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@maurodeogumumbanda
Venham conversar comigo, meus amores. Fiquem a vontade pra pedir conselhos ou desabafar. Aceito anônimos!
Vamos combinar uma coisa?
TODO MUNDO É TÓXICO!
(Eu sei que ao ler isso você já se retirou dessa…)Mas vamos lá, sem hipocrisia quantas vezes você:
-Não se importou nem um pouco com os sentimentos das pessoas (pessoas essas que nunca lhe fizeram mal)
-Quantas vezes você ofendeu alguém gratuitamente ou cagou regra sobre a vida de alguém ou até sobre seus pensamentos ou sentimentos?
-Quantas vezes você deixou seus relacionamentos se deteriorarem é no final colocou toda a culpa no outro? -Quantas vezes você se colocou numa situação de vítima, mesmo sabendo que nem tudo foi daquela maneira? -Quantas vezes se recusou a abrir sua mente para conhecer coisas novas ou apenas não julgar o outro e entender que ele esta no próprio processo de desenvolvimento? -Quantas vezes você não respeitou o espaço do outro? -Quantas vezes você se coloca numa posição superior aos demais?
Pois é amor… Você TAMBÉM é toxico e só depois que você admitir isso para si, você vai parar de taxar os demais como toxico e vai começar o seu processo de transformação
#umbanda #fe #religiao #axe #sarava #aruanda #orixa #zambi #oxala #paz #magia #sagrado #amor #terreiro #gira #laroye #exu #pombagira #omulu #obaluae #oxossi #iemanja #xango #iansa #ogum #oxum #caboclo #pretovelho #ere #pombogira ✨ Recebido através de aplicativos de mensagens. Favor entrar em contato para créditos de autoria, participação, colaboração ou fontes de ilustração. ✨ (em Curitiba, Brazil) https://www.instagram.com/p/Bp9PMUzBMYn/?utm_source=ig_tumblr_share&igshid=1wg8r6i3ykmfn
#umbanda #fe #religiao #axe #sarava #aruanda #orixa #zambi #oxala #paz #magia #sagrado #amor #terreiro #gira #laroye #exu #pombagira #omulu #obaluae #oxossi #iemanja #xango #iansa #ogum #oxum #caboclo #pretovelho #ere #pombogira ✨ Recebido através de aplicativos de mensagens. Favor entrar em contato para créditos de autoria, participação, colaboração ou fontes de ilustração. ✨ (em Curitiba, Brazil) https://www.instagram.com/p/BpjutR7n2sF/?utm_source=ig_tumblr_share&igshid=bxjj9av6lexy
Desvendando a Umbanda
CERTA VEZ, SONHEI COM UM HOMEM, UM BAIANO DE SIMPATIA CATIVANTE, QUE ME LEVOU A UM TRONO PERDIDO EM NUVENS. HOMEM MAGNÍFICO, VESTIDO DE VERMELHO, MAJESTOSO COMO UM REI, DISSE: “AJUDAREI, APESAR DELA NÃO SER UM DOS NOSSOS”. NADA SABIA DE UMBANDA, TUDO IGNORAVA. POR ISSO, DEDICO ESSE TRABALHO À XANGÔ. KAÔ KABIECILÊ, SENHOR REI! APRESENTAÇÃO Gostaria de ter uma conversa com você. Aliás, antes de começar este trabalho, gostaria era de termos trocado idéias, ouvido suas opiniões, dúvidas e reais necessidades de conhecimentos. Já que não é possível, vamos esclarecer as razões que me motivaram a iniciar este livro e adotar alguns autores, de outras religiões. Sei que mais uma colcha de retalhos, uma coletânea de textos já escritos por outros autores não cabe. Bom, a idéia começou com um pequeno manual distribuído aos médiuns na casa de Umbanda que freqüento, com muito boa aceitação. Foi aí que vimos a urgência de algo bem simplificado, abrangente, gostoso e fácil de ler, diferente de toda a literatura escrita sobre o assunto. Algo que fizesse a difícil tarefa de acabar com os regionalismos, evitasse as muitas superstições infundadas que correm por aí. Mas é muito querer abordar tudo em um simples livrinho. Porém, fiquei satisfeita por pelo menos ter podido falar nos pontos básicos que todo o mundo quer saber. Nasci em lar espírita e toda a minha formação foi no Espiritismo, chegando a ser médium. O Espiritismo é uma doutrina