Olha só quem os ventos nos trazem… OPHELIA ST. JAMES, não é? Que curioso, por um instante, eu poderia jurar que você era SADIE SINK, mas sejamos honestos: ela jamais sobreviveria ao destino dos heróis. Os deuses me sussurraram que você tem 22 ANOS, jovem o bastante para enfrentar seu destino, mas velho o suficiente para pagar o preço da herança divina. Sendo filha de HADES e criada sob as leis do ACAMPAMENTO MEIO-SANGUE, a mudança para um novo lar deve estar sendo difícil para você. Talvez você precise se acostumar a ouvir seu nome seguido do título TENENTE e espero que, até lá, tenha encontrado aliados dignos no ESQUADRÃO PRATA, SETOR 2. Que os deuses lhe observem e que as Parcas, por agora, sejam misericordiosas.
Ocupações: Esgrima e cuidadora de pégasos.
Habilidades aprimoradas: Visão aguçada e agilidade ampliada.
Prompt: Amiga da Lyanna Russell.
Poder: Necromancia.
Ophelia pode manipular a morte e os mortos, comandando espíritos ou cadáveres. Além disso, ela consegue perceber a presença de almas, captar lembranças deixadas por aqueles que já se foram (às vezes apenas tocando em seus objetos) e até absorver energia vital de seres vivos ou mortos para fortalecer a si mesma. Mas mexer com o mundo dos mortos exige bastante controle, e apesar de tê-lo, sua habilidade ainda consome grande parte de sua energia. Nem sempre consegue permanecer acordada por muito tempo depois de utilizá-la, e muitas lembranças dos mortos acabam se misturando com as suas, fazendo-a questionar o que realmente é real.
Personalidade
Costuma enfrentar o mundo com coragem e leveza, pois sabe que já perdeu muito e se recusa a perder novamente. Mantém a cabeça erguida, sempre pronta para proteger quem ama, e mesmo diante de desafios gosta de preservar seu humor sarcástico mesmo nos momentos mais difíceis. Determinada e resiliente, raramente se deixa abater, e é justamente por isso que enfrenta os piores desafios para proteger aqueles que ela ama.
Biografia
Para algumas pessoas, a vida tende a ser sempre muito fácil, mas essa nunca foi a realidade de Ophelia. Sua mãe faleceu quando a garota tinha apenas alguns anos de idade, mas o melhor amigo de sua mãe, um homem rico e de boa família, decidiu adotá-la e assumiu a menina como filha, prometendo à mulher que cuidaria de sua filha como se fosse sua. Por alguns anos, ela viveu protegida sob seu cuidado, desfrutando de conforto e segurança. No entanto, após o casamento de seu pai com uma mulher da alta sociedade, que já tinha duas filhas, sua vida naquela casa começou a se tornar insuportável. As filhas da nova esposa de seu pai começaram a provocá-la e a aprontar com ela, tornando seus dias cada vez mais difíceis. Mesmo reportando a situação aos mais velhos, era como se fosse invisível. Ela sabia que não pertencia mais àquele lugar.
Sua vida ali estava cada vez mais insuportável, e foi quando aconteceu: uma das filhas de sua madrasta pegou o colar de Ophelia, o único objeto que ainda guardava lembranças de sua mãe. No calor do momento, ela sentiu, pela primeira vez, uma presença sombria ao seu redor, e os objetos do cômodo pareciam reagir à sua raiva, flutuando como se fossem controlados por uma força fantasmagórica. Segundos depois, Ophelia caiu no chão, ainda com o colar nas mãos. Durante seu apagão, ouviu sua madrasta e seu pai comentando que seria melhor levá-la para longe, para um internato. “Seria melhor para ela”, diziam.
Naquela mesma noite, Ophelia fugiu. Partiu sem olhar para trás, levando apenas algumas roupas dentro da mochila, alguns objetos que considerava valiosos e um único par de sapatos que estavam em seus pés. Vagou dias e mais dias, sem rumo, sequer sabia como estava viva e ao longo de sua viagem coisas estranhas começaram a acontecer.
No começo, Ophelia apenas sentia olhares vindos das sombras, como se eles a seguissem pelas ruas. Um calafrio percorria seu corpo sempre que se sentia ameaçada ou assustada, e, aos poucos, esses acontecimentos se intensificaram: monstros começaram a aparecer. Que inferno era aquilo? Ela nunca tinha visto nada parecido antes. Com o tempo, criaturas maiores e mais agressivas passaram a atacá-la, e cada defesa exigia um esforço imenso. Ao fim de cada confronto, sentia-se exausta, perdida entre a realidade e a consciência. Tudo era instável.
Até não ser mais. Até conhecer Lyanna e Enid. Até Ophelia perceber que coisas estranhas também aconteciam com elas. O que elas eram? Ela tinha um palpite, mas nada daquilo importava mais, agora elas estavam juntas e elas poderiam se proteger. Elas eram uma família e Ophelia esperava que essa sua nova família não fosse retirada dela de novo, igual acontecera com sua mãe. E, quando o sátiro Casper as encontrou, ela demorou a acreditar nas palavras dele, não conseguia confiar fácil, não depois de tudo. Mas Lyanna falou que estava tudo bem e o que Lyanna falava, Ophelia aceitava e foi só por isso, que ela aceitou seguir o sátiro.
