OLÁ, PESSOAL! Me chame de Lella (ela/dela), tenho 27 anos, e (admito) faz muuuuito tempo que não tento me conectar com a tag br. Mas cá estou eu <3, direto da época quando tudo era mato (2012, acho), e no lugar onde mais gosto de estar: na liberdade que apenas o indie oferece. Gosto de escrever fantasia (alta ou baixa), fantasia sombria, qualquer coisa em contexto mais histórico, coisas baseadas em mitologia grega, histórias com elementos de aventura, sobrenatural, sci-fi, crime... Apenas às vezes me pego em algumas histórias slice-of-life.
Aqui estão os atalhos para páginas importantes:
✗ minha escrita e preferências
✗ personagens (muses)
✗ starters abertos
✗ starters abertos (em inglês)
✗ lista de desejos
Im still figuring some rl stuff out (you guys cross your fingers and wish me luck ❤️)
Buuut just saying that im excited to get back and do replies... And its likely im gonna write some starters. Especially using Raenith and Lorien 👀 and maybe Hephaestus and Hades..
starter aberto! (inspirado no conto de hades/perséfone)
hades raramente deixa o submundo, não se interessa muito pelo Olimpo e muito menos pela vida na superfície. ou pelo menos era assim... até o momento em que se deparou com a criatura mais linda que já vira. amor mútuo à primeira vista? uma obsessão? platônico? bem, até mesmo hades, que é muito mais cortês que os irmãos, não está pronto para ser rejeitado.
De tudo que já havia visto no mundo, Hades não se lembrava de algo que havia feito sua alma gelada estremecer. Mas ali estava. E era de natureza encantadora.
Sinceramente, até então, superfície sempre lhe parecera caótica, viva demais, um reino onde o tempo se movia de forma impiedosa. Mas agora, enquanto seus olhos capturavam aquela visão, havia uma estranha hesitação em sua alma imortal.
O vento noturno carregava o perfume da terra recém-molhada, e causava o farfalhar suave das folhas. A luz do luar desenhava contornos suaves ao redor daquela figura, banhando-a em um brilho prateado, quase etéreo. Algo nela—ou talvez no próprio momento—tinha um peso diferente, algo que escapava da lógica fria a que estava acostumado. O deus do Submundo raramente se permitia a curiosidade, mas agora, ela o puxava, atraía.
Ele permaneceu ali, imóvel, enquanto o mundo ao seu redor parecia aguardar. Como se até os deuses precisassem de um fôlego antes do inevitável.
Mas algo era fato: ele não conseguia tirar os olhos dali. Se ele tivesse sorte, sua essência antiga e impiedosa não espantaria aquela criatura que tanto o interessava.
Perséfone, uma deusa que perdeu sua memória, e acredita fielmente que uma florista órfão, já que seus pais morreram cedo num acidente de trânsito.
Perséfone estava finalmente pronta para dormir, envolta em um longo robe de seda branca, quando, subitamente, sentiu uma vontade irresistível de tomar um pouco de ar.
Apesar de passar os dias cercada por jardins devido ao seu trabalho, ela nunca se cansava de estar entre as flores. O perfume, as cores, a delicadeza de cada pétala — tudo a fazia lembrar de sua mãe, que, quando ela era criança, sempre a comparava à primavera.
Como morava no segundo andar de sua floricultura, decidiu aproveitar o momento para passear pelo jardim florido e observar suas plantas. Caminhava devagar pelo quintal, admirando os botões recém-abertos, quando um aroma distinto chamou sua atenção.
Era uma mistura envolvente de dama-da-noite e romã, despertando seu olfato apurado. Flores e frutos sempre foram seus aromas favoritos, e aquele, em especial, parecia mais intenso do que o normal...
Foi então que uma silhueta, iluminada pelo luar, chamou sua atenção, fazendo seu coração disparar. Parte pelo susto de ver alguém tão perto àquela hora da noite, parte pela própria presença daquela figura.
Perséfone respirou fundo, tentando manter a calma, e disse:
Aproximar-se de um desconhecido daquela forma, no meio da noite, certamente não era a melhor maneira de cortejar.
Mas Hades nunca fora conhecido por seu tato social.
Além do mais, havia algo… Demorou um instante para perceber, mas não estava falando com uma mortal, estava? Talvez estivesse apenas cansado. Ainda assim, havia algo sibilante no ar, algo que escapava à compreensão imediata.
— Fechados? — ecoou. E ele desviou o olhar. Foi quando ele percebeu a placa de entrada da loja. Mas isso não bastou para arrancá-lo da sensação de deslumbramento. A jovem ainda assim parecia quase etérea, um espectro entre as flores do jardim. Quase uma Ninfa. Uma Ninfa teria reconhecido sua aura, no entanto. E teria fugido do peso de estar perto do deus dos mortos.
Coçou o pescoço, um gesto inquieto e incomum, como se tentasse se humanizar. Havia algo na voz dela—um vibrar sutil, oscilando entre interesse e medo.
Por favor, não fuja.
Mas, claro, essas palavras jamais deixaram seus lábios.
Se estivesse diante de uma alma caridosa—e imprudente o bastante para ignorar o perigo—talvez pudesse apelar para a compaixão.
— Desculpe... teria algo para eu comer? — disse, por fim.
Seu longo casaco preto parecia ainda mais surrado sob a luz fraca. E, dessa vez, ele não se moveu, apenas aguardou a resposta.
Os olhos de Irene analisavam atentamente a figura à sua frente. Cada detalhe do rosto dele era único, causando um estranho desconforto nela. Ele era bonito demais para ser real… e real demais para ser um sonho.