brilhante, seus médiuns passam por uma boa escolarização, tornando-se disciplinados, estudiosos. Ninguém senta, sem constrangimento, em uma mesa sem saber o que é o passe magnético, como se processa e as noções científicas elementares que, mesmo sem se ter muita cultura, qualquer um pode compreender nos dias de hoje. Motivo houve para tornar-me umbandista, o qual ou os quais não me caberia citar. Todavia, desejo trazer elementos básicos encontrados na bibliografia espírita para explicar por que acendemos uma vela, um preto-velho dá uma baforada com o seu cigarrinho de palha (ou cachimbo) no consulente, para sabermos um pouco, afinal, do que estamos fazendo dentro de uma casa de Umbanda. Quero deixar bem claro que Umbanda não é Espiritismo, e vice-versa. São coisas completamente distintas, apesar de haver alguns pontos em comum. E são esses pontos que iremos abordar. Agora vamos conversar sobre alguns prós e contras. Quando me refiro a superstição, quero falar sobre aquelas afirmações mais estranhas, sem fundamento, aquelas que, por desconhecimento qualquer um diz o que bem entender a seu respeito. Nos anos de trabalho, pessoalmente, já escutei as coisas mais estranhas. Nesses casos, só temos de lamentar que se espalhem nas casas, o que é isto ou aquilo. Não basta dizer que fulano ou beltrano disse. Creio que isso não é resposta. Duvidar não é pecado. Pecado é não compreender onde estamos nos metendo, não é mesmo? Há muitas polêmicas. Uma são os limites da Umbanda e o Candomblé (ou Xangô, ou Nação, ou como é chamado o Candomblé em sua localidade). Apesar de religiões irmãs, são diferentes. Na Linha Branca ou Umbanda são invocados os mesmos Orixás, daí estudá-los e recordar as suas origens. Mas não há sacrifícios e cobrança de dinheiro. Dinheiro é problema delicado. Uma das Leis de Umbanda diz que deve haver caridade desinteressada. Talvez, por esse motivo, os Exus ou Elebaras não “baixam”, não trabalham com o público, são evitados, por exigirem sacrifícios. Quem sabe, por trabalharem em fluidos mais densos, por falta de esclarecimento, são vistos como facas de dois gumes. Sem eles, não há trabalho. E as casas não “cruzadas” não querem fazer sacrifícios. O que fazer? Aí lembro de uma Pombagira que, um dia, disse que uma entidade superior a ensinara a buscar na natureza, em lugares específicos, os recursos que necessitava. Daí trabalhar sem “pagamento” e até gostar de fazer a caridade, apesar de, ainda, fazer parte das falanges de Quimbanda. Ou seja, trabalhava nos “dois lados”. O que falta então? Orientar as entidades, esclarecê-las de suas reais necessidades no plano espiritual com carinho e respeito. Sobre dinheiro, os médiuns não devem receber “axés” ou remuneração pelos serviços. Deve-se limitar ao material gasto nas oferendas e utilizado nas sessões, tais como álcool, velas, ervas, defumação, etc. Há, inclusive, casas que de tão preocupadas com isso, pedem ao consulente que traga o material ou são cobradas taxas não obrigatórias, insignificantes, com fins de cobrar contas de água, luz e outras. E tudo isso para quê? Em todas as religiões, em todas as atividades humanas no mundo, há os exploradores da boa-fé alheia. Muitos tornam a mediunidade uma forma fácil e lucrativa de ganhar a vida. Solicitam trabalhos desnecessários, coagem as pessoas, assustando as que os procuram na esperança de solução dos seus problemas. Cobram preços exorbitantes, prometem milagres que não se cumprem. Tornam a “Umbanda” ou o Candomblé local em farsa, razão de pilhéria e descrédito. Por todos esses motivos reunidos, Jesus ensinou que deveríamos dar de graça o que de graça recebemos. Evita uma série de problemas ao