Olha só quem os ventos nos trazem… DILOK “DILAN” SURAMONGKOL TINROCK não é? Que curioso, por um instante, eu poderia jurar que você era BOUN NOPPANUT mas sejamos honestos: ele jamais sobreviveria ao destino dos heróis. Os deuses me sussurraram que você tem 26 anos, jovem o bastante para enfrentar seu destino, mas velho o suficiente para pagar o preço da herança divina. Sendo filho de HIPNOS e criado sob as leis do ACAMPAMENTO MEIO SANGUE, a mudança para um novo lar deve estar sendo difícil para você. Talvez você precise se acostumar a ouvir seu nome seguido do título DIRIGENTE GREGO e espero que, até lá, tenha encontrado aliados dignos no SETOR CTONIA. Que os deuses lhe observem e que as Parcas, por agora, sejam misericordiosas.
Dilok “Dilan” Suramongkol Tinrock é filho de Hipnos e dirigente grego do Setor Ctonia, liderando com calma quase irritante e inteligência afiada. Com seu poder oneirocinese, prefere vencer antes mesmo que o combate comece. Carismático e aparentemente preguiçoso, delega tarefas com naturalidade, mas age com precisão quando necessário. Diferente de muitos, mantém uma relação serena com os deuses, guiado pelas palavras que seu pai lhe sussurra em sonhos.
INSPIRAÇÕES: NARA SHIKAMARU (naruto); YAMAZAKI SOUSUKE (free!); KAZ BREKKER (six of crows); DREAM (sandman); AIZAWA SHOTA (my hero academy); RYAN ATWOOD (the o.c); MATT MURDOCK (daredevil); ELEANOR SHELLSTROP (the good place).
BIOGRAFIA COMPLETA:
Ocupações: Cuidado com Horta e a Estufa.
Poder: Dilan possui domínio sobre os sonhos. Ele pode induzir o sono em alvos específicos, moldar o conteúdo onírico e caminhar conscientemente dentro dos sonhos de outras pessoas. Em situações estratégicas, consegue extrair memórias simbólicas ou plantar mensagens codificadas. Suas limitações: só funciona plenamente se o alvo estiver sonolento, permanecer tempo demais em sonhos alheios pode fazê-lo perder a noção da realidade ao acordar.
Personalidade: Dilan é o tipo de líder que parece estar sempre à beira de tirar um cochilo, mas nunca perde nada do que acontece ao redor. Descontraído, carismático e aparentemente preguiçoso, ele domina a arte de delegar. Prefere mover peças no tabuleiro do que ser a peça.
Por ser alto, forte e naturalmente habilidoso, passou boa parte da adolescência sendo escolhido para resolver tarefas físicas simplesmente porque “era o mais capaz”. Isso criou nele uma leve aversão a esforço desnecessário. Se existe um caminho mais simples, ele vai encontrá-lo.
Biografia:
Dilan sempre teve uma relação íntima com o sono. Desde criança, seus sonhos eram vívidos demais, às vezes lúcidos, às vezes proféticos. Achava que era apenas imaginação fértil, até que criaturas começaram a surgir nas bordas desses sonhos… e depois fora deles.
Foi reclamado por Hipnos durante uma noite em que, ao adormecer após um ataque de monstros, mergulhou em um sonho profundo onde um homem sereno, de voz suave, lhe explicou calmamente o que ele era. Seu pai nunca foi ausente. Pelo contrário: falava com ele em sonhos com frequência suficiente para que Dilan crescesse sem ressentimentos.
No Acampamento Meio-Sangue, destacou-se não pela força bruta, mas pela capacidade de antecipar riscos. Durante a guerra contra Cronos, atuou nos bastidores induzindo sono em monstros estratégicos, protegendo aliados com interferências mentais e servindo como elo silencioso entre líderes.
Quando encontrou o acampamento destruído, não entrou em pânico. Apenas suspirou, como quem percebe que o mundo acordou dentro de um pesadelo maior. No Ouroboros, sua ascensão a Dirigente Grego do Setor Ctonia foi quase natural. Ele não buscava liderança, mas todos gravitavam em torno dele.
