“Prince Of Fairies” by Albertine Randall Wheelan, 1927
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Janaina Medeiros
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he wasn't even looking at me and he found me

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“Prince Of Fairies” by Albertine Randall Wheelan, 1927
Unknown Artist, "Porte Veine", 1913.
happy caturday
'Telll us a Story', Picture book illustration of a wise old owl with a store of Tales by Charles Robinson, 1863.
'Alice in Wonderland ' illustrated by Tove Jansson, 1959.
'Other Lovers' by Norman Lindsay, 1924
I hope everyone had a lovely holiday and look forward to a new year ahead! - VHC (aka Tara)
House Beautiful Christmas, 1994
Needle Felted Clown Weevil by Little Skrunks
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"Rage Against the Machine!"
Poster spotted in Richmond, Virginia
Rasidany Field Photo 1969 Mangily Madagascar Indigenous Group sakalava Publication Goedefroit (Sophie), Lombard (Jacques), "Andolo, L'Art Funéraire Sakalava à Madagascar", IRD editions & Biro editeur, France, 2007:209, #159 Photo Copyright Goedefroit/Lombard Photographer Jacques Lombard
'The Angels' Kitchen' by Eugene Grasset, 1893.
christmas drawing of Peachy done for peachesfans; merry christmas!
Feitiços de Borboletas do Campo de Sagartha
um copo sobre a mesa. dentro dele, toda a sede do mundo.
chegaram falando de fontes. palavras lisas como seixos, promessas de água viva e cintilante. observei a geografia dos rios, seus cursos anunciados. olhei no mapa, não no território.
o silêncio que se seguiu não era vazio. era um zumbido branco, uma alma invisível que canta hinos ao ouvido. um fantasma de saliva doce. sorriu-se, porque até ecos podem aquecer, quando honestos.
mas não era fantasma. era pessoa. daquelas que usam a luz alheia para iluminar seus próprios manuscritos sagrados. uma unidade de página em branco ofereceu-se para a escrita. recebeu anotações a lápis, que a chuva um dia depois apagou, e a tinta?
prefere-se os cacos no chão. as asas de borboleta-do-campo guardadas ao corpo, escondidas. o suor que evapora na pele. reverencia-se o que tem peso, o que deixa marcas.
o desaparecimento aconteceu numa tarde sem nome. transmutação em nevoeiro. observou-se o lugar onde os pés haviam pressionado a grama. a grama, devagar, endireitou-se.
existia uma porta invisível. aberta com gestos suaves, travessias doces. depois, fechada sem ruído. madrugada em tela de eletrônico. transmutação em claridade excessiva. observou-se o lugar onde a sombra se debruçara. a luz, devagar, preencheu o molde.
não há mágoa, apenas um espanto botânico. como observar uma flor que se abre ao cantar de um pássaro gravado. a beleza foi real. o canto, talvez não.
não há rancor, apenas uma curiosidade geológica. como examinar uma concha que sussurra o som de um mar que nunca a tocou. o som era real. o mar, talvez não.
o copo permanece. vazio. mas seu vazio tem contornos precisos — o negativo das mãos que nunca o tocaram com verdade. bebe-se água dele mesmo assim. a sede pertence a quem bebe, não a quem prometeu a fonte.
o tempo, esse jardineiro obstinado, cultiva orvalho nos vidros que as palavras não umedeceram. respira-se, escreve-se. some-se, reza-se. talvez ambas as formas estejam certas: habitar o mundo concreto ou habitar o mundo inventado.
a vida é isto: um copo, uma mesa, uma tarde qualquer. e o mistério áspero e doce de permanecer inteira, mesmo depois que o nevoeiro se desmancha no ar.
um galho de goiabeira seca na calçada. ainda traz, presa à casca, uma fita de cetim azul. alguém a amarrou ali em tempos de flor. a árvore seguiu seu ciclo. a fita permanece.
um galho de goiabeira seca na calçada.
Se te apetece esforçar, esforça-te; se te apetece repousar, repousa; se te apetece fugir, fuja; se te apetece resistir, resista; demore o tempo que for para decidir o que você quer da vida, e depois que decidir não recue ante nenhum pretexto, porque o universo se organizará para te dissuadir.
Friedrich Nietzsche