É fascinante esse grandioso espetáculo de hipocrisia que sustenta a maioria das vidas humanas.
Fernanda Ferreira
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@lost-in-paranoia
É fascinante esse grandioso espetáculo de hipocrisia que sustenta a maioria das vidas humanas.
Fernanda Ferreira
Meus amigos querem me levar ao cinema, eu mando eles irem embora, estou de mãos dadas com minha depressão.
E justo quando acho que superei, a ansiedade começa a atacar pra me ensinar uma lição.
Eu dou o meu melhor só pra ser sociável. Eu faço todos esses planos com amigos e torço para que eles liguem cancelando.
Então começo a pensar demais sobre as coisas que estou perdendo... E agora eu queria estar lá com eles.
- Anxiety (Julia Michaels ft Selena Gomez)
"Eu tenho todos esses pensamentos correndo pela minha mente.
O tempo inteiro.
E eu não consigo fazê-los pararem."
- Anxiety (Julia Michaels ft Selena Gomez)
The edge of seventeen.
Eu tenho medo.
Medo de viver.
Medo de sentir.
Eu tenho medo.
Medo da vida.
Medo do futuro.
Eu tenho medo.
Medo das pessoas.
Medo de mim.
Eu tenho medo.
Medo do que fui.
Medo do que eu posso me tornar.
Eu tenho medo.
Uma hora eu planejo meu futuro e outra o meu suicídio.
Vivendo na corda bamba. (08.11.18
“Hoje sei que não é a distância que separa as pessoas. Mas sim a frieza, a falta de diálogo, a falta de atenção, a indiferença, o tanto faz. Isso sim forma abismos entre pessoas.”
— Klaus
Desculpe o transtorno, preciso falar sobre depressão e ansiedade.
Conheci a ansiedade numa revista de bem-estar e saúde. Essa frase pode parecer um pouco inteligente e interessante mas a revista em questão trazia uma matéria intitulada “10 sintomas de ansiedade”. Para mim a ansiedade não passava de uma grande impaciência para que algo acontecesse antes do tempo previsto, mas vai por mim, ela é muito mais que isso. Nunca vou me esquecer daquela tarde em que depois da escola decidi ler os tais “sinais de ansiedade”, bom, dos 10 sinais, eu convivia com todos eles. Enquanto a maioria das adolescentes da minha idade estavam preocupadas com as festas que iam nos finais de semana e com o colega bonitinho da sala, eu observava os ponteiros do enorme relógio preto e branco daquela enfermaria vazia da escola, depois de ser mantida em observação por meia hora após um súbito mal estar e o coração acelerado sem nenhum motivo aparente. Eu sempre sentava no fundo da sala de aula, talvez pra que ninguém percebesse que eu estava “diferente”, a vontade de viver de repente foi sumindo, dia após dia. Frequentemente deitada mas nunca dormindo, os minutos viravam horas e as horas viravam dias, enquanto eu sempre observava o sol nascendo pela janela do meu quarto. Estar em locais fechados ou muito movimentados era um pesadelo real e que por muitas vezes me fez implorar pela minha casa. Apertos e dores no peito, coração acelerado, nó na garganta, mãos frias e despersonalização eram acompanhantes indesejados de um cotidiano de surpresas (ruins). Constantemente me julgava incapaz e o medo de cometer erros me sufocava. Movimentos inquietos e repetitivos me impediam de parar nem que fosse por um segundo, assim como meu cérebro que parecia trabalhar com pensamentos destrutivos 24 horas por dia, acelerado e repetidamente. Passamos algumas madrugadas escrevendo ao som de “Hurt” de Johnny Cash e meu olhar vazio que sempre me acompanhava, deixava claro que eu não sabia o que estava fazendo, foi aí que decidi ir ao neurologista, de lá migramos para a psiquiatra, da psiquiatra para psicóloga. Descobri que não estávamos sozinhas e que a depressão fazia parte da minha relação tóxica com a ansiedade. Comecei a conviver com elas quando tinha 16 anos, mas o peso era tanto que nosso convívio não parecia tão recente. Passamos por todo tipo de prova física e mental e eu admito que delas eu só queria distância, apesar delas não parecerem querer desistir antes de me derrubar. Nos afastamos de uma dúzia de amigos e até dos familiares. Doía tudo por dentro e eu quase fui vencida nessa batalha onde aprendi o significado de “solidão” e um monte de outras palavras que eu preferia não entender. Infelizmente não posso falar que terminamos a nossa relação de longa duração, nosso triângulo que é do tipo ioiô. Choro mais que no final de “Diário de uma paixão” e “O menino do pijama listrado”, só de lembrar tudo que passei com elas. Devo admitir, e seria hipocrisia não mencionar o quanto cresci e amadureci depois de ter me envolvido duramente com elas. Até hoje não tem uma festa de família ou uma conversa mais longa em que alguém não diga em algum momento: Você tá melhor? ou Já as superou? Parece que para sempre estaremos atreladas. Em abril fará cinco anos que não me permito mais que elas me derrubem ou me dominem como antes. Dá vontade de chorar tudo de novo, lembrando de cada pequena batalha, mas o que me deu foi uma felicidade muito profunda de ter vivido para contar e representar essa pequena vitória. Perto de mim a ansiedade e a depressão não são nada.
