
izzy's playlists!
TVSTRANGERTHINGS
i don't do bad sauce passes
Show & Tell
$LAYYYTER

Love Begins
Misplaced Lens Cap
PUT YOUR BEARD IN MY MOUTH
No title available
h
Jules of Nature
Alisa U Zemlji Chuda
styofa doing anything
Mike Driver
Not today Justin
RMH
Today's Document
wallacepolsom
will byers stan first human second
"I'm Dorothy Gale from Kansas"

seen from Italy

seen from Austria
seen from Italy
seen from Germany

seen from Switzerland
seen from Türkiye
seen from Malaysia
seen from United States

seen from United States
seen from Canada

seen from Malaysia

seen from Italy
seen from United States
seen from Spain
seen from Germany
seen from United States
seen from United States

seen from Italy
seen from United States
seen from Greece
@linusfawley-bl
rook-wood:
Fico contente em saber que isso o interessa. Temos setores que podem ser úteis para isso no departamento. Você deveria conversar com Jenkins quando voltarmos lá para baixo, ele conhece um pouco mais de alguns pormenores da questão do estágio.
You sure are something, Fawley. Mas não será necessário. Viu? Já estamos no nível 2. E em um só pedaço. O escritório de serviços do Wizengamont fica para esse lado. Para aquele fica o QG dos aurores. Hoje nossa visita se restringe ao escritório. Esses processos precisam ser entregues para avaliação. É bastante burocrático, mas bastante simples e necessário, sim?
Jenkins? Ela é bonita, não acha? Aliás, só vejo mulheres bonitas por aqui. Claro que não digo isso para Izzie, afinal, ela é a mais linda de todas as lindas e não quero que ela pense que eu fico reparando nas garotas do trabalho.
Mas e se eu entregar errado? Tem algum problema ou é só destrocar? Não sou bom com trabalho e tarefas, acho que é um problema meu de nascença. Pode acabar acontecendo de eu entregar tudo errado. Quer dizer, parece fácil para alguém tão esperto quanto o senhor. Mas, eu sequer tive algum NEWT. Aliás, ainda me pergunto o motivo de terem me contratado.
rook-wood:
Talvez você se interesse em estudar e investigar casos como o de sua família quando for efetivado em nosso departamento, então. Quem sabe encontre uma resposta para tantas tragédias. Por ora, deixemos essa questão aos clarividentes, sim? O futuro à Merlin pertence.
Ora, Fawley, você não é um bruxo? Caso algo aconteça, use a varinha. Não que você vá precisar dela dentro do elevador, sim? Creio que chegaremos inteiros lá em cima.
Seria incrível descobrir o que nos assombra! Senhor Rookwood, o senhor é um gênio. Vou até começar a me esforçar... mais aqui no trabalho para conseguir ser efetivado! Essa sim é uma boa motivação!
Assim espero, senhor Rookwood. Mas se algo acontecer, diga a todos que deixei todo meu dinheiro e o dinheiro da apólice do meu seguro de vida para Izzie. Por favor.
rook-wood:
Rapaz, isso não tem nada a ver com eu gostar ou não de você. Mas nós temos funções diferentes no nível 9 e você logo terá que dar conta das suas sem a minha companhia, sim? Seu treinamento não será eterno. Ora, pensei que isso fosse uma coisa boa. Quem gosta de ter o próprio supervisor no calcanhar o tempo todo, não é mesmo? Você vai se virar muito bem, estou certo.
Lamento o destino de seu tio, Linus. Receio que muitas tragédias pessoais assombrem a vida de todos nós. Ser confundido com um criminoso enquanto empregado do Ministério da Magia, dentro de suas próprias imediações e no departamento em que amigos de longa data trabalham, porém, não é uma preocupação minha de forma alguma. Não deveria ser a sua também, já que você usa o nosso uniforme agora. Nada de mal ocorrerá a você.
Podemos entrar no elevador?
Só não gostam aqueles que não tem o senhor como supervisor, senhor Rookwood. Eu sou normalmente um cara bem azarado, mas até que tive sorte nessa coisa de chefe. Tenho amigos que reclamam de seus chefes o dia inteiro. Deve ser ruim estar na pele deles.
