Se tivessem me falado que cabelo grande dava tanto trabalho, eu nunca teria deixado o meu crescer desse jeito.
❛ A solução mais simples não é só cortar? ❜

blake kathryn
Jules of Nature

roma★

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The Bowery Presents
Misplaced Lens Cap
Aqua Utopia|海の底で記憶を紡ぐ

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One Nice Bug Per Day
he wasn't even looking at me and he found me
Sweet Seals For You, Always
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@96fqy-blog
Se tivessem me falado que cabelo grande dava tanto trabalho, eu nunca teria deixado o meu crescer desse jeito.
❛ A solução mais simples não é só cortar? ❜
Eu sei que é meio estranho eu pedir assim do nada, mas é… você pode me emprestar seu celular por um segundo? A bateria do meu acabou e eu preciso fazer uma ligação urgente. Por favor?
❛ Contanto que você não corra com ele ou algum absurdo assim, eu não vejo problema nenhum. ❜
Por vezes acho que é profundamente uma incógnita essa nossa mania de prender as palavras que tanto queremos usar, por isso eu tenho meu caderno, porque mesmo que eu não consiga falar isso para as pessoas, sinto como se um peso fosse tirado do meu peito e… é aliviador.
❛ Se ‘cê parar para pensar... A arte sempre foi um modo que os artistas tinham de expressar o que não conseguiam verbalmente para outras pessoas. Ou que tinham receio de expressar. ❜
godof-destruction:
Você não precisa fazer nada. Nada. Esquece que eu disse qualquer coisa.
Quer um pouco? Meu lugar? Uma massagem?
❛ Ah, não, eu tenho medo do que aconteceria se você fosse mexer nessa televisão. ❜
❛ Quanto você quer que aumente? ❜
A televisão… Alguém pode aumentar pra mim?
❛ Mas ‘cê é folgado, né? ❜
Ei, tu já comeu um acarajé? Relaxa, não ‘tô te xingando. Esse é um nome de um prato afro-brasileiro.
❛ Saúde. ❜
❛ Não, nunca comi esse prato com nome estranho. Eu não sei nem se vendem isso aqui. ❜
O dia estava quente o suficiente para que Wan se sentisse desconfortável sob o sol levantado; ainda que sua exposição ao calor somasse apenas alguns minutos – seria a distância entre sua mansão e a praça do condomínio. Era a primeira vez que saía de casa sem a acompanhante contratada para guiá-lo nos primeiros meses no país. Não que ir até um lugar a cinco minutos de distância fosse uma aventura deveras perigosa ou desgastante, mas Wan sabia que estava quebrando uma regra imposta pelos seus pais: nunca sair sozinho. Só que eles não estavam ali, estavam na China. E aquele era seu pequeno ato de rebeldia; demasiadamente menor que a rebeldia que os protagonistas de seus livros preferidos cometiam, mas sentia a mesma euforia.
Sentou em um banco sob a sombra do que imaginava ser uma árvore – desprovido de visão, não podia dar uma certeza ou parar alguém para perguntar o que estava lhe dando sombra; questão de bom senso, ele dizia – e passou a brincar com seu novo cão. Após alguns minutos, Wan sentiu uma nova presença quadrúpede aproximando-se de uma de suas pernas com um focinho gelado. Foi instintivo o movimento com sua mão em direção ao animal curioso que pareceu hesitar ao toque do chinês, mas logo o cão deu seu braço a torcer fazendo o garoto intercalar o carinho entre os dois domésticos, isto é, até que o segundo se afastasse para outra direção. Wan levou um pequeno susto com isso, ainda o procurou por alguns segundos com um dos braços erguido no ar. Somente quando o mesmo cachorro latiu, o chinês percebeu que ele ainda estava bem perto, apenas não p suficiente para seu alcance; e mais: não estava sozinho.
― Duì bù qǐ. Este é seu cachorro? Eu juro não estava tentando roubá-lo. ― Se pôs de pé para se curvar em desculpas. ― Q-quer dizer, isso seria algo que alguém falaria caso estivesse tentando mesmo. Mas eu juro que estou falando a verdade.
