Keep Calm // Melissa, Matthew, Agnez e Tadeo // Caminho para casa
Hoje realmente tinha sido um dia diferente dos outros. Primeiro cantado na frente de todos e dançado, segundo fazendo novas amizades. Era uma evolução muito grande para um dia só.
“Matthew você está a uns dois minutos aí enrolando, vamos logo, eu to morrendo de frio” Melissa falou praticamente dançando pra se esquentar.
"Pronto drama queen, estou aqui. Sentiu muita falta enquanto eu ajeitava os meus cadarços? A menos que quisesse que eu caísse no caminho pra casa“ Matthew falou rindo e pegando uma das mãos quase congeladas da amiga e colocando sua mão com a dela em seu bolso da jaqueta.
Enquanto iam caminhando pra casa o silêncio novamente se fez presente até que Melissa puxou assunto.
”Você não me elogiou ainda. E a propósito, ganhei a aposta.“ Disse aumentando o sorriso e mandando beijos no ar e jogando os cabelos sobre o ombro para Matt que começou a rir da amiga.
”Não preciso aumentar seu ego, você já faz isso por conta“ ele falou e riu depois de ganhar um tapa no peito ”mas você foi muito bem, estou orgulhoso. Não me viu babando em você dançando daquele jeito?! Você estava fantástica, deveria fazer isso mais vezes“ Suas bochechas logo enrubesceram, mas Melissa apenas riu como se não tivesse levado a sério o que ele havia falado. Ouviu um baixo “idiota” soltado por Melissa.
Enquanto iam andando para casa Melissa notou que estavam sendo seguidos, ou era paranoia sua cabeça ou coisa do tipo. Mas de repente a menina notou que havia alguém parado na frente deles. Logo ela apertou a mão de Matt.
”Não se preocupe Mel, nós vamos sair daqui em segurança“ Matt falou apertando a mão dela, juntando seus dedos no bolso.
Quando Melissa olhou para trás a pessoa que estava realmente os seguindo havia parado também, com um sorriso maquiavélico no rosto, enquanto o que estava na sua frente estava com um sorriso irônico no rosto.
Melissa agora entendia a preocupação dos pais e do irmão sobre sair à noite.
Tadeo ainda tremia um pouco, mas ele sabia o que precisava fazer, uma das crianças estava muito doente por causa do clima e sabia que não iria melhorar, guardou para si a arma que conseguiu tirar da mãos de um provável assassino, fazia aquilo a tanto tempo que não se incomodava mais, mas nunca com uma arma de fogo. Nunca com alguém que realmente podia matar alguém. Tentou se prevenir de qualquer coisa que os machucassem, no fundo Tadeo odiava toda sua situação. Retirou todas as balas e jogou em um dos lixos escondido das crianças.
Sua maior preocupação era o bem-estar daqueles que tanto cuidava e quanto mais se planejava, via o quanto aquilo podia está errado. Deu uma olhada rápida para a amiga atrás deles, tentaram se “disfarçar” o máximo que era permitido, o que já não era muito, porém dificilmente veriam seus rostos.
Havia planejado tudo, encontrou os rapazes com dinheiro e celulares chiques, observou quase que o dia inteiro, em uma parte do dia realmente pensou em desistir até saber que ela piorava. Não perderia nenhuma criança novamente. Só confiava na Agnez até o momento, os dois saberiam o que fazer quando chegasse a hora. “Passa o dinheiro, agora!” Murmura em um tom de raiva, apontando a arma para os dois sem se aproximar muito. “Dinheiro, celular, tudo que tiver de valor!”
Quando o cara apontou a arma eu senti a tensão da mão da Mel junto da minha. Não era uma tensão apenas de medo, eu sabia que os poderes dela poderiam se manifestar a qualquer momento a partir de agora. Não pensei duas vezes quando dei um passo na frente dela para a defender.
“Vai com calma cara. Vocês não precisam fazer isso. Não vamos chamar a polícia nem nada, apenas fale do que vocês precisam e nós vamos ajudar. Mas por favor, não nos machuque” levantei a mão, que antes estava dada com a Mel e coloquei a frente em direção da arma.
Meu pai tinha me ensinado a desarmar alguém, mas não sei se eu me lembrava como fazer isso. Notei que Melissa, que estava atras de mim agora, me cutucou nas costas e sussurrou “eu posso controlar meus poderes Matt, só preciso me concentrar na arma, eu posso fazer ele derrubar ela e podemos correr até em casa”. Fiz que não com a cabeça mas mantendo meu olhar no cara que estava em minha frente, não arriscaria ela enfrentando ele. Não agora.














