Conheça Maskim Francis D'Angelo, o estilista real, vindo da Província de Mardóvia, nascido na Itália de 28 anos. Mas atenção, sua fidelidade está em risco, os rebeldes têm seu nome na lista.
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Conheça Maskim Francis D'Angelo, o estilista real, vindo da Província de Mardóvia, nascido na Itália de 28 anos. Mas atenção, sua fidelidade está em risco, os rebeldes têm seu nome na lista.
Estar sitiado ou fazendo o cerco, duas situações opostas que colocavam os envolvidos no mesmo estado de sobrevivência. A escassez da comida virando uma batalha diária em busca da nova refeição e, não raramente, os próprios arredores forneciam sustento. Hedeon uma das lagartas com maestria, equilibrando-a sobre os dedos como se ela pudesse andar livremente. E talvez seja por isso, pela falta de surpresa, que tratava todas as comidas da festa como normais. — Lagartas são gostosas mesmo, se você souber temperar. — Sem hesitação, mordeu a cabeça da iguaria e riu, riu, porque o sabor não era nada do que esperava. — Mas posso garantir que nenhuma lagarta tem esse sabor lá fora. Aish, está tão deliciosa que acho estranho. — Não conseguiu comer o resto, o rosto fazendo uma careta engraçada para a lagarta antes de se voltar para a mesa. — O que mais você provou? Queria algo salgado e meus olhos enxergam tudo isso como açúcar.
A segurança com que o outro falava era... inquietante. Maskim expressão sua confusão com um franzir das sobrancelhas, pendendo a cabeça para o lado ao observá-lo. "Você... já comeu, por um acaso?" nem sabia o porquê de soltar a pergunta, sua curiosidade às vezes era grande demais; mas temia se arrepender quando a resposta viesse. "Oh Dio! Fico feliz de pelo menos saber que isso aqui realmente não é de verdade, por um momento até pensei que poderiam estar pregando peças em todo mundo e servindo bichinhos de verdade." confessou seu devaneio, o sorriso sapeca brincando nos lábios pintados de um vermelho escuro. "Para sua sorte, meu foco maior também foram salgados. Eu comi uma torta deliciosa, o garçom chamou de cérebro assado, mas acho que era torta de maçã? Quer dizer, tirando a aparência esquisita, o gosto era disso."
× Maskim D'Angelo at Masquerade Ball; parte 2.
Com o aproximar da meia noite, Maskim se afastou do salão com a ajuda de um grande amigo. Assim como para entrar, Connell lhe auxílio a sair antes do horário da permissão da retirada das máscaras. Trocou de roupa, dessa vez optando por algo que era considerado mais seu estilo.
Tons pastéis para a calça e a camisa, o cabelo preso em um coque arrumado — e bem preso — já que não teria tempo de retirar por completo o aplique. O rosto livre de maquiagem e os pés de volta a um confortável sapato social fechado. Enquanto durou, a liberdade foi algo extraordinário. Agora só precisava fingir que estava trajando aquilo a noite inteira.
— a parte 1 aqui.
Alexei Fyodor havia acabado de colocar os pés naquela festa e carregava uma taça de vinho tinto, que não estava no seu plano de portar vermelho em demasia, mas que combinava perfeitamente. A taça estava em sua mão como quem carrega um copo de whiskey barato em um bar qualquer, os passos lentos por entre as pessoas e os movimentos diversos era só para que ele pudesse se sentir seguro e a vontade ali, mesmo com a máscara, parecia uma missão impossível. Chegando em um espaço com alguma comida que fez o estômago de Fyodor embrulhar-se, ele odiava aquela ostentação quando se tinha tantas bocas famintas fora daqueles muros. ’Nunca pensei que iria dizer isso…’ foi a frase que lhe roubou a atenção, mas ficou só nisso mesmo, os olhos azuis de Alexei foram desviados para a figura de curvas delineadas, perfeitamente alinhadas a um vestido fabuloso, talvez fosse os olhos verdes sob a maquiagem perfeita ou os lábios avermelhados que mordiam o doce com tanta vontade, ele não soube, mas alguma coisa lhe chamava a atenção e não conseguia nem raciocinar de maneira inteligente. “Desculpa…” Começou sem jeito, rindo logo em seguida, lembrando-se do vinho e então levou a taça até os lábios, dando a pausa de respiro dedicado ao longo gole da bebida que quase deixou a taça vazia, respirou fundo e sorriu. “Eu não prestei atenção no que disse, poderia repetir?”
