Olha só quem os ventos nos trazem… MARCHOSIAS JUNG ATHALAR, não é? Que curioso, por um instante, eu poderia jurar que você era LEE DOHYUN, mas sejamos honestos: ele jamais sobreviveria ao destino dos heróis. Os deuses me sussurraram que você tem 27 anos, jovem o bastante para enfrentar seu destino, mas velho o suficiente para pagar o preço da herança divina. Sendo filho de MELINOE e criado sob as leis do ACAMPAMENTO MEIO-SANGUE, a mudança para um novo lar deve estar sendo difícil para você. Talvez você precise se acostumar a ouvir seu nome seguido do título SUB-DIRIGENTE e espero que, até lá, tenha encontrado aliados dignos no ESQUADRÃO OURO, SETOR CTONIA. Que os deuses lhe observem e que as Parcas, por agora, sejam misericordiosas.
OCUPAÇÃO: ajudante nas forjas.
PROMPT: Ex-Líder do Chalé 14
HABILIDADES APRIMORADAS: Agilidade ampliada e resistência física
DATA DE NASCIMENTO: 30 de outubro de 1998
SIGNO: Escorpião
MBTI: INTJ
SEXUALIDADE: Bissexual
𝐕𝐈𝐒𝐀𝐆𝐄⠀⠀⠀⧫︎⠀⠀⠀𝐌𝐔𝐒𝐈𝐂⠀⠀⠀⧫︎⠀⠀⠀𝐂𝐎𝐍𝐍𝐄𝐂𝐓𝐈𝐎𝐍𝐒⠀⠀⠀⧫︎⠀⠀⠀𝐌𝐔𝐒𝐈𝐍𝐆𝐒
Poder: Mediunidade contratual
Mark pode invocar fantasmas através de contratos, que são feitos ao pingar uma gota de seu sangue no chão. Dessa forma, pode se comunicar com um fantasma que já esteja no local ou invocar algum de outro lugar e, ao fazê-lo, ele pode obter qualquer informação que queira do fantasma em questão, que não pode mentir para ele ou lhe negar qualquer pedido, devido ao sacrifício de sangue. Mas isso vem com um preço, pois cada vez que faz uma invocação, ele sacrifica um dia de vida.
Maldição: Medo covarde
Liderar uma missão pela primeira vez estava na lista de objetivos de Mark desde que havia ido em sua primeira missão. Por isso, quando recebeu essa oportunidade na forma de uma missão de resgate, ele não pensou duas vezes antes de agarrar. Porém, a missão tomou rumos indesejados e, no momento em que um sacrifício precisaria ser feito para salvar o resto do grupo Mark hesitou, fazendo com que um filho de Deimos de sua idade que o acompanhava nessa missão acabasse tomando a frente e se sacrificando. Todo o resto do grupo sobreviveu, mas Deimos não perdoou a covardia de Mark. Naquela noite, o deus apareceu para ele enquanto estava de guarda e o amaldiçoou a reviver aquele dia, aquela morte, todas as vezes em que se vê em algum tipo de batalha. Toda vez que enfrenta algum monstro ou qualquer ameaça que seja, Mark têm flashes do momento em que seu parceiro de equipe morreu, fazendo com que sempre se lembre de sua covardia e passe a ter um terror absurdo disso acontecer novamente.
Traços físicos notáveis:
Mark tem ambos os braços cobertos de tatuagens em coreano com frases sobre morte famosas da literatura.
Arma principal: Arco e flecha.
O arco que Mark chamou de Valac é feito de ébano com detalhes em fio de ouro por toda a sua extensão, que formam palavras de morte em coreano, iguais às tatuagens que ele tem nos braços. Suas flechas possuem detalhes semelhantes, com a haste também de ébano e as pontas feitas de ferro estígio.
I'M A GHOST, NOW YOU SEE ME, NOW YOU DON'T
Mark não cresceu com grandes luxos e, por boa parte de sua vida, viveu com apenas o suficiente para sobreviver. Seu pai, Jung Ha-sung trabalhava no campo em uma fazenda no interior do Arkansas e se esforçava para trazer sustento para a família. Os pais de Ha-sung haviam saído da Coreia do Sul para tentar uma vida melhor na América, mas morreram jovens em um acidente, deixando-o sozinho aos dezoito anos para se cuidar, e foi essa a forma que ele encontrou para se sustentar.
Foi ao visitar o túmulo dos pais que Ha-sung conheceu Melinoe. Ele não era religioso, mas acreditava que havia uma força superior em algum lugar, então ao depositar as flores no túmulo modesto ele apenas desejou que pudessem ouvir sua voz. Não fez um desejo a ninguém específico, mas chamou por qualquer entidade dos mortos e funerais que pudesse ouvi-lo, e a deusa o ouviu. A sua forma metade escuridão da noite e metade branca como a lua iria apavorar qualquer mortal, mas Ha-sung não se assustava facilmente. Apenas encarou a deusa com curiosidade, o que fez com que ela ganhasse admiração pelo mortal.
