jeanliddiard:
“Mais um motivo para eu gostar mais de garotas. Elas não gerariam filhos em mim nem se tivessem interesse.” Sorriu, devolvendo no mesmo tom de humor que ele tinha usado. Observou a barba incomum que Liam tinha deixado crescer, sabendo que só teve a chance para tal porque não estava na agenda de gravações. James não usava barba. “Hm.” A história de Liam durou o tempo necessário para o elevador os levar até o andar do quarto onde o ator estava hospedado. As portas se abriram e Jean tomou uma das mãos dele descruzando os braços do rapaz no processo. “Eu não vou sentir pena de você, ‘tá bem?” Avisou como se fosse grosseira, mais para tentar espantar o sentimento que tinha no peito, na defensiva, exatamente o contrário das suas palavras. Teve, sim, compaixão pelo rapaz.
“É por isso que você disse aquilo no dia da festa, eu suponho.” Murmurou, travando os dentes, procurando pela porta que seria a dele, esperando que o ator indicasse quando chegassem no local certo. “Acho que você sabe o que é ser abandonado…” A Liddiard virou o rosto para ele, desta vez deixando transparecer que o assunto a afetava de alguma forma.
“You’ve got a point.” Murmurou, não evitando que um sorriso se expressasse. Com isso, certamente não havia argumentos. “Tão difícil...” Resmungou em um tom baixo, suspirando ao final. Era estranho para Liam, de algum modo, falar sobre algo tão íntimo como aquilo. Mas Jean era conhecida por fazer boas perguntas, as quais não recebia com frequência. Não tinha motivos para omitir nada a ela, no entanto. Portanto, se perguntasse, ele a responderia porque talvez a atriz fosse a pessoa que mais confiava, mesmo com suas loucuras e momentos irritantes. “Fico satisfeito.” E estava, não queria e nunca quis que sentissem pena de si. Poupava os dramas em sua vida, por isso, a história não era algo comum para conversar por aí. Caminhou até a porta, quase se arrastando devido ao maldito efeito que a bebida lhe deixava, com corpo pesando vários quilos a mais. “Não sei do que você está falando.” Rebateu, passando o cartão que momento antes retirou da calça, na porta. Assim que aberta, entrou por ela e a deixou aberta para que a morena tivesse acesso. “Todo mundo sabe, não é uma exclusividade Turner.” Brincou, aproximando-se de uma mesinha com conhaque. A vontade fora de beber apenas mais um gole, mas resistiu a vontade, mesmo que demorasse alguns minutos olhando para o vidro. O que Jean pensaria de si, afinal? Um ex-dependente químico que mal conseguia passar dez minutos sem beber, aquilo já não era segredo para ela. “Preciso tomar banho.” Decidiu, já puxando a camisa para fora de seu corpo e caminhando para distante da maldita mesinha.