Traços físicos notáveis: Possuí uma tatuagem no antebraço com tribais, e uma tatuagem nas costas que remete liberdade de asas e algumas cicatrizes por não ter desviado de golpes no treino.
Arma principal: Khopesh de Ébano Onírico, forjada recentemente após a fundação do Ouroboros, assim que alcançou seu cargo, mistura bronze celestial com fragmentos encantados coletados no Submundo.
Quando Dilan toca a lâmina em alguém já afetado por sua oneirocinese, pode aprofundar o estado de inconsciência por alguns segundos adicionais. Limitação: a lâmina é pesada e exige foco; se usada sem planejamento, compromete sua mobilidade.
Pergunta de desenvolvimento: Dilan tem uma relação surpreendentemente saudável com seu parentesco divino.
Ele não idolatra Hipnos, mas o respeita profundamente. As conversas em sonho moldaram sua visão de mundo: equilíbrio antes de ação, estratégia antes de impulso. Para ele, os deuses não são perfeitos, mas também não são monstros.
Ele é leal ao Olimpo não por devoção cega, mas por entendimento pragmático: se os deuses caem, o mundo mergulha no caos absoluto. E caos desorganizado é… trabalhoso demais.
Era impossível para Mark não se irritar com cada palavra que saía da boca de Dilan. Não bastava ele ter pego o cargo que deveria ser seu e não levar a sério a responsabilidade em suas mãos, ainda gostava de jogar isso na sua cara em todas as oportunidades que tinha. — Isso é uma ordem, senhor dirigente? — perguntou friamente o encarando. Sabia que, na prática, não deveria desobedecê-lo. Mas Dilan não levava seu cargo a sério, e isso era claro. Sua preguiça e falta de motivação impediam que ele fizesse um trabalho bom o suficiente e isso enfurecia Mark ainda mais. Ele é quem deveria estar nessa posição, não o filho de Hipnos. — Porque se for uma ordem, não posso me recusar a aquiescer. Mas se for apenas Dilan enchendo o meu saco, então vá à merda. — sua voz era perfurante enquanto voltava o olhar de volta a Quíron, perguntando-se quais tinham sido seus pecados na vida anterior para não ter tido o prazer de ser torturado eternamente no Tártaro, mas sim nascido em uma vida em que precisava aguentar aquele cara em seu dia a dia e ainda como seu superior.
Mordiscando o pão, ele se manteve com sua cara animada, sabendo o quanto isso irritava o outro. Só que estava cansado pela patrulha, então era melhor ponderar um pouco e conforme Quíron foi dando seu recado até ele parecia ter ficado um pouco desanimado, ainda assim, acataria tudo que lhe foi ordenado. "Sabe, seria engraçado, se ficassemos acorrentados. Aposto que dormir um pouco faria milagres para sua pele e humor." Brincou, mas desejava que isso não acontecesse. Sua dupla, precisava, ser alguém mais calmo e descontraído, pois Dilan dificilmente entrava em atritos. "Lembre-se de se comportar já que é um representante tanto grego quanto do nosso setor. Não vou querer ter que parar um festival super empolgante como esse para ter que explicar para Quíron que alguém do meu setor matou sua dupla. Vamos honrar os deuses romanos e escapar dessa com um lindo sorriso, aposto que você pode usar um pouco do vinho. Não me faça ter que chamar Sienna para segurar sua coleira." Sabia que estava pisando em um ponto muito delicado no final, mas quanto a Mark ele precisava perturbá-lo um pouco, e quem sabe fazer ele tomar uma atitude já que nem ele nem Sienna parecia enxergar o que ele havia visto em um sonho dela e depois observando o comportamento deles.
— Como assim "ainda é como nós"? Não sei se estou entendendo onde você quer chegar, Di — ela encarou o garoto, com um olhar quase de irritação. Ela não queria que as situações fossem comparadas, ela queria xingar aquele infeliz do Athalar e era isso. Garotos insuportáveis como ele não mereciam nem palco. — Claro que estão. Não sei se estou te entendendo... O que exatamente você está falando? — e foi nesse exato momento que Ophelia entendeu o que o amigo estava falando.