Eu não estaria tão certo se fosse você. Minha família tem um histórico respeitável de tragédias, sabe? E não será um simples uniforme que vai me livrar das coisas ruins que podem acontecer. E, adicionando Dominique Podmore na equação, o resultado só pode ser desastre. Não estou supondo ou prevendo nada, é apenas algo empírico.
Vamos, tenho outro escolha. Fazer o que, né? Não tenho muitas escolhas. Mas, vamos tomar cuidado. Tenho um primo que morreu nesse elevador do Ministério. Parece que ele não é tão seguro quanto fazem parecer.
rook-wood:
Derrubou o quê?!
Entendo, entendo. Perdoe a incisividade, porém, Fawley, mas você não precisa gostar do Wizengamont para me acompanhar até lá. Até mesmo porque, às vezes, você vai precisar fazer isso. Sozinho.
Nós conduzimos procedimentos importantes aqui no Ministério, precisamos lidar com essas situações. Tenho certeza que você irá se acostumar. Assim como se acostumará com os funcionários do escritório do Wizengamont. E deixe os presságios aos clarividentes, sim?
Agora, vamos? Precisamos terminar essa papelada antes do almoço.
Sozinho?
Poxa, senhor Rookwood. Achei que estávamos nos dando tão bem! É errado ser amigo do próprio chefe? Já estava te colocando na minha lista de amigos... que na verdade só tem Alec. Mas, o que eu fiz? Por que não quer mais me acompanhar nessas tarefas? Achei que fossemos uma boa dupla.
Vem cá, você não tem medo de ir na Wizengamot? Pode acontecer deles te confundirem com um criminoso e te colocarem em Azkaban, sabia? Tenho um tio que acabou sendo condenado a dar umas bitocas num dementador, e ele nem tinha feito nada. Depois que descobriram o engano já era tarde demais, e ai recebemos uma boa indenização por isso. Aliás, sabia que todo o dinheiro da minha família são das apólices de seguro? Triste não acha?
rook-wood:
Aí está você, Fawley!
Estou te procurando há meia hora. Precisamos subir para o Departamento de Execução de Leis da Magia, temos alguns documentos para entregar ao Wizengamont. O que você faz aqui na sala de cafés do Nível 7?
Juro que não fui eu que derrubei as bolas de cristais!
Quero dizer, Wizengamot, huh? Não gosto muito de lá. Aquele lugar cheira a morte, provavelmente porque só tem gente velha por lá... e Dominique. Ela meio que não é bom presságio, sabia? Mas fica entre nós, por favor.
[Flashback] Why are you so paranoid? | Linus & Dom | February 78
Unbelievable! Linus Fawley was bloody unbelievable! Era o que Dominique pensava enquanto ouvia-o choramingar, o olhar fuzilante ainda pousado nele, tentando pensar em uma hipótese de resolver aquilo que não envolvesse defenestrá-lo ou coisa pior. Inacreditável não parecia nem sequer começar a descrevê-lo, na verdade. Era simplesmente impressionante como Fawley parecia estar sempre em seu caminho quando mais precisava que não estivesse, surgindo sempre como um elemento não considerado na equação, o imprevisto que atrapalhava seus planos. Poderia mesmo parecer má sorte – ainda mais em se tratando de Linus, mesmo que a pessoa mais prejudicada (na visão da ruiva) fosse ela mesma. Certamente, já contavam em seus históricos ocasiões o suficiente para ser possível estabelecer algum tipo de (infeliz) padrão. Contudo, mais do que as situações em que se envolviam, talvez os sujeitos nelas envolvidos devessem também ser levados em conta (e por sujeitos entenda-se Fawley, visto que a Podmore se removia desse dilema). Pois, era ainda mais espantoso a maneira com que ele conseguia complicar ainda mais uma situação que poderia ter sido muito mais simples: ora, não haveria de ser menos trabalhoso apenas ficar fora do que quer que fossem os negócios de Dom, ao invés de segui-la pelos corredores em pleno desespero, por exemplo? O único elemento sujeito ao acaso fora o encontro das duas figuras – dali em diante, eram as ações de ambos que governavam como aquilo acabaria. O infortúnio nada tinha a ver com isso. Era culpa dele, que resolvera ir atrás dela, evidentemente!