Como muitas outras vezes, Qi Yi estava no parque não para correr ou dar um simples passeio, mas para observar a natureza. Podia, é claro, se limitar a apenas um canto dele, mas qual era a graça disso? Olhar uma parte mas se privar de outra? Foi quando estava andando, procurando um bom lugar para sentar, que viu um banco perfeitamente posicionado; seu único empecilho era a pessoa nele. Se aproximou, debatendo mentalmente se devia ou não perguntar se podia sentar, mas se surpreendeu ao ouvir o outro falando. Ainda mais porque falava mandarim.
“Huh, méi guānxi.” Falar sua língua nativa depois de tanto tempo deixava um gosto esquisito em sua boca, em parte nostálgico e em parte estranho, como quem precisa se acostumar novamente. “De qualquer modo, não é meu." Quem é que rouba cachorros? A ideia de que alguém procura a oportunidade perfeita para furtar um desses animais quando poderia muito bem, não sei, adotar um ou pegar da rua, não fazia o mínimo sentido para Qi Yi. Ainda queria sentar mas, ao mesmo tempo, não queria ter que puxar papo. “Eu posso me sentar?” Decidiu que ficaria ali mesmo, lugar o qual lhe proporcionaria a mais bela vista.
hunrricane:
“Isso me parece inveja, só porque você não sabe andar. Bobão. Se for para passar por cima de alguém, vai ser de você.”
❛ Mas vem cá, você alcança? Para conseguir passar por cima de mim? Bobão.❜
❛ Ai, foi mal. Mas, na moral, essa pista não ‘tá meio besta p’ra ti não? Só tem fedelho. ❜
the truth runs wild [yimin]
Ele tinha aguentado demais, Sungmin raciocinou. Demais ao ponto de passar dos limites. Demais ao ponto de ele não conseguir mais aguentar. Não sabia o horário certo, mas quando é que ele sabia? Todas as vezes que algo acontecia, era como se Sungmin perdesse o horário, perdesse a noção do que acontecia ao seu redor e só se concentrasse em uma coisa. Na maioria das vezes seus pensamentos eram mais altos do que qualquer coisa que estivesse acontecendo, fosse a voz de seu pai dizendo que ele era uma vergonha, ou sua mãe falando que ele era uma decepção. Não que ele não estivesse acostumado com tudo aquilo, porque a recorrência dos fatos e as palavras repetitivas não o afetavam mais como antigamente, não mais. Mas o que tomava conta de sua mente naquela fatídica hora, era o rosto de sua irmã, vermelho com a marca de quatro dedos. Quando Sungmin chegou em casa da escola naquele dia, já sabia que não ia ser nada fácil lidar com o pai que estava bebendo, e pela quantidade, o garoto sabia que seria uma longa noite. Era até mesmo hipocrisia do pai, ir na missa aos domingos sendo que quando chegava, a rotina diária era beber e beber e beber. Engolindo em seco, Sungmin nem mesmo deu atenção à ele, indo diretamente para seu quarto e fechando a porta. Esperava que sua irmã e mãe estivessem em seus quartos também, e assim rapidamente Sungmin mergulhou no sono, cansaço tomando conta dele. Mas pareceu que foram apenas minutos que tinha fechado os olhos quando ouviu o grito e levantou alarmado. Sabia que era SeYeon porque a conhecia muito bem, por isso saiu do quarto correndo na direção do barulho. E quando chegou, a cena que se reproduzia em sua frente o fez ver vermelho.
