ah, ele reconheceu quem era. river soltou um resmungo enquanto se levantava, e não sabia se ria ou detestava o apelido sem graça agora. era sempre um ou outro, geralmente ele o fazia rir. pensei que o trato era me chamar de theodore, poderia responder se não estivesse levemente irritado. — eu olho por onde ando. mas foi só eu desviar o olhar por um momento que- — resmungou novamente, bufando logo após. — esquece. pra quê me irritar.
arqueou uma das sobrancelhas enquanto limpava sua roupa da neve que tinha prendido nela quando caiu. — quase ninguém tem mais problema com olhos hoje em dia. a geração antiga que era esquisita e tinha essa moda aí toda. vai saber.
parecia não ouvir o que o esquilo falava, pois não esboçou reações com o que ele tentava explicar; parte de si simplesmente não sabia como, enquanto a outra achava que desculpas não mudariam o que aconteceu. até para casos realmente sérios, o felino pensava daquela forma: a visão da outra pessoa não importava, e sim o acontecido. e a sua explicação igualmente não valia de nada. ele tinha uma visão bem adulta, ou insensível, em relação a problemas para alguém da sua idade.
❛ — a nossa geração mal começou. talvez percamos os olhos depois. ou a nossa geração pode estar destinada a perder outras partes do corpo. ❜ e aproximou a mão para limpar da roupa do outro um último resquício de neve que, aparentemente, este não tinha visto. ❛ — já imaginou que péssimo seria se perdessemos um pé? ❜