Ora, a Podmore do meio por vezes suspeitava que muito da suposta maldição que assolava o colega de casa era simplesmente o efeito reflexo dessa nas atitudes e comportamentos dele, muito mais do que obra de magia de alguma espécie. O rapaz não acreditaria – é claro. Como bem demonstrava em sua réplica, estava ainda convencido que o fato d’ele segui-la de livre e espontânea vontade era, de alguma forma, responsabilidade dela! E ainda queria exasperar-se, exigindo respostas!
Inacreditável.
– Alto lá, Fawley! – rebateu de imediato, o cenho ligeiramente franzido em uma mistura de indignação e descrença. – Primeiro: não te interessa o que eu estava fazendo ou deixando de fazer. Isso não te dizia respeito antes e não é porque você é um maluco neurótico que resolveu me seguir que isso passa a dizer. – Seu coração ribombava dentro do peito, a agitação da corrida e da indignação fazendo o sangue esquentar – e seu tom subir. Não podia tolerar aquele absurdo – e não toleraria. Certo, talvez não fosse boa ideia chama-lo daquela maneira tão diretamente, mas tão logo se deu por conta da ofensa que proferia, as palavras já haviam deixado seus lábios: e não havia como fazê-las retornarem de onde haviam vindo. Tomada pelo calor do momento, simplesmente atropelou a preocupação e seguiu em frente, emendando: – Segundo: se você está com medo de alguma coisa, é a sua consciência em jogo, não a minha. Você é bem grandinho e já sabe o que faz. Não posso ser responsável pelas suas ações. Se você tem algo a temer, não é problema meu. – Como era possível que ele sequer pensasse no contrário? A ideia era tão absurda que se tornava inconcebível! – Será que dá pra entender ou tá difícil?
Em que tipo de realidade subversiva aquela garota vivia? Era o que se perguntava visivelmente embasbacado com tamanha cara de pau. Cada dia que passava Linus tinha mais certeza de que Dominique Podmore não era normal. Com certeza lhe faltavam alguns pinos, porque apenas isso explicaria a postura da jovem a sua frente. Como ela ainda tinha a audácia de ofendê-lo? Maluco neurótico? A única pessoa maluca entre os dois era a própria garota que proferia tantos disparates! – Você só pode estar brincado... – Maneou a cabeça negativamente, como se não conseguisse acreditar que aquela conversa era realmente séria. Como assim ela não lhe devia explicações? Ele se tornara um infrator! Ele estava sendo procurado por causa dela! O mínimo que merecia eram explicações! – Sério mesmo, Podmore? Você está mesmo falando sério? – perguntou novamente, ainda que soubesse que a ruiva em nada estava brincando. Ela era mesmo muito maluca para culpa-lo por aquele problema – e todos os outros que se envolvia por causa dela. – Deus! O que eu te fiz? – embora fosse uma dúvida genuína, levantava os braços em direção ao céu como se esperasse por uma resposta divina. – Por que você coloca essa pessoa no meu caminho constantemente? – Perguntou novamente, referindo-se – obviamente – a garota.
– Alto lá, Podmore! – repetiu a mesma frase proferida pela garota. Mesmo sabendo que aquela conversa não levaria a nada, já era hora de dizer algumas verdades. Todas as situações desconfortáveis que a garota lhe fizera passar não podiam ser caladas, afinal! – Primeiro: você me deve uma explicação sim! Se você não estivesse correndo no mesmo corredor que eu estava perdido, provavelmente nada disso estaria acontecendo! – justificou, ainda que seu argumento não fosse de longe o mais racional de todos. No mais, Linus também nunca fora alguém bom em lógica e a simples presença de Dominique já o deixava nervoso o bastante para que sua pouca habilidade em lógica se dissipasse completamente. – Segundo: minha consciência não está pesada! Você que deveria estar com a consciência pesada por fazer isso com uma vida inocente! – Exclamou exasperado, deixando mais do que claro que a vida inocente em questão era a sua própria vida. – Terceiro: você sempre faz isso! Você sempre tenta me culpar quando você me coloca nesse tipo de situação! Eu sou a vítima aqui, ok? – perguntou, embora seu tom fosse mais afirmativo do que indagativo. Vitimismo, afinal, era uma de suas melhores habilidades.