Era fácil se perder na inimizade, e talvez fosse por isso que haviam deixado Dilan no controle. Ele raramente criava algum tipo de briga ou se sentia irritado, mas entendia o sentimento. Principalmente em relação a quem estavam falando. "Ele ainda é um semideus e está preso aqui e acuado. O que os animais fazem quando acuados? Atacam. Algumas vezes é tudo que sabem fazer quando são guiados por instinto." Tentou explicar para ela, e o dirigente realmente entendia isso de Mark, e muitas vezes até pensou em rever suas brincadeiras, mas perturbar o outro era mais divertido naquele momento para ele. Tentou virá-la para ver, mas era tarde. As figuras já estavam separadas. "Acho que é meu dever ir até lá, e tentar achar os outros dirigentes, você vai ficar bem?"
Ophelia tinha agradecido as deuses quando as amarras foram soltas, se é que eles tinham escutado, já que estavam em silêncio nos últimos tempo. — É claro que era ruim. Você não estava com uma pessoa sem neurônios como eu — respirou fundo, tentando conter sua frustação e a sensação estranha que começou a tomar conta de seu peito. Não era uma sensação boa... Era como se o pior estivesse prestes a acontecer. — Dilok... — a voz saiu baixa, quase num sussurro, como se sequer conseguisse se mover.
Ainda preso na imagem sabia que todos estavam segurando a respiração. "Olha, acredite em mim, se Mark estivesse comigo, talvez eu nem estivesse aqui. Ele é difícil, mas no final do dia ainda é como nós, ou quase e não era romano. " Continuou a conversa baixa, pois ainda não sabia o que aconteceria. As figuras agora começavam a desconfigurar em sua frente e ele se colocou na frente, mesmo sabendo que a maioria ali sempre soube se defender. "Fique atrás, e comece a verificar os outros. Todos ainda estão de pé?" Não era mais o momento para piadas a custa dos outros. Ajeitou o coque no cabelo e começou a olhar ao redor e pensar em como assegurar caso as coisas saíssem de controle, e a imagem a sua frente o fez congelar. "Eles estão...se dividindo?"
Praticamente debruçado sobre algumas mudas que cresciam depressa graças à sua manipulação, Benjamin avaliava a saúde das plantas enquanto cortava folhas que tinham crescido além da conta ou perdido a vitalidade, tornando-se amarronzadas e quebradiças. Mas, mesmo focado em suas atividades, o romano percebeu a aproximação alheia, sabendo tratar-se de Dilan pela intimidade com que se atirou sobre ele. — Sabe que tenho tesouras nas mãos, não sabe? Sei que a morte é o descanso eterno, mas assim não me veria mais. — Ele riu, tratando de baixar a ferramenta, abandonando-a sobre uma das mesas para dar a atenção de que o amigo precisava. — Por que não tenta a sorte e pede a Beatrice que tire um cochilo com você? — A provocação veio naturalmente, tanto pela proximidade que dividiam quanto por saber das tendências do par alheio.
"Tire essa tesoura de perto de mim. Se ela sonhar em ficar perto do meu cabelo acho que seria o maior golpe que poderia dar em mim." Mesmo não sendo vaidoso uma coisa que ele adorava era seu cabelo comprido. Era até mesmo um toque que tinha quando queria pensar ou relaxar em soltar e amarrar o cabelo para focar e se concentrar. O calor das estufas era tão agradável além do cheiro das plantas que logo sentou no banco disponível e levou a mão ao queixo. "Ela não conseguiria fazer isso, pois ela gosta muito de falar. É uma pessoa trabalhadeira, e a respeito, mas a boca? Simplesmente não fecha." Sua amizade com o outro veio de muitas coisas, e o respeito entre ambos, mas principalmente por mesmo estando em posições parecidas o outro não o julgar quando Dilan se escondia nas estufas para cochilar um pouco.