Sua mão apertou novamente o braço de Wei Feng, como se quisesse confirmar sua existência, mas parou assim que sentiu o toque gelado segurando seu pulso. Seu coração martelava tão forte contra o peito que ela temia que ele pudesse senti-lo por meio daquele simples contato.
Eu estou fodida.
Na sua frente, havia um homem vestido de forma imponente, com um cabelo longo e sedoso, traços incrivelmente belos e uma postura impecável — e que, além de tudo, afirmava ser um mestre da guerra. Ele parecia real. Ele era real. Fazia paredes de gelo surgirem do nada, não sabia o que era um celular, se chamava Wei Feng…
— Meu Deus, eu só posso estar drogada. — Murmurou, livrando-se do toque dele e levando as mãos à cabeça antes de se agachar.
Essa era a única explicação possível para tudo aquilo. Mas Irene nunca havia se envolvido com nada do tipo. Na verdade, até odiava quando Lin Jun fumava perto dela. Como poderia ter se deixado levar assim?
Não. Não. Aquilo não era culpa dela, nem poderia ser. O problema era o lunático à sua frente, cheio de histórias mirabolantes e truques baratos para enganar pessoas inocentes como ela, que obviamente tinham bom coração o suficiente para ajudá-lo. Não tinha outra saída: ela precisava dar o fora dali.
Levantou-se, respirando fundo, antes de olhar para o homem.
— Seu Shenjun… — começou, adotando um tom educado, mas calculado. — Para que eu consiga te mostrar alguma coisa, preciso que você remova essa barreira. Que tal fazer isso, hein?
O plano estava pronto em sua mente: assim que Wei Feng derrubasse aquela imitação barata de parede de gelo, ela o xingaria de lunático e correria como se sua vida dependesse disso.
Novamente, o olhar da moça contradizia palavras. E o amargor dele que até então era voltado para a situação como um todo, se focou nela.
Era um mestre de guerra. Lia soldados como um livro. Previa as intenções dos inimigos com a mesma clareza com que enxergava a garota.
Não foi ignorando sinais que ascendeu à divindade. E certamente não foi acreditando em tolices que se fortaleceu.
Apesar disso, e considerando seu espírito elevado, talvez não tivesse se ofendido com tanta facilidade se não tivesse acabado de despertar.
— Não teste minha paciência — ele disse, grosso. E infeliz.
Ainda estava tentando entender como foi parar ali... que artimanha dos deuses o colocaram naquele lugar. E como que, se os deuses haviam criado essa prisão com uma formação de runas, não haviam sentido e vindo checar a movimentação—
Wei Feng não soltou o pulso da moça. Mas um estalar de dedos fez com que a barreira desaparecesse, sem deixar vestígios.
Suas palavras foram ásperas, densas, seu olhar escurecido a encarava, aguardando.
Irene achou a reação alheia engraçada, principalmente a maneira desajeitada que ele lidava com o aparelho, o que fez um leve sorriso surgir em seu rosto - o primeiro verdadeiro em muito tempo.
— Isso é um celular. Um aparelho muito útil, devo dizer. Consigo ver informações sobre todo o mundo, falar com pessoas distantes, registrar momentos importantes. Quer ver? — a garota tomou de volta o aparelho, se aproximando mais de Wei Feng e então tirando uma selfie juntos, com um rosto sorridente. Admirando a foto, ela a mostrou ao outro, quando pouco a pouco seu sorriso radiante foi diminuindo e sua ficha finalmente caiu.
A mão de Irene foi direto ao braço do homem, o apertando com certa força, sentindo o tecido e a musculatura contra seus dedos. Ele parecia bastante real para um sonho… Uma risada escapou da garganta dela, pouco desesperada. Em sua mente, voltou a sensação de frio e o toque gelado que sentiu quando tocou a parede que a impediu de sair… Isso não pode ser real, até parece. Pensou. Era possível ver nas feições da morena todo o dilema interno que acontecia dentro de sua cabeça.
— Wei Feng, eu preciso que você me belisque. — disse num tom bobo, um tanto aéreo de quem não estava acreditando no que estava vivendo. — Porque acho que estou sonhando…
Já havia falado com oráculos que pareciam saber tudo que já ocorreu e tudo que viria a ocorrer no mundo. Possuía, também, um espelho com o qual poderia ver e falar com alguém que tivesse o par deste. Mas nenhum, apesar de imbuídos de energias que costuravam a existência na terra, eram tão estranhos quanto aquele que a jovem manipulava.
Na imagem registrada, a cara de confusão de Wei Feng olhando para Irene era óbvia e até inocente. Algo que se manteve enquanto ele observava o 'momento registrado'.
Ser tocado foi uma sensação estranha, e algo que o puxou para olhar para ela novamente. O que ela fazia? Ele não se lembrava da última vez que fora tocado. Era um deus, seu corpo era considerado sagrado por si e tantos outros. Um templo que exercia a guerra. Focado em artes marciais e na espada, que esculpiram os músculos de seu corpo ao decorrer dos séculos.
Quando falou novamente, sua voz continha um amargor evidente:
— Isso com certeza explicaria esse mundo estranho.
Nisso, seus dedos longos e gélidos buscaram o pulso dela. Mas não a afastou. Apenas parecia estudar, analisar,... pensou, por um momento, que talvez estivesse preso em algum tipo de ilusão.... faria sentido, afinal. Uma armadilha para que acreditasse estar livre.
— Preciso que me mostre o mundo em que estamos — disse então. — Agora.