E, devido ao seu dom natural pelo drama, não houve como não aproveitar a deixa para transformar aquela simples discussão em um verdadeiro debate sobre direitos e justiça. – Anos de abusos não serão calados! – afirmou de maneira teatral, batendo o punho no peito como se estivesse pronto para uma briga. Não era nada incomum que iniciasse aquele tipo de discussão com Podmore, visto que discutir era uma das atividades que os dois mais praticavam juntos. Veja bem, não era como se Linus desgostasse da colega. Na realidade, acreditava que era uma ótima amiga... exceto quando o colocava naquele tipo de situação o que, infelizmente, era o resultado mais recorrente de quando se encontravam. – Você me deve explicações e um pedido de desculpas formal por todas as detenções que já paguei por sua culpa! – exigiu em tom mandão, mesmo sabendo que a outra jamais aceitaria suas reivindicações. No mais, não custava nada tentar. – Será que dá para entender ou tá difícil?
I never meant to cause you trouble | Jinx&Linus | Flashback
A mesma estava começando a entender o porquê de se dar muito melhor com animais do que pessoas. Ela não decepcionava animais como possivelmente havia decepcionado Linus. Ela tinha apenas uma tarefa, e pela primeira vez em muito tempo alguém havia confiado nela. Era raro algo assim acontecer. As pessoas dificilmente confiavam nela. Quando conheciam sobre sua personalidade ou ouviam sobre tudo que acontecia com ela preferiam se afastar. Ter alguém que havia ignorado tudo aquilo, e simplesmente confiado nos instintos da Gryffindor para ajudá-la era tão incomum. Mesmo que fosse apenas para ajudar a arrumar um encontro com sua irmã. Ela gostava de Linus. Linus tinha vários aspectos parecidos com ela, e era um dos amigos de seu irmão. O que fazia ele ser quase da família. Se sua irmã precisava arranjar um cara legal para sair poderia muito bem ser Linus, e era por isso que estava se esforçando tanto para que aquilo acontecesse. Seria bom ter alguém assim na família, e novamente Jinx já estava pensando longe demais em um futuro onde Linus já fazia parte da família.
Agora que ela havia parado de chorar e estava tentando se recuperar tentava pensar logicamente como o menino a sua frente. Tinha que voltar todos os seus esforços para a achar a coruja antes de seus irmãos, pois ela realmente não queria colocar Linus em problemas. O que aconteceria caso Alec ou Jude pegassem os bilhetes. Alec, por ser o melhor amigo de Linus, e Jude por ser simplesmente super ciumento. O ciumes de Jude muitas vezes sufocava Jinx, até que ela que geralmente era uma das pessoas mais calmas explodisse. Geralmente todas as vezes que a mesma explodia era com o irmão, pois por se conhecerem tão bem sempre acabavam falando demais. Ainda mais quando o assunto chegava no tópico sobre o pai. “É uma opção. Eu acho que já passei lá, mas não custa olhar de novo. Passei tão rápido que posso ter pedido ela de vista.” Estava mais motivada, e passando as mãos no rosto limpava qualquer traço de lágrima que algum dia pudesse ter se criado ali. Ela nem queria imaginar aquela situação se transformando em algo complicado, então eles tinham que achar aquela coruja. Era a prioridade, e Jinx devia aquilo a Linus e provavelmente a Izzie também, que nem sabia de toda aquela história. Esperava que aquilo se transformasse em uma situação que pudesse rir em um futuro.
