A’m i an... Oranger? || Maria’s POV - RETCON || Evento 1 - Parte 1 & 2
Maria passava pelas catracas que davam acesso a Nasada logo no começo daquela manha de atividades inesperadas, não entendia nada de foguetes ou viagens espaciais, mas sempre estava disposta a fazer coisas diferentes do seu dia a dia, que tirando a faculdade, não havia uma rotina estrita de qualquer maneira. Infelizmente, seu grande amigo, seu pai não pode a acompanhar, estava terminando um plantão noturno como paramédico e não podia deixar seu posto no hospital, mas havia prometido se divertir do seu jeito, mesmo que sozinha. Conversaria com estranhos, faria mais amigos... coisas que estava acostumada a fazer, era do jeito da jovem portar-se assim, leve solta, despreocupada. Acompanhada da sua mais do que fiel bolsa de pano, seu caminhar para dentro do complexo de centro de visitantes mais parecia pequenos saltinhos de felicidade, quase como se em sua cabeça tocasse uma musica leve e feliz, musica que poderia não ser ouvida por outros, mas ela provavelmente expunha as sensações com os sorrisos que dava para qualquer um com quem cruzava o olhar, independente de quem fosse.
O dia passou-se como musicas em uma playlist para Maria, pequenos encontros aqui e ali, conversas com pessoas aleatórias, até mesmo pousou para algumas fotos que um escritor estava tirando para seu diário de viagem... “John”? Não lembrava muito bem do homem dele, apenas lembrou que era engraçado o quanto ele parecia animado com tudo aquilo. Ela também aproveitou para visitar tudo o que estava disponível por lá, fosse o modelo do módulo dos Power Rangers do Espaço, fosse o foodtruck que estava dando sorvetes novos para experimentar “Laranja galática” foi o seu favorito.
Estava se divertindo tanto, mas tanto que quase se esqueceu do motivo que a tinha levado ali naquele dia: uma carta laranja que havia chegado alguns dias antes na sua casa. Ele retirava a correspondência, um pouco amassada entre todas as coisas que tinha na bolsa, e relia o convite do Dr. Smith para um Tour especial... Achava um pouco injusto que tinha sido escolhida, porque não havia entrado em sorteio algum e não se interessava tanto por aquilo... Talvez um tour com o jardineiro do centro de visitantes da Nasada fosse mais interessante, saber como cuidavam daquelas árvores que brilhavam sob o sol, ou as flores que tinham aquele perfume tão... Espera... Maria quase desviava novamente do motivo, pelo menos tinha de ir para não chatear o doutor.
Chegando no prédio principal ela se surpreendia em saber que haviam mais pessoas na mesma situação que ela, convidados para aquele tour... Por ela tudo bem, era bem mais divertido fazer as coisas em grupo do que sozinha, até reencontrou o escritor que tirou a sua foto, que tinha uma carta vermelha e ao seu lado um jovem asiático, com uma carta amarela, fazia mais do que sentido ela se colocar entre os dois, olhando as cartas na transição gradiente de cor pelo espectro do arco-iris, mas eles sequer pareciam notar - Oi Jessie! - dizia para o escritor, mas não tinha resposta... “Droga... será que é ‘Jack’?” pensou. Os dois ao seu lado não a ouviam, estavam mais interessados no Doutor que havia começado a falar, mas Maria não estava prestando atenção, estava perdida nos pensamentos de como o cabelo de uma ruiva de verde a sua frente era bonito, qual cheiro será que tinha? Tinha vontade de se aproximar, mas... todos começavam a andar, seja lá qual era o motivo, ela apenas os seguiu até aquele elevador imenso, as 11 pessoas cabiam ali tranquilamente, o que só a impressionava mais - Dios Mio, esse tour tá sendo demais! - dizia sorridente - Nunca andei num elevador tão grandão!! - dizia animada para a pessoa do seu lado, que parecia ter outras preocupações do que falar sobre o elevador, então ela apenas se manteve em silêncio
A maior surpresa do dia foi o discurso do doutor, as exibições de hologramas que não deixavam de impressionar a artista, que reagia a quase tudo com um “wow!” ou palminhas animadas, parecia algo direto de um filme, mas estava acontecendo na sua frente... e mais... Power Rangers? Não podia ser. Maria dava um pulo quando ouvia, e o que via, ao julgar pelas cores das cartas e que cada ranger deve ser uma cor, ela chegava a uma conclusão - Finalmente vai ter uma ranger laranja, é uma cor muito linda para sempre ignorarem!! - exclamava para si mesma, completamente animada e sem noção alguma da responsabilidade que estavam incumbindo ela. Sua fala chamava a atenção do doutor, que se surpreendia um pouco com a reação da mesma, mas não perdia a pose. Quando ela o via, corria na direção do cientista - Eu to certa, não estou!? Vou ser mesmo a ranger laranja!?!? - perguntava com os olhos brilhantes
-V... vai...? - respondia o doutor com os olhos um pouco arregalado, olhando da garota para sua assistente, como se perguntasse “o que eu faço com isso aqui?”
-Ai que legal! - ela respondia com um pequeno sorriso, mas calma, como se fosse nada demais
O doutor se mantinha em silêncio por alguns segundos olhando a menina, estranhando um pouco a falta de perguntas, todos estavam confusos, assustados, mas ela... Ela parecia que havia sido convidada para dar um passeio em um parque e não para salvar o mundo - Sério que você só vai perguntar isso?
-Hm? - aquilo deixava Maria um pouco confusa - Você quer que eu te pergunte mais coisas? - ela ficava um pouco pensativa, antes de voltar a abrir um sorriso - Tudo bem! Qual a sua cor favorita?
Tom levava a mão a sua têmpora, a apertando - Não... digo... quanto a ser um Ranger... você sabe o quanto isso pode ser perigoso? Sabe o quanto isso pode ser difícil? - perguntava um pouco preocupado
-Bom... Deve ser não é... Mas... Você disse que nos escolheu por que somos os melhores para isso, não? Por que eu me preocuparia? - Maria respondia, dando de ombros
Tom ria um pouco, surpreso com a calma daquela jovem, ao menos era uma boa notícia que ao menos um dos rangers estivesse lidando tão bem com aquilo, provavelmente um dos motivos que a fez ser escolhida - Pode esperar um pouco? tenho algumas duvidas para tirar - dizia apontando para os outros rangers, aproximando-se de um jovem de azul que aguardava para falar com o mesmo
-Ok! - respondia Maria, tranquila, antes de se virar para o restante do grupo, seria bom conversar um pouco