Manu foi pra mim a única vez que me senti atraída por uma só pessoa, num estacionamento já não tão lotado de fim de festa em meio aquele fedor de vômito era como se sentisse o cheiro de vida, vontade de passar café que nem sei fazer ou fazer a vida dela se encaixar na minha alí mesmo na rua, manu era luz, tava tão linda e cheia de vida que se pudesse se ver riria, como eu ri, como quem acha graça e um toque de quero socializar com impressionar, eu queria que ela me notasse e o fiz, foi como arroz solto banhado no caldo do feijão, sempre com muita pressa, o primeiro beijo não demorou, logo menos a gente tava num colchão tomando água da geladeira da mãe dela dividindo cigarro de fumo planejando dividir a vida. Como quem muito se apressa não demorou e manu virou saudade, aquela passageira que quando desce o motorista percebe, não era hora, sem tempo bom, a vontade de tá junto só não foi maior que a de fazê-la, acordar sem ela era a rotina que se acostuma sem notar, a falta que fazia era das que se esquece até que algo o faça lembrar, não doía mas existia. Precisamos falar sobre Manu, e de como ela voltou no mesmo endereço de 3 anos atrás, se acomodou por uns dias e como quem nunca saiu, ficou, conquistou cada espaço que parecia já ser seu, se é que não era. Ela entrou trazendo o sol, assim como quem traria tempestade, eu até que a enfrentaria (a tempestade) e dançaria na chuva como gosto, mas sábio é quem remedeia segundo minha mãe. eu acredito que manu e eu somos uma daquelas coisas que dão tão certo que dá errado, mas tudo bem por que nem tudo tem de estar tão certo ou tão errado, no fim das contas estamos só procurando a melhor forma e hoje manu é saudade presente, é afeto bom, laço desamarrado pra não ficar gasto e arrebentar. https://www.instagram.com/p/CGjW2yCnj9S/?igshid=102pwz9snbfau