Conforme seguiram para o corujal ouviu a perguntando de Linus, e não queria parecer cética demais, mas infelizmente sabia que tinha que ser sincera. “Eu acho que tanto ele quanto o Jude provavelmente te matariam.” Quando percebeu que aquilo não era o que Linus queria ouvir, ou que deveria ter falado algo diferente já era tarde demais. Tentou concertar, mas nada vinha a sua mente. “Mas você é o melhor amigo de Alec, e Izzie é a irmã dele. Mesmo que ele queira matar vocês no começo vocês são as pessoas que ele mais ama. Acho que por mais que ele ficasse chateado, ele iria querer vocês felizes. Pelo menos, eu iria querer ver meus irmãos todos felizes. Sem contar que eu iria querer ter você na família. Alguém que entende sobre azar para culpar além de mim é bem vindo.” Um sorriso sincero apareceu no rosto da mais jovem Fawcett, enquanto se apressava pelos corredores. “Agora vamos achar essa maldita carta, ah, e seria bom se você guiasse eu acabo me perdendo muito fácil. Sabe como é.” Assim deixou Linus ir na frente antes de continuar o caminho.
Shit happens. Ele, mais do que ninguém, sabia que a máxima não era nada menos do que a mais pura – e dura – realidade. Deveria já ter se acostumado com os percalços da vida, muito embora começasse a se questionar se eram percalços que apareciam em sua vida, ou vida que apareciam em seus percalços. Era uma indagação difícil de responder. Sempre ouvia conselhos de que na vida apareciam dificuldades mas que não devia se deixar abalar. Porém, em seu caso específico, parecia acontecer exatamente o contrário. Havia mais dificuldades do que vida propriamente dita, e no meio de suas dificuldades apareceu o encontro com Isobel que – ninguém poderia negar – fora uma grande surpresa. Para o garoto que passara anos observando de longe – e indevidamente, há de se comentar – a irmã de seu melhor amigo, imaginando que a possibilidade de algum tipo de aproximação fosse algo muito fora da realidade, o inesperado encontro – mesmo que fracassado – fora encarado com nada menos do que uma ironia muito doce do destino. E o que poderia fazer ele além de aproveitar? Claro que ele sabia que o melhor amigo não ficaria feliz caso descobrisse o que vinha se desenrolando. Sabia que havia grandes chances de perder um grande – talvez único – amigo. Sabia que havia chances de perder a própria vida com aquela história. No mais, também sabia – até mais do que tudo – que valia a pena arriscar por aquela garota. E não era sempre que o destino era tão bom ele, afinal.
E de tantas coisas que sabia naquela história, Linus também sabia que não demoraria até tudo cair por terra. Era o que seu histórico dizia. Ainda que todos dissessem que depois da tempestade vem a bonança, para ele a tempestade poderia vir em qualquer momento. Principalmente depois da bonança – que, por acaso, costumava ser rara – porque era a maneira que o destino tinha de lhe esfregar na cara que shit happens. E provavelmente era isso que ele estava tentando lhe dizer com aquela coruja perdida. – Eu também apostaria nisso. – respondeu, também sincero e ligeiramente desconfortável. Não era novidade que Alec e Jude faziam o tipo de irmãos superprotetores, defensores da honra e moral das próprias irmãs. Ele próprio já havia presenciado momento de irritações dos garotos e sabia que estava em território deveras perigoso, tal pensamento fez com que um frio percorresse toda a extensão de sua espinha. Provavelmente seria uma morte dolorosa e lenta, ainda mais porque ele seria considerado traidor, o que tornava seu caso muito pior do que de qualquer outro. – Meu medo é... – na verdade ele tinha muitos medos, mas não elencaria todos, tomaria muito do tempo de Jean e eles ainda tinham uma coruja para encontrar. – ... ele ficar com tanta raiva que nem dê tempo da raiva passar e acabar me matando sem nem pensar. – era uma possibilidade. Poderia acabar acontecendo de Alec não ter tempo suficiente para se acalmar e mata-lo antes da poeira abaixar.