A doçura da lagarta de gelatina era suave, mas o gostinho de morango permanecia em sua boca. Lambeu os lábios para pegar os últimos resquícios da geleia de dentro que provavelmente simulava sangue; também foi algo gostoso. A ideia era nojenta, mas o gosto? Delicioso! Por causa da grande desconfiança que pairava em si, Maskim sentiu o peso do olhar alheio e rapidamente pousou sua atenção no outro. Ele parecia estático, céus, já tinham lhe reconhecido? Engoliu em seco, tentando manter a postura calma e tranquila, não podia deixar que o medo do reconhecimento realmente lhe entregasse. O pedido de desculpas pelo menos serviu para apaziguar um pouquinho seu desespero interno, exibindo então um sorriso para disfarçar seu quase deslize. "Eu disse... a lagarta tem um gosto bom." repetiu, não com as mesmas palavras mas ainda com o mesmo sentido. Talvez o olhar pesado não fosse de reconhecimento, afinal. Um riso leve então lhe escapou antes que pendesse a cabeça para o lado. "Você já provou?" perguntou com curiosidade, mordiscando o cantinho direito do lábio inferior.
˙ ˖ ✶ “Por falar nisso, já está na hora de você dar outra mordida.” Um breve riso foi dado enquanto o cupcake era entregado de volta à companhia. Ponderou alguns segundos o comentário da moça, balançando a cabeça em afirmação com um leve sorriso. “Nunca havia pensado por esse lado antes.” Um riso escapou dos lábios da morena enquanto os braços se cruzavam em volta do corpo. “Fico lisonjeada que ache isso…” As bochechas se enrubesceram levemente com o elogio da companhia. Era em momentos como aquele que se sentia menos deslocada entre o mar de pessoas que já faziam parte da corte desde que nasceram. “Você está hospedada no castelo ou só veio para o aniversário do príncipe?”
Nem sequer protestou, apenas aceitou o bolinho de volta para morder novamente. A sobremesa gostosa tinha conseguido lhe vencer ali, uma delícia. "Essa foi minha última se quiser companhia para experimentar mais coisas, m'lady." decretou ao devolver o último pedaço do cupcake para ela. Foi uma ótima ideia dividirem, mas Maskim não podia se dar ao luxo de esquecer que precisava ter limites. "É o lado certo a pensar. Ninguém deveria ser capaz de ditar-lhe o que vestir. Cada um deveria escolher o que bem quisesse." no fundo, era mais um lamento por si do que pela jovem que compartilhou a breve insegurança sobre estar bem ou não nas roupas elegantes do palácio. Não aceitava que uma dama tão bela tivesse tais dúvidas, repetiria quantas vezes fosse necessário para que ela acreditasse em suas palavras. "Disponha, mas saiba que não precisa agradecer nem nada, é a verdade." acrescentou com segurança. A pergunta sobre sua presença pertencer ou não ao palácio lhe fez morder o interior da bochecha. Já não tinha sido nada gracioso de sua parte ignorar a questão sobre como a jovem poderia lhe chamar, não podia simplesmente pular outro assunto também. Então suspirou, ela estava sendo tão gentil, merecia a mesma coisa em troca. "Eu não disse antes, mas pode me chamar de Fran." decidiu mesmo que demonstrasse um pouquinho de hesitação. "E... bem, eu estou hospedada sim, não acho que alguém aqui veio apenas para o aniversário, não é?"
— Acho que não é a única, mas não faz diferença porque eu não me lembro de nada mais para dar como exemplo. - Deu de ombros, olhou a bandeja de um outro garçom que vinha em sua direção e esticou a mão para pegar o que quer que estivesse ali. Encarou o que tinha em suas mãos, e se arrependeu ao ver que tinha aparência de um olho bem realista. — …Por que não? - Falou de forma arrastada, fechou os olhos e enfiou o “olho” na boca. Sentiu o sabor do chocolate e logo seu sorriso se abriu ainda mais. — Mama mia! Somos dois então. A ignorância é uma benção as vezes.