"Cadê a sua dupla? Apesar de você ter tido mais sorte que eu." Fechando os olhos um pouco, mas se forçando a ficar acordado tentou levar aquilo por outro ângulo. "Como que era o festival? Fora daqui? Beatrice me disse que vocês faziam tudo junto e que a noite era divertida. Sabe, vocês romanos, não costumam ser divertidos, então me explique como se divertiam." Passou o dedo em uma folha sentindo a textura da mesma enquanto procurava por hortelã que adorava mastigar.
A escada sobre a qual se equilibrava tornou-se agradavelmente mais estável ao ter Dilan segurando-a, e Sienna se permitiu relaxar um pouco. Não que ela fosse chegar a cair, caso o pior acontecesse; seu teleporte já lhe era tão intrínseco que funcionava como um instinto, salvando-a mesmo de situações simples como a queda de uma escada. Ficou igualmente satisfeita com a mudança de assunto, já que falar sobre o que conhecia era mito mais fácil e agradável, e a menção a Mark trouxe um sorriso à tona. — Cuidado, ele pode acabar matando mesmo. — Brincou. Conhecia a ambição do melhor amigo como a palma de sua mão e sabia do... desgosto dele por Dilan e ainda sorria enquanto pendurava mais alguns enfeites. — Não posso tomar parte nas brigas de vocês, Sr. Dirigente, sabe disso. Sou a Suíça entre os dois. — Afastou-se alguns centímetros para averiguar seu trabalho com a decoração, debruçando-se sobre a caixa para respondê-lo. — Eu espero que seja. Vinho e comida geralmente significam coisa boa, mas uma musiquinha também seria legal. Acha que os sátiros vão tocar algo?
Pensando na perspectiva da festa não pode evitar imaginar que teria um pouco de descanso se todos estivesse bêbados. Ele gostava de festas, pois eram no período onde geralmente ele estava mais acordado. Só que estava tão exausto que aproveitaria aquele multirão de pessoas querendo se distrair para dormir um pouco. Ainda assim, não pode deixar de concordar com a outra de que seria legal alguma coisa boa e feliz. Já estavam muito tempo presos ali, e com sua realidade bastante limitada. "Aceito o que eu posso pegar, mas se eu achar uma forma de provocá-lo um pouco, eu vou fazê-lo, então não se importe se eu exagerar um pouco." Ele não tinha nenhum tipo de afeição romantica por ela. Pelo contrário, ele sabia muito bem onde estavam o pensamentos, ou melhor, sonhos dela. E mesmo não sendo de sua prorrogativa cuidar da vida dos outros, ele queria que todos ali aproveitassem o tempo que tinham, afinal, semideuses não eram conhecidos por sua vida longa. "Se tiver, espero que embale meu sono. Só pretendo ficar até queimar a amarra. A patrulha de ontem me detonou." Esticou-se um pouco alongando o corpo. "Quanto a sua dupla? Foi tranquila? Ou também está fugindo dela?"
—🗡️ 🩸 COM A PEDRA DE POLIMENTO EM MÃOS pôde finalizar aquela parte dos compromissos do dia. Já haviam organizado uma parte da decoração do evento também, então, de fato, poderiam aproveitar o final do período para que se organizassem da forma como achavam melhor. "Normalmente, sempre me arrumei junto dos meus parceiros. Dividir a casa de banho com alguém nunca foi um problema, mas tem também os chuveiros individuais." Explicou inicialmente, embora essa fosse a parte menos essencial do questionamento alheio. Enquanto isso, ia se movimentando, guardando os itens que usara e começando a conduzir os passos deles para fora da forja, finalmente sob ar fresco. "Na parte de se trocar de verdade, sempre ajudei a enfeitar quem estava comigo e me ajudavam também. Mas se você não quiser, pode ficar desamarrado e eu tento pedir ajuda de alguma irmã ou amiga minha. Por mais que elas mesmas estejam presas e meio impossibilitadas também." Tentou encontrar um meio termo, algo que não o colocasse em um cenário tão mais diverso do que os gregos já estavam enfrentando, mas Beatrice também achava que era apenas um único dia e que a experiência deveria ser aproveitada em sua totalidade. Coisa que talvez os gregos não pudessem absorver tão facilmente, mas até então, sua concepção sobre eles não ia muito além de algo positivo em relação aos não relacionados com a guerra ou deuses mais militarizados — embora ainda admirasse muito as facetas gregas de Leto e Somno também. "Seja como for, eu não tenho nada a esconder, meus aposentos estão prontos para te receber. E contanto que não me faça sangrar, você estará em ótimas mãos."
