Livro 3 continuado, Capítulo XX - “Da Oração”
A esta altura as Institutas viram-se longamente para o assunto da oração. E Calvino liga o assunto da oração ao que vinha a falar antes, sobre a justificação pela fé. E esta ligação é muito importante. Ligar a oração à justificação pela fé recorda-nos que oramos baseados no facto de não haver justiça em nós, mas em Deus. Ligar a oração à justificação pela fé recorda-nos que oramos baseados no facto de Cristo ser a única maneira de podermos ser vistos por Deus como pessoas justas, através da imputação da justiça de Cristo a nós. Ligar a oração à justificação pela fé lembra-nos ainda que oramos baseados no facto de Deus ser agora nosso pai e nós seus filhos por adopção (daí que o espírito de adopção seja aquilo que nos leva a clamar: "Abba Pai", como explica Paulo em Romanos 8:15 e 26).
Este último aspecto do espírito de adopção é o que arruma a aparente complicação da inutilidade da oração tendo em conta a omnisciência divina. De facto, nós não oramos porque Deus precisa das nossas orações para mudar o rumo dos acontecimento. Deus não é um veículo movido ao combustível das nossas orações - isso tornaria a oração sobretudo um assunto de mecânica. De facto, nós oramos porque, enquanto filhos de Deus, ansiamos por um relacionamento familiar com ele. Deus é um pai e relaciona-se connosco activamente sendo esse relacionamento activo visível no facto de falarmos com ele - a oração é sobretudo um assunto de comunhão.
Logo, os resultados da oração são menos aquilo que Deus faz no mundo porque nós orámos, mas os resultados da oração são mais aquilo que Deus faz em nós quando oramos: 1) o nosso coração dá-se mais ao desejo de Deus e do seu serviço; 2) os desejos do nosso coração são avaliados por Deus; 3) e somos preparados para receber em gratidão o que Deus nos dará. No final, já fomos suficientemente transformados para desejarmos voltar ao início deste esquema, sem desculpas preguiçosas para não procurar a comunhão com Deus. O homem que não ora, não percebe a realidade e, sem critério, não a deseja transformada naquilo que ela deve ser transformada.
Calvino começa então a enumerar regras de oração. A primeira é o reconhecimento da santidade de Deus. E Calvino é brilhante a expandir o assunto. A base da oração para Calvino não é fazer da oração um encontro feliz entre Deus e o homem. Antes pelo contrário, é natural que se Deus é perfeito e nós não somos, a oração comece por ser uma experiência que traz ansiedade e talvez até pânico. Por isso mesmo, na Bíblia são muitos os que se arrepiam de medo quando a presença de Deus vem até eles. A oração não é um piquenique mas um "abismo até aos maxilares da morte" (pág. 148). O que está em causa não é a nossa perfeição, que agora arranjámos maneira de ir até Deus. O que está em causa é a perfeição de Deus, que arranjou uma maneira incrivelmente misericordiosa de ir até nós.
Por isto mesmo, deve ser natural que sintamos com um arrepio a importância do modo como oramos. Quem ora de qualquer maneira corre o risco de não orar de maneira nenhuma. "Ninguém se prepara para a oração a menos que esteja impressionado com a majestade de Deus, de um modo que se queira livrar de todos os cuidados do mundo" (pág. 149). Também por causa disto é que o levantar as mãos enquanto se ora é um símbolo de desejarmos ser elevados até Deus, além das coisas que aqui nos prendem. Este é um bom procedimento.
Um segundo bom procedimento é orar aquilo que se deve. Como é que sabemos o que é que se deve orar? E Calvino volta a dar cartas: provavelmente aquele que ora melhor é aquele que hesita quando ora. Como assim? Isso quer dizer que não podemos orar espontaneamente? Não é bem isso. Calvino explica que, como orar bem não é orar qualquer coisa, a verdadeira oração é um dom. E de facto é isso que a Bíblia faz quando inclui a oração no assunto dos dons espirituais (1 Coríntios 12), e quando nos manda orar no Espírito (1 Cor. 14:15). Até o facto de eu falar com o Pai, só acontece porque este Pai me fez filho. Não falo com Deus porque posso, falo com Deus porque ele assim me concede.
