Um retorno, dessa vez sem roteiros, perdi a ordem e a velocidade das palavras.
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Um retorno, dessa vez sem roteiros, perdi a ordem e a velocidade das palavras.
Um absurdo de abandono...eu sei! Bom, volto depois de meses para falar sobre Chá de Flor, meu mais recente roteiro filmado. ;) Espero que curtam o teaser, ainda não da pra soltar o curta todo pois estamos inscrevendo em festivais e tal...
O curta tem uma narrativa que enfatiza o absurdo de forma sutil.
Júlia, a personagem principal, é uma artista plástica que está em conflito consigo mesma e com um bloqueio criativo que a artomenta. Flores, rostos embaçados, formigas, espelhos, poemas dadaístas e vários "eus" são elementos que remetem a nomes do cinema surrealista como Luis Buñuel, precursor do movimento na linguagem cinematográfica, e David Lynch, referência para o que chamamos hoje de cinema neo-surrealista, a intenção foi unir o passado e o presente da linguagem cinematográfica surrealista. Com uma introdução e um desfecho em preto e branco que remete aos primórdios do cinema surrealista ou até mesmo a David Lynch que usa desse mesmo recurso em Império dos sonhos, Chá de flor é montado através de cortes secos que unem planos desprovidos de lógica, trilha sonora experimental dramática, desfoque, repetição de planos e inserts que confundem, esses são alguns dos elementos presentes e visíveis no filme. A realidade da personagem se confunde com o seu inconsciente, o que torna possível para o espectador uma interpretação subjetiva da narrativa.
E depois de algum tempo, eu retorno pra falar de produção nacional. 2 coelhos, um filme de Afonso Poyart (direção, roteiro e montagem).
Com um roteiro bem estruturado, a primeira meia hora de filme prende o expectador com a apresentação de personagens bem bolados e de uma trama que não é o que parece. A montagem não linear apresenta um quebra-cabeça instigante, as constatações ao longo do filme se montam e desmontam o tempo todo.
O elenco é formidavel e acreditem, não conta com Wagner Moura ou Selton Mello! Marat Descartes se destaca e o engraçado é que nem no cartaz do filme ele está...o que não quer dizer que seu personagem não tem importância.
Desconhecia Afonso Poyart, mas tirei o chapéu pro cara.
Assistam! Recomendo ;)
Tom Stringhini dirigiu essa belezura, o roteiro é de Fábio José e a produção da Companhia de Cinema.
Roteiro bem elaborado e uma boa narrativa. É poético...vemos a cada frame ainda se desenrolar parte da história de vida do músico Criolo, e essa fotografia remetendo a sonho/passado...incrível.
Um belo video clipe! Bom ver a galera investindo pesado nesse tipo de produção...e o som, nem comento...demais!
A gente gosta de Spike Jonze!
E depois de Arcade Fire, a parceria do nosso querido e sensacional diretor foi com o Beastie Boys!
"Dont play no game that I can't win", conta com roteiro criativo de Adam Yauch (o MCA), integrante dos Beastie Boys e mais que um vídeo-clipe é um super curta de 11 minutos.
O resultado ficou sensacional!
Como hoje é dia 13 de julho, DIA DO ROCK...sergipana que sou, achei mais do que adequado postar aqui esse documentário sobre o Rock Sergipano, mostrando além da qualidade musical, a qualidade da produção de cinema do meu lindo estado.
É uma rápida leitura do movimento cultural local a partir dos anos 80 até meados de 2004.
O Rock Sergipano: Esse Ilustre Desconhecido .::FICHA TÉCNICA::. Direção: Werden Tavares Tipo: Documentário Formato: Vídeo (DV) Ano Produção: 2004 Origem: Brasil (SE) Cor / PB: cor/pb Duração: 19 min. Elenco: Rafael Jr., Adelvan Knowbi, Plastico Jr., Tiago ´Babaloo´, Sylvio, Alexandre Chacal, Cicero, Daniel Torres, Deon Lacertae Roteiro: Werden Tavares Fotografia: Werden Tavares Assistência de Fotografia: Moijan Vinícius, Hans Hagenbeck Operador de Câmera: José Sérgio, Werden Tavares Direção de Arte: Renata Voss Montagem/Edição: Márcio Venâncio Música: Snooze, Maria Scombona, Karne Krua Som:Márcio Venâncio, Werden Tavares Edição de Som:Márcio Venâncio Continuidade: Werden Tavares Produção Executiva: Hans Hagenbeck Produção: Werden Tavares, Hans Hagenbeck
Em "Por Dentro" o olhar é instigado a penetrar na obra, ja que deve buscar apreendê-la, o que exige maior cuidado e interesse pela investigação e descoberta. Nada é certo e definido, o que dá a visão uma função mais importante: passa a ser, mais do que nunca, instrumento de conhecimento e busca de detalhes.
Desenvolvido para matéria "Linguagem Cinematográfica" , na especialização em cinema,vídeo e fotografia na Anhembi Morumbi (junho/ 2011) Ficha técnica: Direção e roteiro: Cibele Nogueira Direção de Fotografia: Fabio Bispo Direção de arte: Suelen Cirelo Operadora de câmera: Juliana Brigatti Montagem: Rafael da Costa Figurino: Agnes Avelino
E quando um verdadeiro mágico não revela seus segredos?
