faz um ano que não nos falamos propriamente, tentei algumas vezes nos últimos meses, mas sempre acabava não finalizando. Bem, muita coisa aconteceu, afinal de contas, foi um ano. Certo, vamos começar falando sobre o que você já sabe e falando dos últimos assuntos discutidos. Sobre o Casão, só cheguei a ver ele no dia 28 de Maio, que fui na quermesse da Sagrada e mais uma vez encontrei ele. Sinceramente, duas vezes? Chega a ser engraçado. Primeiro, que tanto esse ano quanto no ano passado, eu fui de última hora. Segundo, que nas duas vezes que vou, de todos os dias de três meses da quermesse, eu acabo indo no dia que ele vai, quando ano passado eu fui lá pelo dia 6 de junho. Foi meio awkward, mas eu não falei com ele, se ele estivesse com o Daniel, eu falaria, mas ele estava com outros amigos dele. E eu estava com a Marcely e tínhamos ido encontrar vários amigos nossos. Várias vezes eu meio que dava de frente com ele, e ficava meio que aquele clima estranho, sei lá, mas foi muito estranho. Enfim, agora vou colocar parte do que comecei a escrever em dezembro para postar e não terminei. “Em outubro achei que estivesse gostando de um cara do terceiro da minha escola, até conseguir virar amiga dele e tals, mas logo depois disso eu me desinteressei. Só aconteceu. E aí ele até chegou a mandar mensagem pra mim há algumas semanas dizendo que ele estava sendo muito estupido comigo e que a gente nem estava se vendo, mas eu já cortei ele dizendo que eu estava tentando chamar um garoto pra sair e que já chamei, a parte do chamei é mentira. E aí depois ele até tentou continuar falando algo por mensagem mas eu nem dei bola, então parou por ali mesmo, e depois fiquei evitando ele nas últimas semanas de aula. Esse garoto que eu estaria tentando chamar para sair seria o Luiz. Eu sei que já cheguei aqui várias vezes e falei “estou gostando mesmo dessa pessoa e etc”, mas com o Luiz é verdade. Porque não existe mais ninguém na minha cabeça além dele. Não existe mais Daniel, não existe mais Casão, não existe mais Matheus. Você tem noção? Não existe mais nada pelo Matheus em mim. Mais nada. E eu já tinha certeza disso, e semana passada eu tive a confirmação. Vamos começar da onde eu parei, julho, ainda tinha muitos sentimentos pelo Matheus até o Luiz aparecer. Em julho eu vi o Matheus no shopping, mas ele não me viu, e eu fiquei louca, porque ainda tinha sentimentos por ele e etc. De julho até final de outubro, que foi quando eu comecei a ter sentimentos pelo Luiz, eu ainda era louca pelo Matheus. E foi assim que eu percebi que realmente estava gostando do Luiz, da mesma maneira que gostava do Matheus, porque não existe mais nenhuma outra pessoa pra mim. Essas semanas atrás tive um sonho com o Luiz, tenho sonhos com ele quase todo dia, e nesse sonho eu ia fazer uma surpresa pra ele e ia dar um filhotinho de cachorro pra ele. Só que não sei exatamente o que aconteceu que quando eu cheguei no prédio que o Luiz estava, a pessoa que ia me ajudar, algum parente dele, não estava. E quando eu cheguei no prédio o Matheus estava lá na entrada/portaria, e depois de todo esse tempo era a minha chance de falar com ele, mas a minha única preocupação era arranjar a chave para o apartamento que o Luiz estava. No sonho, o pai do Matheus era dono/síndico do prédio então ele tinha acesso a todas as chaves. Ou seja, no sonho o Matheus me ajudou a fazer a surpresa para o Luiz. Depois, quando eu acordei, pensei nisso como mais uma certeza de que não sentia mais nada pelo Matheus. Aí terça passada eu saí para andar com o Joe no esplanada, e na volta eu vi o Matheus e atravessei a rua e fui falar com ele. Ultimamente estou reta, direta e com uma cara de pau, que nossa. Então, aí eu fui e falei com o Matheus. Eu falei “Matheus?”, ele olhou pra mim com aquela cara de quando você vê alguém sabe que conhece mas não lembra da onde, então eu continuei “você nem deve lembrar de mim, a gente fez inglês juntos”, nisso a gente já estava de frente com o outro, e a minha última preocupação era se o Joe ia ou não estranhar ele. Aí ele perguntou “na cultura?”, aí eu “no callan”, aí ele “ah, faz tempo então, não faz?”, aí eu “faz, faz uns dois, três anos”. Aí eu não lembro exatamente o que disse depois daí, mas cheguei a falar que ele estava bem diferente, a voz dele também. Ele perguntou se eu morava por ali e eu disse que não, que morava no centro. Aí tipo a gente meio que se despediu, ele fez o movimento pra mim dar um beijo na bochecha dele e depois quando ele já estava indo ele virou e perguntou meu nome. Foi rápido, foi normal, muito lance de filme ou sei lá”