Agora que não tinha para onde fugir, Irene finalmente parou para analisar o homem à sua frente. As vestes longas e fluídas em tom escuro eram bonitas, quase como se tivesse sido tirado diretamente de algum drama; os cabelos longos combinavam incrivelmente com o rosto que com toda certeza lhe dariam o face card para ser visual de qualquer grupo de K-pop ou C-pop. Era um homem estranhamente muito bonito…para se encontrar um templo em ruínas como aquele.
Como posso pensar em beleza? Eu estou presa com um homem cabeludo que faz mágica. Onde você se meteu, Irene?! pensou, xingando-se mentalmente por se distrair tão facilmente apenas por um rostinho bonito.
— Wei Feng… — a morena repetiu, já que o nome lhe trazia um leve alarme no fundo de seu cérebro, mas como tinha uma memória ruim, nada lhe vinha à mente de imediato. — Sinto muito, mas acho que o senhor não é mais tão famoso assim… — como sempre, a boca de Irene era maior que seu bom senso, e ela se segurou para não fazer uma careta ao notar o que havia feito, dando leves tapinhas sob os lábios. — Mas sou uma pessoa sem muita cultura, não leve o que digo em consideração. — tentou contornar, balançando as mãos com um sorriso no rosto.
Eu estou perdida. Irene soltou um suspiro, um tanto exasperada pela situação, seus ombros caindo pelo cansaço que tudo aquilo estava a fazendo sentir.
— Depende de qual informação exatamente você quer, senhor… — respondeu, pegando seu celular no bolso, para abrir o aplicativo de localização. Aproximando-se dele, um tanto receoso e mostrou a tela. — No exato momento estamos num antigo templo que está em ruínas, no interior de um vilarejo chamado Wutai. Estamos no interior norte de Zhõng guó, mas comumente chamado de China. — ela mostrava no mapa as regiões comentadas.
Isso significava que a moça ao menos havia ouvido falar?— mas não se delongou muito em seu pensamento, pois não teve tempo. Aliás, até mesmo as explicações que ela deu quase foram perdidas, uma vez que a atenção dele se virou para o estranho objeto que ela manipulava.
Curioso, ele se inclinou.
Isto é, antes de, sem cerimônia, surrupiá-lo para si—com a destreza desajeitada de quem não sabia manuseá-lo, ao contrário de qualquer outra pessoa.
— O que é isso? — demandou, exasperado. Sua mão fazendo com que a tela piscasse, e o mapa desaparecesse, dando lugar ao que parecia ser uma pintura um tanto quanto realista que ele não tinha ideia de onde havia surgido...
A moça bem que havia usado termos estranhos... seria ela uma bruxa? Talvez outra divindade, uma que ele não conhecia?
Certamente ele sentiria se fosse o caso. Afina, uma essência imortal reconhecia a outra, mesmo que não soubesse dar um nome próprio.
Irene tinha um corpo esguio e ágil, mas, depois de passar meses parada, esperar que seus reflexos fossem tão bons quanto antes era um pouco demais. Havia conseguido uma distância aceitável quando uma lufada de ar gélido a atingiu, bloqueando seu caminho. Um arrepio percorreu seu corpo, fazendo os pelos de seus braços se eriçarem e sua boca tremer por causa do frio.
Como é que eu sempre me meto nesse tipo de situação? pensou, levando a mão até a grande parede de gelo à sua frente. Ao tocá-la, fez uma careta, já que parecia tão real. Tomando coragem, ela se virou para o homem e estampou no rosto um belo — e completamente falso — sorriso.
— Claro, senhor. Fa Irene, ao seu dispor. — Fez uma saudação formal, do jeito que sua avó costumava fazer ao visitar templos quando ela era mais nova. Endireitou-se e apontou para a parede gelada. — Como eu disse, não queria atrapalhar o seu sono. Então, que tal tirar isso daqui? — sugeriu em um tom simpático. — É que eu tenho muitas coisas para fazer, sabe como é a vida de idol… Tirar fotos, cantar músicas, gravar TikToks com outros grupos que eu nem sei quem são… — falava de maneira rápida, gesticulando sem parar.
Esse era um dos problemas de Irene: quando ficava nervosa, sua boca se movia muito mais rápido que seu cérebro, e ela simplesmente despejava palavras sem pensar direito no que estava dizendo. No momento, estava presa entre o pavor e a sensação de estar vivendo um sonho. E, se fosse um sonho, definitivamente era um dos mais estranhos que já tivera em toda a sua vida.
Fa...? Seria a mesma...? De fato, havia uma semelhança física com uma certa guerreira que ele abençoou há muito. Uma que desafiou seus pares de forma nunca vista. Uma que, por um tempo, possuía olhos que discordavam de seus valores e postura, com uma cortesia breve, treinada, atrapalhada. Podia ver os respingos disso em Irene. Decorada com esses termos que pareciam ter sido inventados para distraí-lo—
De qualquer forma, a garota se dizia ao seu dispor.
Ótimo, pois precisava mesmo de uma serva para lhe mostrar o que havia perdido. Para contar sobre o mundo que não mais o conhecia.
— Shenjun, — disse. Um título para uma divindade, lorde imortal — mestre de guerra, Wei Feng.
Houveram anos que seu nome era reconhecido. Venerado. Referido como um deus. Mencionado em histórias e cantigas que misturavam seus feitos épicos com as requintadas de um bom contador de histórias. Ele estreitou os olhos, como que observando atentamente a reação da jovem ao seu nome.
Isso até seu olhar focar em alguns inscritos não muito longe de ambos, cravados nas paredes amadeiradas. Pareciam tão velhos...
