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@lembraram-blog
perdoem-me os moderados mas o amor está no exagero
eu tô romantizando a tua partida pra ficar bonita na poesia e ver se assim dói menos. você é um enigma e me vejo mergulhada nesse teu mar inconstante pra ter qualquer coisa de você mesmo que seja só silêncio.
Era você
desde o primeiro sorriso até a insônia da noite passada.
o infinito é insignificante perante o impulso de ser qualquer coisa
Hoje eu iria até o fim do sistema solar, pra te ver mais uma vez.
não entregue seu miocárdio a quem só quer tua epiderme.
em dias gastos domingos cinzas e na volta para casa, eu sempre lembro de você.
em um momento de desatenção você soltou minha mão, e em algum verso eu te perdi.
Só não falo de vez que quero muito ficar com você porque realmente quero muito ficar com você, e toda vez que quero muito alguma coisa, dá errado.
meu bem, o mundo é menos caótico quando você sorri.
a plenitude não existe. vai sempre faltar alguma coisa, alguém…
somos faltosos por estrutura. insaciáveis.
não solte minhas mãos. tenho medo de te perder para outro coração.
E,
você odeia multidões, dorme regularmente todos os dias e fica feliz com coisas pequenininhas. você repete seu seriado favorito mas se diz cansar rápido do habitual. você tem voz grave e é confuso e inconstante assim como os dias são para a terra e eu te aceito sendo de sol ou tempestade. você não fala muito, prefere escutar e eu que quase nunca quero abandonar o meu silêncio, escutaria você e todos os seus porquês, porque se os outros repertórios são ruins, o seu eu quero gravar pra poder ouvir repetidamente. você é desorganizado e perde as coisas bem debaixo do seu nariz. você é irritante e às vezes até insuportável mas na minha lista de prós e contras até isso vira um pró. você ama cafuné e tem o cabelo bagunçadinho, o que é quase um convite pra bagunçar ainda mais. você lê poesia mesmo sendo o poema não escrito que me encanta. você é cheio de alergias, ama sorvete de flocos e odeia bolo com frutas cristalizadas. você ouve Nirvana e queria ser um super herói. você tem um sorriso que emana paz e um nervosismo bonitinho de não saber explicar as coisas. você que existe e tua existência que me afeta de uma maneira linda. obrigada.
“você não é de onde vem, você é pra onde vai e eu gostaria de ir junto.”
eu tenho pena dos ouvidos que se fecham pra tua voz de querubim e que se poupam de ouvir o ruído doce e angelical que ecoa dos seus lábios quando você ri. os realistas jamais imaginariam que depois de rabiscarem tantos pares de olhos com seus mais diversos tracejos e funduras, existiriam os teus, que de tão bonitos não podem ser desenhados. porque a realidade não conseguiria ser tão bonita no papel. ainda que eu tentasse infinitas vezes, jamais conseguiria esboçar metade da beleza que cabe e existe dentro de você. dentro das covinhas traçadas nas tuas bochechas, dentro do afago de dedos que se perdem pelo meu cabelo ou dentro do abraço que esquenta até meu pedaço mais gélido, disfarçado no subterrâneo do meu coração para que você não se assuste com a profundidade das minhas crateras. eu que sempre me intriguei com a imensidão do céu, não me lembro de ter encontrado um outro peito tão estrelado quanto o teu. me agarro em saudades que começam pequenininhas feitas de pedaços de azulejo e terminam como um grande palco estruturado com os encantos escondidos no teu riso. ainda haverão centenas de dias com você, onde sentirei o calor dos teus lábios massageando a minha clavícula e ouvirei o teu sussurro ecoando em meus tímpanos enquanto cada partícula do meu corpo sorri. mas também existirão outros que se farão infinitos com a ausência da tua mão na minha.
“mas em cada noite escura que chegar, eu ainda serei tua”
Eu quero ser o seu “nunca senti isso por alguém”.
O céu parece imitar a imensidão dos teus olhos.