Não finalizei depois daí, então nem lembro mais o que iria dizer exatamente. Bem, provavelmente você deve estar se perguntando como eu digo que o Casão não mexe mais comigo e então venho e digo que encontrei ele e blá blá blá. Ele não mexe mais comigo mesmo. Mas estou te contando porque acho que devo e porque foi um momento bem aleatório, e eu já não via ele há quase um ano. Mas continuando sobre o Luiz, bem, era assim, eu gosto do Luiz, e a minha amiga Barbara gosta do Matheus G., que é o melhor amigo do Luiz. No final de novembro, fazendo exatamente um ano do show do Jake Bugg, de primeira, eu meio que ‘peitei’ ele quando dei de frente com ele depois que comprei meu lanche no intervalo e falei um ‘e ai’ e já saí voando, nem sei se ele chegou a responder ou não. E depois na saída, eu estava esperando alguém me buscar na escola, e já eram quase 12h40, quando eu vi o Luiz voltando e indo para uma esquina de frente com a escola, e aí ele ficou ali. Eu estava louca pra falar com ele, tipo muito louca mesmo. E ele ficava indo até a esquina e andando para um pouco mais longe da ponta onde eu não conseguia vê-lo, de primeira achei que ele estivesse com algum amigo ou algo do tipo. Mas já que ele ficava indo e voltando percebi que ele estava sozinho. Aí eu falei pra mim mesma “se ele voltar mais uma vez pra ponta da esquina, eu vou lá falar com ele”, ai ele voltou pra ponta da esquina e depois voltou para a parte em que eu não conseguia vê-lo. E então eu respirei fundo e comecei a andar, quando eu parei pra pensar de novo, eu já estava atravessando a rua e pensei “já estou aqui, não adianta mais voltar”, então eu atravessei a rua e andei até a parte que ele estava, ele estava de costas, então eu falei “Luiz!”, aí ele olhou com um olhar de, sabe quando você tá de boa aí alguém te chama e aí você olha na boa, e aí seus olhos meio que começam a abrir mais quando você percebe quem é? Então, foi exatamente isso que aconteceu. Agora eu fui super louca de aparecer lá, mas eu fui e já era, não tinha mais volta. Aí eu falei “e ai”, e ele disse a mesma coisa, enquanto a gente se aproximava e ficava de frente um com o outro. E então eu não sabia o que falar, e ele não falava nada. E a gente ficou ali se olhando. Até que eu me vi falando. Acho que se não perguntei primeiro o que ele estava fazendo ali, que no caso ele estava esperando a van para ir para o Senai, eu falei que já tinha visto ele na pista, ai ele perguntou se tinha sido na do tesouro, e eu falei que não, que tinha sido na do aquarius, ai ele falou que ele quase nunca vai lá, e eu falei que já fazia tempo, que tinha sido no começo do ano, ou seja, entreguei bastante coisa ali de primeira. Ai eu não sabia o que falar direito, e comecei a falar de como meus amigos tinham sido assaltados lá por aqueles dias. E ele ficava andando e segurando na mochila dele, e eu ia andando atrás. Aí não sei o que deu em mim exatamente que eu cheguei e falei “Por que que você me ignora?”, ai ele “Como assim?”, e eu “Eu mandei mensagem pra você e você nem respondeu”, e ele “Mandou?”, e eu “Sim, eu mandei no teu whatsapp” e ele “ass nem vi”. Aí depois de alguns minutos a van dele chegou, e aí a gente ficou se encarando, e eu não sabia se abraçava ele, se dava um beijo na bochecha dele ou sei lá o que. Aí eu falei "falou" e ele entrou na van. E depois quando cheguei em casa, mandei mensagem pra ele perguntando se ele iria na escola semana que vem, aí ele disse que sim, aí eu falei “acho que nem vou, não vai ter nada pra fazer e tals”, aí ele “ué” “tem sim” “lanche”, aí eu “ah mas ai eu tenho que levar dinheiro pra comprar” “e já gastei dinheiro pra ir numa social hoje que não aconteceu porra nenhuma”, aí ele “riu”, aí eu mandei “se você falar comigo eu vou numa boa”, aí ele não respondeu. E depois disso eu não sabia se ia ou não na “ultima semana”, até que eu decidi ir, mais pra ver ele mesmo. Na segunda o único momento em que falei com ele foi no intervalo, ele estava comprando lanche com os amigos dele, e eu estava em uma ‘rodinha’ do lado com os meus amigos, e ai quando ele foi passar reto por mim, eu puxei ele pelo braço e