Uma coisa era comer que parecia uma lagarta, outra — completamente diferente — era comer um olho. Maskim encarou-a com uma expressão enjoada, se inclinando um pouquinho na direção alheia para poder soltar: "Você nem hesitou em enfiar aquilo na boca, devo me preocupar, mio cuore?' o apelido escorregava com facilidade e o riso também. Tinha quase certeza de que Anastasia lhe reconheceu assim como a tinha reconhecido; portanto, não precisava esconder muito. Bem, não com ela. "E ainda vai me dizer que estava gostoso?"
Não podia negar que sua estilista tinha boas ideias, mas fora tão difícil convence-la a utilizar um tecido transparente, Helenka tinha ideias pouco ortodoxias com relação a liberdade de seu gênero, precisou lutar para estudar, depois para ser respeitada como médica na guerra e agora, precisava novamente lutar para que ainda que sujeita a uma competição como aquela ainda tivesse voz quanto as próprias roupas, estava brigando com o suporte em outro onde deveria guardar a espada de modo simples, mas pela coroa, era só uma argola, sua disputa pessoal fora interrompida com o comentário alheio, algo tão inusitado que capturou a atenção de imediato. —— É algo que não parece só de olhar, mas já que você disse. Não excitou em pegar um para si e mordisca-lo apenas para saber qual o gosto, surpresa fora a expressão estampada na face daquela que buscou a visão da face da figura a sua frente. —— É uma delicia mesmo! Bem vi que possuía um ótimo gosto, seu vestido é fantástico!
Levaria um tempo para superar o gosto do docinho, talvez até achar um tão gostosinho quanto a lagarta. Não tinha coragem de experimentar os escorpiões por motivos simples: tinha medo dos verdadeiros, não queria nem mesmo uma imitação em sua boca. Mas arriscaria depois as aranhas ou baratas, isso sim podia. Os olhos verdes foram desviados para a figura ao seu lado e Maskim riu. "É estranho, não é? Como algo tão feio pode ser tão gostoso!" dissera, ainda com a surpresa explícita em seu tom. Observou-a experimentar o doce e não poupou um riso livre, este um pouco mais profundo e grosso do que deveria, mas não se importava nem um pouco. "O pessoal da cozinha parece ter se empenhado para deixar tudo com aparência nojenta, mas um gosto explêndido." elogiou. Uma olhada mais demorada na moça e sua atenção estava sendo roubada pelas vestes desta. Ora, como poderia resistir? A vestimenta belíssima não foi desenhada por si, então gostava de observar os detalhes. Para não mencionar que a dama parecia belíssima, Maskim precisou piscar algumas vezes para poder se concentrar novamente. "Obrigada, mas você também está nessa categoria porque nossa, você está magnífica."
𝒏𝒐𝒏 𝒆𝒓𝒂 𝒖𝒏 𝒔𝒐𝒈𝒏𝒐, 𝒆𝒓𝒂 𝒖𝒏 𝒓𝒊𝒄𝒐𝒓𝒅𝒐 ; task2
O dormitório estava quase vazio salvo por alguns estudantes que chegaram ali tão cedo quanto Francis. O clima tão ameno permitia que trajasse um short e uma camiseta, esta com o emblema da universidade e algumas manchas de tinta no tecido; tinha sido um dia divertido, experimentou alguns trotes engraçados e leves, as pessoas não estranharam quando pisou ali com os cachos longos e os olhos pintados. O sorriso permanecia em seus lábios enquanto arrumava as gavetas. Cantarolava uma música que saía de um rádio deixado na mesinha de cabeceira, a postura relaxada sendo uma novidade já que agora estava longe de casa e não precisava fingir ser alguém que não era.