Sungmin não era um garoto rebelde, nem mesmo levantava a voz quando se irritava, ele dificilmente ficava irritado com alguma coisa. Mas quando viu a mão do pai estendida para um segundo tapa na garota de seis anos, ele não pensou em nada enquanto corria até ela, empurrando o pai bêbado pra longe da menina. Só ouviu o barulho do mais velho caindo enquanto ele a pegava no colo e ia com em em direção ao seu quarto. Quando a mãe veio ver o que acontecia, Sungmin viu os olhos dela arregalarem e ele a puxou junto, levando as duas para seu quarto e fechando a porta. Não quero que saiam daqui, tranquem a porta se for necessário. Olhou para a mãe, sua expressão bem séria quando continuou. Essa foi a primeira vez, eu não vou deixar que tenha a segunda. E saiu do quarto em direção à sala, pronto para encarar o pai. Só que ele nem mesmo conseguiu chegar no sofá onde o homem estaria caído quando sentiu as mãos do pai em seus ombros, o empurrando fortemente até que as costas de Sungmin batessem na estante. E ele continuou o empurrando, as costas de Sungmin chocando-se contra a estante várias e várias vezes. Os porta-retratos caíram, as taças do casamento deles tilintaram e a bíblia da família foi ao chão. E parece que foi aquilo que acordou o pai, que arregalou os olhos, e saiu pela porta da frente, cambaleando e murmurando algo que Sungmin não conseguia entender. Ele ainda estava com raiva. Ainda estava vendo vermelho, e agora com a dor nas costelas por ter sido violentamente empurrado diversas vezes contra a estante, Sungmin achou melhor ir atrás do pai. Quem sabe o que ele faria com outra pessoa…
Junhyun, seu pai, não tinha sempre sido daquela foram, e parte de Sungmin culpava a igreja por tê-lo deixado daquele jeito. Não havia nada de errado, ele repetia a si mesmo, quando pensava naquelas coisas. Igreja era independente das crenças que ele tinha. Não era apenas em casa que ele notava as hipocrisias da vida cristã. Era nos olhares prolongados que o pastor dava para as meninas do coral, nos toques excessivos nos coroinhas, o dinheiro que nunca se sabia para onde ia, nos sermões que eram dados e nunca cumpridos. Tudo aquilo fazia Sungmin se sentir cada vez mais sem vontade de frequentar a igreja. Ele tinha suas crenças, claro, mas não achava mais certo o que via e ouvia. Precisava mesmo seguir o que outros diziam quando ele acreditava em Deus e tinha fé nele? Seus pensamentos negativos a esse respeito diminuíram numa das conversas que teve com a melhor amiga, que sempre tinha conseguido enxergar através dele e ajudá-lo. Passou tanto tempo perdido em seus pensamentos que Sungmin não notou que já estava bem longe do condomínio, e que a noitinha tinha caído consideravelmente. Sem pensar muito, Sungmin entrou no primeiro estabelecimento que viu, apreciando o calor que combatia o frio que ele sentia. Não sabia se era o horário ou o que fosse, mas estava praticamente deserto ali então ele apenas foi se sentar na mesa mais distante. Ele podia ouvir o murmúrio dos funcionários e o cheiro de café, e aquilo até que o acalmou um pouco, fazendo com que a cabeça de Sungmin repousasse sobre a mesa e ele fechasse os olhos. Ninguém o notaria ali, então ele apenas descansaria por alguns minutos antes de ir embora novamente. Mas parece que nada estava a seu favor naquela noite quando ele entendeu o que estava sendo dito pelos funcionários. Sungmin se levantou, caminhando para o balcão onde dois rapazes estavam conversando e olhou bem para eles, sério e impaciente. Quando foi notado, Sungmin torceu os lábios, a voz séria como nunca antes. O que você disse?
@96fqy
“O quê? Nunca viu um adulto andando de skate?”
“Aigoo! Eu não consigo parar… Isso daqui é realmente divertido.”
❛ Um adulto. ‘Tá certo. ❜
❛ Se você passar por cima de alguma criança, eu quero ver. ❜
likecrystalsintheair:
Eu não sei. Mas no fim, ele realmente me deu um cacho de bananas, o problema é que eu não gosto de banana. Mas eu tive que comer.
Isso é muito longe?
❛ Você podia, não sei, doar para alguém que realmente gostasse de banana. Sabe, para tu não ter que comer um monte de fruta que você não gosta. ❜
❛ É tipo... Tem umas placas. Não sei dizer se é muito longe. Cristo, 'tô achando que tu vai se perder. Quer que eu te leve lá? ❜
Será que por aqui tem algum veterinário que atende animais mais exóticos? O que atendia a Luna mudou o consultório para muito longe…
❛ Eu não sei o que tu considera exótico, mas eu tenho o que o veterinário chama de animal não convencional. Uma besteira do caramba mas tem uma galera que chama assim e que tu só vai achar no google se jogar exatamente desse jeito. ‘Pera aí, deixa eu pegar o número dele.❜
❛ Por sinal, o que é a Luna? ❜
. oh lord please don't let me be misunderstood — qiyi & evia
@96fqy
Paulatinamente traços crus estruturavam-se num princípio de figura humanoide cuja posição acomodava-se sobre um setial simplório. Demasiada centralização de atenção acumulava-se sobre sua tarefa, a mão artista locomovia-se sob ordens mentais com excedente graça (e decerta praxe) o processo velozmente progredia, por fim, ganhando a forma almejada. Ora, Evia não atribuía à si a palavra “talento” – seu esforço nulificava tal forma vã, pois por anos diligenciava-se para melhorar os próprios traços. Não obstante, não era perito e, quiçá, fosse por tal medo que a hulha alimentava a fornalha da ansiedade; inquietava-se com o arbítrio alheio sobre o que gostava de fazer, porventura consequência de sua psiquê ferida. Sem embargo, entreter-se com devaneios não lhe geravam desatenção; a gravura deparava-se quase finda quando Evia decidira içar as orbes castanhas para o inspirador da imagem. Este cujo nome lhe era desconhecido, somente o rosto no qual os traços aspirava qualquer artífice. A presença do desconhecido era assídua, outrossim a da russa que acabara por desenhá-lo pela primeira vez fortuitamente sem nenhum almejo malicioso – era arte, e arte somente. Quiça se assenhorasse certa coragem poderia inquirir a autorização para usar a imagem do mesmo, contudo, é… Nem tudo é da maneira que queremos.