Ele ainda estava um pouco perplexo. Os romanos então faziam mesmo cada detalhe do dia juntos? Ele não poderia imaginar isso em um cenário grego, pois todos eram um pouco menos despojados? Provavelmente acabariam o dia rindo um do outro ou fazendo gracinhas, até mesmo coisas piores, afinal, não poderia se confiar em filhos de Hermes para não estarem sempre armando alguma coisa. Mesmo assim, não queria desrespeitar uma tradição e seu papel era dar o exemplo aos outros. Xingando-se mentalmente, e colando a própria nuca, nem acreditou em suas palavras conforme sairam de sua boca. "Tudo bem. Vamos fazer do seu jeito, mas se seu cabelo acabar um desastre nada de me culpar depois." O que era mentira, pois ele tinah experiência com o próprio cabelo que sempre deixou um pouco mais longo, pois gostava da sensação dele em seus ombros.
A ideia da casa de banho parecia muito boa. Relaxar, mas ao mesmo tempo não se sentia tão à vontade com dividir um espaço íntimo com alguém que não conhecia direito. "Vou optar pelo chuveiro individual, mas podemos nos arrumar e seguir para a fogueira."
(Após um tempinho)
Depois de tudo isso não pode dizer que não se divertiu um pouco, apesar de achar que Beatrice demorava de propósito. Não bebia, então apenas aguardava para descansar. Não gostava de dormir de noite, mas virar duas noites seria impossível. Olhou animado conforme via as pessoas queimaram as amarras. "Até que no fim sobrevivemos, sucesso?"
— Você sabe que as coisas não funcionam assim, Dilok — ela respirou fundo, enquanto pegava a caixa de madeira que estava encostada na parede e reposicionava na outra direção. — E eu não tenho nada para falar. As coisas estão bem, ok? Só espero que o festival acabe logo. A pessoa que fiquei amarrada é um porre.
Já estava próximo de acabar a noite e todos estava se encaminhando para queimar as pulseiras. "Não repita duas vezes, eu te vejo daqui a pouco, quando seu humor estiver um pouco melhor, e você não desconte em mim sua frustração." Entendia como as pessoas poderiam ficar simplesmente irritadas com tudo. O próprio dia havia sido uma provação.
(um pouco de tempo depois)
Não conseguia acreditar. Em um momento estava ali pronto para voltar para seu quarto após queimar a amarra em outro começou a se sentir mal, pois tentou se aproximar da figura divina. Quando voltou olhou para a amiga que agora estava perto novamente. "Sabe, lembra quando estavamos bravos pela amarra? Não era tão ruim assim. Pronta?" Sabia que como Dirigente já devia estar começando a organizar todo o ambiente, mas era impossível não cuidar das pessoas a sua volta primeiro.
Sobre seus poderes, Dilan gostava muito de deixá-los para missão. Por mais que ele se sentisse bem quando os usava como se seu corpo pudesse relaxar um pouco mais, sabia que nas últimas semanas não era muito seguro. Depois de acidentalmente ser atraído para pesadelos e sonhos de seus colegas sem permissão prévia estava fazendo de tudo para evitá-los. Se exaurindo em patrulhas noturnas para que estivesse cansado demais e sem energia para o poder sequer cogitasse aparecer. O problema é que ele estava devendo uma para Adam. Após uma missão e sabendo da condição do outro não poderia deixar de querer ajudá-lo, porém, toda vez que tentou entrar em contato com a esposa alheia não conseguiu. Mesmo a visualizando não estava fácil, ou melhor, estava impossível fazer contato fora do acampamento e infelizmente, ele precisava contar isso para Adam aquela noite. Já era um dia de merda, o que mais uma decepção causaria? Procurando o rosto conhecido fez sinal para ele se aproximar quando o viu. "Adam, precisamos conversar. Em particular."
com: @philesius: "Is it always this strange around here?”