Uma segunda regra de oração é a sinceridade no que pedimos. Devemos sentir o que pedimos a não apenas pedir por obrigação - "não há nada mais execrável para Deus que a ficção de pedir perdão para os pecados, enquanto a pessoa que o faz não pensa que é pecadora" (pág. 150). Isto significa que orar pede uma meditação real naquilo que é orado.
Devemos orar a qualquer hora porque a nossa necessidade de oração é constante. Por resultado, não orar torna-se uma preguiça terrível.
Orar com arrependimento é central porque a pessoa que não se arrepende continua rendida ao mal, e Deus não ouve as pessoas nessa condição.
Uma terceira regra de oração é orar sem qualquer sentimento de mérito próprio. Os homens mais santos na Bíblia eram homens de um reconhecimento claro da sua miséria. Também é por isto que a oração deve sempre iniciar-se com o pedido que Deus nos perdoe os pecados.
A quarta regra de oração é que, apesar do elemento de humildade, devemos estar animados que receberemos o que pedimos. Pode parecer uma contradição, por devermos orar convictos que não merecemos o que pedimos, ao mesmo tempo que devemos estar convictos que vamos ter o que pedimos. Mas não é uma contradição - na oração o arrependimento anda de mão dada com a alegria. A boa ansiedade que devemos sentir quando oramos (porque Deus é perfeito e nós não) não é um obstáculo à convicção que Deus não somente nos ouve como nos atende. Não devemos confundir a profunda convicção dos nossos pecados com a dúvida de que Deus responde à oração. E geralmente estas coisas vêm juntas: a culpa e a descrença. A oração opera num esquema diferente. É um esquema fundamentado na esperança.
A oração assenta na confissão de pecados diante de Deus, como um filho deve fazer em relação ao seu pai. O pai ouve, mesmo que não goste dos pecados do filho. O Pai celeste ouve-nos, mesmo que reprove os nossos pecados. A família é uma categoria teológica incontornável para João Calvino. Deus ama quem lhe pede. Logo, sentimo-nos livres para pedir coisas a quem temos a certeza que nos ama. A nossa própria obediência ao que Deus nos pede emana desse amor pelo Pai.
Depois Calvino chama a atenção para o facto extraordinário de as Escrituras mostrarem Deus a ouvir até orações agitadas, que parecem fugir ao cânone de santidade devida (Sansão pedindo que Deus o ajude a matar todos aqueles filisteus é um exemplo). Estas orações agitadas só reforçam o facto de Deus ouvir as pessoas miseráveis e atendê-las porque é misericordioso, e não porque as suas orações foram correctas. Se Deus ouve até orações de descrentes e tantas vezes as concede, os crentes devem orar ainda com mais afinco. Por outro lado, quando Agostinho levanta a questão de os cristãos orarem coisas contrárias à vontade de Deus, Calvino suplementa que as orações deles, podendo misturar erro com verdade, nunca são vãs. O que sai por cima é o amor de Deus, capaz de passar por cima até das nossas maldades nessa coisa boa que é a oração. Quando oramos bem e mal, sabemos que Deus perdoa.
"Como a promessa nos dá Cristo como Mediador, a menos que a nossa esperança de obter o que oramos é fundada nele, ficamos desprovidos do privilégio da oração" (pág. 165). Cristo torna o trono divino num trono não apenas de ira mas de graça. Logo, ou se ora nas ordens de Jesus ou não há qualquer tipo de oração que nos valha. Por isso mesmo, a lei levítica, onde o sacerdote funcionava como mediador entrando no santuário com os nomes das doze tribos de Israel e com as pedras preciosas no peito, já era um gesto baseado nesta mediação de Cristo que ainda estava por vir. Israel aprendia antes ainda da encarnação que só há resposta à oração através de uma mediação perfeita que viria a ser concretizada por Cristo. O sangue purifica-nos como gesto intercessório e expiatório.