– Não podemos nos perder. – Comentou muito mais para si mesmo, tentando se concentrar em não entrar em nenhum corredor desconhecido ou esquecer do caminho que estavam percorrendo. Eles não podiam se perder. Porque, considerando que estavam somando azar juntos, poderia acabar acontecendo de Jude ou Alec os encontrarem no meio de algum corredor isolado e interpretarem tudo errado, e Isobel ficar sabendo da história e acabar chateada com ele. Claro que toda a história – digna de uma novela mexicana – passou por sua cabeça em questão de minutos. Linus era muito bom em levantar possíveis tragédias. – Só vamos encontrar a coruja e seguir nossas vidas ilesos... – disse tentando se convencer de que era exatamente o que aconteceria. Havia incerteza em seu tom de voz, como se ele próprio não conseguisse acreditar em sua própria afirmação. Qual era a chance dele sair ileso de alguma coisa, afinal? Linus não saía ileso de nada desde que se conhecia por gente, se quer conseguia sair ileso de situações que nem lhe dizia o respeito. – Agora... só me ajuda com uma coisa? – Perguntou um bocado incerto, como se estivesse se questionando se deveria mesmo fazê-lo. – Onde é o corujal?
[Flashback] Tell me your secrets | September 1970
Apertava os olhos com tamanha força que quase conseguia unir as sobrancelhas no meio do nariz. Olhava para os lados com certo desespero, esperando que mais alguém percebesse que havia algo de muito errado naquela sala de jantar, no entanto, todos continuavam a comer o pudim de chocolate como se tudo estivesse dentro da mais perfeita normalidade. – E você voou? – pergunto como quem não quer nada, com uma voz abafada pelo pudim que acabava de goela abaixo. Muito embora estivesse mais do que convencido de que havia algo de errado, sua paixão por sobremesas ainda se sobressaía a qualquer outro sentimento, de maneira que mantinha seu semblante desconfiado enquanto devorava o pudim de maneira esganada. – Linus, coma mais devagar. – Ouviu sua mãe pedir em tom quase de súplica. – Seu bisavô morreu engasgado com pudim... – Quando sua mãe fazia uso das reticências, a mensagem implícita costumava ser algo como “Você pode acabar morrendo do mesmo jeito que seu bisavô” ou “Você pode acabar morrendo do mesmo jeito que seu primo de terceiro grau” ou do mesmo jeito do que qualquer outro membro de sua família. Exceto, é claro, por seu tio-tataravô.
– Mas você voou? – Perguntou novamente, desta vez sem pudim na boca. Talvez sua mãe estivesse certa e, afinal, não custava nada prevenir. – Você voou, tio Albert? – Perguntou pela terceira vez elevando sua voz em tom misterioso, como quem fazia alguma espécie de interrogatório. Aquele sorriso gentil e bochechas rosadas não o enganavam, sabia muito bem que havia algo de muito errado com seu tio-tataravô Albert e o fato de ainda estar vivo, contrariando todas as probabilidades e estatísticas da família. Ninguém jamais havia vivido tantos anos quanto aquele senhor de cabelos grisalhos sentado à sua frente – na realidade, nenhum Fawley jamais sequer tivera tempo de ter cabelo brancos. – Não acha estranho você ter se arriscado tanto e nunca ter morrido? – Perguntou de maneira direta, sem nem dar tempo do mais velho responder a primeiro pergunta. – Just saying... – Deu de ombros antes de enfiar mais uma colherada de pudim na boca.
– Linus Benedict Fawley! Isso lá é jeito de falar com seu tio-tataravô? – Ouviu sua mãe ralhar, porém, manteve sua atenção a expressão de seu tio-tataravô. Ele não parecia nem um pouco surpreso, tampouco ofendido com sua pergunta.
– Mas, mãe! Ele tem o que? Mais de cem anos? Se a gente somar a idade de todo mundo aqui, a gente não chega na idade dele! – Explicou-se, muito embora ninguém na sala parecesse muito convencido com sua explicação. Ora, era uma dúvida bastante natural para um garoto de apenas nove anos. Infelizmente para Linus, ninguém parecia compreender a natureza da curiosidade infantil. Exceto, talvez, pelo próprio tio-tataravô Albert, que espremia os olhos enquanto deixava escapar pequenas risadas abafadas. Tal postura apenas serviu para que Linus comprovasse sua ideia. Aquele velho tinha algum segredo que não queria compartilhar. O que era muito egoísmo, sabendo que a maioria dos presentes não chegariam na metade da idade que tinha. Considerando as estatísticas, é claro. – Fale a verdade! Você tem a pedra filosofal, não tem? – Perguntou direto, ainda que nem soubesse ao certo o que era a tal pedra filosofal – havia ouvido seu pai comentar algo sobre o assunto em um dia qualquer.
