No final eu era o único que não acreditava em mim.
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@maisumcoisificado
No final eu era o único que não acreditava em mim.
ta tudo bem, só eu que não.
Meu amor,
Sou muito grato por ter tido a sorte de encontrar você e por tudo que você me fez e ainda faz querer ser e me tornou.
Se descompusessem quem eu sou, como uma espécie de série, encontrariam você ali, como DNA. Mas é ainda mais forte do que isso.
Obrigado por me mostrar o que é amor. E por me fazer entender que a vida não precisa necessariamente “valer a pena” o tempo todo, mas que ela se torna muito melhor quando encontramos alguém que nos vê de verdade e nos ama assim mesmo.
Eu sempre faço o papel de independente, mas a verdade é que somos seres sociais. Sozinho, a gente se perde ou vira uma versão pior de si. Eu não me sinto sozinho, porque eu vejo você. Vejo você em tudo.
Comemore muito esse dia. Porque não é sobre o status atual, é sobre a sua história: de onde você veio, quem surgiu a partir de você e todo o bem que você já fez ao mundo, simplesmente tentando ser melhor.
Eu amo você de formas inefáveis.
Um ano que não morri
Faz um ano que ao invés de viver, morri;
que ao invés de continuar, parei;
que não invés de tentar, desisti. Houve tempos onde nada mais era palpável, nem as coisas menos palpáveis.
Houve tempos onde tudo era invisivél, até o ser.
Faz um ano que não morri, não parei, fui impedido pelo destino de desistir.
Sobrevivi. Mas hoje vivo.
As pessoas costumam reconhecer rostos, sons, lugares, cheiros, sabores, mas percebi que também se reconhece a dor;
Eu senti essa dor naquele dia, eu senti essa dor todos os dias.
Eu sabia que sempre sentiria essa dor. Eu vivi essa dor todos os dias.
É algo que me desfaz, mas também é algo que me refez.
Foi com ela em mente que te deixei ir, mas é por conta dela que não te perdi.
As vezes acho que como o sol e a lua, o dia e a noite, a terra e o mar, há o amor e a dor.
E se remédio pra essa dor é teu amor, por mais excruciante que ela seja, é indolor.
As pessoas costumam reconhecer rostos, sons, lugares, cheiros, sabores, mas percebi que também se reconhece a dor;
Eu senti essa dor naquele dia, eu senti essa dor todos os dias.
Eu sabia que sempre sentiria essa dor. Eu vivi essa dor todos os dias.
É algo que me desfaz, mas também é algo que me refez.
Foi com ela em mente que te deixei ir, mas é por conta dela que não te perdi.
As vezes acho que como o sol e a lua, o dia e a noite, a terra e o mar, há o amor e a dor.
E se remédio pra essa dor é teu amor, por mais excruciante que ela seja, é indolor.
À você
Há bebida que é mais saborosa gelada
Há comida que só presta quente.
E há você.
Há silêncio que não diz nada;
Há silêncio que chega a gritar.
E há você.
Há caminhos que não se trilham;
Há caminhos que não voltam.
E há você.
Porque, em cada sabor, em cada som, e em cada caminho, sempre o que encontro é você.
Hoje eu amei um abraço.
Ando descalço, com o olhar vago, só mais um percalço.
Olho pro lado, evito a queda — o amor nos celebra.
Olho pra dentro, mas fico atento: teu amor é antídoto, sem veneno.
Vejo um sorriso até na lua minguante, problema tão difícil se resolve num instante .
Sempre que me dou conta do quanto sou burro, fico castelando sobre o quanto ainda vou ter que quebrar a cara pra aprender e me tornar quem sempre quis ser, isso é meu propósito e o sofrimento é o caminho até qualquer propósito.
No início, não havia forma,
apenas poeira cósmica errante,
átomos soltos sem destino,
sem ordem, sem unidade.
Mas até o caos possui suas regras,
e o universo aprende a dobrar-se.
Nada é inteiro porque nada precisa ser.
Estrelas nascem de colapsos,
não de plenitude.
E brilham;
não por serem sólidas,
mas porque queimam,
consumidas por dentro.
O que é partido não é pedaço.
Um caco não retorna ao vaso,
uma estrela morta não volta ao núcleo.
Ainda assim, há inteireza na ausência,
uma completude que floresce no vazio.
Tudo o que somos é fluxo,
uma transição entre ser e deixar de ser,
apenas uma versão pela qual se passa.
Enquanto morremos, carregamos o cosmos,
desenhamos trilhas em meio ao vazio.
E haverá um fim?
E assim, o universo segue,
não como algo unido,
mas como algo que reluz,
mesmo em sua fragmentação.
Ser partido é ser plural,
e ser plural é conter o infinito em cada parte de si.
Tenho tanto pra falar, mas por tão pouco não consigo dizer.
Vc ama por ser feliz ou é feliz por ser amado?
Talvez a insônia seja a nossa necessidade de ser sozinho um pouco.
Eu lembro que foi “vovói” quem me ensinou a identificar uma estrela.
Estrelas brilham com cores diversas, cintilantes, em constante explosão.
Planetas também brilham, mas sua luz é fixa, com uma cor predominante que não oscila.
Foi ela quem me mostrou as Três Marias pela primeira vez. Minha vó era iletrada, mal sabia que aquele trio de estrelas fazia parte do cinturão de Órion, uma constelação muito maior do que o pouco que ela acabara de me revelar.
Mais tarde, descobri que as estrelas estão morrendo enquanto brilham. E, à medida que se apagam, o brilho intenso vai mudando, transformando-se em tons avermelhados, suaves e finais.
Minha vó talvez não entendesse a física ou a natureza de tudo que me ensinava naquele momento. Mas ela sabia, com uma sabedoria que vai além do saber técnico, que aquelas lições me levariam a compreender algo maior.
As estrelas não são apenas luzes no céu. Elas representam nossa jornada pela vida. E, mais do que isso, são um reflexo das pessoas que perdemos enquanto seguimos vivendo — e o quanto morremos um pouco a cada perda.
Algumas pessoas são como cores escuras: existem, mas passam despercebidas. Outras, porém, brilham tanto que iluminam tudo ao redor, encadeando os olhos e enchendo o espaço com sua luz cintilante.
Quando perdemos essas pessoas, é como se uma parte de nós se apagasse também. Elas nos emprestavam o brilho que tornava nossos dias mais vivos, e, sem elas, descobrimos o vazio que sua luz deixou.
As últimas palavras da minha vó para mim foram:
“Aí está você, com seus olhinhos brilhando, brilhando.”
Assim como ela viu o brilho nos meus olhos e se lembrou das estrelas, eu o encontro nos teus.
Eu vi o brilho nos teus olhos.
Ela queria me ensinar que a vida não é apenas brilhar como os planetas, que seguem inalterados por toda a sua existência. A vida é reluzir. É brilhar em conjunto, com a luz que compartilhamos com os outros. A vida é feita das pessoas que nos tornam brilhantes.
Descobri, com isso, que as estrelas nos ensinam outra lição: o tempo é relativo. O processo de uma estrela que parece durar milhões de anos para nós, no espaço, acontece em poucas horas ou dias.
E talvez seja assim também com o amor. Às vezes, pouco tempo é suficiente para preencher uma vida inteira. Outras vezes, mesmo muito tempo não é o bastante.
O que importa é perceber, mesmo à distância, os milésimos de segundo que fazem a diferença. O brilho que recebemos e devolvemos, ajustando-nos à realidade que encontramos, por mais distante ou infinita que ela nos pareça.
Tome tento
Tome tento, menino,
que a vida não espera,
vai num passo ligeiro,
desmancha o que era,
e o tempo, danado,
nem olha pra trás.
Tome tento, mulher,
não se perca em promessa,
quem diz que o mundo é vasto
nem sempre regressa.
O peito se ilude,
mas o chão é real.
Tome tento, senhor,
não se enrede em vaidade,
que o ouro que reluz
não paga a saudade.
No fim, tudo é pó,
é tempo a passar.
Tome tento, quem vive,
não se perca do agora,
o amanhã é incerto,
é nuvem que vai embora.
Só o presente é nosso,
só ele é real.
Tome tento, tome calma,
sinta o peso da mão,
pois quem apressa o passo
não vê o chão.
Além do espinho
Se acha que não sofri,
não conhece a minha dor,
meus passos feitos de espinhos,
meus dias sem cor.
Se nunca viu meu pranto,
se nunca ouviu meu grito,
como dizer que amou
se não viu o infinito
das noites frias que vivi,
dos sonhos que calei?
Quem você amou,
se nunca me enxergou além?
Parti não por querer,
mas por sobreviver ao que restou,
ao que fui para me encontrar,
e quem sabe, renascer.
Se acha que escolhi o fim
como quem escolhe um caminho,
não viu minha alma deserta,
não sentiu o peso do espinho.
Se não me conhece, então quem foi
que acreditou ter me amado?
Amar é ver o que dói,
é sentir cada pedaço,
é saber que ao partir,
não levei tudo o que fui,
mas o pouco que restou
do amor que ainda persiste em mim.