“Eu sinto muito” ——- #ResenhaAMíope Antes de escrever esta resenha, conversei com várias pessoas sobre a série - que eu amei e mexeu muito comigo - e o livro. Ouvi diferentes opiniões, algumas das quais falavam sobre a superficialidade do livro. A verdade é que nunca saberei o que teria achado dele se eu não tivesse visto a série antes. Tomada pelos sentimentos provocados pela adaptação, que é, sem dúvidas, bem mais profunda, não pude achar superficiais as razões da história. Hannah Baker deixa 13 fitas com as razões de seu suicídio. Cada destinatário tem, de algum modo, relação com a sua morte. Inclusive Clay, aquele que tinha uma queda por ela, mas nunca se declarou, mais um que podia ter feito tudo diferente, mas não fez. Os relatos mostram a gradação dos problemas de Hannah, pequenos detalhes que se uniram numa bola de neve, iniciados com um pequeno boato. Muitos motivos parecem tolos demais para levar a um suicídio, mas o que Hannah tenta explicar é que um levou ao outro, até que se tornasse algo grave. Um boato levou a uma lista, que foi pretexto para um abuso físico, que foi o início de toda uma violência. Também levou ao isolamento, à culpa e à incapacidade de pedir ajuda. Não vi a obra como uma apologia ao suicídio, mas como um alerta de que existem caminhos diversos, que nem todos conseguem enxergar. Nutria a esperança de que Hannah pudesse seguir caminhos diferentes, mesmo sabendo que ela já estava morta. E entendi a mensagem de que sempre podemos fazer diferente. Compreendo interpretações diversas, até porque o livro não desenvolve tão bem os personagens, não entra muito na questão da depressão (que nem sempre é visível) e a forma como as fitas de Hannah foram traduzidas podem gerar imagens diferentes dela. E ainda que não tenha gostado da finalização, acho que traz uma importante mensagem através de uma escrita rápida de ler. Quem quiser uma análise melhor (impossível de fazer aqui), escrevi uma resenha para um blog chamado Delirium Nerd, em que relaciono o suicídio de Hannah com o machismo. ——- Resenha de “Os 13 Porquês”, de Jay Asher, publicado pela Ática. Nota: 3,5/5. ——- #livrosdozodiaco 7. Virgem - personagem tímido: Clay.














