Hoje faço 10 anos de Tumblr! 🥳
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@lugardeecos
Hoje faço 10 anos de Tumblr! 🥳
“É fácil amar o outro na mesa de bar, quando o papo é leve, o riso é farto, e o chope é gelado. É fácil amar o outro nas férias de verão, no churrasco de domingo, nas festas agendadas no calendário de vez em quando. Difícil é amar quando o outro desaba. Quando não acredita em mais nada. E entende tudo errado. E paralisa. E se vitimiza. E perde o charme. O prazo. A identidade. A coerência. O rebolado.”
— Ana Jácomo.
Você não dá folga aos meus pensamentos
Te sinto perto (via florejaste)
se existe uma coisa que o amor talvez não tenha, é certeza.
porque você nunca vai ter certeza se a outra pessoa te ama, ou que ela ama tanto quanto você. nunca vai ter a segurança que ela vai ficar por muito tempo, que ela vai te amar até o fim da vida, ou até o fim de vocês.
não vai saber, pelo o menos não com exatidão, se a outra pessoa é sincera contigo, ou se ela nunca vai te machucar. não vai ter certeza de que o amor que ela sente será o bastante para ficar se tudo um dia desabar. porque a única coisa que sabemos é sobre o que passa dentro de nós, e ainda assim nem tanto. quem dirá saber o que o outro sente, na sua forma mais bruta.
mas se tem uma coisa que certamente o amor tem, é esperança. porque você vai amar e ter esperanças que aquela pessoa vai te amar de volta e corresponder tua intensidade. vai ter esperanças ao ponto de construir uma vida com o outro e esperar que tudo isso não desmorone. vai se agarrar à esperança de que a pessoa queira ficar do mesmo jeito que você quer.
engraçado, não é? entregamos nosso destino à uma das únicas coisas do mundo que não temos controle.
voarias
e de repente não havia mais nada para ser dito. o silêncio, é o fim. céu de júpiter
não sei o começo ou o final desse texto:
isso me lembra os caminhos que percorro na vida, não sei até onde irei e se irei, mas me mover é o principal.
2020 está sendo um ano extremamente difícil, diferente, anormal
incontáveis problemas apareceram e a vida parou, estagnou num plano, e lá ficou...
2020 veio e me disse “não, a vida não são seus planos e metas sendo realizados”, a vida na verdade é como você está, como você se sente, como você existe nesse mundo.
2020 me colocou distância a tudo aquilo que eu considerava imprescindível, o abraço, o contato, o carinho com as pessoas que gosto e me mostrou que mesmo a distância, não estou sozinha.
sei que minhas amigas estão pensando em quando será possível dar risada e apoio pessoalmente, quando vamos rir por sempre aparecer a pauta feminismo no meio de uma conversa pós bebida alcoólica e rir, também, quando estivermos dançando umas músicas aleatórias
2020 fez eu me sentir preguiçosa, cansada, desesperançosa, insuficiente. me mostrou inúmeros defeitos que cabem em mim, e num ato desesperado chorei. chorei a ponto de pensar que nada daria certo pra mim, que cheguei num limbo e não faço nada para sair de lá e quanto mais me movo, mais me afundo.
percebi que a ansiedade do “preciso cumprir, preciso fazer, preciso acelerar” está aos poucos acabando comigo. descobri que na verdade preciso desacelerar, o mundo está ruindo e não posso fazer nada. 2020 sentou na cadeira e mostrou que a vida vai além do eu, do meu egoísmo, a vida também é sobre o outro.
sobre aquela pessoa que você ama, aquela que pode contar, aquela que mesmo não sendo intima você quer bem. pelo outro que você mantém distância por cuidado, por carinho, por querer que fique salvo.
2020 me permitiu viver o sentimentalismo do amor, sim.
por mais estranho que pareça, no meio da crise, quando tudo estava caindo, pensei por que ainda não me permito dar espaço a alguém mesmo que eu goste da pessoa?
destranquei a porta do coração, e disse o que tiver que acontecer vai acontecer, não posso fugir do sentir para sempre.
e estou vivendo.
um dia de cada vez,
nem sempre bem,
mas seguindo.
03/08/2020
nós merecemos permanência e importância
você tem algo de diferente, e eu não sei o que é. tu me faz ser leve, garoto.
“Aquilo em que você presta atenção irá crescer. Atenção é alimento.”
— Osho.
eu me sinto tão só. não sei descrever. é um abatimento sobre a alma, tão sereno e leve que às vezes parece que vai voar para longe, mas no fim, sempre está em mim.
a maneira menos dolorosa de deixá-lo ir é apertando a memória e espremendo o extrato daquilo que vocês tiveram
a maneira menos dolorosa de deixá-lo sair da sua vida é entendendo que você precisa seguir em frente porque ele também seguiu. e por mais incômodo que isso possa soar, vocês dois têm muito pela frente e o caminho será incrível
a maneira menos dolorosa de desconectar o peito é alçando voo para o mais longe que se conseguir: quando a única aproximação será através dos perdões concedidos - e terão tantos
a maneira menos dolorosa de ir embora é esticando a esperança de que tudo aquilo que ficou foi bom e trouxe salvação. e que a salvação durou até certo ponto pois nada é eterno, ainda mais o amor compartilhado entre indivíduos confusos, egoístas e humanos
a maneira menos dolorosa de cortar o laço é expandindo os horizontes. quando você entende todo o propósito da perda, mas ainda assim compreende que as experiências são presentes para o crescimento pessoal. você vai ser ferido muitas outras vezes e tá tudo bem. e tá tudo bem porque é você quem escolhe o que fazer da dor: planta um jardim ou nunca mais segura uma flor nas mãos
toda relação é passível de começo e fim, mas você está no meio disso e tudo o que é construído durante o percurso é ainda maior
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a maneira menos dolorosa de aceitar a perda é entender que elas existem independente do quanto podemos lutar para que não ocorram. porque somos humanos e abandonamos o barco, corremos do escuro, evitamos as grandes alturas, temos medo, habitamos na covardia de não permanecer
eu já fui a pessoa que não permaneci. você também.
a maneira menos dolorosa de aceitar que acabou é se forçar a esquecer. primeiro, esquece-se o cheiro do perfume. depois, esquece-se o formato do rosto, a cor da íris, a espessura do cabelo. por último, esquece-se a maneira como o toque era bom, as vezes que a pele cedeu à pressão dos dedos esticando uma espécie de amor, o abraço que salvou das guerras, o momento exato em que se amou
a maneira menos dolorosa de acabar é esquecendo:
1. do sorriso pela manhã 2. do entrelaçar das mãos 3. da sensação de conforto quando estavam juntos
a maneira menos dolorosa de deixar ir tudo que marcou é aceitar o fato irremediável de que todas as relações podem ser explosivas, impactantes e memoráveis mas que podem, também, acabar em instantes
e tudo bem, porque a vida é sobre perder e ganhar e às vezes a equação não fecha
nunca fomos bons em perder mas quem sabe agora aprendamos
quem sabe.