espelho
Ao me deparar devidamente com o meu reflexo no espelho, percebo, não me reconheço.
A carcaça está vazia e esmaecida, os olhos que julgam ser o espelho da alma, refletem a dor e a insegurança. Ao redor do corpo frio, estão os móveis desgastados, semelhantes a alma sigilosa dentro de mim, me questiono, de que maneira eu permiti que as circunstâncias chegassem a tal ponto temeroso? Honestamente, não seria capaz de lhes dizer, afirmo com total certeza, que não foram questões de semanas, tais quais meses não seriam capazes de formar uma película de solidão tão profunda.
O subconsciente está prejudicado, assim como a saúde, o exterior aparenta pouco do que a alma guarda em si. A invejo, a alma sabe ocultar a realidade de modo surpreendente, mesmo eu, me impressiono com a sua gravidade as vezes, a introversão é abundante, verdadeiramente discreta, diferente do corpo que a carrega, o corpo ainda sonha em ser salvo de si próprio, entretanto, a sombra compreende, onde ela estará eu também estarei, estaremos aprisionados uns aos outros, num conjunto de dor e ódio ao comum.
- liná