Ao perceber o estômago postular por alimento, e ademais ter esquecido o dinheiro em casa, Evia pôde logo concluir que deveria retornar. Não estava ávida, apressada e afins, mantinha-se, na verdade, em malácia locomovendo-se para longe da praça. Não obstante, estando cerca de duas quadras e meia de longitude de sua antiga inércia, o ininterrupto pressentimento de ter esquecido algo a importunava. Será que…?A própria psiquê fora inábil de concluir o pensamento quando, as mãos numa reação involuntária, enfiaram-se na bolsa a procura do… Merda. Seu corpo fora tomado por uma súbita onda de calor, os olhos puxados arregalavam-se, outrossim a mente imergia-se nos medos. E se alguém pegou meu caderno? Droga, e se ele pegou meu caderno? O que eu devo fazer? “Ah, te desenhei aqui, mas só de zoas, tá?” ou “Minha mão tem vontade própria, foi mal aí”. Os passos azafamava-se na direção oposta que estava seguindo, retornando ao ponto que estava. No entanto, aproximando-se da praça, uma visão fê-la parar diante da mesma. Era o garoto…
No banco onde Evia estava anteriormente…
Segurando o caderno dela…
ABERTO…
Deus, seria pedir demais um raio na minha cabeça agora?
Que Qi Yi gostava de frequentar parques, disso muitos sabiam. Mas não pessoas proximas, porque essas ele não tinha, e sim estranhos com que nunca sequer havia trocado uma palavra, e que o reconheciam assim como ele os reconhecia. Era um tanto estranho, na verdade, dar uma caminhada no parque e acabar cruzando olhares com alguém, cumprimentar com a cabeça e desviar o olhar. Tornou-se uma rotina: andar o mesmo caminho, cumprimentar as mesmas pessoas e seguir cada qual com sua vida, sem mesmo saber o nome um do outro. Para Qi Yi, sua parte favorita de observar os parques era poder acompanhar a mudança de estações. Ficava animado por demais ao ver como a natureza se modificava. De certo modo, se destruía, mas também se recriava. Deixava o velho para trás e priorizava o novo. Era nesses períodos que ele mais parava, sentava e olhava, tentando memorizar o que via e lembrar se haviam mudado desde o dia anterior, e fazia isso dia após dia.
Quando finalmente decidiu se levantar e sair, notou um caderno de desenho no banco perto do seu. Ele, que não via ninguém por perto e era incapaz de conter sua curiosidade no que se referiam às artes, abriu-o. Viu lindos traços, pelos quais ficou maravilhado, mas o que lhe fez parar foi o que parecia ser a última folha desenhada. Podia reconhecer claramente seu rosto. O homem que amava as artes visuais, mas que não conseguia criar nada, era o mesmo homem de língua afiada e cheio de deboche, que se tornava dócil e simpático quando conhecia artistas e velhinhas amáveis. Mas artistas, que tinham tanto talento em seus corpos e que muitas vezes conseguiam criar imagens de tirar o fôlego só com suas imaginações, encantavam-o profundamente. Esse desenho, cujo a autoria desconhecia, era tão bem feito e executado que tirava seu fôlego. Não precisava ser algo elaborado para despertar o interesse. Levantou o olhar, procurando qualquer pessoa que pudesse ser dona do caderno. A primeira que viu foi uma garota chegando no parque, justamente onde a calçada entrava em sua linha de visão antes de dobrar. Levantou o caderno e apontou o dedo em sua direção. "É seu?"