— Onde estamos? — a pergunta veio mais humana, carregada por um momento raro de incerteza. Confuso, como alguém que havia sido lançado ao mundo sem aviso.
Fa Irene é uma das descendentes do clã Fa, uma das descendentes da antiga heroína de guerra, Fa Mulan. Irene é uma idol, que após se envolver numa polêmica por causa de uma relacionamento, se isolou na antiga casa da família, no interior.
Havia muitas coisas das quais Irene se arrependia na vida, mas nada, absolutamente nada, superava a ideia de entrar naquele lugar. Principalmente quando uma voz rouca ecoou, fazendo todos os pelos de seu braço se arrepiarem com um calafrio que percorreu seu corpo inteiro.
Ela recuou, intimidada não apenas pelo cenário à sua frente, mas principalmente pelo homem que a encarava. Queria fugir dali o mais rápido possível, mas seu corpo não lhe respondia. estava travada encarando o homem.
E tudo isso era culpa do tédio.
Haviam se passado quase três meses desde que estava trancada naquela casa antiga e, para alguém criada em uma cidade superpovoada como Pequim, com uma vida tão agitada quanto a de uma idol, tanta calmaria era praticamente… o inferno.
Já havia lido todos os livros que conseguiu encontrar — e, definitivamente, não era do tipo que gostava de ler. Tentou escrever músicas, mas sua única inspiração era o ódio que sentia pelo ex. Limpou a casa tantas vezes que conseguia ver seu próprio reflexo na geladeira. Precisava fazer algo antes que enlouquecesse.
Sabia da existência de vários templos ao redor de sua casa e, quando mais nova, visitava alguns com sua avó. Então, por que não repetir aquelas antigas aventuras? Colocou alguns itens dentro da mochila e passou o dia vagando entre os templos, tirando fotos e admirando a paisagem. Pelo menos aquilo era melhor do que ficar em casa.
No caminho de volta, uma bifurcação na trilha chamou sua atenção. E era por isso que estava ali, praticamente congelada de frente aquilo.
— Irene… — balbuciou, quando recobrou a consciência do que estava acontecendo ao seu redor. Sentindo as palmas das mãos começarem a suar, ela agarrou as alças da mochila. Ela precisava sair dali! Recobrando o controle das pernas, a morena se curvou, num cumprimento.
— Acho que aconteceu um engano, sinto por estragar seu sono, senhor. Boa noite. — ela sorriu, um dos seus melhores sorrisos falsos que sempre direcionava para os fotógrafos, mesmo que por dentro estivesse desesperada, e começou a correr para o mais longe que suas pernas curtas lhe deixavam.
A cabeça se inclinando para o lado, Wei Feng observou por um momento silencioso enquanto a moça se afastava. Então, lentamente, estendeu uma mão. A manga da túnica escurecida formando uma cortina majestosa enquanto seus dedos se moviam de maneira suave.
Outrora, aquilo teria exigido menos esforço. Por agora, ainda estava se recuperando.
O ar ao seu redor ondulou, carregado de um frio etéreo, e então se solidificou. Uma barreira de gelo robusta ergueu-se à frente de Irene, cortando-lhe o caminho—pura extensão da presença gélida de Wei Feng.
Ela parecia jovem. Mas nem mesmo uma origem humilde justificaria a ausência de um kowtow apropriado—exceto se… os tempos haviam mudado tanto assim? A etiqueta? O conhecimento sobre quem ele era?
Por outro lado, era estranho como o rosto dela lhe parecia familiar... precisava ver mais de parto...
— Presumo que carregue um nome de família também? — sua voz soou suave, mas com um tilintar de irritação.
♡ confusa, miyoung não sabia exatamente como havia parado ali. um segundo atrás, estava tirando fotos de uma construção antiga para um projeto — e agora, um homem de aparência quase etérea, envolto em vestes escuras e uma presença que fazia o ar parecer mais denso, estava ali. olhando diretamente para ela. seu coração deu um salto, mas não de medo. era... estranhamente fascinante. ela apertou a câmera contra o peito e inclinou a cabeça, os olhos castanhos avaliando o estranho diante dela. ele parecia deslocado, como se pertencesse a outro tempo. e sua voz, mesmo rouca, carregava algo que arrepiava sua pele — um eco de algo perdido. "eu... sou choi mi young," respondeu, hesitante. a pergunta seguinte escapou antes que pudesse se conter: "e você? você é um fantasma?" porque, sinceramente, só isso explicaria aquela cena digna de um drama histórico.
Choi Mi Young. O nome não lhe era estranho — mas não conseguia se lembrar de onde. A memória lhe havia sido roubada? Ou não estava desperto o suficiente para dar significado e história ao som?
Pensativo, sem responder a pergunta, ele a analisou. Olhos escuros penetrantes de um general versado no campo de batalha, parecia ver além do que era revelado.
Eventualmente, no entanto, desviou sua atenção para o lugar que estava. O templo parecia robusto, apesar de antigo. Reconheceu algumas runas pelo chão, que articulavam o que teria sido seu aprisionamento. Olhos cerrados, descontente com o que via, deu alguns passos para longe da formação.
