso antes: conversar, se enturmar. Era péssima nisso, forçava-se aparecer algo que não era e seu peito sempre parecia pesado, principalmente quando pediam-lhe para sorrir. Parecia deprimente quando sorria sem querer e isso costumava ser a unica coisa pela qual seus pais brigavam consigo. “Não te roubamos e nem te largamos com desconhecidos para que você não coloque um sorriso no rosto”, diziam. Ah se Ha Neul tivesse a mesma sorte como aquela pessoa que lhe ouvia. – Entendo. Me precipitei então. – Diz baixo, sem encará-lo. – Elas costumam nem se aproximarem, mas quando fazem isso nunca é por um motivo bom. “Olhe sua carteira caiu. Pegue aqui.” – Ela encena, desapertando um pouco a máscara entre as mãos. – Nunca é por isso. É só assim… trombando, caindo, reclamando. Depois disso, de me ouvirem, elas vão embora. Quer dizer, eu não sou assustadora… Só sei me defender.
“Talvez eu esteja, não é da sua conta.” Apenas comentou, sem dar brechas ou sem mudar seu tom de voz. Min Joon apenas agiu como ele mesmo. “Estranha.” Desta vez as palavras foram pronunciadas em tom baixo. Aquela menina começava a dar calafrios no moreno. Realmente muito estranha, a ponto que se tornava assustadora. Mesmo assim ela parecia um pouco com ele. Sempre com uma resposta na ponta da lingua. Será que ela também havia passado muitas coisas na vida? Para Min Joon se socializar era dificil pois ele tinha medo de se apegar, já que tudo que tinha era roubado de si uma hora ou outra, todos que se aproximavam dele iam embora e aquilo era tão terrivel que ele, de quase todas as formas, tentava se fechar. Não que conseguisse sempre, mas ele tentava ao máximo. “Garota esperta. Bem, não vou lhe julgar porque em partes também sou assim. E você não perde muito das pessoas. A maioria delas... Bem... Mas pelo menos deve tentar parar de ficar na defensiva e ser mais educada. Um ou dois amigos é bom se ter e você não vai conseguir mesmo se continuar com essa atitude. Pode ser defesa mas isso torna você uma pirralha sem educação.” E por incrivel que parecesse, ele não tentava soar como um monstro mal educado.

