próprio médium que, mais cedo ou mais tarde, vê-se em descrédito em seu meio, e surge o que o médium jura que acontece com todo o mundo, menos com ele: os guias afastam-se para dar lugar a ferozes obsessores, tornando-se alvo dos “castigos dos Orixás”, que nada mais é do que o retorno de suas próprias más atitudes. Como disse uma vez um preto-velho, o bem e o mal são bolas de borracha que, jogadas à parede, retornam a quem as jogou, com igual força e intensidade. Desconfie dos lugares onde circula o dinheiro. Das aparências. Verifique a real destinação dos recursos, e se existe o mais importante: o amor ao próximo. Na mediunidade, a moeda circulante é o amor. Sem ele, viramos mercenários. É preciso ser muito forte quando começam os presentes, os elogios, os valores dados com carinho para auxiliar aqui e ali. É nesses momentos que vemos até onde vai nossa vaidade pessoal, que acaba minando os círculos mediúnicos, e a enorme responsabilidade de servos dos Orixás, antes de tudo. Para escrever, esbarramos na maior dificuldade: os regionalismos. E, para complicar ainda mais, as diferentes nações de origem de cada estado com língua, costumes e ritos diferentes de adoração aos Orixás. Com isso, sabemos, surgem os mais estranhos exotismos citados por pessoas malorientadas. Com a crescente divulgação de revistas e livros sobre os Orixás, suas origens, saudações, está havendo uma nova conscientização. E isso é excelente. O que é puro, então? É o conhecimento e o respeito à nação de origem do culto que se está praticando, no Candomblé. Na Umbanda, apesar dos conceitos centenários vindos da África, isso não acontece. Muitos dos elementos existentes nos cultos são estranhos às nações africanas, de origem. Vidro, louça nas contas das guias, álcool, fumo americano, ervas, e a crescente mobilidade no aprendizado umbandista, diferenciam-no do Candomblé, em muito. Tudo deve ser adaptado aos meios e recursos disponíveis. Um exemplo a citar é que, ao ler a obra de Olga Gudolle Cacciatore sobre o Orixá Ogum, constatei que o mesmo recebia inhame assado em suas oferendas. Curiosa, procurei em vão pelo tal inhame que surgiu, muito recentemente, nos supermercados, como produto exótico e caro. Em suma, o inhame não cresce no Rio Grande do Sul. É praticamente desconhecido aqui. E agora? Oferecem-se outras coisas. É a solução! O jeito encontrado foi citar, apenas, as oferendas com materiais disponíveis em todos os lugares. Simplificar o máximo possível. Aliás, as oferendas sulistas são bem fáceis de preparar, muito diferentes da sofisticação das receitas baianas, por exemplo. Assim, o material básico mantém-se, porém, preparado sem maiores detalhes. Tentaremos evitar ao máximo o que é sabido e usado apenas no Rio Grande do Sul, para não destoar dos demais Estados. Entretanto, desde agora pedimos a sua compreensão para essa dificuldade. E os Orixás respondem aos pedidos, oferecidos tão simplesmente. Posso afirmar que sim. Vemos que o tempero principal é a fé. O amor. O mesmo amor que faz entidades luminares tomarem a forma tosca de um preto-velho, visto de soslaio pelos intelectuais, tentando Ter acesso ao humilde que, sentindo-se à vontade, abre seu coração em confidências que irão mudar sua vida. Um dia, espero, o amor será a única religião do mundo, como nos diz Miramez. E haverá festa em Aruanda. Meu carinho a você. Boa leitura. ABC DE CIÊNCIA 1. O que é vibração? Já ouvimos coisas do tipo: “sinto uma vibração no ar”. Para explicar o que é, imagine um pêndulo. Balançando para cá e para lá. Este movimento especial, para cá e para lá, chama-se oscilação; e o tempo que ele leva para ir e voltar, período. Então, tudo o que se move (visível ou não) em um vaivém, como uma onda, subindo e descendo, pode-se dizer que vibra, ou seja, movese continuamente, no mesmo ritmo. 