Todo mundo,
Em algum momento da vida
Vai ser hipócrita
...
É a vida
Acostume-se
Prepare-se
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Todo mundo,
Em algum momento da vida
Vai ser hipócrita
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Acostume-se
Prepare-se
VALE E MONTANHA
Quase chorando
Eu estava quase chorando
Ao conversar e perceber que aquela criança conseguiu, com muita luta, o que queria
Conseguiu ser uma em um milhão
A agulha no palheiro
E o que isso me custou?
Ser apenas uma lagarta num mundo de borboletas
Por favor, alguém me diz que eu não estou sozinha
Alguém me diz que não há só uma de mim
Que há alguém com quem compartilhar meu caminho, minha jornada
Todos parecem ter sonhos
Sonhos e alvos e objetivos
Estão caminhando em direção a algum lugar
Seguem uma estrada que os leva aonde querem chegar
Eu não tenho um destino
Estou passeando
A paisagem é meu presente mais valioso
A felicidade é meu padrão de beleza
Me sinto diferente até dos diferentes
Eles estão fora da curva
Mas eu estou fora do gráfico
Não consigo segui-los
Estão rápidos demais
E também não quero ir onde estão indo
Estou bem aqui
Mas isso não parece estar certo
Não há mais ninguém sem sonhos
Essa é uma trilha solitária
E a solidão só é bem-vinda quando você escolhe convidá-la
Mas ela me é imposta como um castigo
Fiz meus sacrifícios, sei o que estou perdendo
Ninguém mais entende minhas decisões
Eu escolhi vagar por aí sem rumo
Pareço perdida, mas não é verdade
Estou feliz, eu sou feliz
Acontece que ninguém entende minha felicidade
E não consigo compartilhá-la com quem eu quero
Porque eles correm, correm e correm
Para chegar no topo da montanha
Mas a minha felicidade mora no vale
E dele não faço questão de sair
Espero que um dia alguém me visite aqui
Talvez passe dias, semanas, anos
Uma vida inteira
Talvez alguém escolha o vale também
Podemos ficar parados e olhar felizes para o topo da montanha, de longe
Não quero estar lá, não quero caminhar
Minha felicidade não é igual à de ninguém
Não quero descer nem subir
Ir pra frente ou pra trás
Por que não posso ficar aqui?
Por que tenho que ser rio se quero ser árvore?
Não sou feita de movimento
Mudanças vêm quando querem e eu me adapto a elas
Mas não vou bater na porta delas pedindo que me visitem
Eu espero que um dia alguma mente solitária encontre a minha
E eu possa compartilhar com ela os meus não-sonhos, não-alvos e não-objetivos
É difícil explicar para uma pessoa que você não chora por ela, mas pelo o que você criou dela. Eu não amo você, eu amo a versão que idealizei sua. Essa versão, de quem eu achei que você era, eu amei, não o você de verdade, porque este eu não conhecia. Não se gabe por estar em meus pensamentos, é outra versão sua que está. Amar alguém é aceitá-la como ela é, mas eu não te aceito como você é, não aceito nada do que você faz nem amo nada do que você verdadeiramente é.
QUÃO BELO É VOCÊ (Final)
Quão bela é a chuva
Quão belo é o entardecer
E ao vir ao meu encontro, quão belo é você
QUÃO BELO É VOCÊ (Parte III)
Quão bela é a donzela da noite
Quão bela é a lua no céu noturno
Lua sorridente quando incompleta
Lua repleta, de brilho roubado
Quão pura cercada de brilhantes amigas
Clareia a escuridão e se destaca na imensidão negra da noite
Quão bela mesmo quando não se faz vista
Controlando o mar, regendo a orquestra salgada
Quão belo é o seu sorriso tímido ao ser elogiado
Quão radiante é, ofuscante para olhos sem amor
Sorriso galanteador, já tem meu coração
Quão realizada eu estaria se o motivo dele fosse eu
QUÃO BELO É VOCÊ (Parte II)
Quão frescos são os ventos que dançam do mar à cidade
Ventos de maresia
Quão fresco é o ar que sopra da praia
Quão frio é o toque do vento de agosto
Vento que faz as palmeiras dançarem
Vento de dança e de mudança
Quão bela é a dança das árvores
Folhas trêmulas ao ouvir o sussurro do ar gelado
Vento de vida, vento que enche os pulmões
Quão agradável é respirar brisas marítimas
Quão belo é o ar que te rodeia
E quão fácil é respirar o vento que te sopra
quando a cama volta a ser o único lugar onde quero estar. quando as paredes voltam a ser interessantes. quando eu perco a vontade de falar. quando não existir é meu desejo incessante. tudo voltou e não sei como lidar.