"Geralmente é pior, mas pelo menos fomos responsáveis em deixar avisado que somente de maiores estariam para a cerimônia." Só de imaginar várias crianças querendo achar que são adultas e pensarem em roubar bebidas e todo o vômito desnecessário que isso envolveria já o deixava com dor de cabeça, então precisaria se certificar de ficar bem atento nos menores. Credo, se assustou com os próprios pensamentos, pois de repente, ele estava pensando de forma séria e sem ironia sobre seus colegas. Balançando a cabeça deu uma olhada para toda a decoração. "Olha, eu não sei muito bem, pois os romanos sempre são um mistério para mim e geralmente acho interessante seus pensamentos, mas isso para mim creio que seja mais gregos tentando entender os romanos e agradar que qualquer outra coisa." Esperava que os campistas levassem em consideração todo aquele esforço para fazê-los se sentir bem, pois esse tipo de evento se tivesse voz não seria sua prioridade, mas tudo bem, ele só estava esperando uma desculpa para escapar dali e ir para seu descanso. "O que achou mais estranho?"
A risada escapou de Dilan, pois aquela frase seria facilmente algo que poderia estar em seus pensamentos. Ele tentava muito não se importar. Boa parte das discussões e brigas, ele realmente, fazia vista grossa, pois não seria ele que daria jeito em um bando de adultos que já tinham conciência do certo e errado. Seu foco eram missões e segurança. Se todos estavam retornando e conseguindo lidar com o Acampamento. Picuinhas ele, felizmente, delegava para os sub-dirigentes e ele amava o quanto Mark parecia odiar ainda mais. "Infelizmente, isso é uma das coisas mais impossíveis de se fazer, mas só para saber sobre o que não queremos nos importar hoje?"
Depois de passar o dia inteiro sofrendo e agora tentando se esconder um pouco de Beatrice não pode dizer que aquele dia havia sido seu favorito. Para alguém que se preservava o máximo possível e tentava evitar conversas excessivas aquele havia sido um dia extremamente cansativo para ele. Sair de sua zona de conforto nunca era divertido. Já havia tomado um grande passo quando havia assumido ser líder de seu chalé, e depois no acampamento quando foi passando de patente a patente até ser dirigente. Não se achava muito digno, mas havia acontecido e ele tentava ser responsável. Seu problema, sem dúvidas, era lidar com as pessoas. Muitas vezes desprovia de paciência.
Então ter achado um espaço para pelo menos respirar um pouco foi como água em um deserto, mas não durou muito tempo. Tentando ser aquela pessoa responsável que se espera dele, acabou se esticando no banco de madeira. "Por favor, fique à vontade. Só não podemos falar muito alto, pois não quero que minha dupla me encontre tão cedo, e se alguém perguntar, você não ouviu isso de mim."
Indo em direção ao seu quarto para se trocar acabou indo em direção a estufa pensando que talvez pudesse encontrar uma das poucas pessoas em que realmente poderia conversar sobre o que estava pensando e sem o peso de ser Dirigente ou tarefas. Ao achar o outro não pensou duas vezes antes de se jogar no outro como se fosse uma criança contrariada. "Estou com sono por ter patrulhado a noite inteira. Tive que trabalhar nas forjas, Beatrice faz questão de fazermos tudo juntos. Isso é realmente muito importante para vocês? Não posso só pular a noite e dormir?" Fez bico enquanto olhava para cima.
Benjamin era dirigente como ele, e uma das poucas pessoas que ele conseguia conversar. A postura do romano e a maneira como ele falava de coisas extremamente interessantes realmente havia chamado atenção de maneira que não precisava ignorar como a grande maioria que só queria atenção. Sem contar que realmente era um líder melhor. "Sei que como dirigente preciso estar lá e representar, mas eu quero dormir."
