— e deixe-me adivinhar....não vai falar nada de novo né ? — perguntou irritada assim que tinha visto um dos doutores saindo de um dos quartos do complexo, nada novo quando este a ignorou por completo.
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@amycoolper
— e deixe-me adivinhar....não vai falar nada de novo né ? — perguntou irritada assim que tinha visto um dos doutores saindo de um dos quartos do complexo, nada novo quando este a ignorou por completo.
Ele odiava aqueles treinamentos, detestava a ideia de usar violência física. Não que Yixuan fosse considerado a pessoa mais pacífica do mundo, porque não o era, no entanto, não era como se gostasse ou sentisse orgulho de melhorar suas habilidades lutando daquela forma, como era ordenado a fazer.
“Olha… Eu prefiro não bater em uma mulher, então…” Tentou argumentar, erguendo ambas as mãos em uma clara sinalização de que não estava a fim de fazer aquilo, indiferente se fosse com uma mulher ou homem, o Wang só não queria pois sabia que não tinha controle algum quando suas emoções tomavam conta de si.
Aqueles treinos estavam levando embora qualquer traço de bom humor que a ruiva poderia ter, bem que na verdade poderia se dizer que tudo naquele lugar parecia sugar dela tudo de positivo. Afinal estava literalmente trancada contra sua própria vontade e ela nem sequer tinha cometido algum crime, naquela altura do campeonato se perguntava se não teria valido mais a pena o ter feito aí pelo menos saberia que estaria pagando por algo que fez.
— e eu prefiro não ser obrigada a comparecer aos treinos, ou a ficar aqui em qualquer lugar fazendo qualquer outra coisa, tipo...respirar, mas somos obrigados — respondeu irônica, além de que não seria a primeira nem última vez que recebia alguns socos...pelo menos estes eram melhores que acabar com a mão de alguém presa no seu estômago, o que tinha acontecido da última vez. Sabia ela que não estava sendo legal naquele momento, mas apenas tinha cabeça para voltar a sua cama — apenas...vamos terminar com isso tá legal ? — sugeriu com a tentativa de um sorriso amigável.
Apesar do incomodo quase que constante que sentia, fosse por conta dos efeitos colaterais do tratamento misterioso que fizeram com ele ou pela distancia que continuava tendo de sua família Haru sabia que deveria ser grato. Por conta disso, e das constantes assegurações que suas cartas estavam sendo entregues a sua família provavelmente ele era um dos que menos parecia revoltado de estar naquele lugar. Primeiramente pela surpresa da eficacia desse novo tratamento, e depois até onde se lembrava ele havia concordado estar ali. Se bem que por vezes suas lembranças pareciam turvas o suficientes para o fazer se sentir desconfortavel. Inspirou profundamente observando o ambiente igualmente silencioso e monotono. Por vezes se pegava comparando essa ambientação a uma calmaria antes da tempestade, coisa que acontecia com muita frequencia quando um estouradinho aparecia logo em seguida. Esperou apenas que não fosse o caso quando avistou alguém se aproximando, mas ja adotando uma postura defensiva apenas para garantir-se. Em parte sabia que não deveria estar circulando por esses lados, mas aquele havia se tornado até então seu refugio do restante. — O que esta fazendo por aqui ? — perguntou levantando-se de modo que ficasse visivel para a pessoa que passava, ainda que de maneira relutante.
Andar, comer, dormir e treinar eram as únicas coisas que a ocupavam nos últimos dias...tempos, não sabia quanto tempo tinha se passado de fato e isso a estava enlouquecendo, era até uma vitória que não tivesse tentado uma rebelião sozinha naquela altura. Naquele momento ela estava andando, já que não era hora de comer, não tinha treino algum e também estava longe de estar com sono, era também nestas horas que ela tentava bolar planos bons para fugir dali, porém até então estava na totalidade de zero, infelizmente. Assim que tinha virado em um novo corredor tinha visto a figura masculina, pensou por um momento em apenas seguir em frente ou trocar de caminho, mas pensando um pouco mais decidiu ir em direção a este — andando — respondeu e continuou andando até estar próxima a este — não têm muita coisa para se fazer aqui...e você ? — perguntou curiosa, ele estava preso como ela não era ? lembrava de já o ter visto antes.