— Alguém te mandou aqui? — questionou, voz cortante, direcionando sua atenção para a moça novamente. Uma mistura de acusação com um toque de demanda.
acabei de perceber que andei fazendo o uso de aspas para falas no lugar de travessões por aqui xD. hábitos do outro blog. vou priorizar o travessão a partir de agora..... mas posso acabar derrapando sem querer em alguns turnos e_e
♡ miyoung piscou algumas vezes, tentando entender onde estava. o cheiro do incenso antigo, o ar parado do templo, a poeira que dançava nos feixes de luz… tudo parecia saído de um sonho, ou de uma daquelas fotos esquecidas no fundo de uma gaveta. ela sentiu um arrepio na nuca ao perceber a figura à sua frente. um espectro? uma garota? a linha entre os dois parecia tênue demais. mas, ao invés de se assustar, sua curiosidade se acendeu. ajoelhou-se ao lado da figura de seda branca, observando-a com atenção. ao ouvir o que ela falava, miyoung inclinou a cabeça, sentindo um estranho aperto no peito. algo naquela frase ecoava dentro dela. ⸻ você quer mudar? ⸻ sua voz cortou o silêncio. ⸻ ou quer se lembrar de quem já foi? ⸻ ela não sabia por que aquelas palavras haviam saído, mas algo lhe dizia que entendia a pergunta melhor do que deveria.
À princípio, o olhar de Mei parecia desconexo. Apenas quando a figura se abaixou perto dela que conseguiu focar, ainda com dificuldade.
— Mudar — respondeu, apesar de sua voz soar como uma camada de gelo perto de se quebrar. — Conhecer... outros. Minhas irmãs disseram que um Lírio só poderia ser um Lírio. Mas de certo que não pode ser verdade.
Agora que olhava bem, percebia que a garota com quem falava não parecia de origem muito divina... não que Mei tivesse muita experiência com qualquer entidade. Seria muita arrogância de sua presumir que falava com outro espírito ou com uma mortal. Piscou algumas vezes, buscando entender...
— Sou Mei — disse. Pois, certamente, alguém com dons de atender pedidos não ouviria alguém mal-educado.
Estou devendo alguns replies e vou chegar neles durante a semana <3 tive uns dias com uma dor de cabeça terrível + corpo zoado, e mesmo assim tentando estudar :').
Lembrando que tenho vários starters aqui. E talvez eu poste mais alguns de fantasia e fantasia obscura ao longo da semana.
RPI é a sigla que usamos para rp independente, ou o indie rp, na tag gringa. Também já vi chamarem de rp aberto. Como o próprio nome diz, significa que você joga independentemente de uma central.
No indie você cria o seu blog, que pode ser single ou multimuse, e interage com outros personagens que também estão jogando rp independente. Você joga quando quiser e com quem quiser, sem precisar estar ligado a uma central.
Para começar, você precisa saber como jogar no tumblr. Nesse tutorial aqui você encontra a base de como fazer isso. A base sempre vai ser a mesma: criar e reblogar posts.
Passando dessa parte básica, vamos seguir para o tutorial sobre o rpi em si.
Vantagens e desvantagens do rpi:
Começando com os pontos positivos:
Existe uma flexibilidade maior acerca da sua atividade. Estar ligado a uma central significa ter um mínimo de atividade para poder jogar, mas no rpi não tem isso. É claro que você precisa considerar os seus partners, mas não precisa, por exemplo, interagir um mínimo de vezes em um prazo determinado.
Não existe um plot fixo, então você pode interagir com personagens de universos diferentes. Você pode, até mesmo, criar diferentes universos para os seus próprios personagens, o que nós chamamos de verses. Então, exemplo: criei um personagem original do universo de Poderoso Chefão. Isso significa que só vou poder interagir com esse universo? Não! Meu personagem pode interagir com um outro personagem do universo da Marvel, por exemplo.
Você pode optar por criar um personagem original, ou jogar com um personagem canon. Ou, até mesmo, misturar personagens originais e canons em um blog multimuse.
Você tem liberdade quanto ao desenvolvimento do seu personagem, não precisando ficar ligado apenas ao plot determinado por uma central. Nesse sentido, você pode ter vários direcionamentos de desenvolvimento e não precisa ficar ligado a uma coisa só.
Variedade de personagens! Já quis que o seu personagem original interagisse com seu personagem favorito? Se houver algum jogador no tumblr, você pode tentar. Eu gostava muito de desenvolver esse tipo de conexão, explorar um universo distinto do meu personagem e interagir com players que joguem com os meus favoritos.
Você tem liberdade para jogar com o fc que quiser, usar o personagem que quiser, e abordar os temas que quiser.
E os pontos negativos:
Não existir um plot fixo pode fazer com que você se perca, ou talvez não tenha uma direção de como desenvolver o personagem. São várias possibilidades, vários universos, vários personagens com quem você pode jogar, e essa abundância pode ser um obstáculo. Você vai precisar se organizar, organizar os universos que seu personagem está inserido, e conseguir guardar na memória todo o desenvolvimento. Algumas pessoas também gostam de iniciar um novo universo pra cada personagem com quem joga, assim um não interfere no outro, mas, novamente, isso demanda organização.
Não há uma central, então quem vai criar todo o worldbuilding é você. Caso você não tenha um personagem inserido em um universo canon, quem vai ter que criar tudo do zero vai ser você. E aí voltamos no ponto anterior de que vai precisar de organização e, além disso, muita paciência e disposição. Você pode ter algo mais simples e ir construindo conforme joga, é claro. Mas vai precisar ter certos detalhes em mãos pra desenvolver seus turnos com outros personagens.
Como não existe uma responsabilidade com atividade, pode ser que um parceiro seu suma e você nunca mais consiga jogar com aquele personagem que tanto gosta. Isso é bem frequente e bem triste, mas é natural. As pessoas perdem o muse ou param de jogar, então você vai precisar lidar com isso.
