“Eu provavelmente estaria me jogando no meio da galera, mas não me sinto muito bem.” A semideusa encolheu os ombros, pegando um pouco de ponche e colocando no copo. Alejandro foi a primeira pessoa com que conversou quando chegou ao acampamento. Estava extremamente debilitada e febril. Dançava sobre a linha tênue que permeai entre a vida e a morte durante sua estadia na enfermaria, pelos estragos que a quimera’ causara ao seu corpo. E fora justamente ele que a manteve de mãos dadas à sanidade. Poderia dizer que o filho de Apolo salvara a sua vida. “Eu deveria estar pulando de alegria pelo que ganhei de Ártemis: sua flecha original, não uma réplica, a verdadeira. É um presente e tanto, nem sei se sou digna. Me sinto extremamente grata, é verdade, mas as lembranças que me consomem no momento… Eu realmente prefiro esquecê-las. Tomara que a bebida me ajude.”
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Lucas a encarou pós o primeiro comentário, intrigado. Ela já havia sido sua paciente, o que faz com que tenha colocado um vínculo entre sua relação. Apesar de despreocupado quanto ao que fazem com as próprias vidas, como médico aprecia quando há o bem estar alheio. “Eu vi a cerimônia. Pelo jeito você realmente agradou a deusa” Sorriu, gentilmente, mas logo continuou. “O que te perturba?” Indagou. “Se não quiser conversar, não me importo. Mas talvez seja melhor do que somente beber”. Ele deu de ombros e aguardou, com outro sorriso simpático. Como um costume de sua educação, sempre se coloca disposto a ouvir quem está disposto em falar.