Por mais que não tivesse lembrança alguma de como havia vindo parar aqui, desde o inicio Mai não havia gostado nem um pouco do tipo de sensação que esse lugar lhe causava. Não compreender e não conseguir se lembrar de maneira alguma como tinha vindo parar aqui apenas servia com que se tornasse mais desconfiada que o normal, fuzilando os enfermeiros que ocasionalmente a vinham visitar; no entanto sem nunca pronunciar uma palavra na frente desses. Na verdade, ja faziam muitos dias desde a última vez que verbalizara muito mais que uma frase desconexa; em geral enquanto estava adormecida. Recentemente tivera tendo muitos pesadelos, provavelmente pela sensação de aprisionamento e a semelhança que o lugar tinha com o que ela relacionaria diretamente a uma clinica psiquiatrica. Fazia ela lembrar-se da mãe, sentir-se próxima da mesma. Ou se perguntar se não tinha algo de errado com ela. Não tinha como saber que horas eram, mas uma hora ela acordou e a porta do seu dormitório, ou cela, estava aberta. Uma pessoa desconhecida a encarando do lado de fora. Automaticamente adotou uma postura defensiva encarando a pessoa como uma ameaça; tudo ali era para ela. — O que quer ? — sibilou ameaçadoramente.
Aquele lugar lhe causava uma sensação incomoda, parecia que seus músculos estavam sempre tensos como se a qualquer momento algo pudesse acontecer, além claro da sensação esquisita de que estava sendo sempre monitorada, se perguntava quem estariam por trás das câmeras ou com que propósito estavam os mantendo presos seja lá onde fosse aquele lugar, pela falta de janelas e informações imaginava que podia ser em qualquer lugar do mundo. Como imaginara, todo o lugar assim como seu novo ‘quarto’, por assim dizer era da mais pura brancura, o que deixava em contraste as poucas coisas que eram em outros tons, como algumas placas com escritos em preto. Estava andando por um dos intermináveis corredores, que assim como onde ficava seu quarto tinha números em um lado das paredes quando passou por uma porta que estava aberta e dentro dela, ao que notou quando voltou alguns passos estava uma garota ─ Oh, nada ─ respondeu surpresa e com o cenho franzido ─ estava apenas passando ─ indicou o corredor, porém sem deixar de analisar esta, ao que parecia era outra prisioneira assim como ela mesma, visto que estavam usando roupas iguais e o quarto era igual o seu ─ sou Amélia, aliás ─ se apresentou.
A color that blinds me and take all my colors | pov
“ Every time I try to walk through walls More walls appear ”
kxngmark:
Estava irritado o bastante para iniciar uma discussão com essa inutil que fizera o favor de derrubar sua bandeja, no entanto não estava disposto o bastante para por em pratica todas as ameaças que fizera a ruiva. Irritante e inconveniente, mas não valia a pena. — Sorte sua que apenas revolvi deixar essa para la, apenas não continue contando com ela. Não vai querer saber o que acontece quando me aborreço. — comentou aproximando-se do lugar onde a mesma estava sentada, olhando nitidamente a bandeja alheia apenas para saber qual seria sua reação se a derrubasse.
Respirando profundamente a ruiva tentou não levantar os olhos de sua bandeja, não valeria a pena, pensava ela apertando os dedos na borda da mesa, ele não valia seu estresse. Foi quando o sentiu perto de si que levantou mais uma vez seu olhar e o focou não escondendo sua raiva crescente deste e notando o olhar deste para sua bandeja revirou os olhos - você é muito infantil - disse se levantando, não queria discutir com ele tendo uma nítida desvantagem de altura - o que mais você quer ? - perguntou irritada e entre dentes.
“ I don’t have dreams, i have plans”
I can be changed by what happens to me. But i refuse to reduced by it. - Maya Angelou
kxngmark·:
Apesar de não ter visto a cena em si Mark conseguia observar e apontar diversas alternativas que a ruiva poderia ter feito para evitar a colisão que a mesma tinha colocado de maneira tão inevitável. Que custava ela seguir pelo outro corredor? Ou melhor, não tinha olhos para ver aonde estava andando ? — Você é cega, por algum acaso ? Não tem noção do espaço que ocupa, ou sera que isso aqui se deve ao fato de que não consegue conseguir manter controle sobre sua raba e fica ai rebolando que nem uma escrota enquanto anda ? — perguntou, cada vez mais irritado com a maneira como ela simplesmente virou e seguiu em frente. Como se não tivesse feito nada. — Ô garota, você deve ter comido muita bosta se acha que vou deixar as coisas como estão. Desculpe-se agora, isso se não exigir que va buscar uma outra bandeja pra mim. Depois do que fez seria apenas justo.