—🗡️ 🩸 BEATRICE DEU A ÚLTIMA INVESTIDA contra a lâmina que terminava de alinhar, o barulho metálico quase cortando a reclamação de Dilan pela metade, mas não vindo a tempo,o que a fez suspirar um pouco e, tornando a erguer o martelo, pronta para golpear novamente a arma que tinha diante de si e que era segurada pela mão que estava amarrada ao homem, só fez voltar o canto do olhar na direção dele. "Tem gente aqui dentro que realmente faz o trabalho pesado. A forja é um deles. E não é tão ruim assim depois que você se acostuma." Respondeu de forma baixa, ainda firme, como o usual vindo dela. Acontece que o tom de voz somado às feições de poucos amigos poderia fazer parecer que estava sendo ríspida, mas não era o caso. "Talvez alguns filhos de Hefesto sejam a pior parte, são meio desorganizados... Os de Vulcano acabam pegando a maior parte dos problemas para resolver." E certamente aquele comentário era enviesado, mas com a pouca convivência com os gregos, Beatrice fora incapaz de se desapegar de alguns estigmas: o de que gregos eram mais preguiçosos e moles, se não pelos semideuses da guerra (e com algumas ressalvas). "Mas eu já tô acabando aqui, não se preocupe. Pode só me alcançar aquela pedra de polir bem atrás de você?" E ali estava: dificilmente um por favor. Dificilmente algum gesto de submissão. Novamente: não voluntariamente, não por orgulho, mas porque tendia a ser muito prática e assertiva, o que também poderia colocá-la sob a imagem de alguém rude. Enquanto isso, curvando-se um pouco mais para checar a brasa, sentiu também mais do suor escorrendo, juntando-se à fuligem natural que subira, certemente. E que, até então, não tinha visto no rosto de Dilan: estava meio escuro ali para reparar naquele tipo de detalhe. "Podemos nos arrumar depois daqui. Tá tudo pronto no Acampamento, acho que acabamos o que tínhamos de fazer e vai ser meio difícil me ajeitar com um acessório do seu tamanho do meu lado. Vamos levar algum tempo."
Só de pensar em todo aquele trabalho já deixava ele ainda mais cansado. Estava suando naquele local, mas era respeitoso a ponto de ficar quieto depois do comentário alheio. Ele só queria descansar. Já era muito propenso ao sono, e havia patrulhado a noite inteira na esperança de dormir o dia todo, pois nem mesmo lembrava de tudo aquilo. Eram muitas preocupações e mesmo ele delegando boa parte de suas tarefas ainda possuía muita demanda. Era difícil ficar em um acampamento fechado com tantas culturas e pensamentos diferentes, mas eles estavam fazendo dar certo e precisavam continuar. Sem contar que ele precisava dar suas aulas teóricas.
Procurou a pedra e tentou entender como funcionava aquele trabalho. Nunca foi de ficar muito tempo nas forjas tirando quando precisasse dar recados, mas sem dúvidas era um dos grupos que mais trabalhava, pelo menos pareciam gostar dos artefatos que conseguiam produzir. "Creio que para isso podemos nos separar um pouco? Ou melhor, eu até posso ir com você, mas enquanto você se arruma, eu tiro um cochilo. Não é desrepeitoso, é?" Perguntando sobre a cultura por trás daquele festival. Ainda era estranho para ele entender como fertilidade e ficar ao lado um do outro se relacionavam ou daria certo, mas ele jamais questionaria ordens. "Ou você vai precisar que eu te ajude em cada processo?" Arqueou uma sobrancelha imaginando o dobro de trabalho que teria com isso também.