- Artesias
Lágrimas
E eu choro novamente hoje, assim como chorei ontem
Como se fosse resolver alguma coisa
Como se alguém fosse me enxergar
Ou pelo menos tentar ver através das minhas lágrimas
E eu choro de novo hoje, como a mesma criança perdida de sempre
Como se o mundo estivesse desabando em minhas costas
E eu continuo chorando
Para aliviar minha dor
Se tornou minha válvula de escape
Então eu choro, choro desesperadamente
Na falha tentativa de desatar esse nó na garganta, esse aperto no coração
Essa dor tão intensa, essa angústia carregada de desespero
Eu choro hoje mais do que ontem
E sei que chorarei como se não houvesse o amanhã
E amanhã mais do que nunca
E eu me afago nas minhas próprias lágrimas, nesse mar de dor
Eu queria enxergar uma mão estendida para me salvar
Mas as lágrimas não me deixam ver.
hoje, tudo que emana de mim é descontentamento
tenho resistido em pensar que de algum modo as coisas mudaram e que eu devo seguir em frente
mas eu não consigo
a presença dessa ferida latejando em minha pele, só me lembra o quão frágil eu sou
não consigo mais cicatrizar amor, a ferida tá aberta, exposta
e eu não sei o que fazer para fecha-lá
“Quero uma dose de paz. E de amor. E de felicidade. E de sonho realizado. Quero pra mim. Espero que as pessoas sejam mais tolerantes, que não resolvam tudo no tapa, que não machuquem os animais, que cuidem mais dos seus sonhos ao invés de tentar estragar a vida do outro com fofoca e sentimento barango. Espero que todo mundo ame mais.”
— Clarissa Corrêa
“Falta um bocado de coisa neste mundo. E sobra outro tanto. Falta bom senso. Falta verdade. Falta respeito. Falta vontade. Falta educação. Falta saúde. Falta amor. Falta sinceridade. Falta igualdade. Falta paixão pelas coisas e pelas pessoas. Sobra egoísmo. Sobra estupidez. Sobra crueldade. Sobra desonestidade. Sobra preguiça. Sobra falta de caráter. Sobra achar que o mundo inteiro tem culpa das suas pequenas derrotas.”
— Clarissa Corrêa
“As pessoas esquecem que cada um tem uma cabeça, uma vivência, um motivo, um padrão de funcionamento. Na verdade, as pessoas esquecem de olhar para o seu rabo. É muito mais fácil ficar sentadinho tomando uma Coca zero e debatendo sobre os quilos extra que dona Maria ganhou nos últimos meses. Difícil mesmo é se despir e se encarar de frente. Se eu falo tanto do outro é porque algo dentro de mim está desarrumado, desajustado, desorganizado. Se eu quero tanto resolver o problema alheio é porque não faço questão de pensar no meu, é porque insisto em tapar o sol com a peneira, é porque olhar para a nossa sombra é um processo doloroso.”
— Clarissa Corrêa
“Sou complexa, sou mistura. Sumo, surto, vou embora, apareço do nada. Odeio a falta de oxigênio das obrigações, encurto conversas bestas, estendo um bom drama. Me perco, me procuro e me acho. E quando necessário, enlouqueço e deixo rolar. Não me dôo pela metade, não sou tua meio amiga nem teu quase amor. Ou sou tudo ou sou nada. Não suporto meio termos. Sou isso hoje, amanhã já me reinventei.”
— Tati Bernardi.
“Uma casinha bonita. Um emprego que eu adore. Uma pessoa que me entenda. Um par de pés pra me guiar. E um de braços pra dias frios. Um chão pra quando meu mundo desabar. Um colo eterno de mãe. Um lugar pra voltar. Outro pra ficar pra sempre.”
— Tati Bernardi.