Da mesma forma, como não existe uma moderação, você não tem pra onde correr se tiver problemas com um player. Um block vai ter que bastar, mas não tem pra quem reclamar.
E a maior das desvantagens de hoje em dia é que existem poucos players na tag brasileira de indie. No meu diretório mesmo existe uma quantidade muito baixa de blogs. Não é de hoje que os brasileiros precisam recorrer à tag gringa pra jogar, e devo admitir que eu mesmo (entre 2012-2015) joguei indie só na tag gringa.
Como jogar?
Começar no indie é bem mais fácil e rápido do que em uma central. Você só cria seu tumblr, seu personagem, e vai até a tag responder starters que acha interessante. Pronto.
Então primeiro recomendo montar um blog, do mesmo jeito que você criaria pra uma central. Pode ser com um só personagem, ou um multimuse (ensinei a montar aqui), vai do seu critério. Eu recomendo começar com um só e depois expandir, caso você goste da dinâmica do indie. Só é importante lembrar que se você fizer vários personagens, precisa ter links pra bio e outras coisas importantes sobre eles, especialmente se forem personagens originais.
Depois, existem algumas coisas importantes pra adicionar no seu blog. Se você já joga 1x1, vai seguir o mesmo princípio.
Adicione uma página de guidelines, explicando o que você gosta de jogar, sua disponibilidade, etc. Muitos blogs tem costume de adicionar a idade (geralmente 18+, 21+ e afins), o fuso horário (GMT-3 para quem está no horário de Brasilia ou UTC-3). Também é legal ter um link para os seus starters abertos, assim, caso alguém te encontre e queira começar a jogar, já sabe onde encontrar.
Okay, seu blog tá pronto e com os detalhes necessários. E agora?
Agora você vai entrar nas tags, encontrar blogs com os quais você quer interagir e responder starters ou mandar uma mensagem para conversar sobre plots. As tags são: #rpi br e #indie rp br para posts em português. Se você entrar nelas, vai perceber que estão bem escassas. No meu diretório também tenho alguns players brasileiros. Caso você prefira jogar na tag gringa, as tags que você pode buscar são: #indie rp, #indie roleplay, #open rp e #open starter. Alternativamente, você pode adicionar o nome do fandom + rp pra buscar personagens específicos.
Quando você achar um starter que seja interessante, cheque o tumblr desse personagem primeiro. Dê uma olhada nas regras, veja se o player está aberto a jogar com quem não for mutual, etc.
Checou tudo isso e está liberado? Pronto, agora é só responder normalmente e repetir.
Quando eu jogava, geralmente seguia um padrão: dava um like no starter e seguia o blog. Se me seguissem de volta, eu respondia o starter. Se não, não respondia. É claro que se a pessoa estiver aberta a jogar com não mutuais, não te seguir e você estiver muito a fim de jogar com essa pessoa, você pode responder. Mas saiba que é bem comum não receber respostas, então não fique chateado se não receber uma. Algumas pessoas são mais seletivas que outras e escolhem com quem vão jogar ou não.
Outro ponto importante é seguir a sua tag, que é a sua url. Quando alguém fizer algum post direcionado à você, vão usar a sua url como tag. O tumblr não é mais tão confiável pra mostrar todos os posts de uma tag, mas por via das dúvidas, siga a sua tag.
Termos para se atentar:
Está em dúvida e com medo de interagir com alguém? Existem alguns termos que vão te dar uma ideia sobre o player e como são as interações.
Primeiro, é bem comum hoje em dia que os starters tenham um indicativo de para quem está aberto, principalmente nos starters de jogadores da gringa. Se estiver marcado como 'open to anyone', 'anyone may interact', fique a vontade para responder. Alguns também tem preferência de personagens para interagir, às vezes o indicativo vem no sentido de que a pessoa prefere que personagens de uma idade definida respondam, por exemplo. Fique atento a essas especificações, e vai dar tudo certo.
Selective, semi-selective, non-selective. O termo selective significa seletivo. É uma indicação de como a pessoa prefere interagir. Selective significa que o player seleciona com quem vai interagir, então pode ser que não interaja com você por diferentes motivos. Cheque as guidelines para saber mais, provavelmente vai ter alguma indicação lá. Semi-selective são pessoas mais abertas, não jogam com todos mas não tem tantas restrições quanto o grupo anterior. E, por fim, non-selective são pessoas que interagem com qualquer personagem.
Também existem os mutuals only, que são pessoas que jogam apenas com mutuais. Sendo assim, para a pessoa interagir com você, ela tem que te seguir de volta ou te seguir primeiro, demonstrado que há interesse. Se você quer jogar com alguém que seja mutuals only, siga essa pessoa e espere para ver se vai ser seguido de volta, ou envie uma mensagem com ideias que gostaria de desenvolver.
Nesses casos, é importante que você não se ofenda caso uma pessoa não queira jogar com você. Na maioria das vezes não é algo pessoal. Talvez a pessoa não goste muito do fandom do seu personagem, ou seu personagem tem uma característica que ela não gosta em personagens, ou essa pessoa só não vê um desenvolvimento entre os seus personagens. E está tudo bem. Você como player indie também pode selecionar com quem vai jogar ou não, esse é um dos pontos importantes dessa modalidade. Jogar com quem quiser, e não precisar necessariamente interagir com todos, como em uma central.
Low/medium/hight activity. Diz respeito ao nível de atividade desse player. Low significa que as respostas são mais espaçadas, esse player não está constantemente respondendo. Medium é um meio termo, e high, é claro, significa que a pessoa está ativa com frequência. Seja sincero sobre o seu nível de atividade, as pessoas não vão se importar de receber uma resposta depois de algum tempo se você já tiver especificado desde o início que sua atividade é baixa.