2. O que é freqüência? Sem conhecê-la, é muito difícil imaginar como conseguimos perceber as cores, entender porquê nosso rádio capta uma emissora FM, como chega o canto do passarinho na árvore ao lado. Sabia que tudo isso, na natureza, são ondinhas no ar, indo e vindo? E que nós podemos perceber (com nossos olhos ou ouvidos) apenas algumas, aliás, muito poucas? Essas ondas, que vibram na mesma maneira, formam o que chamamos de freqüência. 3. O que é um campo magnético? Já consegue imaginar o nosso ar como milhares, infinitas ondinhas andando para cá e para lá? Só para exemplificar quantas ondas existem, cada uma movimentando-se mais ou menos rápida que as outras, os raios gama (da explosão atômica), os raios x, a luz visível, o infravermelho (o cozimento de nossos alimentos), radar, televisão, rádio, etc. Todas elas, ao movimentar-se, criam em torno de si o que chamamos de campo magnético. Especial em cada uma. 4. Como acontece o campo magnético? Imagine um ímã, atraindo objetos. Esta “atração” existe também no corpo humano, que chamamos “magnetismo animal” diferente do magnetismo mineral existente, por exemplo, na magnetita (tetróxido de triferro). Já vimos que a onda, ao existir, cria consigo um campo magnético capaz de atrair determinadas coisas. Essa capacidade de atrair ou repelir é muito importante para entendermos o processo de comunicação mediúnica. 5. O corpo humano tem realmente magnetismo, ou seja, capta e repele coisas? Sim, com certeza. Há partes definidas que atraem certas ondas vibratórias que a pessoa consegue definir e descrever. “Tenho um arrepio desagradável quando entro lá” ou “Sinto-me tão bem, como se o ar fosse perfumado” são frases comuns. Os médiuns, na verdade, são pessoas capazes de perceber, através de treinamento em ambos os planos (espiritual e material), um número maior de ondas. 6. O pensamento é também uma onda? Sim. O pensamento, ao ser emitido por nossos corpos cheios de magnetismo, forma também uma onda. E é captado pelos telepatas ou, se o pensamento for de um desencarnado ou mesmo encarnado, pelo médium. 7. Um médium é também um telepata? Também é, mas por captar o pensamento dos mortos é chamado de médium. O que me diz dos médiuns que “captam” línguas antigas, ditadas por espíritos, que ninguém sabe na atualidade? As mensagens sobre como seriam lugares aonde nunca o ser humano foi e, mais tarde, se comprova a veracidade? 8. As propriedades magnéticas espalham-se por todo o corpo? Não, de igual forma. Há lugares onde se concentram mais, especialmente pontas, atraindo ou repelindo (lembra-se do páraraios?). Esses lugares chamam-se pólos. O planeta Terra inteiro, e tudo o que nele existe e aí habita, é um campo magnético (tem Pólo Sul e Pólo Norte), os corpos também o são. No corpo humano, o magnetismo concentra-se especialmente nas mãos, sendo visto, em fotos de aura, em verdadeiros feixes elétricos. O que seria, então, um médium curador? Alguém que, com adestramento e por características próprias, detém grande concentração de energia magnética que transmite, pelas mãos, em determinada onda, feixes que curam as mais diversas doenças. 9. Por que, então, ao dar passe, alguns médiuns sentem-se fracos? Há uma lei, na massa magnética, segundo a qual há uma relação matemática entre forças positiva e negativa. Assim, imagine o doador do passe com nota 10 e o recebedor com nota 2. Observe que o segundo está fraco em proporção ao primeiro. Ao receber o passe, ele (o fraco) fica com 8. Assim, 10 menos 2 são 8. Imagine o contrário. O fraco (2) dá passe no forte (10). Vai ficar com 8 negativo? Devendo forças? Isso explica por que não se deve trabalhar em sessões enfraquecidos, doentes, com magnetismo fraco. Vale também no mecanismo das obsessões e incorporações, para entendermos como acontecem. 