Quando olhamos para as estrelas muitas vezes não apreciamos, nem contemplamos o puder e a beleza que irradiam. A tranquilidade e a paz. As setas são como estrelas. São guias. Guiam-nos no caminho, no caminho certo. Caminho que culmina naquele grandioso largo, mas que parece tão preenchido quando estamos todos abraçados, a gastar todo o ar dos pulmões e toda a voz que temos. E esse sim, é o meu momento preferido da semana, porque além de estarmos todos juntos e ser sempre no mesmo lugar, a roda é sempre diferente e o sentimento sempre o mesmo. Inesplicável. À seis anos atrás e uma semana, caí meia ou completamente desamparada no que achava ser o fim do meu percurso de anos no colégio. E, no entanto, mais um ano passou e aqui ainda eu continuo. Penso sempre que é o último. Que já não venho acrescentar nada. Penso sempre que tenho, aos poucos, abandonar o colinho daquilo e daqueles que me fizeram crescer e ser aquilo que sou. Porém, mais uma vez está a chegar ao fim e sei que já não consigo afirmar com certezas que é certo que não volto para o ano. Esperamos sempre por algo como isto. Uma série de etapas fora da zona de conforto, mas ao mesmo tempo numa zona tão confortável que tudo se torna tão simples e espontaneo. Acaba por ser uma semana de descanso do quotidiano e de pensamentos negativos. Uma fuga à rotina e às banalidades, de que, no final de contaa, nem sentimos tanta falta. Etapas de esforço físico e psicologio. Encontro comigo, com os outros e com Deus. Pequenas grandes memórias que nos preenchem o tempo e a alma. E o problema reside ai mesmo. Como hei-de prescindir de uma semana assim? E das pessoas que aqui conhecemos ou voltamos a conhecer ? Pessoas que talvez vejamos uma vez por ano, mas que se tivéssemos uma lista de desejos, o primeiro seria traze-las para o nosso dia a dia. São as pessoas que fazem o caminho. Que nos ajudam a não desistir, não baixar a cabeça. Que nos dão a mão, que estão perto e ao mesmo tempo distantes, presentes e ausentes. Um sitio onde falar com um estranho passa de ridículo a algo natural, formando grandes amizades. O caminho para mim, e vai parecer muito cliché dizer isto, mas é mesmo como o caminho da vida. Havendo uma excepção que muda tudo: o ambiente que se cria num espaço tão curto de tempo. A forma como as pessoas se entregam e confiam umas nas outras como se fossemos todos familiarizados à muito. Na vida, pelo menos na minha, não é muito fácil atirar-me de cabeça, confiar de imediato e falar sobre mim. Vim à procura de uma solução. Não de respostas, mas de força e coragem. Encontrei, não da forma que achei que iria encontrar, mas como Deus achou melhor para eu aprender. Força para voltar a construir o que achei ter destroido, mas esteve sempre aqui. Força e coragem desvendados atrás de sorrisos, abraços, palavras e silencios. Nas lágrimas de desabafo e nas lágrimas de alegria, que são mais escassas, mas também existem. Porque as coisas boas também têm de ser comomeradas, ser expressas. E essa foi uma das coisas de aprendi. Através do privilégio que me foi concebido de poder crescer e aprender convosco. E o facto de não estar a caminhar hoje e provavelmente não ir caminhar amanha, é um obstáculo muito difícil para mim de perceber que não posso contornar. No entanto, é algo que me apercebi: não estou a desistir, mas simplesmente a aceitar as minhas fraquezas e a contola-las como diria para o fazerem. Crescendo com isso, aceitando o inevitável e vivendo da melhor forma possível com aquilo que me é dado, porque nada aparece por acaso. E não consigo encontrar algo que me iria fazer sentir melhor, mais feliz e pessoas em quem tivesse mais orgulho por tudo o que conquistaram e me fizeram conquistar. Olhando para trás, sei que a vida não vai parar ..










