Eu me apaixonei por você aos 18 anos. Lembro do nosso primeiro beijo como se fosse ontem — e eu levantei o pé, igual àquela cena de O Diário de uma Princesa. Era tudo tão inocente, tão novo, tão verdadeiro. Vivemos alguns momentos juntos, poucos… como quase sempre aconteceu com a gente. Depois a vida seguiu, e nos afastamos.
O tempo passou, e eu me apaixonei por você outra vez, aos vinte e poucos. Dessa vez ficamos mais próximos, aproveitamos mais, rimos mais. Criamos uma amizade, e aquela conexão que sempre existiu entre nós voltou com força. Mas, como tantas outras vezes, havia outras pessoas ao nosso redor, outros caminhos acontecendo ao mesmo tempo. E como sempre nos afastamos!
E então, mais uma vez, a vida fez o que sempre faz com a gente: nos trouxe de volta. Agora, na vida adulta, percebo algo que nunca tinha parado para enxergar com clareza… eu me apaixonei por você várias vezes ao longo da minha vida.
Os anos passaram, nossas histórias mudaram, mas de alguma forma você sempre volta. Ou talvez… a verdade seja que nunca fomos embora completamente um da vida do outro.
Hoje eu só espero que, um dia, a gente possa ter um tempo nosso de verdade. Sem pressa, sem interrupções, sem ninguém entre nós. Sem medo do futuro e sem a preocupação constante com o que vai acontecer depois. Apenas vivendo aquilo que, de alguma forma, sempre existiu.
Eu não sei exatamente o que Deus escreve para a minha vida. Mas acho bonito perceber que, em diferentes momentos da minha história, o meu coração escolheu a mesma pessoa.
E todas as vezes… foi você.
Eu te amo. Amo tanto que só agora percebi que todas as vezes em que disse que te amava na brincadeira, na verdade, era apenas o meu coração dizendo a verdade.
