A relação que desenvolveram era estranha. Ha-sung visitava o cemitério todas as noites para encontrar com sua amada. Desde o primeiro momento, ele sempre soube que ela não era uma mulher comum, mas Melinoe só revelou sua verdadeira identidade ao aparecer em sua porta com um pequeno Marchosias embrulhado em um manto tão escuro que sua existência parecia impossível. Aquela foi a última vez em que Ha-sung a viu. Dois anos depois, ele acabou conhecendo Mariah, a filha de um fazendeiro com quem acabou se casando e indo morar na fazenda de sua família com o pai enfermo, que acabou morrendo quando Mark tinha apenas quatro anos. Naquele momento, Ha-sung percebeu que seu filho tinha herdado algo de sua mãe, quando o pequeno alegou estar vendo o espírito do pai de sua madrasta ali, mas não conseguia ouvi-lo. Mariah lhe deu um tapa na nuca, mandando que parasse de trazer mau agouro para casa, mas seu pai sabia que ele falava a verdade e esse era seu consolo.
Por anos, a família viveu em relativa paz. Outros quatro filhos, nenhum deles com nenhum dos problemas que o mais velho apresentava, e cada vez isso o frustrava mais. O garoto problema da família Jung cresceu sabendo que era diferente de seus irmãos mais novos. A mentira de Mark ser filho do primeiro casamento de seu pai era convincente o suficiente para que nunca tivesse considerado questionar a veracidade daquela informação, mas ele sempre soube que tinha algo de errado consigo. Só não sabia bem o quê. As constantes brigas que arranjava nas escolas por onde passava sempre se transformavam numa confusão ainda maior quando eram informadas aos seus familiares, especialmente aos olhos de sua madrasta, que detestava a sua presença com todas as forças. Para ela, Mark nada mais era que um desperdício de espaço que estava tomando os recursos que poderiam ser dedicados exclusivamente aos seus filhos.
Mas seu pai ainda o amava, ele tentou a todo custo cuidar do filho mais velho da melhor maneira que podia, lhe ensinando o que achava que ele devia aprender sobre o mundo lá fora e especialmente sobre mitologia grega. Não sabia quando, mas tinha a sensação de que uma hora aqueles conhecimentos seriam necessários ao menino por conta de sua mãe, então tentou ao máximo não deixá-lo desamparado neste âmbito. Porém, as constantes confusões em que Mark se metia ameaçavam acabar com a paz da família.
O garoto, porém, não entendia o que exatamente acontecia consigo. O impulso para se meter em brigas era apenas uma parte de seu problema, tudo se tornando pior diante das visões que tinha, as criaturas horrendas, as pessoas esquisitas e as almas desesperadas que ele enxergava perturbavam-no, mas ninguém acreditava quando ele contava, apenas seu pai. A gota d'água foi quando, aos onze anos, uma dessas criaturas invadiu a fazenda onde moravam, acabando por colocar fogo na modesta plantação de seu pai enquanto o perseguia. Ele escapou por pouco, mas não pôde fugir da fúria da madrasta, que o acusava de ser um demônio, um ser maligno. Ela o bateu até que ele não conseguisse falar direito, e seu pai não o defendeu. Ele chorou durante toda a noite e, no dia seguinte, descobriu que estava expulso da escola também. Não tinham muitas escolas em sua cidade e ele já havia passado por todas, então seu pai não viu opção a não ser colocá-lo em uma escola interna para crianças problemáticas, em outro estado. Quem sabe isso não o consertaria de vez?
Jamais iriam descobrir, pois o ônibus onde estava sofreu um acidente causado por mais uma daquelas feras terríveis que apenas ele via. Naquele momento, Mark soube que ia morrer, mas foi surpreendido por uma mulher o salvando. Ela tinha longos cabelos negros, olhos fundos e pele pálida, mas manuseava uma espada como uma guerreira e reduziu a fera a pó com apenas um golpe, arrastando o menino dali antes que as autoridades aparecessem.
A mulher que havia dito se chamar Svetlana não fez qualquer ritual em lhe contar sua verdadeira identidade e, de início, ele não acreditou na história absurda dela ser filha de um deus. Mas conforme os dias foram passando, ele foi entendendo que aquela era uma explicação plausível para tudo o que acontecia consigo. Svetlana cuidou do menino por três anos, ensinando-o a manusear diversos tipos de armas e como sobreviver por si só. Durante todo o tempo, ela falava em como havia um lugar para pessoas como eles, mas como aquela vida não combinava consigo e, por um tempo, Mark acreditou que não combinaria com ele também. Acostumou-se com a vida nômade junto a sua mestra e, apesar de sentir saudade do pai, sempre lembrava-se de como o homem deixou-o ser espancado e ainda o mandou para longe, então afogava essa saudade em mágoa.