Crossover friendly. Basicamente essa pessoa está disposta a jogar com personagens de fandoms diferentes. Caso você esteja em dúvida e não tenha esse indicador no tumblr, não tem problema perguntar.
OC friendly. Eu não sei se isso acontece ainda, mas no passado era comum que personagens canons de certos fandoms não interagissem com personagens originais. Por isso começamos a adicionar OC friendly para avisar. É muito chato criar um personagem original do seu fandom, tentar interagir com um personagem canon e ser ignorado só por ser OC. Como disse, não sei se isso é comum atualmente, mas cabe se atentar a isso caso você jogue com um OC.
Multiship/exclusive/main/singleship. Vamos começar do mais exclusivo, que é o singleship. Nesse caso, esse personagem tem apenas um relacionamento romântico e não vai ter ships com outras pessoas. Exclusive é quando uma pessoa tem uma ship (na maior parte das vezes canon) com algum partner e não vai repetir essa ship com outras pessoas. Exemplo: se eu tenho um Michael Corleone e sou exclusive, significa que já tenho um partner que joga como Kay e não vou desenvolver um relacionamento com outras possíveis Kays. Já main significa que esse player tem parceiros com quem joga frequentemente, e vai priorizar responder a essas pessoas. Multiship, como o nome já simboliza, é alguém que vai ter diversas ships com diversos personagens. Significa que o personagem está traindo? Não. É considerado que esses relacionamentos são em universos diferentes. Acredito que multiship e main sejam mais comuns.
Verses/Multiverse/AU. Verses/multiverses vem de universos. Você constrói universos diferentes e joga em todos eles ao mesmo tempo. Por exemplo, tenho meu personagem de O Poderoso Chefão, certo? Não quero me limitar a jogar só nesse universo, então crio universos que se encaixem com os fandoms que quero jogar. Por exemplo, se eu fosse inserir esse meu personagem em um plot com um personagem de Sobrenatural, eu criaria um verse onde meu personagem é um caçador ou uma criatura sobrenatural, mantendo a personalidade e outras coisas sobre ele. É como criar AUs (alternative universes), onde seu personagem vai ser o mesmo, mas com detalhes distintos. Esses verses não interferem uns nos outros, e também cabem no caso de relacionamentos diferentes.
One liner. São interações escritas em uma linha só, sem um desenvolvimento maior. Geralmente falas. Algumas pessoas odeiam e não interagem dessa forma, outras preferem pois é um jogo mais rápido.
Muse/mun. Coloquei esses termos no dicionário do tutorial, mas muse é o personagem, e mun é você, o player. É muito mais comum no indie se referir nesses termos, e antigamente era muito comum também criar posts de interação entre muse/mun (era muito bobinho mas era bem divertido).
Threads. São os turnos. Geralmente no indie, principalmente na tag gringa, turnos são chamados threads e você encontra algum sistema de tracker, com atualizações de quando a pessoa respondeu, se está nos drafts, etc.
Plotted threads. Basicamente são turnos combinados. Algumas pessoas preferem não abrir open starters e jogar conforme o turno for indo, mas sim combinar algo e seguir uma rota pré-determinada. Tudo depende de cada player.
Outras dúvidas:
Tenho um personagem canon e vi que outro personagem canon já interage com uma versão do meu. Posso interagir?
Depende do player. Se a pessoa não for exclusive, então sim. Caso não tenha nada sobre isso nas guidelines, você pode observar pra ver se a pessoa joga com múltiplas versões do mesmo personagem. Também não faz mal mandar uma mensagem.
O que posso mandar pra alguém se tiver interesse em jogar?
"Oi, gostei do seu muse x e acho que combinaria com meu muse y. Pensei em tal plot. Você tem interessse?" Da mesma forma que você faria em uma central fechada. O importante é que se o blog for multimuse, você precisa especificar o muse.
Como encontrar outros players brasileiros?
Infelizmente a rpi é bem parada, apesar de ser um método tão bacana quanto o 1x1. Meu diretório tem alguns players, mas a forma mais fácil realmente é procurando e postando na tag. Tente postar também na tag gringa, talvez você consiga encontrar players brasileiros que jogam por lá.
Posso jogar tanto em português e inglês?
Sim. Não tem problema nenhum jogar nas duas línguas no mesmo blog (ou em outras que você saiba falar).
Preciso ser fluente em inglês pra jogar na gringa?
Não. Você só precisa que as outras pessoas te compreendam. Caso você não sinta segurança para escrever em inglês, recomendo o DeepL que traduz muito bem. É legal que você escreva da sua forma e depois passe por lá. Caso só queira ter certeza que a gramática está legal, tem o Hemingway Editor que te ajuda a melhorar a escrita e deixar mais compreensiva. Ele é todo inglês, no caso, então só vai servir pra quem já tem um nível bacana em inglês e só quer mesmo checar se o texto está coerente e a gramática está correta. Eu jogava em inglês quando estava aprendendo, deixava em algum lugar no blog que inglês não é a minha primeira língua e sempre fui tratado muito bem e tinha vários plots. (Isso vale tanto pra centrais quanto pro indie). Só lembre-se que da mesma forma que existem players babacas na rp br, também existem na gringa. Alguém se incomodou com o seu inglês e foi rude? Block. Mas saiba diferenciar dicas e críticas construtivas, algumas pessoas vão apontar erros mas para te ajudar. A minha experiência na gringa foi majoritariamente positiva nesse sentido, mas não posso falar por todo mundo.