- Não, Linus. Eu não tenho a pedra filosofal. – Embora tivesse uma resposta para sua dúvida, a resposta de Albert, no entanto, não chegara nem perto de sanar sua curiosidade. Ele também queria viver muito, e Albert haveria de contar o seu segredo!
- Então qual o motivo de você ainda não ter morrido?
- Linus! Não teste a minha paciência! Eu vou enfiar a sua cara nesse pudim se você continuar falando com seu tio-tataravô desse jeito! – Ouviu a ameaça de sua mãe, fingindo estar ofendido e pousando a mão no peito de maneira teatral. Preferia ter a cara suja de pudim e saber o segredo da longevidade do que morrer cedo sem pudim na cara.
- Mãe! Meu bisavô morreu engasgado com pudim!
- E você vai morrer afogado nele se não parar com essas perguntas! Suba pro seu quarto agora, antes que eu te mate e diminua ainda mais a idade média da família!
Morrer cedo com pudim na cara, porém, não era exatamente a alternativa mais acertada, muito embora a curiosidade ainda lhe corroesse até os ossos. Engoliu seco antes de dar uma última olhada no pudim e subir para o seu quarto. Jamais imaginara que um pudim pudesse parecer tanto com uma arma mortífera quanto parecia naquele momento.
Mas ele ainda havia de descobri qual era o segredo de Albert.
Eu… o quê?!
Alto lá, Fawley! Eu não potencializo tudo de ruim que pode acontecer com você coisíssima nenhuma! O que eu posso fazer se, de vez em quando, você está no lugar errado, na hora errada? Não é como se fosse minha culpa. Sinceramente, se eu pudesse remover você da equação, eu o faria! Você só complica ainda mais os meus planos! E tem outra, eu não sou uma valentona! It’s not like I prey on the weak, I just, I… I… you know what? I don’t want the bloody ice cream. Keep it for yourself. I will have pudding instead or… whatever.
De vez em quando? Você quer dizer todas as vezes que eu te vejo? Porque me parece bastante coerente. Não é estar no lugar errado, na hora errada! O problema é você, não eu. Não me leve a mal!
Sério? Posso mesmo? Sabia que você não resistiria aos meus dramas. Valeu mesmo, Podmore. Você realmente não é uma valentona, você tem coração.
It was a joke, Linus. Calm down. Uh…. a little too soon to talk about marriage when we can’t even admit we’re going on a date.
Are you going to drink that all by yourself? I could use some alcohol.
Linus… what do you want from me? I mean, we go on a couple of dates and then what? You can’t expect me to lie to my brother. He’s your best friend and he’s my best friend. He’ll figure it out eventually.
Well...you have a point here.
Come on, Izzie! We are fine the way we are. Why do you complicate everything? We can flee to México when he figure it out... I am very skilled in running away from my problems, I can teach you my techniques. What do you think, huh?
Hmmm será que vamos ter que levar Alec na nossa lua de mel pra ele não se sentir excluído?
Ok, that was creepy and weird. Scratch that. I’m not implying we’re gonna get married and definitely not suggesting an incestous threesome. I was just trying to be funny. I don’t know, Linus… Talvez devêssemos contar pra ele antes que chegue aos ouvidos dele. He won’t like to know we’ve been keeping things from him.
Ugh! I would never date Alec! It would be weird! But, wait a minute! Would you marry me?... I mean, I am not asking you to marry me... not now. Ugh... Just forget. I think I drank more than I should.
Are you crazy? He will never know that! We must to keep it a secret! You like me, don't you? I mean, you like me as a friend, of course. Anyway, if you really like me, you do not want to see me dead so in this case, Alec may not know anything!
Eu diria pra você não ser uma drama queen, mas né, nós dois sabemos que isso nunca vai acontecer. É como se fosse o seu título vitalicio.