"Deus perdoando a nossa ausência de mérito, não apenas permite que cada indivíduo ore por si, mas permite que todos intercedam mutuamente uns pelos outros" (pág. 167). Cristo não é apenas um mediador da nossa redenção (como os Sofistas defendiam, para justificação a intercessão dos santos), é o mediador também de toda a intercessão que os crentes fazem por si mesmos e uns pelos outros.
Calvino considera uma "estupidez extrema" orar apelando a outros intermediários além de Cristo. Em primeiro lugar, não existe qualquer referência bíblica a esse respeito. Por outro lado, Calvino aponta uma razão emocional dupla que leva as pessoas a orarem em nome dos santos ou dos anjos: 1) acharem que Cristo é insuficiente para o efeito; 2) acharem que Cristo é demasiado rigoroso para servir de nosso intermediário. De um modo ou de outro, roubam Cristo de uma glória que lhe foi dada por Deus Pai. O interessante é que Calvino continua num argumento de algum modo emocional. Se assim se fizer, orando a Deus sem ser por Cristo, acabamos a perder na nossa vida a capacidade de reconhecermos Deus como Pai e Cristo como irmão. O problema da oração dos santos não é ter mais alma, dando mais rostos humanos à nossa oração. O problema da oração dos santos é perder alma, ao ficarmos mais distantes de Deus.
Na prática a estupidez torna-se superstição, chegando ao ponto da prostração física diante de imagens dos santos. E aqui Calvino desfere numa nota de rodapé um crítica forte a Erasmo, que concedia que esta prática não tinha base bíblica mas que não a condenava (Calvino diz que Erasmo "tropeça e anda vendado em plena luz"). A própria história proibia esta prática, no Concílio de Cartago. As Escrituras não suportam nada disto. E mesmo os anjos, a quem é confiado o cuidado por nós, não servem de intercessores (nem Noé, nem Job, nem Daniel o poderiam fazer, como refere Ezequiel 14:14). E se por aqui fôssemos, então os patriarcas seriam nomes mais seguros para a intercessão humana - curiosamente nunca o nome de Abraão é mencionado neste tráfico supersticioso. A única intercessão é baseada na perfeição de Cristo e não na perfeição rotíssima dos homens.
"Uma vez que a fé é fundada na palavra, e é o pai da oração correcta, no momento em que nos afastamos da palavra, as nossas orações tornam-se impuras" (pág. 175). As orações uns pelos outros, aconselhadas pelo Apóstolo Tiago, não são nunca referidas como orações feitas pelos mortos. Este tipo de práticas só materializa uma insatisfação com o próprio Cristo.
A oração na forma da súplica é quando "derramamos os nossos desejos diante de Deus, pedindo também aquelas coisas que promovem a sua glória, como benefícios que contribuem para as nossas vantagens" (pág. 176). Nas acções de graças "celebramos a bondade de Deus connosco, reconhecendo cada bênção que recebemos à sua generosidade" (pág. 176). Se paramos de agradecer, é porque existe culpa em nós. Mais à frente ainda, Calvino explica que Deus amaldiçoa aqueles que forma planos sem procurar a vontade de Deus.
Se não fosse a intercessão de Cristo por nós os nossos lábios nem sequer teriam pureza suficiente para se darem ao luxo de poder orar. Logo, cabe à igreja desenvolver-se nesta vida transformadora que é a oração, primeiro tendo em conta que a oração individual é essencial (especialmente voltada para a introversão sossegada, seguindo o exemplo de Cristo), e depois tendo em conta que a oração corporativa é essencial, sendo importante ao ponto de fazer dos locais de adoração cristã "casas de oração" (e não templos, como que se possuindo uma medida especial da presença de Deus).