Preciso ser de um fandom específico?
Não. Você pode criar um personagem original que não seja ligado a nenhum. Só é importante que você tenha toda bio em algum link para que seus potenciais partners possam ler e saber mais sobre o seu personagem e o universo que você criou.
E este foi o tutorial! Bem básico, bem simples (apesar de longo). Caso vocês tenham alguma dúvida ou alguma sugestão para eu adicionar aqui, me avisem na ask ou sintam-se a vontade para acrescentar nas notas para outros players lerem. Como eu disse, não jogo na tag indie há uns anos então me baseei no que tenho observado nos blogs da gringa e na minha experiência.
Eu acho indie uma dinâmica muito bacana e sinceramente não entendo porque o pessoal da rp br não adotou tanto quanto adotaram o 1x1.
Quer ler mais? Esse guia aqui é muito bom pra iniciantes.
GIF PACK • By clicking the source link, you'll find a page containing 174 scenario, objects, and general faceless (people with their backs turned, bigger range shots where faces can't be seen clearly) gifs, from the show The Buccaneers, from season 1.
They were made by me, and can be used (creditless) for roleplays & similar personal uses, and (credited) in posted works such as edits/video edits. I don't care what themes you're using them for or if they're "problematic" so long as you're not hurting anyone.If you use this gifpack, please like and/or reblog this post, thank you!
Content Warnings • Nudity.
muse: danielle saunders, humana, parece sempre atrair situações sobrenaturais para si. um dom, segundo a sua vó. tradutora de francês e fotógrafa. 27 anos.
De quem tinha sido a ideia de fazer um projeto fotográfico nas ruínas de templos na China? Com certeza, não fora de Danielle. Preferiria ter ficado na comodidade da sua cidade, mas o seu grupo da faculdade era composto por pessoas conceituais e descoladas.
Adentrou o local, sozinha, o grupo tinha se dividido e Danielle ficou para trás. A curiosidade falou mais alto do que o medo. Apontando a câmera, registrava, silenciosamente, os detalhes incrustados nas colunas empoeiradas.
De repente, um sussurro. O vento pareceu esfriar e os pelos do seu braço ficaram eriçados. De novo não, pensou.
"Isso não é engraçado!" Respondeu em voz alta, rezando para que fosse uma pegadinha de algum dos colegas. "Quem está aí?" Tentava impostar a voz. As pernas pareciam congeladas, com receio de dar mais passos em direção ao altar.
Não percebia, mas estava atravessando. Etérea, mas tomando forma. De um mundo para o outro. Talvez fosse seu desejo impetuoso de ver e viver, de ser ouvida e vista. Mas, em alguns momentos, finalmente pôde visualizar uma mulher.
Mas Mei não entendia bem o que estava vendo — havia antes apenas ouvido ecos, sentido como se um véu tivesse passado por si... e então se deparou com essa figura, talvez a entidade desse lugar, que vestia e falava de maneiras estranhas...
"Olá?" chamou, receosa, em mandarim. Havia nascido em meio ao selvagem, sozinha com mais frequência do que não. Sabia que, talvez, deveria se abaixar para um kow-tow elaborado... haveria uma forma certa de fazer isso?
Uniu as mãos em frente de si e se curvou um pouco demais antes de se levantar com clara dificuldade. Parecia confusa. E estava fraca. Pálida. E isso refletia em sua voz, levemente trêmula. Precisaria em breve se apoiar em alguma coisa.
"Eu te saúdo. Me chamo Mei. Estou falando com a entidade desse lugar?"
starter aberto!
em um contexto de fantasia urbana em que a sociedade é comandada por humanos, a maioria (senão todos) dos capazes de utilizar e manipular a magia são obrigados a utilizar uma gargantilha que limita seus poderes. Edrik (40 anos, FC: Eddie Redmayne, bi) é um bruxo, ativista e miliante, que talvez tenha atraído atenção demais para si ao demandar de forma recorrente mais direitos para seus pares. O governo (ou talvez outra organização?) enviou um assassino para se livrar dele. (Talvez seu personagem seja tal assassino? Ou alguém que quer ajudá-lo a escapar? Ou qualquer coisa que encaixe aqui!)
A cafeteria exalava o aroma quente de canela, tinta fresca e asfalto úmido.
Edrik Drake estava sentado perto da janela, mexendo o chá distraidamente com a colher. A gargantilha metálica em sua garganta fria contra a pele, um peso constante, um lembrete de que ele tinha sido ousado demais. Barulhento demais. Sabia que, mais cedo ou mais tarde, viriam atrás dele.
Só não esperava que fosse hoje.
Começou como uma sensação—algo ligeiramente fora do lugar. Um descompasso no ritmo do ambiente. Um homem no balcão, esperando seu pedido, que movia o peso do corpo de um jeito sutilmente errado. Perto da porta, alguém segurava um casaco dobrado sobre o braço—mas a rigidez no gesto, o cuidado excessivo, será que havia uma arma ali...? Certamente o levariam para algum lugar ao invés de executá-lo em público... ou era o que ele gostaria de acreditar.
Edrik pousou a colher sobre o pires. Talvez fosse só paranoia, os pensamentos persecutórios atormentando depois de ter lido tanto hate em suas redes sociais. Ou, quem sabe, ele estivesse certo… e alguém realmente tivesse vindo buscá-lo. Soltou o ar devagar e estendeu a mão sob a mesa, os dedos roçando o cabo da faca presa ao cós do jeans. Sua magia tremulava logo abaixo da superfície, um sussurro de poder mal presente, com o qual não poderia contar.