LOLA.
24 ANOS.
Acrobata de tecidos/trapezista no Le Cirque des Rêves.
CONEXÕES + FINDER & TRUE LOVE.
Em nome da Excalibur, LOLA em seus 24 anos, jura seguir o legado do CIRCO durante a sua estadia na Academia dos Legados. Com a sabedoria concedida a ela, deve se manter caminho da luz enquanto conclui o MÓDULO II. Com a bondade tocada em seu coração, recebe DETERMINAÇÃO e não se permite ser corrompida por ARROGÂNCIA. Por último, é deixado um corte na mão de BIA ARANTES como prova de seu comprometimento com a luz.
HABILIDADE MÁGICA: Manipulação de buracos negros — Lola é capaz de criar, moldar e manipular buracos negros, que são uma região do espaço-tempo em que o campo gravitacional é tão intenso que nada, nem mesmo partículas ou radiação eletromagnética conseguem escapar. Lola também pode controlar o tamanho de buracos negros, conseguindo movê-los pelo espaço para “sugar” toda a matéria, etc. Porém, Lola pode ser afetada pelos buracos negros e ela mesma pode ser sugada por um, então trabalha e estuda muito para conseguir controlá-los da forma que bem entender.
DORMITÓRIO: Let It Go — 213.
ABOUT.
Começar a contar a história de Lola é no mínimo complexo, já que todo o começo de sua história é um grande quebra-cabeças que ela teve que juntar as peças para entender sua real origem, já que foi deixada no orfanato do Castigo com poucos meses de vida. Segundo o que lhe foi dito pelas cuidadoras, sua mãe era uma mulher da vida e por isso que seu pai era desconhecido. Sendo assim, ela não possuía sem condições financeiras ou sequer emocionais para cuidar de si própria, quem dirá de uma criança. Seu nome foi dado por uma das cuidadoras, sendo esta apenas uma formalidade para que ela não fosse uma ninguém ou só um número ali no orfanato.
Os seus próximos anos de vida se seguiram no orfanato do Castigo, que Lola por diversas vezes tentou fugir. Não gostava de viver ali, sendo relembrada todo o dia que vivia à margem da sociedade, que era invisível, e além disso, o sentimento de solidão quando estava cercada pela paredes do orfanato eram sufocantes, agonizantes quase.
Lola cresceu ouvindo as histórias assustadoras sobre o Circo, que supostamente prendia a alma de crianças órfãs em marionetes. Besteira. Lola sempre foi o tipo de pessoa que precisava ver para crer, por isso que um simples boca a boca, ou no caso, uma simplesmente história para assustar criancinhas não parecia real. O que tinha para temer no circo? Os tecidos? Os bambolês? Parecia até uma piada. O lugar sempre lhe pareceu atrativo, mágico e em certo ponto até mesmo um pouco hipnotizante. O que de assustador tinha nisso?
Com o passar dos dias, a ideia de ser parte do circo lhe parecia menos aterrorizante e mais real. Afinal, o que seria pior do que o inferno no qual vivia? Nada. E além disso, a ideia de fazer parte de algo, ser parte de algo, era bastante atrativa para Lola, afinal, nunca se sentiu parte de nada. Sempre sentiu que estava vivendo tropeçando pela vida, deslocada e solitária. Apenas a ideia de, talvez, se sentir parte de algum lugar fez com que Lola se encontrasse chamando pelo Circo, desejando e sonhando em estar lá, tal como as histórias lhe diziam.
No dia seguinte, Lola acordou em um lugar que definitivamente não era o orfanato, o que num primeiro momento lhe gerou um sentimento agridoce, afinal, parecia estar longe do que considerava ser a própria amostra do inferno, porém ao mesmo tempo o sentimento de confusão se instaurou. Enquanto olhava o ambiente ao seu redor, Lola entendeu que estava no Circo e um sorriso quase que involuntário surgiu, mas não demorou para este se desfazer. Foi ao enxergar uma marionete de cabelos acobreados, tal como o seu, e com as mesmas característica que as suas, que todo e qualquer sentimento foi substituído pelo medo, pelo desespero. Naquele momento foi quando Lola entendeu que buraco era muito mais embaixo. Mas antes mesmo que pudesse reagir, a Fada Azul surgiu, com uma aparência e roupas tão angelicais que Lola realmente pensou estar vendo um anjo. Ela lhe acalmou, lhe acolheu e isso foi mais do que qualquer pessoa havia lhe oferecido na vida. Geppetto também era um bom homem, lhe abraçou, cuidou dela como se fosse a filha que ele nunca teve. E pela primeira vez, Lola sentiu que havia algo pelo qual deveria se sentir grata.
O sentimento de gratidão era tamanho que para Lola, pela primeira vez, não foi difícil seguir regras, não foi difícil ser uma boa menina pelas pessoas que lhe tiraram de anos de solidão e sufocamento. Inclusive, foi todo o seu bom comportamento que a levou até a Academia dos Legados.
Atualmente, convivendo com as pessoas da cidade de cima, Lola abomina ainda mais a desigualdade e a forma que as pessoas de Arthurian vivem com tanto enquanto no Castigo tudo é limitado e vivem com tão pouco, além de claro de toda a falta de humildade que ela detesta nas pessoas de Arthurian. Ela tem suas questões internas com relação ao Circo e à sua liberdade, mas tenta não pensar muito sobre isso, focando suas energias nos estudos e em treinar suas apresentações no Circo.
TRIVIA.
Lola foi para o Circo quando tinha em torno de 13-14 anos.
Apesar dos pesares e de sentir completamente presa ao Circo, quando está nos ares, enroscada em seus tecido ou em suas barras, Lola se sente leve, por isso pratica tanto suas apresentações.
Por conta das regras do Circo, Lola realmente não mente para ninguém e com o passar do tempo acabou se tornando uma mentirosa ruim, mas ela aprendeu a omitir muito bem e a selecionar bem as coisas que fala, ainda mais sabendo que não pode falar sobre o Circo.
Seus sentimentos em relação ao Circo são ambíguas. Ela queria ser livre, queria poder viver sua própria vida, mas ao mesmo, sente gratidão por ter sido tirada daquele do inferno que vivia.
Num primeiro momento, para quem conhece Lola, ela pode parecer uma pessoa arrogante e com paciência curta, algo que de fato ela pode se mostrar. É um pouco tímida e o fato de precisar esconder tantos aspectos de sua vida faz com quem ela se retraia para conhecer pessoas novas e tenha problemas de confiança, mas para aqueles que a cercam, ela faz questão de mantê-los por perto. É extremamente leal e bastante protetora com amigos e pessoas com quem tem carinho, e costuma ser muito recíproca com todas as suas relações.











