Antraz
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@liantrix
Antraz
"(...)'Engolir o choro' não faz nem um pouco de sentido Mary.
Está doendo, e o orgulho te empurra pra longe disto, e te faz aguentar mais um pouco? Não somos invencíveis, sabia?
De tanto guardar pra si, uma hora explodimos, e o dano interior causado não é visível, mas é catastrófico."
-Inevitavelmente, eu.
Aprendi da pior maneira que 'para sempre' é como uma agulha no esôfago.
Se você a diz, cedo ou tarde, ela vai lhe atravessar a garganta, causando dor até mesmo pelo não dito.
não sou um bom lugar pra morar
"Desculpe,
Não há como nadar em um amor raso."
- Atormentada Lia
Antraz
Na beira do precipício,
pular é solução.
- Atormentada Lia
Eu te odeio.
Odeio o fato de estar aqui pensando e repensando no que eu poderia ter feito diferente pra você mudar.
Odeio o fato de ainda querer sua presença, seu amor, seu carinho.
Odeio sentir saudade do inocente e lindo afeto que tínhamos.
Eu me odeio.
Odeio ainda mais amar você.
E , ainda odeio não conseguir tirar você do coração, e continuar te permitindo me machucar , mesmo a quilômetros de distância.
O interesse genuíno se perdeu na curva da primeira mentira.
Psionicos.
Elas voltaram...
Descendo a imensidão do meus rosto como escadas rolantes que as levam pro infinito vazio.
Estavam fervorosas e inquietantes, doidas pra sair de sua prisão e casa.
Eu não podia libertá-las. Isso demonstraria para a humanidade que sou fraca, que algo em mim estava desbalanceado.
E mesmo assim, elas voltaram.
Mais embaraçosas, mais vívidas e doloridas.
Talvez eu devesse entrar em acordo comigo mesma, dar a elas um tempo de lazer, ao ar livre.
Teria que ser, obviamente, sozinha, pra que ninguém visse o quão ferida sou por dentro.
Até porque, pro resto do mundo, eu nunca choro....
"No fim,
todo narcisista só quer alguém que ame seu monstro interior.
E enquanto não chega essa pessoa, ele manipula a atenção e o amor dos outros para crescer seu ego , vive rodeado de gente fútil
e, no fundo, continua vazio."
-Lia
"Sabe a parte ruim de ter me tornado isso? É que às 3 da madrugada, eu vou estar me perguntando o porquê estar sentindo falta de ter alguém.
O vazio, ainda vai estar vazio, e o silêncio vai ser ensurdecedor.
A parte boa? Até existe.
Ou você acha que nesse caos todo, eu ainda não vou ter me acostumado a ser sozinha?"
- O fardo de ser eu.
A gente era intenso, (isso não posso negar) e a nossa intensidade deixou todos os outros amores sem graça, faltando alguma coisa. Uma coisa que só tem com você.
Você despedaçou meu coração. Hoje ele é um chão que ninguém pisa.
Quem tenta entrar nele, encontra dez cadeados na porta, um para cada trauma que me causou.
Vocé dilacerou meu coração. E nele existe um vazio tão grande, que me consome toda vez que me lembro das mentiras, das brigas, das incertezas...
Por meses eu achei que tentar trazer alguém para fazer morada nele, resolveria. Mas os inquilinos sempre reclamavam sobre ser frio e solitário.
Essas são as cictrizes que vc deixou. Dor e sofrimento. Caos e destruição.
Você quebrou meu coração em mil pedaços. E até hoje não consegui curá-lo.
Acho que nunca vou. Não mporta quantas paixões eu tenha. Todas irão embora, machucadas também.
Pensando bem, acho que não tenho coração para ser destruído no fim.
Isso é uma coisa boa. Pelo menos posso seguir em frente mesmo que isso signifique que viverei no controle automático.
Consequências de alguém tolo que ousou amar demais.
Da janela embaçada do terceiro andar, eu vejo a esperança nos olhos daqueles que passam na rua.
As luzes das ambulâncias brilham em coro, como se dissessem pra eu não perder a esperança mais uma vez. Esperança essa que eu perdi por uma ou duas noites mal dormidas no quarto 301, quando recebi a notícia.
E agora, a cada pôr do sol, eu torço por um novo recomeço.
Eu queria acreditar que seria capaz de sair dali em breve, mas a burocracia de uma sociedade condenada, me fazia pensar em mais quantos dias eu passaria enfurnada naquela cama, com o cheiro de medo empregnado por todo o quarto.
Eu não queria morrer. Nunca quis.
Vivia dizendo não temer a morte e sim o processo, mas nessas conversas vagas , nunca falamos a verdade.
A cada "boa tarde", eu penso em não querer que aquela pessoa estranha do corredor seja a última com quem vou conversar.
Sem arrependimento, e sem decisões infantis.
17:03, quinta feira, 4 de julho.
Dicidi que quero viver.