I scream, you scream! Gimme that, gimme that ice cream ~||~ DoWyi
Fez um biquinho irritado ao ver o tamanho daquela fila. Teria que esperar tanto tempo só por um milkshake? Se aquele dia não estivesse tão estressante, poderia esperar sem ficar reclamando ou xingando meio Mundo. Isso, é claro, mentalmente. Primeiro teve de dar uma bronca em alguém por não ter tirado fotos da inauguração do novo resort boas o suficiente para a manchete da semana que vem. Recebera um telefonema de seu pai dizendo que vinha visitá-lo na semana que vem. Não que não gostasse da companhia do próprio pai, mas não era lá a sua pessoa predileta no Mundo. Parece que estavam cada vez mais distantes. E para finalizar, estava com fome por ter de entregar a redação que outra pessoa de sua equipe deveria fazer até algumas horas depois de seu expediente. Belo trabalho em equipe, não? Felizmente… Pensar em todos esses problemas, fez a fila andar rápido o suficiente para que pudesse pedir o seu milkshake. Estava precisando mesmo esfriar a cabeça. Mas não que o destino fosse lhe ajudar. Algumas vezes ele gosta de pregar uma peça e nos dar dias ruins.
DoYoung caminhava um tanto distraído. A bebida de sorvete em uma das mãos e o celular na outra, digitando sem parar. Mais problemas no trabalho e, mais uma vez, tinha de resolvê-las. Aquilo era um tanto frustrante. Os olhos distraídos na telinha não viram a pessoa parada à sua frente e quando esbarrou no rapaz, o shake acabou sujando os dois. Frio, frio, frio… DoYoung franziu o cenho, visivelmente irritado com a situação. Roupas sujas. Maravilha. -Você… -Fitou o garoto baixinho. -… Desculpe eu não estava olhando. Por que estava parado aí? Algo interessante para ver? -Indagou, checando a bolsa. Estava livre dos restos do sorvete, o que era bom. Sua câmera estava intacta.
@96fqy
Felizmente, Qi Yi havia saído bem mais cedo de casa. Isso significava que não precisava andar no ritmo rápido com o qual geralmente era acostumado, podendo tirar um tempo para fazer o que mais gostava: observar as coisas ao seu redor e como contrastavam umas com as outras. As botas de sola grossa e a case do violão em suas costas não pareciam pesar nada, de tão gratificante que era não precisar apressar-se. Ele, que sempre se atrasava, não ia receber um olhar feio de sua professora e contava isso como uma vitória. Qi Yi só estava parado, com as mãos enfiadas na jaqueta aberta, mas de repente sentiu uma colisão. E, logo em seguida, algo gelado em seu tronco. Soltou uma espécie de chiado pelos dentes e virou a cabeça para ver quem era o causador disso. -- E isso importa? Por que não estava olhando por onde anda? Algo de interessante para ver? -- Respondeu, extremamente defensivo. Agora, estava irritado. Além disso, a parte molhada e fria de sua camisa encostava na pele de seu peito, fazendo com que os pelos de seu braço se arrepiassem. Para Qi Yi, parecia que o estranho tentava fazer com que parecesse culpa dele terem se esbarrando, quando na verdade tudo que fez fora ficar parado! Um absurdo.
Você pode me dizer onde fica um banheiro?
Eu falei isso certo? O que eu falei fez sentido? Ou eu só mandei alguém comprar bananas de novo? B a n h e i r o? Tá certo?
❛ Como é que você conseguiu pedir para alguém comprar bananas quando queria ir no banheiro?❜
❛ Acho que banheiro só perto da piscina. ❜
flowersinherhead:
❝ Aniyo, não fui de muita ajuda, infelizmente. Vejamos… que tal distrair a atenção de você para outra pessoa? Talvez isso ajudasse. ❞
❛É, sacrificar meus colegas de trabalho não me parece uma má ideia. ❜
ignorantrose:
Você ganharia mais do que seu emprego de volta? Tipo, dinheiro. Cara, qual é. Você nem precisaria trabalhar.
❛É, mas eu não posso passar mais de três semanas sem trabalho senão me mandam de volta para China. E eu meio que não queria voltar para a China. ❜