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@lirista
"Me divido entre "ninguém tem noção do que estou passando" e "não quero que ninguém saiba pelo o que estou passando.""
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Li um tweet hoje que dizia: “As pessoas que precisam de terapia não vão. Quem vem até nós são as vítimas delas.” E eu fiquei parada, encarando aquela frase como quem leva um soco no estômago. Porque é exatamente isso. As pessoas que machucam não se tratam. Elas seguem pela vida, quebrando quem encosta nelas, se justificando com traumas, escondendo covardia por trás de discursos de “eu sou assim” e “não fiz por mal”. Enquanto isso, os outros, nós, passamos anos tentando juntar o que restou, tentando entender o que nos aconteceu, tentando não repetir o que fizeram com a gente. E é uma injustiça silenciosa, mas constante: quem causa o estrago dorme bem, e quem foi atingido passa noites sem sono, tentando entender como chegou ali.
O mais cruel é que essas pessoas andam por aí acreditando piamente que estão bem. Que são “fortes”, “honestas”, “intensas demais para serem compreendidas”. Criam uma narrativa em que o mundo é sempre o vilão, em que qualquer consequência é drama alheio, em que o sofrimento que causam é apenas “gente sensível demais”. Não vão à terapia porque acreditam que o problema nunca está nelas. E quando alguém tenta mostrar o contrário, se vitimizam, distorcem, invertem o papel. Fazem você se sentir a agressora, a exagerada, a que precisa realmente se tratar. E no final, a verdade é que não querem se curar, querem continuar sendo justificadas.
Enquanto isso, quem sofreu tenta reconstruir o próprio emocional. Entra na terapia, lê sobre traumas, revisita o passado, chora, entende, perdoa, aprende. Carrega uma dor que não pediu pra sentir e, mesmo assim, precisa lidar com as consequências. E é triste perceber que a responsabilidade emocional sempre recai sobre quem foi ferido, não sobre quem feriu. Nós é que precisamos aprender a não descontar nos outros, a confiar de novo, a respirar fundo antes de reagir. Nós é que precisamos aprender a amar sem medo, a não projetar, a não carregar a bagagem que não era nossa. Enquanto isso, os que causaram o dano seguem pela vida como se nada tivesse acontecido, deixando rastros novos por onde passam.
E é aí que a raiva se mistura com a lucidez. Porque a terapia, no fim das contas, se torna um processo de cura que a gente paga pra limpar o estrago que o outro fez. A gente vai pra aprender a não odiar, a não endurecer, a não se fechar completamente. A gente paga pra entender o que o outro não teve coragem de olhar dentro de si. Paga pra ser melhor do que aquilo que nos fizeram acreditar que éramos. É revoltante perceber que o peso do amadurecimento quase sempre cai no colo de quem foi despedaçado, e não de quem espalhou os cacos.
Essas pessoas seguem existindo, se relacionando, jurando amor, prometendo que agora vai ser diferente. Mas não muda, porque mudança exige autorresponsabilidade. E elas não sabem o que é isso. Preferem o conforto da negação, o aplauso de quem ainda não percebeu o tipo de dor que estão prestes a causar. E quando o ciclo se repete, porque sempre se repete, voltam com o mesmo discurso, o mesmo choro ensaiado, a mesma pose de arrependimento que dura até o próximo estopim. São eternas aprendizes da dor alheia, mas nunca alunas da própria culpa.
O que o tweet não diz, mas a vida mostra, é que quem procura terapia pra curar o estrago que outro deixou, inevitavelmente passa a enxergar o mundo de forma mais crua. Passa a entender que empatia não é desculpa pra abuso emocional, que trauma não é carta branca pra destruir os outros, e que amor não é justificativa pra permanecer onde só se sangra. Passa a perceber que compaixão sem limite vira autossabotagem. E então, aos poucos, começa a se afastar. Não por rancor, mas por amor próprio.
E quando o afastamento acontece, quem precisa de terapia ainda não percebe. Vai dizer que você mudou, que você ficou frio, que você se acha melhor. Não vai entender que o que você fez foi sobreviver. Que o seu silêncio é o resultado de meses, talvez anos, de tentativa de diálogo com quem nunca quis escutar. E é nesse ponto que a frase volta a fazer sentido: as pessoas que precisam de terapia não vão. Mas nós vamos, e é por isso que, diferente delas, a gente não continua machucando os outros. A gente aprende a parar o ciclo, mesmo que isso custe o coração, o amor e a fé em quem um dia jurou que era diferente.