Mas escusado seria dizer que talvez Francis devesse começar a aprender a fechar a porta. Só teve essa noção quando a mesma foi abruptamente aberta e a figura de seu pai entrou no quarto logo seguido de sua mãe. Ambos tinham expressões fechadas na face mas nada se comparava ao olhar que o pai lhe deu quando olhou para baixo e lhe viu ali. "O que significa isso, Francis?" o homem perguntou. Tinha em mãos um papel que foi atirado em sua direção, era sua recusa para o exército. Levantando-se de maneira hesitante, dobrou o papel com cuidado. Seu pai era um homem alto demais, forte demais, tendo servido anos no exército, carregava ainda a postura militar. Coisa que Fran não tinha nem um pouco. Antoine sabia impor sua altura aos filhos, nunca perdia essa chance e dessa vez não foi diferente. Francis pôde apenas abaixar os olhos em respeito como havia aprendido na infância.
Anastasia estava um pouco desligada, mas quando passou a prestar atenção no outre, reconheceu rapidamente quem era. Aquele sorriso era pelo qual ela estava apaixonada a tempos atrás, impossível não reconhecer. Se não soubesse que a graça da festa era manter o mistério, falaria seu nome em alto e bom som, só para ter certeza que era elu. — Não sei se concordo, torta de limão não conta como doce e usam fruta? - Disse ainda sorrindo, talvez com o sorriso um pouco maior que o costumeiro. — Huh, nem imagino isso. Eu com certeza não sobreviveria, olha meus bracinhos... - Brincou circulando seu pulso com a outra mão, para mostrar o quanto era fraca. — Oooh, é verdade, nunca pensei nessa possibilidade. Mas eewl, não, não comi e nem quero. Deixe apenas as expectativas nessas falsas mesmo.
"Esqueci que torta de limão é realmente bom. Talvez seja a única exceção?" não conseguia pensar em nenhuma outra mais. Além de quê, se não fosse feita corretamente, ficava azeda demais e aí não gostava. Então para ser realmente uma fiel exceção, dependia muito. "Tenho certeza que está subestimando a si mesma, mas também não vale a pena testar isso, okay? Nada de se enfiar na floresta e descobrir." alertou logo. Anastasia tinha uma força dentro de si sim, Maskim não duvidava que a garota pudesse fazer qualquer coisa; mas sua opinião poderia ser elevada demais já que a loirinha conseguia lhe reduzir a uma bagunça de sorrisos suaves mesmo agora. "Sinceramente, também prefiro não descobrir se é viscoso mas gostoso. Prefiro ficar na minha ignorância."
his beauty cannot be described with words
❝Gosto de pensar o mesmo, ainda que pela sobrevivência somos capazes de tudo…❞ Deu de ombros outras vez, os seres humanos poderiam ser bem estranhos quando em situações extremas. ❝Não exatamente, tinha outros afazeres mais importantes geralmente.❞ Os pais poderiam ser bem rígidos quando queriam, então, para ele era apenas normal ter crescido daquela forma e não ter tanto apego a doces. ❝Tem um chamado vômito de vampiro? Acho que isso me faz me arrepender um pouquinho de minha fantasia.❞ Comentou em tom jocoso, não se arrependia, mas via graça em tudo aquilo. Apenas seguiu a dama até onde parecia ser o local que se encontrava tais aperitivos de nomes tão esdrúxulos. ❝Certo, estou contando com sua palavra de que são boas, espero que não seja uma pegadinha apenas por que não tenho como saber quem és.❞
"Só... que não era bem pela sobrevivencia, não é?" fez uma careta ao mencionar o detalhe. Pessoas ricas fazendo merda, costuma dizer. "Coisas importantes... isso não soa como algo que uma criança apreciaria." franziu um pouquinho o cenho antes de deixar de lado e não questionar mais, estava se intrometendo? Não sabia bem onde a linha da intromissão e da curiosidade eram traçadas. "Tem sim! Não ouviu nenhuma brincadeira sobre isso e a comida, aliás?" perguntou com um sorriso travesso. Estava com vontade de zombar sobre a ligação entre a fantasia e o canapé, mas resistia ainda. "Esse do vômito é uma espécie de geleia, eu acho que é framboesa, não consegui identificar direito." informou, apontando para a bandeja com o mesmo quando chegaram no local. Mas seu foco era a tortinha — muito boa por sinal — então pegou uma delas para si e outra para o rapaz, entregando-lhe uma. "Juro que não é! Se bem que agora você me deu uma ideia, m'lord. Poderia realmente enganar outras pessoas com isso... não você, agora já ficará esperto demais para que eu tente algo."