Foi aos quatorze anos que sua vida mudou. Eles estavam passando próximo a um cemitério quando uma voz chamou por seu verdadeiro nome, Marchosias. Ele já havia se acostumado com os espíritos silenciosos ao seu redor, então algo estar falando consigo não era algo usual, por isso acabou seguindo a voz, mesmo com os avisos de Svetlana para que não o fizesse. Porém, como havia sido alertado, era uma armadilha. Uma criatura medonha atacou-o e, mesmo que tenha conseguido matá-la, acabou se ferindo gravemente. Enquanto seu sangue era derramado no solo do cemitério, ele pediu por ajuda com uma voz fraca. Não esperava ser atendido por um dos fantasmas que o observava e, pela primeira vez, conseguiu ouvir a sua voz. Pediu que o espírito buscasse por sua mestra e ela logo apareceu, levando-o para um lugar seguro e cuidando dele até que se recuperasse. Apenas mais tarde ele se lembraria de pegar no chão algo que o espírito havia deixado algo para trás, um relógio de bolso de ferro escuro que fez com que Svetlana arregalasse os olhos quando viu. “Não deixe isso perto de mim” foi sua reação amedrontada.
Naquele dia, Svetlana decidiu que não era seguro para que o menino levasse a vida que ela levava. Então, sem lhe dizer para onde iam, levou-o para o Acampamento Meio-Sangue. Ele tentou protestar e até ameaçou fugir, mas tudo ali parecia tão… Confortável. Mesmo que ele tivesse sido designado para o superlotado chalé de Hermes, percebeu que poderia encontrar uma família ali. Parecia com uma casa, e ele não tinha isso desde o dia em que havia sido expulso da fazenda de seu pai. Por isso, acabou ficando.
A reclamação de Melinoe, porém, veio apenas anos mais tarde, quando já estava com dezessete anos e finalmente decidiu voltar a testar seus poderes. Aproveitava horas invocando fantasmas e conversando com eles, logo percebendo que eles não podiam mentir para si e nem lhe negar qualquer coisa, fazendo com que aos poucos aquele poder subisse para sua cabeça e ele se pegasse usando-o a todo momento. Foi então que Melinoe apareceu para si. Ele soube instantaneamente que aquela era a sua mãe, e sentiu raiva. Onde ela esteve por todos esses anos? Mas ela não parecia se importar menos com os sentimentos do filho, apenas o informando das consequências do uso excessivo de seus poderes e voltando a desaparecer, se fazendo presente apenas durante o jantar daquele dia quando o reclamou oficialmente na frente de todo o acampamento.
Porém, na época, continuou vivendo no chalé de Hermes. Afinal, não tinha outra opção. Não existia outro lugar para ir. Mas ele não reclamou, havia encontrado certo conforto na lotação do lugar, além de ter feito bons amigos ali.
Esse conforto acabou quando Lyanna se sacrificou e, por isso, decidiram construir os novos chalés. Mudar-se para o chalé das deusas menores não facilitou sua vida, muito pelo contrário. Se viu longe do conforto com o qual tinha se acostumado, longe das pessoas com quem havia aprendido a se importar, em um chalé frio e igualmente lotado, mas sem o aconchego que Hermes proporcionava. Podia não ser tão próximo de sua mãe, mas aquilo era um desrespeito. Ela merecia um chalé próprio, um templo tão temeroso quanto o chalé 13. E ao invés disso, tinha um chalé malfeito dividido com todas as outras deuses possíveis.
Por isso, a mudança para o Ouroboros não o afetou tanto. A separação de setores fazia muito mais sentido que o amalgamado de deusas completamente aleatórias de antes. Mas ainda assim, o fato de terem apenas um templo para ser dividido entre dezenas de deuses gregos e romanos era um novo tipo de desrespeito. Por isso, quando ascendeu a sub-dirigente, transformou seu quarto na torre Ouro em um templo pessoal para Melinoe, deixando-o disponível inclusive para outros filhos da deusa visitarem quando quisessem prestar suas homenagens. Afinal, passa apenas o mínimo de tempo possível no lugar, preferindo mil vezes estar na arena de treinamento, alimentando diariamente a sua raiva da maneira como as coisas estão sendo feitas.
I'M SO GOOD AT TELLING LIES, THAT CAME FROM MY MOTHER'S SIDE
Personalidade:
Mark sempre teve um temperamento difícil. Não gosta de ser contrariado e sempre quer ser a palavra final das decisões, motivo pelo qual sempre acredita que deveria estar a frente da liderança, pois acredita que ninguém poderia fazer melhor que ele. Tem plena confiança em suas próprias habilidades e sabe que é bom, mas não é imprudente e não se coloca em risco sem necessidade, a não ser que alguém com quem se importa esteja em risco. Aí é capaz de matar qualquer um e abrir mão de qualquer coisa pra proteger quem ama.
Pergunta de desenvolvimento:
O rancor de Mark pela mãe é algo intrínseco dentro de si. Não entende por que ela o deixou nessa situação por tanto tempo, por que ela permitiu que ele sofresse tudo o que sofreu nas mãos da madrasta, nas ruas, e agora ali sem dar nenhum sinal de vida. Porém, outro lado seu se revolta com o descaso como ela é tratada. Não tem lealdade ao olimpo nem à mãe e muito menos ao acampamento. Sua lealdade está nas pessoas com quem se importa.

