Às vezes me sinto como se fosse feita de uma matéria que só o silêncio conhece. Um espaço onde sensações se misturam sem pedir permissão, quase sempre maiores do que eu consigo suportar. Nesse turbilhão, os pensamentos nascem frágeis e incessantes, tentando dar forma ao que não se deixa nomear, mas nem sempre encontram abrigo; muitos se perdem, outros se transformam em feridas que não cicatrizam de verdade, apenas aprendem a conviver comigo como marcas invisíveis. Os sentimentos vêm como ondas altas demais e eu não tenho escolha senão deixá-los bater. Os pensamentos não cessam, giram sem descanso e a cada volta abrem novas fissuras nas antigas dores. Há dias em que tudo é devastação, não no estrondo de um desastre, mas no silêncio de um chão cedendo pouco a pouco, como se corpo e alma estivessem condenados a carregar ruínas. E, ainda assim, persiste essa estranha esperança de que um respiro, um olhar ou um gesto qualquer possam devolver sentido ao que parecia irremediavelmente perdido.
— Líris em Relicário dos poetas.
Eu existi em uma segunda, sobrevivi em uma terça, morri em uma quarta, fui enterrado em uma quinta, ressuscitei em uma sexta, pensei que estava vivo em um sábado, algo demasiado me abraçou em um domingo. Era vida longa, semanas cumpridas, alguns meses curtos, dias que eram noites, noites que eram dias, não vou nem mencionar as horas, essas se esticavam e se encolhiam dependia do dia, falando em dia: "Bom dia" era segunda novamente...
Psionicos.
“Tem gente que é feito casa. Para gente sentar, tomar café e ali morar. Desabafar, rir, amar. Gente feito lar.”
— Rute Carvalho.
Eu estava aqui pensando que quem tem um Tumblr nunca consegue sair daqui de verdade. Nem que seja pra olhar de vez em quando, acabamos ficando por aqui. É um tipo de elo com o que há de mais íntimo sobre nós.
Jamais vou sair daqui
Queria pelo menos uma vez no dia ser o poema e não o poeta.
Acredito que um dia terei o amor sobre o qual tenho lido todos esses anos.
— Monalisa.
esqueci de mim, porque todo o meu foco estava em você. descartei tudo e todos só para estar ao seu lado. me dediquei como um louco, fiz absurdos, cujos me trazem certo arrependimento e vergonha. o pior foi você esfregar na minha cara coisas literalmente sem fundamento, apenas para me afastar. respeitei isso e agi de acordo com a sua vontade, na esperança de você se retratar mais tarde. como eu fui tão ingênuo... e mais uma vez fui feito de idiota por alguém que, aparentemente, não sabe o que quer.
— deixaram
Eu amei até mesmo aquilo que te deixava insegura sobre si mesmo. Eu te fiz sentir em paz dentro do meu abraço, eu te beijei milhares de vezes... Incontáveis beijos. Eu te olhei nos olhos, mesmo diante de tantas lágrimas e disse o quanto te amava. Escutei sua respiração forte e pesada enquanto dormia nos meus braços, encaixei meu rosto no seu pescoço de novo e de novo; queria gravar seu cheiro em mim... A sua mão na minha; o seu olhar no meu, teu calor, assim, tão perto... Há coisas que não se apagam facilmente, e você habita em mim ainda mais que antes.
Eu mudei, eu sinto isso. Sou uma pessoa que preza pela qualidade ao invés da quantidade, e há um abismo entre o eu de agora e quem um dia já fui. Porque a eu do passado, se contentava com noites efêmeras com pessoas questionáveis; usava para ser usada. A eu do agora, quer construir algo lindo com alguém por e apesar de todos os traumas, passado e inseguranças. Eu quero ser a certeza; eu quero que me veja como um lugar seguro... Sabendo que apesar de existirem pessoas incríveis lá fora; nenhuma delas é você, nenhuma delas se encaixa tão perfeitamente em mim.
— agirlinthemoon
Nem todos os dias eu estou preparado para enfrentar o mundo. As vezes tudo pesa em tamanhos absurdos e eu só quero não ter que levantar da cama. Não quero ver ou falar com ninguém (e essa culpa não é sua, é minha e tá tudo bem) porque o silêncio é mais confortável. As vezes eu só quero ficar quieto embaixo das cobertas e não lembrar que o mundo lá fora existe e eu tenho uma guerra para vencer. Eu me rendo, por hoje eu perdi.
quando minha psicóloga falou que eu não sou preguiçoso e sim tô procrastinando porque me cobro tanto que o medo de errar é pavoroso ao nível do meu corpo não querer nem tentar.
.i
eu amo tudo em você: seus olhos, suas pintas, seu cabelo e suas cicatrizes. [principalmente suas cicatrizes, pois cada um conta uma história]
eu amo cada pedacinho de você
b.
“Todos têm uma alma gêmea. E quando encontrar a sua, a sensação será igual a da primeira neve do ano. Você sai correndo para andar de trenó, sobe no morro mais alto que encontra, seu coração bate mais forte e você começa a soar. E quando você percebe, está rindo e chorando ao mesmo tempo. E não vai querer que isso acabe. É assim que deve ser um amor verdadeiro. Não podemos nos contentar com menos.”
— Two and a Half Men.