10. E no plano espiritual, nesses casos, os espíritos não ajudam? Muitas vezes, fornecendo (ao fraco) condições de trabalho. Todavia, quando se torna verdadeira dependência do plano espiritual, o médium é abandonado para aprender o verdadeiro sentido de trabalhar como intermediário. Vale dizer que há certas substâncias no corpo humano que, somando-se, são verdadeiras barreiras para a incorporação. Excesso de carnes, álcool, vícios quaisquer e até mesmo chocolates tornam o médium “fraco”, desequilibrado em seu campo magnético. 11. Então o médium é um verdadeiro rádio? Sim, só que transmite e recebe, ao mesmo tempo. Os médiuns mais adestrados, ligados ao plano astral superior recebem ondas AM e FM, por exemplo. Os médiuns desequilibrados, com magnetismo fraco, só recebem ondas AM. Não conseguem captar e sintonizar a onda vibratória que chamamos superior. 12. O que é, então, a prece? É a sintonia com uma onda superior. Como mexemos com o dial do rádio na procura de uma estação, através da prece conseguimos elevar nossa capacidade de “captar” e “transmitir” na freqüência dos guias. 13. Falou-se em sintonia. O que é isto? É a capacidade, nem que seja por instantes, de concordância de freqüências. O médium, então, através da prece, por horas, minutos ou segundos, consegue alcançar a mesma vibração das ondas de pensamento do guia ou do espírito comunicante. É um acordo mútuo. 14. E o som, a luz, as cores, são portadores de freqüências? Tudo. É por isso que usamos certas cores em guias, cantamos certos pontos (notas musicais), tentando sintonizar com a faixa vibratória que chamamos Ogum, Xangô, Oxum, etc. 15. As ondas de freqüência deslizam em alguma coisa? Sim. É o que a ciência chama de “éter”, os hindus de “prana” e os espíritas de “fluido cósmico universal”. É a mistura de todas elas, como o ar seria de todos os gases. É a matéria-prima que forma todos os seres, inclusive os espirituais. 16. O que é o plano espiritual? Nossos corpos físicos são adaptados a captar apenas algumas freqüências. O que não captamos chamamos vulgarmente de energia. Podemos até sentir seus efeitos, mas não a vemos. Além da energia elétrica, há a química, a de radiação, a térmica, a mecânica e a hidráulica. Mas existem outras. Há outras freqüências, outras cores. Outros sons. Pertenceriam ao que chamamos plano espiritual. Aliás, o que ninguém percebe ao natural, a não ser médiuns. ABC DE UMBANDA 1. O que é um Orixá? São divindades africanas diretamente relacionadas às forças da natureza. Seriam as falanges específicas que trabalham especializadas em determinado meio, como mar, céus, plantas, etc. Um Orixá é um regente de uma das forças do mundo material, sempre abaixo de Olórum, o Deus Supremo. Fala-se, também, que seriam antigos governantes africanos tornados deuses após a morte.Na África, há em torno de 600 Orixás. No Candomblé, 16. Na Umbanda, seis (mais Yorimá). 2. O que é Candomblé? É uma religião de origem africana, com seus rituais e sacrifícios, que cultua Orixás, Voduns e Inkices, dependendo das diversas Nações de que se compõe, a saber: Ketu, Jeje, Mina-Jeje, Fon, Ijexá, Nagô-Vodun – estas de origem sudanesa – e Angola, Congo e Muxicongo – de origem bantu. 3. O que é Nação? É uma das diversas nações africanas que vieram ao Brasil no tempo da escravidão. Há a Sudanesa (Nagô, Jeje, Jeje-Nagô, Mina-Jeje, Muçurumin) e a Bantu (Angola, Congo, Angola-Congo). