É essa a magia que ensina o tempo – que pisa firme em seu terno e nos coturnos, que indica o certo com dedos em riste, que marcha como autômato – a dar as meias voltas de peão, a ricochetear contra o ar livre, como fazem meninos e meninas multicor, em pele e roupas, nas correrias-bando-de-passarinhos. Nesses pequenos grupamentos brincantes, com seus cavalos-cabo-de-vassoura, barcos-de-leme-roda-de-bicicleta, chapéus-primeira-página-de-jornal, as necessidades que advogam as causas da tragédia são colocadas em suspensão, para que se possam exercitar os intercâmbios sociais próprios a um mundo que não precisa e não deseja ser feio.