Amy sentia uma vontade enorme de meter a mão na cara daquele garoto ridículo e se não fosse pelo receio de ser trancada no seu quarto mais uma vez muito provável ela já ter feito isto, então com um suspiro apenas decidiu que o melhor que podia fazer naquele momento era ignorar o asiático, por mais que fosse obviamente uma tarefa muito difícil. Escolheu uma mesa o mais afastada o possível do moreno e sentou de propósito de costas para este - eu não vou fazer nenhum dos dois - disse alto o suficiente para este ouvir e começou a comer lentamente.
Seu humor não andava muito o dos melhores, ainda mais depois de passar sabe-se la quanto tempo confinado naquele quarto minusculo sem ter a minima ideia do que poderia acontecer logo em seguida. Com o passar do tempo, no entanto seu medo foi aos poucos sendo substituído por aquilo que mais parecia ser um mal humor cronico. — Qual é o seu problema ? — questionou incrédulo quando, apenas ao afastar-se para ir buscar mais uma caixinha de suco escutou sua bandeja caindo da mesa com um estrondo seu olhar focalizando na pessoa mais próxima de cena.
Amy tinha as duas mãos ocupadas levando sua bandeja cheia buscando um lugar para sentar quando ao passar no meio de duas delas acabou por esbarrar numa bandeja que havia sido posta de maneira descuidada na beirada da mesma, indo para o chão com um estrondo e mal havia passado um segundo quando ouviu uma voz mal humorada atrás de si a fazendo se virar para olhar de quem se tratava - Meu problema é que estava tentando ir me sentar quando esbarrei no que acho pelo seu tom, sua bandeja que estava na beirada da mesa - respondeu irritada - não culpe os outros por sua falta de cuidado - disse antes de se virar e caminhar para a mesa vazia que antes tinha avistado.
Destroy what destroys you | Pov
A ruiva estava sentada sozinha dentro de uma sala por horas, já tinha vasculhado tudo e tentado de tudo para abrir a porta e nada de resultados, estava numa sala ampla e cheia de armários tão brancos quanto as paredes deste e todos trancados esta podendo ver somente o conteúdo de dentro de um que era todo feito de vidro, este que estava cheio de vidros cheios de rótulos de coisas da qual ela não entendia nada. Então depois de passar tempos olhando tudo finalmente ela havia decidido voltar para a cama da qual acordara e sentara nesta, ficando a balançar as pernas usando do tempo que tinha para pensar em planos segundo o que tinha, que se limitava até aquele momento a nada. Tentava passar tudo que acontecera consigo antes de chegar ali, mas tudo estava tão bagunçado e distorcido que ficava impossível montar uma sequência decente que fizesse qualquer sentido.
Suspirando frustrada se levantou mais uma vez indo dar algumas voltas no espaço limitado do lugar, ficar parada estava a deixando ansiosa e com medo, não sabia de qualquer motivo que poderia a ter levado ali e nem sabia o que queriam com ela. Passando as mãos com frustração pelos cabelos bagunçando estes continuava a tentar montar um quebra cabeça em sua cabeça tentando encontrar respostas para tudo aquilo e como ela poderia sair dali, com vida. Amy não gostava de pensar em coisas como morte ou nada do tipo, mas não tinha como não pensar nisto quando se tinha sido raptada e levada para um lugar daqueles que ela nem sabia onde era e sequer se estava em Londres.
Amélia estava andando de um lado para o outro em frente a sua cama quando ouviu um pequeno click vindo da porta a qual a fez retesar seu corpo por inteiro ficando alerta a tudo que estava a vir, não sabia se simplesmente ia na direção oposta a porta para se proteger e poder criar um espaço entre ela e a pessoa ou se fazia do contrário indo em direção a porta. Agindo mais por impulso do que algo realmente pensado a ruiva praticamente avançou em direção a porta com as mãos diante de si, não sabia exatamente o que estava prestes a fazer, mas não faria diferença de qualquer forma, visto que assim que esta fora completamente aberta dois homens a seguraram na hora pelos braços a levando de volta para dentro e logo atrás destes a ruiva pode ver uma mulher quase que idosa entrar e trancar novamente a porta atrás de si, guardando a chave em seu bolso do jaleco que usava, isto tudo enquanto ela ainda se contorcia nos braços fortes dos homens que a largaram na cama.