falei ‘e ai’, eu perguntei pra ele como tinha sido o fim de semana dele e ele só disse ‘fiz nada’, e realmente eu odeio quando as pessoas falam isso pra mim, mas eu sei que ele não falou por mal, ai um outro menino apareceu pedindo dinheiro pra ele, e eu deixei quieto e voltei a falar com os meus amigos. No dia seguinte, eu já tinha decidido que ia falar com ele na saída, e eu tinha alemão, então podia ficar lá com ele até a hora que eu quisesse, sinceramente eu fico tão nervosa só de escrever isso pra ti relembrando tudo, e então eu esperei ele aparecer, porque ele sempre ia e levava os amigos dele até o ponto e depois voltava, mas ele até que apareceu rapidinho nesse dia, ai eu atravessei a rua e fui falar com ele. Ai a gente conversou por uns 40 minutos, e foi maravilhoso, ele puxou papo, fez perguntas que também deixa claro que ele sabe sobre mim, como “você mora no aquarius?”, ele viu que eu sempre postava coisas no snap e no instagram no aquarius, e aí eu disse que “não, minha prima mora lá, então eu vivo por lá”, enfim, a gente sentou e ficou lá conversando, e ele tinha dito que ia vir a semana inteira. Até que a van dele chegou, e a gente se levantou, e ai a gente se abraçou na hora de se despedir, foi muito aleatório, a gente simplesmente acabou se abraçando, foi uma coisa de nós dois. Ai depois no dia seguinte, eu dei oi pra ele quando encontrei ele descendo as escadas e depois na saída fui falar com ele pra ver se iria vir no dia seguinte, porque nenhum amigo dele viria, aí ele ficou naquela de não sei e eu falei que iria e falei ‘então me manda mensagem dizendo se você vem ou não’, aí ele falou na hora que iria vir, ele é horrível por mensagem, ele simplesmente não gosta de conversar muito por mensagem. No dia seguinte, quinta, eu cheguei atrasada, e dei de cara com ele sentado de frente com a minha sala, eu dei oi pra ele (tenho quase certeza que corei) e entrei pra minha sala. Na terceira aula, eu fui até a minha sala e eu encontrei com a Barbara e o Guilherme, e eles disseram “vai atrás do Luiz, ele veio aqui na sua sala atrás de você e você não tava”, mas eu não queria ir direto na sala dele, ai eu fui beber água, ai quando eu estava descendo as escadas ele estava passando, aí eu falei “e ai”, e ele também, ai ele entrou na sala de um amigo dele que é do mesmo ano que eu, e na escola ele sempre fugia de mim, mas na saída não por isso que eu preferia falar com ele na saída. Enfim, eu não ia entrar com ele na sala do amigo dele né, ai eu fui na biblioteca e quando eu voltei para o pátio e ele estava deitado em um banco, e então eu fui até ele. Sentei do lado dele e tentei conversar com ele, mas ele não tava muito afim, não sei se é porque meus amigos estavam vendo e etc, mas foi muito engraçado, porque toda vez que eu ia falar com ele, eu ou ele não ouvia, e como ele tava deitado eu tinha que enfiar a cara na cara dele, e tipo meus amigos disseram que parecia que a gente ia se beijar, mas essa não era a intenção do momento. Eu não lembro como, mas eu acariciei ele, tipo o peitoral dele por vários minutos. Eu realmente não consigo acreditar que fiz isso. Chega a ser engraçado. A gente ficou lá por uma aula inteira, o intervalo e parte de uma outra aula. Depois de um tempo ele sentou, e ele tava todo fofinho com aqueles cachinhos, e uma carinha de sono, porque eu sei que ele tinha cochilado, e eu sei que ele tava cansado. E eu perguntei ‘você dormiu?’ e ele disse que não, ai eu perguntei se ele ia comprar lanche, ai ele disse que não e levantou e saiu andando. E ele foi e comprou lanche, e sentou lá com o amigo dele. Nisso o Guilherme veio e falou comigo ‘se eu fosse você eu levantava daí e largava a mochila dele aí, ou levava lá pra ele, ele te largou aqui e nem te deu coca!’, mas eu não saí dali até ele vir pegar a mochila dele, aí eu levantei e fui andando com ele, e perguntei se ele ia embora, e ele disse que não, aí eu fui atrás dos meus amigos. E teve um momento que ele foi tentar me espionar, e ele foi andando pra trás e ele quase caiu na planta, eu me escondi pra não rir na cara dele, porque foi fofo e engraçado. Depois disso, ele foi embora. E o amigo dele ia vir na saída e ele como não sabia, nem esperou. Quando cheguei em casa mandei mensagem pra ele “meus amigos estão me obrigando a ir amanhã, então eu vou ir” “você vai?”, e ele obviamente leu e marcou