Não demorou muito para que chegassem ao Acampamento Meio-Sangue, mas, da mesma forma que se alegraram ao verem as barreiras, a tristeza veio em seguida: foram atacadas, e Lyanna se sacrificou para protegê-las. Foi aí que tudo mudou. Ophelia tentou, desesperadamente, trazer Lyanna de volta, mas não conseguia mais senti-la, não como na última vez em que a tocara e sentira seus dedos formigarem. Não conseguia mais tocar a amiga, nem perceber sua presença. Lyanna se fora.
Ficou algumas noites vagando sem rumo pelo acampamento. Recusava-se a estar na presença de outras pessoas, realizar atividades em grupo e sentia que aos poucos estava definhando. Apenas a presença de Enid a alegrava, mas mesmo assim sentia-se inútil, pois podia ter feito mais. Se ao mesmo soubesse quem era seu pai… Ou sua mãe. Afinal, ela não a tinha conhecido direito, não é mesmo? E se estivesse viva por aí, como uma deusa? Era isso que a manteve viva nas primeiras semanas no acampamento.
Um. Dois. Meses se passaram. Quando completou um ano da morte de Lyanna, seu pai a clamou, embora não fosse surpresa para ninguém que Ophelia fosse filha de Hades. Coisas estranhas estavam acontecendo no acampamento desde que ela chegara, mas ninguém ousava dizer nada, como medo de alguma retaliação.
Com as missões que se seguiram, Ophelia foi se sentindo cada vez mais em casa, unindo-se cada vez mais com os campistas e se aproximando de outras pessoas além de Enid, mas sempre com aquele buraco no peito pela morte de Lyanna. E sim, ela lutou batalhas que não queria lutar, ajudou a destruir Cronos e chorou quando encontrou seu único refúgio destruído. Às vezes sentia vontade de culpar os deuses, mas sabia que aquilo ia muito mais além do que isso. Mas qualquer obstáculo à sua frente, ela aprenderia a vencer, mesmo que isso levasse à sua morte.
Traços físicos notáveis
Possui um cabelo castanho avermelhado, levemente ondulado, que quase sempre está desalinhado pelos combates que enfrenta. Cicatrizes discretas cruzam seus braços e ombros, algumas quase imperceptíveis, enquanto outras são mais profundas. Tem uma linha de queimadura na clavícula, ao qual ela sempre tenta esconder e pouco fala sobre.
Arma principal
Forjada a partir de ossos antigos do submundo e infundida com a energia de almas presas, a Lâmina de Ossos possui fissuras que parecem pulsar com uma luz espectral, como se pequenas lembranças dos mortos estivessem presas ali, sussurrando segredos esquecidos. Frequentemente, Ophelia a utiliza e a lâmina a acompanha há uns bons anos, afinal ganhou de seu pai depois de uma missão bem sucedida e nunca mais a largou. Ao empunhá-la, sente um peso denso, mas ao mesmo tempo a espada se move com surpreendente agilidade, respondendo quase como se tivesse vontade própria. Ela tem a capacidade de se regenerar quando danificada, e em combate, cada golpe pode cortar não apenas carne, mas também energia vital, drenando força dos inimigos e fortalecendo quem a usa.
Pergunta de desenvolvimento
Ophelia nunca se apegou realmente aos deuses, nem mesmo a seu pai. Cresceu longe deles, sem entender por que deveria sentir algum tipo de lealdade por seres que mal conhecia e que, para piorar, nunca demonstraram carinho por ela. Quando Hades a reconheceu como filha, não foi uma experiência de amor paternal, mas mais uma marca do destino, um lembrete constante de que ela carregava uma sombra de poder que nunca pediu. Ela nunca sentiu que pertencia a aquele mundo, nem ao submundo, do qual, teoricamente, deveria fazer parte.
Embora sinta uma ligação com Hades, um tipo de conhecimento silencioso sobre sua natureza sombria e pelo fato dele ser seu pai, Ophelia nunca o viu de fato como um pai. Ele sempre foi uma figura distante, um deus poderoso que a vê mais como uma ferramenta do que como filha. O fato de Hades nunca ter se manifestado diretamente durante sua infância e a necessidade de sobreviver sozinha nas ruas após sua fuga, só reforçaram sua ideia de que os deuses pouco se importam com os mortais, ou com aqueles que não atendem às suas expectativas.
Em vez de lealdade cega ao Olimpo, Ophelia prefere proteger suas amizades e os poucos laços que consegue criar. Lyanna, Enid e seus novos amigos são aqueles a quem ela jura lealdade. Ela não sente rancor dos deuses ou de seu pai, mas também não os vê como modelos de devoção. Ophelia segue seu próprio caminho, guiada pela necessidade de sobrevivência e pela proteção dos que ama, mais do que pela obrigação de servir aos deuses.