E dói...dói se ver voltando pra onde você lutou tanto pra sair.
QUÃO BELO É VOCÊ (Parte I)
Quão belas são as nuvens que no céu há
Nuvens brancas, bela pintura
Nuvens cinzas que carregam água
Em breve despejarão chuva
Quão belas são as pinceladas de nuvem no azul do céu
Céu azul, amarelo, lilás, laranja
Quão bela é a camada branca de nuvens entre a terra e o céu
Quão belo é o castanho dos seus olhos
Sóbrios e frios
Ou sensatos e calorosos
Céu nublado ou sol entre nuvens
O BOBO DA CORTE EM DECLÍNIO (2015)
Antes eu fazia boas piadas
Todas elas eram ótimas
Todos aplaudiam
E o mais importante: riam
Gargalhavam, e com isso eu ficava feliz
Mas agora quando faço uma piada
Tentando fazê-los rir
Eles olham e acenam com a cabeça
Em sinal de sim
Sem entender, pergunto o que acharam
Eles gritam comigo
E agora estou fraco
Pois as risadas me recarregavam
Como um carregador faz com o celular
Eu ainda gargalho sozinho
Mas não gosto
Gosto que riam comigo
Eu me alimento das risadas
Eu me alimento dos risos
E agora eu sou um Bobo da Corte
Mas um Bobo da Corte em declínio
Todo poeta abriga em si uma delicada forma de loucura.
— Ecos do infinito
OLHOS CASTANHOS
Olhos de madeira
Envernizada e polida
Cujos cristalinos brilham
Feito a lua iluminada à noite
Iluminam a escuridão tangível
Não há íris azul ou verde
Que se compare
Com o castanho puro
Dos seus olhos
De 2019
Estou feliz agora
Feliz em ver você
Quando você foi embora
Não consegui te esquecer
Estou feliz agora
Queria eu poder
Abraçar você agora
Nunca mais te perder
Estou feliz agora
Sua sempre vou ser
Apesar de sua demora
Não deixei de te querer
Estou feliz agora
Mas peço algo a você
Não posso te amar agora
Trate de não me esquecer
Estou feliz agora
Mas vou desaparecer
O motivo da minha demora
É um dia juntos podermos viver
Poema sobre um amor de adolescência impossível
Eu amo quando o vento tem som de mar
Como ela é?
Ah,
Ela é tudo isso aí
Sol, estrela, lua, mar
Todo o universo
Dentro dos seus versos
Um dia me elogiaram porque meus olhos sorriam junto com a minha boca
Mas acho que, na verdade, quando eu tô feliz, meu corpo todo sorri
Eu gosto da sua boca tortinha
Das suas olheiras
E da mecha mais clara que tem no seu cabelo
Tudo isso que você chama de defeito
É o que chamo de charme,
O que me desmonta por dentro
Eu tenho raiva da sua beleza
Da suas mãos perfeitas
Para desenhar
Poema incompleto porque eu já não sinto nada
Sabe, às vezes o amor dói
E eu nem tô falando de uma paixão arrebatadora,
De um coração partido
Ou de um amor não correspondido
Quando o amor é muito intenso, muito profundo, puro e verdadeiro
Ele também dói
Dói saber que já tratamos aquela pessoa de forma ruim
Dói ver um rosto tão ingênuo e puro
E lembrar que já perdemos a paciência com ele
Dói pensar que podemos ter traumatizado alguém que amamos tanto
Dói pensar que nossa imperfeição afete aqueles com quem mais nos importamos
Dói não ter controle dos estragos que causamos nos momentos de raiva
Dói amar muito
Dói machucar sem querer
Dói ver fotos e vídeos de alguém
E perceber que não fomos o melhor que poderíamos ser
Não fomos o que eles mereciam
Dói perceber que o tempo passou
Dói olhar pra trás
Mas dói ainda mais não poder voltar e consertar tudo