como não lido, porque não tinha como ele saber que eu não ia sem abrir a conversa. Na sexta, eu cheguei bem atrasada, e o Guilherme me disse que o Luiz tinha ficado olhando pro portão pra ver quando eu entrasse e ficou triste depois que não me viu. Eu mal vi ele, pois fiquei dentro da sala de entrega dos livros, e teve um momento em que ele apareceu lá pra entregar os últimos livros dele e ele desceu as escadas perto de onde eu estava, mas como eu nem fiquei para o pátio, ele foi embora no final da segunda aula. E depois eu mandei mensagem perguntando o que tinha acontecido, e falei que tinha procurado ele na escola, mas não encontrei. Mas como sempre, ele não respondeu. Enfim, já vou pular pra quando começou as aulas esse ano, e eu descobri que ele repetiu e mudou de escola, e meu mundo caiu. Foi uma bosta do caralho, e eu vivi miseravelmente por pelo menos um mês. Depois fui me habitando. E então, em abril, eu consegui me aproximar dos amigos dele o ninja (Lucas) e o Nogueira, até hoje não consegui realmente me aproximar do Matheus G., que é o melhor amigo do Luiz. Quando comecei a conversar com os amigos dele, ainda tinha esperanças. Mas depois fui perdendo, mas mantive a amizade com os garotos, e hoje somos muito próximos. O foda de tudo é que eu perdi todas as minhas esperanças depois de que ele meio que começou a namorar uma garota, e aí semana passada eles não estavam mais juntos. E eu fiquei feliz obviamente, mas ainda assim não criei esperanças. E ontem, era pra mim ter ido andar de skate com o ninja e o Nogueira no estádio, e o Luiz não ia, porque ele ia andar no centro, no fim das contas, a gente desistiu de ir e eu e a marcely acabamos indo para a pista do aquarius, e eis que eu chego lá e encontro o Luiz. Sei lá, tem que ser destino, porque nenhum de nós dois estavamos supostos a ir lá, e ele ‘nunca vai lá’, lembra? E ele estava lá com o Matheus G., logo que chegamos, eu e a Marcely sentamos em um banco que é tipo ‘dentro da pista’, e o Luiz tava do lado do banco no momento, e eu até pensei em dizer um oi, mas achei melhor não, já corri tanto atrás desse menino, tanto ano passado, quanto esse ano. Ele me viu logo de primeira, e ficou desconfortável, e parou de andar de skate. E ficou em cima de uma das rampas, e tava de frente comigo, eu nem fiquei olhando pra ele direito, nem pra pista. Tinha alguns momentos em que ele descia a rampa pra ir pro outro lado, e quando ele voltava pra onde ele estava parado, em vez de ele subir a rampa direto, ele ia parte “sem saída” da pista que é do lado da rampa, só pra passar do meu lado. Eu não entendo esse garoto, sinceramente. E ele me fode de todos os jeitos. Ele tem tanto controle sobre mim. É uma bosta isso. Eu fico tão nervosa as vezes de pensar nele ou ver ele, que eu chego a passar mal, de verdade. Ás vezes acho que ele achou que eu não tinha visto ele, já que ele estava acostumado comigo sempre indo falar com ele, e dessa vez eu não fui. Não quis, cansei. Hoje quando contei ao Nogueira que tinha visto o Luiz ontem, ele ficou surpreso, perguntou onde, e perguntou como que foi, porque ele sabe que eu ainda gosto do Luiz. Aí eu falei “foi de boas”, e o Nogueira me olhou tentando entender, e eu falei que não falei com o Luiz, aí o Nogueira ‘ué? acabou?”, e eu falei “quem me dera, ta aqui ainda, ainda to do mesmo jeito, só não fui falar com ele mesmo, pra mim já deu”, ele entendeu, “mas ainda gosto dele, e nunca mudou, mas só cansei”. Aí ele falou “é tipo quando você joga uma pedra no rio, o percurso não para”. E sinceramente, ele não poderia ter descrito melhor. Porque mesmo o Luiz tendo “jogado várias pedras em mim”, o percurso continua. Mesmo ele me machucando, eu continuo aqui. E é difícil, realmente passei o dia inteiro ainda não recuperada de ontem. E achava que meus amigos estavam mal ou triste, mas na verdade eu que estava mesmo e não sabia. Chorei pra caramba, porque precisava, já tava engolindo faz tempo, e foi tão relaxante. Tirei todo o peso que estava sobre mim, porque realmente estava me incomodando. E as vezes parece que eu voltei no primeiro dia de aula em fevereiro, quando estava triste e estranha porque não tinha notícia nenhuma do Luiz. Dormia pouco, e não sabia o que ficar fazendo pelo resto do dia. E basicamente, estou assim de novo, tudo porque vi ele ontem. Sei lá, só queria que as coisas dessem certo.