A importância das palavras na oração depende da importância do coração (daí o texto de Isaías 29:13). O que não desvaloriza o canto, antes pelo contrário - ele deve ser parte do culto que congrega os santos, como sempre aconteceu na tradição apostólica. O canto oferece dignidade e graça à adoração.
Daqui nasce também uma preocupação, tipicamente protestante, de haver um foco na compreensão do que se diz e canta. Calvino recorda que Atanásio recomendava que no canto os cristãos deviam inflectir o pouco as suas vozes para torná-las mais próximas da recitação. A ideia que se tornará muito importante no protestantismo é a da correspondência fundamental entre aquilo que se faz e aquilo que é entendido internamente em quem faz. A língua usada no culto tem de ser a vernácula, e até os gestos devem corresponder àquilo que se diz (como o ajoelhar e o descobrir a cabeça).
Depois, Calvino avança para uma breve exposição sobre o Pai Nosso e as suas seis petições (Calvino prefere contá-las em seis do que em sete). As primeiras três dizem respeito à glória devida a Deus e as segundas três dizem respeito ao interesse humano.
Calvino vai avançar a par e passo sobre a oração do Pai Nosso. Começa precisamente pelo início, pelo "Pai Nosso". Aí, destaca o facto de ser Jesus o que permite que tratemos Deus como Pai. É por ser Jesus ser mesmo o Filho que nós podemos ser filhos por adopção. "Deus não podia ter-nos dado um testemunho mais forte do seu amor do que sermos chamados seus filhos" (pág. 185).
Termos uma oração intermediada por outros que não Cristo é um modo de desconfiar da bondade de Deus. Este ponto é muito interessante. Calvino não ataca o sistema de mediação intercessória católico a partir da superstição mas a partir de uma timidez que na prática é não aceitar o amor de Deus com confiança. A trágica timidez diante de Deus é não reconhecê-lo como pai, dependendo da intercessão de uma multidão de santos que pode até ser bem intencionada mas que perde a oportunidade de conhecer o Criador em intimidade. O descaramento reformado é uma confiança na intimidade.
Depois, Calvino salienta o facto de chamarmos "nosso Pai" a Deus, indicando que o mesmo amor que devemos ter a Deus por ele ser o nosso pai se deve estender aos outros que connosco são feitos seus filhos por adopção. "Todas as nossas orações devem referir-se a essa grande comunidade [a Igreja] que o Senhor estabeleceu no seu reino e família" (pág. 187). Claro que isto não nos deve constranger pelos nossos próprios interesses. Simplesmente nos recorda que a dissensão dentro da comunidade cristã pode barrar-nos respostas às nossas orações.
Calvino dedica-se brevemente a "Que estás no céu" para sublinhar que o céu não aparece como uma morada física de Deus mas como consequência de Deus transcender qualquer morada. O céu simboliza o valor transcendente de Deus, além de qualquer limite físico. Ao mesmo tempo, o céu também significa que Deus governa tudo na terra. "Santificado seja o teu nome" é a primeira petição e representa imediatamente a nossa desgraça (Calvino não brinca). Isto porque a santificação do nome de Deus não é uma coisa que façamos naturalmente mas deve tornar-se a nossa missão na vida. É uma questão de honrarmos tanto a justiça de Deus como a sua misericórdia e revelarmos isto em reverência pelo seu nome. "Venha o teu reino" é a segunda petição e acontece quando negamos os nossos próprios interessem em favor dos interesses de Deus, desejando que aqui se siga o que já está a acontecer no céu. Isto só se dará com a correcção dos nossos pecados - não há verdadeiro reino de Deus sem o abandono do pecado. "Seja feita a tua vontade" é a terceira petição, em grande parte uma continuação da anterior. Ela materializa-se em nós dando-nos novos pensamentos, novas mentes e novas vontades.