O que você tem feito até agora? Merlin, você tá pior que uma menina do quarto ano. Você não precisa se desesperar, se essa garota tá perdendo tempo contigo, algo bom ela vê em você. Sabe, até que você é uma companhia agradável quando não tá todo paranoico. Já tentou o básico, flores e chocolate? Talvez alguma cartinha bacana? Nada meloso demais, só algumas palavras sobre o quanto você aprecia a companhia dela.
Drama queen? Por que você tá me desmerecendo tanto? Que mania desagradável, huh?
Perdendo tempo? Companhia até que agradável? Por Merlin! Qual é o seu problema comigo? Eu só queria umas dicas amigáveis. Algo como “Apenas seja você mesmo, Linus” seria o suficiente. Se bem que... quem sou eu, né? Quer dizer, eu to aqui encalhado desde quando? Você pode até ter uma razão para ser tão dura comigo.
Flores e chocolate? Posso arranjar isso. A carta eu acho que vou passar, não sou bom escrevendo. Minha letra não é muito legível, sabe? Ela poderia acabar pensando que estou a xingando ou coisa do tipo.
Claro, claro. Porque você tem um coração de ouro, é muito cavalheiro e sabe que é a coisa certa a se fazer…
Hey! Que reação é essa?! O que foi que eu te fiz, exatamente? Merlin, relaxa, Fawley.
Pare de falar com esse tom ameaçador! Você está me assustando! Por favor.
O que você fez? O que você sempre faz! Você parece que potencializa tudo de ruim que pode acontecer comigo! E antes que você diga qualquer coisa, I am not overreacting! Não é o sorvete! É tudo o que ele representa! Você é como aqueles valentões que se aproveitam dos mais frágeis... quero dizer, eu não sou frágil! Enfim, você não vai me intimidar!
Que?
Oh, you’re serious. Alec perguntou mesmo? O que ele falou? Olha, você divide o dormitório com ele, só vejo ele nas aulas e nas refeições, se alguém aqui tá dando bandeira não sou eu… Pensando bem… talvez por isso mesmo ele esteja desconfiando? Você acha que eu ando evitando ele inconscientemente? Quer dizer, não quero que ele se preocupe em ter a irmã e o melhor amigo chantageados por diabretes sacanas né…
Ele falou que estamos passando muito tempo juntos. Mas acho que isso foi ele com ciúme. Você sabe, ele costumava ser o único que tinha coragem o suficiente para ficar mais de dez minutos perto de mim. Ter que me dividir com você não deve estar fazendo bem a ele...
Pode ser isso. Tá vendo? Ele não é bobo... só tem cara mesmo. De qualquer jeito, temos que tomar cuidado. Caso ele fique sabendo de algo, o diabrete pode resolver se vingar de nós através dele e isso não seria nada legal. Temos que resolver nossas pendências logo, se quer minha opinião.
Não vamos entrar nesse tópico de novo, Linus. Já deixamos claro que diversos aspectos relacionados a você são engraçados, naquela vibe trágicos e cômicos. Uau, agora isso está ficando interessante. Chegue mais, meu caro, sente-se aqui no sofá e abra seu coração. Não tem nada que interesse mais meu ouvidos que um segredo que pode causar a morte.
Hmm, entendi, entendi. Primeira coisa que você tem que entender, Llinus. O poder de escolha nunca é seu, sempre é nosso. Esse é o conhecimento mais básico que poderia te passar. Então se ela acha que você vale alguns minutos perdidos, coopere para isso e não estregue tudo. Bem, mas você sendo Linus… só tente não fazer a sala pegar fogo ou algo do tipo.
Eu agradeceria se você fingisse um pouco menos animação com a possibilidade de me ver morto. Not cool at all. Just so you know. Mas só se você quiser mesmo.
Então, na verdade, eu não posso fazer nada. Eu só tenho que dançar a música dela? Vamos supor agora, que eu queira continuar nessa música... com ela. Mas que eu sei que é só questão de tempo para ela perceber que eu não sou bom nesse ritmo. Vamos dizer que ela curte uma música lenta, bonitinha, bem de casalzinho mesmo... e eu sou o Linus. O que eu poderia fazer para agradá-la e dar uma sobrevida para essa música? Quero dizer, o que uma garota romântica gostaria em um cara?