Se não fosse por aqueles dois armários a seu lado esta já teria avançado no pescoço daquela mulher sem a menor dúvida, mas analisando sua situação estava mais do que óbvio que nem chegaria a cinco passos dela antes que fosse novamente posta naquela cama médica, isto se não dopada novamente - onde ele está ? - perguntou quase que na hora, ela sabia que eles sabiam de quem falava e somente de pensar nele seu sangue ia ao rosto de ódio pela traição, sabia que existiam outras perguntas mais importantes que aquela, mas também sabia igualmente que a estas outras perguntas não teria resposta. - Quer dizer sobre Jason suponho - disse a médica enquanto abria alguns amarios e pegava alguns itens - bem, não está aqui é somente isto que lhe basta - respondeu a olhando rapidamente o que fez a ruiva rangir os dentes - aqui ? - perguntou irritada querendo saber do que ela queria dizer com aqui, aquela sala? prédio? cidade? até mesmo país? mas não obteve resposta por parte da mais velha que parecia estar ocupada demais para lhe dar atenção. - onde estou ? - perguntou séria, qualquer resposta era melhor do que nada. Amy era realista e sabia que não conseguiria sair dali tão cedo e de forma tão simples, mas gostaria de ter respostas para tudo o que estava passando e se possível uma previsão pelo que passaria sem dúvida, mas estas que estavam sendo silenciosamente negadas.
Olhando a mulher trabalhar com as coisas das quais ela estava pegando estava fazendo a ruiva suar frio, ver agulhas e pequenos potes estava dando medo a ela, mas talvez a parte mais aterrorizantes era não saber o que e porque de tudo aquilo estar acontecendo, se tivessem dito a ela que iriam a matar por tal motivo teria sido melhor que observar aquilo sem ter a mínima ideia do depois. Depois de um tempo quando estava tudo pronto para seja lá o que iria acontecer ela engoliu em seco ao ser segurava firmemente no lugar enquanto via a mulher chegar perto de si com uma agulha e dentro desta um líquido que podia ser letal ou não, podia ser algo pior do que qualquer coisa que sua mente podia criar, mas enquanto tudo acontecia ela ficava em silêncio e nem quando a agulha furou sua pele ela gritou ou quando começou a sentir a queimação até sentir que perdia os sentidos, não daria o gostinho para ninguém de que estava sofrendo.
Amy não soube por quanto tempo ficou inconsciente, mas quando voltou a cobrar a consciência já estava em um lugar completamente diferente de onde estava antes e estava sozinha. O lugar parecia uma quitinete ou algo parecido, porém sem janelas para lugar algum, tendo apenas um sistema de ar bem pequeno. O lugar não tinha nada demais, nada que a ajudasse para sair dali ou que lhe respondesse qualquer pergunta que tivesse, sentindo-se fraca e tonta ela foi para o banheiro lavar o rosto e logo estava debaixo do chuveiro lavando todo o corpo para tirar a sensação ruim que parecia estar impregnado em sua pele, estava feliz de estar viva na mesma proporção que tinha medo e não podia de se olhar com atenção enquanto passava o sabonete pelo corpo em busca de algo diferente que não deveria estar lá, mas parecia estar tudo normal e se não fosse o lugar, se ela fechasse os olhos podia até acreditar que tudo estava como sempre, mas algo em sua cabeça dizia que não.
Estava enrolada em uma toalha no quarto procurando o que vestir quando notou em uma bandeja de comida que antes não estava ali, nesta havia frutas, torradas, uma pequena xícara de café e um copo cheio de suco. Deveria ser este seu café da manhã e ela estava de fato faminta, nem se lembrava direito a última vez que comera decentemente e consciente então por mais que não gostasse de ter que comer tal comida fora inevitável ir de encontro a bandeja e não era como se tivesse muita opção de qualquer forma. Pegou primeiro o copo de suco para provar e saber de que sabor era, tendo uma surpresa agradável ao sentir o gosto doce do morango invadir sua boca, mas que logo fora substituído ao sentir o copo meio que escorregar de sua mão, mas de certo modo diferente. Amy tinha certeza de que estava o segurando com firmeza, então assim que ouviu o barulho do copo se quebrando a seus pés esta não pode deixar de se assustar e soltar um pequeno grito, algo estava errado consigo.
Karen Gillan by Annelise Phillips