Only bought this dress so you could take it off | Legend
@lewismaranzano
A ideia de ter que ir a uma festa e atuar como se estivesse in a loving relationship era completamente surreal. Se não estivesse vivendo tudo isso, jamais acreditaria se alguém lhe contasse. Quando Lewis lhe falou da festa, sua primeira reação foi resistir, não queria participar do joguinho doentio dessas famílias. Porém, descobriu que as irmãs também estariam na tal festa e então amoleceu, sentia falta das irmãs, sentia a falta de algo normal, algo confortável em sua vida. A festa era elegante e exclusiva, algo que não estava exatamente acostumada, mas resistiu totalmente a proposta de Lewis de lhe dar um vestido novo. Já se sentia como uma moeda de troca entre o pai e seus devedores, não queria dever nenhum favor a nenhum deles. Ainda que a intenção de Lewis fosse ajudar, Eileen não conseguia engolir o orgulho. Vasculhando as poucas roupas que conseguira resgatar do pequeno apartamento, achou um vestido amarelo. Não era completamente black tie, mas iria servir, tinha que servir. Ajeitou os cabelos soltos em longas ondas e colobou algumas joias delicadas, enquanto terminava de vestir-se, encontrou-se em um empace, incapaz de subir o ziper do vestido totalmente. Respirou fundo, sentindo-se extremamente frustada, odiava ser tratada como donzela indefesa, mas mais uma vez, lá estava ela, precisando da ajuda de alguém. E só havia uma pessoa a quem recorrer, ele. – Hey Lewis, could you help me a second, please? – Evitou olhar pra porta, levemente receosa sobre o que ele teria a dizer sobre o seu vestido.
Em um dos seus ternos mais refinados e tradicionais italianos, Lewis atravessava sua sala de estar de um lado para o outro impaciente e ansioso sobre aquela noite. Estava ciente que cada passo que dava junto com Eileen, could be just too much for her. Lewis estava preocupado com o bem estar dela, uma inocente mulher que havia sido arrastada contra a sua vontade para uma cadeia de problemas e complicações criados por outra pessoa. E sua família também o arrastou junto. Não que ele esperasse mais daqueles que também carregavam seu sobrenome, não. Se ele pudesse ser deserdado, seria. Mas havia muita política envolvida nas máfias para explicar o descontentamento de seu pai a seu respeito e como ele era tudo que o pai não apreciava em um herdeiro. No entanto, entendia que o patriarca estava o colocando em situações para que ele pudesse cometer erros e provocar sua própria execução. Como não dar esse gostinho para o patriarca e salvar essa mulher independente e forte ao mesmo tempo que estava sendo um grande enigma. Por hora, eles tinham que seguir as regras do jogo para poder transformá-las ao seu favor eventualmente. Como? Não fazia ideia. Pelo menos faria de tudo em seu poder para impedir que Eileen saísse ferida. A voz dela soou pelo corredor onde estava se arrumando e ele se ajeitou ereto, sem ter certeza que ela estava falando com ele. Andou vagarosamente até o quarto que havia dado para ela no apartamento e bateu na porta entre aberta. “Me chamou?” Empurrando a porta devagar, seus olhos se ajustavam a silhueta dela e ficaram travados na beleza que exibia.