A segunda parte da oração do Pai Nosso tem a ver com petições que fazemos em nosso favor. Ao afirmar isto, é preciso ressalvar que Deus atende aos nossos interesses desde que o nosso interesse maior seja a glória de Deus. Pedirmos o pão de cada dia para nós é condizente com isto, porque Deus é um Deus que trata do nosso espírito e do nosso corpo, recusando assim Calvino aqueles que de tão espirituais que queriam ser que acabavam por retirar de Deus a sua generosidade com a nossa existência física. Por outro lado, o facto de pedirmos o pão diário deve prevenir-nos de desejarmos o pão de todos os dias - devemos ser satisfeitos com a medida diária e não procurar ter a medida total, que é na prática um desejo de riqueza.
"Perdoa as nossas dívidas" lembra-nos que os pecados são diante dos olhos de Deus isso mesmo: coisas que nos fazem sermos devedores de Deus, merecedores do castigo dele por contrairmos com ele uma dívida que não conseguimos pagar. Nem vale a pena pensar que pelas nossas penitências alguma coisa poderia ser saldada. "Assim como nós perdoamos aos nossos devedores" não significa que em termos absolutos somos nós que lhes perdoamos - nós só lhes podemos perdoar na medida em que Deus lhes perdoa a eles. E o Reformador vai mais longe: "If we retain any hatred in our midns; if we meditate revenge and devise the means of hurting; nay, if we do not return to a good understanding with our enemies, perform every kind of friendly office, and endeavour to effect a reconciliation with them, we by this petition beseech God not to grant us forgiveness (pág. 195)" - isto porque nesta petição pedimos a Deus que faça connosco aquilo que fazemos com os outros. Este é um golpe de asa interpretativo do bom João! Na prática, só queremos ser realmente perdoados por Deus quando nos dispomos a fazer o mesmo com os outros. Até lá, convencemo-nos de uma coisa que na verdade não aconteceu.
"Não nos deixes cair em tentação" lembra-nos que apenas seguros no poder de Deus podemos resistir aos vários males possíveis que nos cercam. Isto não significa que o cristão deve desejar uma vida isenta de tentações, isto porque Deus usa-as para nos testar. E aqui Calvino interpreta as palavras de Tiago que explicam que Deus não tenta da seguinte maneira: Deus não nos tenta na medida em que a nossa maldade é que é a responsável por colocarmos a tentação a funcionar na nossa vida. Mas num sentido mais genérico pode ser entendido que Deus nos "conduz à tentação", como diz a oração. Até porque Deus nos pode conduzir à tentação para nela nos abandonar (e talvez isto alcance mais sentido se tivermos em conta que daqui Calvino sairá para falar da dupla predestinação). No entanto, a pedagogia não é abandonarmo-nos ao fatalismo mas entregarmo-nos com confiança nos braços poderosos de Deus que são eficazes para não nos deixar cair em tentação.
A oração do Pai Nosso deve levar-nos a uma vida de oração públicas e comunitárias. As últimas palavras são "porque teu é o reino, o poder e a glória. Amém", fixando que Jesus é o perfeito professor do modo como devemos orar. Esta oração é de tal modo completa que nenhuma oração feita por cristãos pode deixar de a reflectir: "no man should wish, expect, or ask anything which is not summarily comprehended in this prayer (pág. 198)". Calvino recomenda ainda que em pelo menos três ocasiões os cristãos devem orar: ao acordar, antes de trabalharem; ao tomarem a refeição; e ao deitarem-se, preparando para descansar. Isto não significa que os cristãos façam isto de um modo ritualizado como quem cumpre algo para Deus. O objectivo é, imitando David, ter na palavra de Deus uma autoridade superior a qualquer estado de alma, concentrando assim as nossas emoções a uma função de responderem ao que Deus já disse, em vez de orarmos em função daquilo que queremos dizer a Deus. É este o caminho da abundância espiritual prometida na oração do Pai Nosso. É um caminho que se faz com paciência, é certo, mas que se faz orando.