Encontrei Mark Rosen no vimeo e gostei bastante dos seus trabalhos...
"The Magic Magician", um roteiro simples, lúdico , cheio de planos bonitos e bem pensados. Gostei bastante. Enjoy!
Já tinha postado videoclipe? Esse do Emicida foi lançado ontem e merece estar aqui. Sensacional!!
Uma das cenas metafóricas mais sensacionais dos últimos tempos, não sei como ainda não tinha postado por aqui. Sem exageros, a cena é indeferente pro filme, mas foi muito bem pensada, muito bem colocada e editada. Sensacional mesmo!
Incêndios, um belíssimo filme de Denis Villeneuve, tem um roteiro envolvente.
Passado e presente se entrelaçam. Duas mulheres, uma única busca.
O filme conta a história de Nawal, uma mulher forte do Oriente Médio e dona de um passado desconhecido. Após sua morte, um segredo é revelado a seus filhos: eles tem um irmão e seu pai não está morto como Nawal havia dito durante toda a sua vida.
Jeanne, filha de Nawal embarca numa viagem ao passado repleta de revelações, já Simon prefere ficar de fora e agir com imaturidade, deixando a busca por conta da irmã.
O interessante do roteiro de Villeneuve (muitíssimo bem escrito por sinal), é que é visivelmente uma adaptação..por que não dizer uma modelização semiótica, onde o objeto de estudo é a tragédia de Sófocles "Édipo Rei" e o signo é o filme? Pros que conhecem a famosa história de Édipo ( aquele que matou o próprio pai, ficou com a mãe e teve até filhos com ela ), vai entender o que estou falando...
Não vou explicitar mais nada, pra não rolar spoiler...mas vale muito a pena ver o filme, além do roteiro, a fotografia é belíssima, a trilha conta com duas lindas músicas do Radiohead e é emoção do início ao fim, típico filme que tira o fólego, tensiona os ombros e derruba lágrimas. Recomendo muito!
Há tempo não posto nada por aqui...esse é mais um pra atmosfera de "sonho" que tanto gosto. Olha essas cores, essa fotografia, meu deuzzz !!
A diretora do videoclipe, Lisa Eisner, é uma ótima referência, mais sobre ela você pode ver aqui. Sensacional suas cores e a forma como ela capta as imagens...sonho, sonho...adoro <3
Valorizando o nosso cinema, venho falar hoje que sim...vale a pena pagar por uma puta no cinema.
Bruna Surfistinha me surpreendeu. O filme tem direção do Marcus Baldini (seu primeiro longa) e roteiro de Antônia Pellegrino, José Carvalho e Homero Olivetto.
Um roteiro muito bem resolvido e amarrado, personagens fortes, trilha muito bem escolhida (do brega escrachado de botequim à finesse Radiohead). A montagem é demais, acho que foi o que mais me surpreendeu.
O filme é mais que a história de uma prostituta. Conflitos internos. Quem sou eu? Quais as minhas fraquezas, limitações, sonhos, medos ?
Pra quem não sabe, o filme não é biográfico é apenas baseado na vida da Raquel (Bruna Surfistinha) mas sem contar tudo ao pé da letra.
Débora Secco está tão convincente como Bruna que chega a chocar quem está acostumado a ver a atriz em papéis globais em novela das 8. É impressionante a transformação da personagem, da postura ao tom da voz, de menina insegura passa a mulher bem resolvida, numa linha de altos e baixos super baixos (fundo do poço, overdose...decadência). Com certeza seu melhor papel em toda a sua carreira.
Recomendo.
Shakespeare said "Life was full of sound and fury and in the end signify nothing"
You will meet a tall dark stranger
Descobri Xavier Dolan, através de Les amours imaginaires e fiquei encantada com o trabalho deste diretor/roteirista/ator.
Dolan, canadense de Quebec, menino prodígio, tem apenas 22 anos e já tem 3 filmes fortes e com visíveis influências da Nouvelle Vague, por que não ser mais específica e falar de Truffaut? Há também uma forte ligação com as cores de Almodóvar e também com suas mulheres cheias de conflitos internos...
O filme é puro amor. Encanta. Recomendo.
E cada vez mais gosto do diretor australiano Ben Briand ...acho que ja postei Apricot.
Some Static Started é seu mais novo trabalho, diferente de Apricot, não há nada doce ou nostalgico, é tensão, sangue, pesadelo e mistério.
Para mostrar a coleção verão 2011 da marca Rodarte, o fotógrafo Todd Cole entrou num clima "Califórnia anos 70" e fez esse belíssimo curta com a Elle Fanning (Somewhere - Sofia Coppola) Elle anda por uma casa vazia enquanto troca de roupa magicamente de um cômodo a outro.
Para chegar à estética dos anos 70, Cole usou lentes da época.
O resultado são cenas incríveiss, com uma linda luz de pôr-do-sol.
A trilha é da banda de indie rock Deerhunter.
Enjoyyy!! =)