Anastasia amava os doces, e os salgados e talvez qualquer coisa que estivessem servindo ali. Mas não conseguia comer muito, e por isso era pouco o que pegava para comer. Olhou para o lado, assim que ouviu o comentário do rapaz e se pôs de forma curiosa, a olhar para a bandeja. — Verdade? - Soltou a pergunta sem pensar. — Hum, é doce, então você não está mentindo. - Riu esticando sua mão e pegando uma também. Levou até seus lábios, e de forma nada graciosa a colocou na boca. — Seria bom que as lagartas tivessem esse sabor de verdade, não acha?
Com a mesma clareza que o sol nascia todas as manhãs, Maskim podia dizer: reconhecia aquela voz em qualquer lugar que estivesse. No escuro ou no claro, perto ou longe, não importava. Quando a ex-namorada falava, seus ouvidos se animavam e a identificar tornava-se fácil. Assim como isso era inevitável, o sorriso que tomava conta de seus lábios também. "Sim, as pessoas só erram com doces se tentam enfiar frutas." brincou, dando-lhe uma piscadela. Como não sabia se podia usar os nomes das pessoas ali antes das máscaras caírem ou mesmo se queria que o seu fosse dito, evitou isso. "De fato, seria bem mais fácil sobreviver em uma floresta por exemplo, se alguém perdesse o caminho de volta para a cidade." contou. Não era incomum, principalmente com crianças, então facilitaria bastante. "Mas bem, elas podem ter esse gosto e não sabemos. Ou você já comeu uma para saber se é ruim?"
Ouvira várias pessoas se referindo às convidadas como miladies, principalmente porque o tema da festa fazia com que ninguém soubesse ao certo que títulos utilizar ao tornar todas as pessoas anônimas, ou perto o suficiente disso. Freya ainda assim enrugou um pouco a testa, não gostando muito da formalidade. Com uma sobrancelha arqueada, observou novamente a gelatina em forma de lagarta, seu olhar voltando imediatamente para a desconhecida com um sorriso felino nos lábios “—Sabe, isso para me parece vagamente um desafio, então eu com certeza irei provar” garantiu enquanto pegava uma e comia “—É, é realmente boa”
Foi quase automático espelhar aquele sorriso, devolvendo-o de forma sapeca ao pender a cabeça para o lado e observá-la começando a provar o doce. Maskim não era expert em docinhos, mas aquele realmente lhe agradou então estava confiante. E pela forma como a outra concordou, deveria ter acertado. "Eu disse! Posso não conhecer muitos, mas quando vejo algo bom, reconheço." garantiu, dando-lhe uma piscadela com o olho que a máscara não escondia.
˙ ˖ ✶ “Eu penso que não dá para se estragar doces, mas esse com certeza está além de tudo de bom que já comi.” Falou sorrindo antes de dar uma mordida no bolinho que lhe fora entregado. “Red Velvet é meu sabor preferido, então sou suspeita a falar.” As costas da mão foram levadas à boca para a cobrir e abafar o riso que fora dado enquanto o doce ainda estava sendo comido por ela. A cabeça balançou em concordância com a afirmação dela, igualmente desviando seu olhar para admirar o local, ainda que mais brevemente. “Se mesmo sem ideia você já veio com um vestido incrível, imagina se tivesse planejado ainda mais.” Empurrou levemente a companhia com o ombro em meio a uma risadinha tentando animá-la. “Bom, não é como se eu desgostasse de depender do estilo deles. Há alguns anos atrás mal imaginaria que poderia estar me vestindo com tanto luxo e ainda não sei exatamente como reagir ou se me cai bem.” Confessou deixando um breve sorrisos sem graça escapar acompanhado de um leve rubor em suas bochechas
