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@liminalheartless
Best scene on Californication. Always.
“Nancy podia ficar o dia inteiro lendo. Sid andava de um lado para o outro da casa derrubando tudo o que encontrava pelo caminho. Não conseguia entender o que Nancy via naqueles livros, ele queria comprar um cavalo mas Nancy não se interessava por cavalos. Sid se perguntava que tipo de garota era Nancy mas não obtinha resposta. – Por que diabos você lê essas coisas, gatinha? – Eu gosto. Sid pegou o livro e leu duas linhas. – E você entende o que diz? – Não. – Então? – Eu gosto. De tempos em tempos Sid jogava os livros de Nancy no fogo, então ela perdia o apetite, se drogava a toda hora, não respondia às perguntas dele. Sid via como ela ia se apagando como um lento entardecer de outono. Não era surpresa para Nancy vê-lo chegar trazendo uma caixa de papel rosa com edições de luxo dos livros queimados e novos títulos e autores que ela não conhecia. As revistas femininas escreviam sobre Nancy: para alguns ela era uma idiota, outros a consideravam genial. Sid desconfiava que Nancy conseguia entender aqueles livros e que zombava dele quando os lia.”
— Era uma vez o amor mas tive que matá-lo, Efraim Medina Reyes
“A turtle’s heart will beat for hours after it has been cut up and butchered. But the old man thought, I have such a heart too.”
— Ernest Hemingway, The Old Man and the Sea
“Deus do céu, que me concedeu tantas graças, não podia deixar-me sem metade delas e, em troca, fornecer-me autoconfiança e contentamento?”
— Os sofrimentos do jovem Werther.
Dearest, I feel certain that I am going mad again. I feel we can’t go through another of those terrible times. And I shan’t recover this time. I begin to hear voices, and I can’t concentrate. So I am doing what seems the best thing to do. You have given me the greatest possible happiness. You have been in every way all that anyone could be. I don’t think two people could have been happier ‘til this terrible disease came. I can’t fight any longer. I know that I am spoiling your life, that without me you could work. And you will I know. You see I can’t even write this properly. I can’t read. What I want to say is I owe all the happiness of my life to you. You have been entirely patient with me and incredibly good. I want to say that – everybody knows it. If anybody could have saved me it would have been you. Everything has gone from me but the certainty of your goodness. I can’t go on spoiling your life any longer. I don’t think two people could have been happier than we have been. V.
— Virginia Woolf, Suicide Letter to Husband Leonard Woolf
“Shirley chegou à cidade com uma perna quebrada e conheceu o chicano que fumava longos charutos slim e eles foram morar juntos na Beacon Street 5º andar; a perna não atrapalhava muito e eles assistiam televisão juntos e Shirley cozinhava, de muletas e tudo; havia um gato, Bogey, e eles tinham alguns amigos e falavam sobre esportes e Richard Nixon e de como era difícil tocar as coisas. funcionou por alguns meses, Shirley se livrou até do gesso, e o chicano, Manuel, conseguiu um emprego no Biltmore, Shirley costurava todos os botões caídos das camisas de Manuel, remendava e emparelhava as meias dele, então um dia Manuel retornou para casa, e ela havia sumido - sem discussão, sem bilhete, apenas sumira, levando todas as roupas e pertences, e Manuel sentou-se juto à janela e olhou para a rua e não foi ao trabalho na manhã seguinte nem na outra e nem na outra, sequer ligou para avisar, perdeu o emprego, recebeu uma multa por estacionamento proibido, fumou quatrocentos e sessenta cigarros, foi preso por embriaguez, saiu por fiança, foi a julgamento e se confessou culpado. quando o aluguel venceu ele se mudou da Beacon Street, deixou o gato e foi viver com seu irmão e os dois enchiam a cara todas as noites e falavam sobre o quão terrível era a vida. Manuel jamais voltou a fumar aqueles longos charutos slim porque Shirley sempre dizia como ele ficava bonito com eles na boca.”
— Charles Bukowski; uma mudança de hábito em O amor é um cão dos diabos.
“Penso no suicídio às vezes, mas então lembro que morrer também dá trabalho.”
“Traga-me Seus Amores” (C. Bukowski em Cartas a Sheri Martinelli, 1960s)
O essencial é a contingência. O que quero dizer é que, por definição, a existência não é a necessidade. Existir é simplesmente estar presente; os entes aparecem, deixam que os encontremos, mas nunca podemos deduzi-los. Creio que há pessoas que compreenderam isso. Só que tentaram superar essa contingência inventando um ser necessário e causa de si próprio. Ora, nenhum ser necessário pode explicar a existência: a contingência não é uma ilusão, uma aparência que se pode dissipar; é o absoluto, por conseguinte a gratuidade perfeita. Tudo é gratuito: esse jardim, essa cidade e eu próprio. Quando ocorre que nos apercebamos disso, sentimos o estômago embrulhado, e tudo se põe a flutuar como outra noite no Rendez-vous des Cheminots: é isso a Náusea;
Jean-Paul Sartre, in: A Náusea
Gostaria tanto de me abandonar, de deixar de ter consciência de minha existência, de dormir. Mas não posso, sufoco: a existência penetra em mim por todos os lados, pelos olhos, pelo nariz, pela boca… E subitamente, de repente, o véu se rasga: compreendi, vi. A Náusea não me abandonou, e não creio que me abandone tão cedo; mas já não estou submetido a ela, já não se trata de uma doença, nem de um acesso passageiro: a Náusea sou eu.
Jean-Paul Sartre (A Náusea)
"Me sentí en una soledad tan espantosa que contemplé el suicidio. Lo que me detuvo fue la idea de que nadie, absolutamente nadie, se conmovería con mi muerte, que estaría aún más solo en la muerte que en la vida."
---------- Jean Paul Sartre
Nada ha cambiado y sin embargo todo existe de otra manera.
Jean Paul Sartre (La Náusea)
"É o reflexo de meu rosto. Muitas vezes, nestes dias perdidos, fico a contemplá-lo. Não entendo nada desse rosto. Os dos outros tem um sentido. O meu não. Sequer consigo decidir se é bonito ou feio. Acho que é feio, porque me disseram. Mas isso não me impressiona. No fundo, até me choca que se possam atribuir a ele qualidades desse gênero, como se chamassem de bonito ou feio um pedaço de terra ou um bloco de rocha."
- Jean-Paul Sartre, em "A Náusea".
The Sandman trading cards (1994)
In 1994 Skybox published a large-format 89-card set for Vertigo Comics series The Sandman. It was pretty neat in that it featured the covers for the first 50 issues of the series, from Preludes & Nocturnes all the way to Ramadan. The remainder of the set were cards dedicated to the recurring characters. I believe the Endless were packed as bonus foil cards in the blister packs, but I don’t have them as part of the complete set. A really stand-out collection at a time when non-sports cards were really a dime a dozen.
A Dream
Dream and Death—Mindy Lee
every hundred years.