'Mas não o suficiente para você me dar a mão em público, não é?' - a frase ressoava na minha mente. O quão frágil você precisa ser para aceitar uma vida de sigilo. Por trás dos panos todo mundo parece mais legal. Mas eu era eu. Contigo, ou sem. Esperando minha vez. Minha hora. A gente se molda para caber em alguém porque ser 'quase' é melhor do que ser 'nada'. Nem que ser 'quase' te limite a encontros noturnos, falta de contato (afinal um Bom Dia pode ser facilmente confundido com um Te Amo, não é óbvio?), falta de afeto, noites em claro. Quando você ouve um 'nunca contei isso para ninguém' uma chave liga na sua cabeça: talvez você seja importante. Talvez você seja exclusivo. Talvez contigo seja diferente. E entre os quases e os talvez, teu corpo se permite continuar. Se entregar de vez em quando. Enquanto o outro sabe que você morre de amores. E, quem sabe, até te ache sensacional mesmo. Mas não. Não o suficiente para te dar a mão em público.
eu