As refeições com todos misturados era uma forma de barbaridade que Mark não podia dizer que gostava. Não amava comer apertado em uma mesa com as pessoas do chalé 14, mas gostava menos ainda de comer com os romanos. Então, quando passou os olhos no refeitório e percebeu que suas opções eram uma mesa cheia de romanos e um assento ao lado da companhia desagradável e incômoda de Dilan, percebeu que não tinha qualquer chance de ter um café da manhã tranquilo naquele dia. Antes que pudesse tomar a decisão horrível de sentar-se ao lado do filho de Hipnos, foi atingido pelo comentário do rapaz e sentiu a raiva subir pela sua espinha. Como detestava aquele cara. Olhou na direção da mesa de romanos e eles riam de alguma piada interna da legião, então revirou os olhos e sentou-se ao lado do rapaz. — Se você fizer um favor ao mundo e calar a sua boca, talvez possamos ter um café da manhã minimamente civilizado e eu não quebre sua cara hoje. — estava ciente de que, tecnicamente, não deveria tratar o dirigente de seu próprio setor dessa forma, mas não se importava realmente com as regras quando se tratava de Dilan.
Bocejou, afinal, estava morto de sono. Após a patrulha noturna e toda aquela confusão para todos estarem indo ali. Apoiando a cabeça na própria mão e os cotovelos na mesa. "Você não fica cansado de todo esse bico enorme que você carrega? Vai ficar com olheiras. Sabe, como seu dirigente, acho que você poderia sorrir um pouco mais. Vai te fazer bem." Pensou até mesmo em cutucar mencionando a amiga de Mark, mas sabia o limite de suas brincadeiras. Se fosse uma ou outra coisa, mas aquela era informação que ele havia retirado de entrar no sonho sem querer. Ele não queria fazer aquilo, pois sabia que era pessoal demais.
Então decidiu tocar em outro pronto fraco dele que era a liderança. "Sabe, esse tipo de palavrear pode até fazer você voltar a ser Cadete ou Tenente. Sou tão bonzinho, você não devia falar assim com outro dirigente, tá? Os romanos são bem mais severos quanto a isso." Ele nem menos se importava com esse tipo de picuinha, mas sabia que aquele tipo de coisa parecia deixar o outro mais irritado.
— Ora essa, devo ser odiada por fazer uma escolha que, aos meus olhos, é extremamente sensata? — Sienna verbalizou seus pensamentos sem sequer baixar o volume de sua voz, fazendo questão de que os ditos insatisfeitos a ouvissem e ouvissem muito bem. Bufou, então, ao perceber que desviavam o olhar dela, aparentemente decidindo honrar a tradição do dia de não causar nenhum tipo de conflito. Baixou a voz somente ao ver com quem falava. Apesar de as regras do festival ditarem que, durante sua celebração, a hierarquia não existe, Dilan ainda era um dirigente, e um com quem ela não queria ter problemas. — E também pode ser sobre os campos, não é? Nesse caso, precisamos bastante dela, pra continuarmos tendo comida. — Deu de ombros, como se isso encerrasse o assunto aparentemente polêmico. Quando ele ofereceu ajuda, Sienna suspirou aliviada. Com toda a movimentação para organizar as decorações, encontrar algo para subir e pendurar os enfeites estava se mostrando uma tarefa especialmente difícil. — Por favor?
Aproximou-se segurando o local onde Sienna estava se mantendo de pé, e deu uma olhada ao redor. A convivência com os romanos não era das mais agradáveis, ele mesmo tinha que se controlar algumas vezes para não soltar seus comentários, mas era bom que alguém tivesse vocificado alguns de seus pensamentos. Haviam feito um ótimo trabalho ali com as decorações, e se tudo desse certo ele conseguiria escapar sem mais problemas deixando que os demais sequer percebessem.
Não era uma postura de dirigente? Não era, mas ele estava exausto e toda a história de trabalhar dobrado logo depois da patrulha o havia deixado exausto. Cruzou os braços encarando a outra. "Seu amigo hoje quase me matou. Não teve muita opção então sentou comigo no refeitório antes dessa tradição. Ele só vai ser feliz quando for Dirigente, mas é tão divertido perturbar ele. Você não tem mais informação que eu possa usar para irritá-lo mais?" Era muito divertido perturbar Mark, geralmente aquele tipo de comportamento ele ignorava, mas por conta de toda situação do sonho que havia entrado de Sienna sabia que era uma situação complicada. "Será que pelo menos será uma boa festa?"