"Não consigo confiar assim cegamente nas pessoas, apesar de que, doces realmente são uma maravilha... alguém sempre pode ferrar."embora não comesse muitos então talvez sua opinião não contasse. "Por exemplo, quando enfiam frutas em bolo? Isso é um sacrilégio!" reclamou. "Adoro a boa e velha massa de chocolate, mas confesso que esse também me pareceu gostoso. Só havia comido uma vez antes e não gravei o nome." Maskim contou. Uma risadinha lhe escapou com a brincadeira alheia, assustando-se por alguns meros segundos com o leve empurrão, com suas vestes rotineiras, as pessoas geralmente mantinham uma distância educada, principalmente as outras damas; toques não eram de seu costume, mas não podia dizer que por desagrado de sua parte, apenas porque as outras pessoas não iniciavam ou se mostravam confortáveis. Então sorriu, batendo levemente o cotovelo no dela. "Quando percebi que não conseguiria pensar em uma fantasia, eu tinha uma ideia do que queria. Pelo menos um pouco, não estava satisfeita até ver pronto." no papel podia parecer bom, mas às vezes quando produzido, a peça não ficava tão interessante. Por sorte, esse ficou. "A alta costura combina com qualquer um que lhe der chance, principalmente com os tecidos magníficos que são ofertados aqui. Se você gostar de sua vestimenta, ela lhe cairá bem." alegava isso de maneira confiante pois era no que acreditava. "Além do mais, você está linda com uma fantasia! Então com vestidos elegantes feitos aqui? Deve ficar ainda mais."
A menina tinha um ponto, realmente, não era comum que servissem esse tipo de coisa, mas bem, não é como se Liliya fosse uma expert em pratos servidos pela corte. De fato, achava muitas das coisas esquisitas por demais enquanto todos consideravam uma iguaria. Caviar era uma delas. ━ Legal, né? São azedinhas e doces. Vou pedir para Adelaide e Luciya sempre guardar um pouco disso para mim. Tem gosto de algo que a gente come em festas do pijama. ━ Nunca tinha tido uma festa do pijama desde a quarta série, de modo que as coisas podiam ter mudado muito. ━ Okay, vamos jogar um jogo. Experimentar esses docinhos as cegas e tentar adivinhar do que são feitos, topa?
"Eu seria a pior pessoa para concordar ou discordar com isso. Festas de pijama não eram algo muito comuns para mim." na verdade, desconhecia completamente, pelo menos do ponto de vista infantil e adolescente. Seus pais não lhe permitiriam ter um comportamento que julgava ser de menina então infelizmente perdera muitas coisas. Mas deixou rapidamente tal linha de pensamento de lado e se animou com a proposta, não poderia provar todos os doces de fato, mas os menos açucarados iria arriscar. "Gosto da sua ideia! Que tal você provar primeiro e me dizer se é ou não muito doce? Porque eu não posso enfiar o pé assim descontroladamente."
— ❝Essas minhocas são muito boas, se não quer uma overdose de açúcar. Elas são tipo umas gelatinas e cada cor tem um sabor diferente. As minhas favoritas são as roxas e as amarelas. ❞ Indicou, achando-se a expert na mesa de doces. Era seu perfil ser uma anfitriã, mesmo quando a festa não era sua e, diante da revelação alheia suspira, pois não fazia ideia da condição com relação aos doces. — ❝ Sinto muito! Deve ser horrível ter de se preocupar com o que você pode e não pode comer. Eu com certeza não me sairia bem porque desconheço limites. ❞
Na primeira sentença, Maskim já estava desviando seu foco para as tais minhocas. Eram coloridas e pareciam do mesmo material que a lagarta, então confiou no que a outra disse, não podia ser tão doce. Tinha um apanhador junto a bandeja, foi usado para pegar algumas — de cores sortidas, exceto verdes — para experimentar. "Geralmente gosto de todas as cores de doces, excerto verdes. Nada que é verde pode ser bom." enrugou um pouquinho o nariz o que fez sua máscara se mexer levemente; rapidamente subiu a mão para ajeitar, finalmente provando primeiro as minhoquinhas que a jovem dissera. "Mais uma vez estava certa, essas são gostosas. Suaves e boas!" concordou, comendo de outras cores para testar se eram legais também. "Oh, está tudo bem. É uma merda sim e no começo também não conhecia limites... mas agora já me acostumei."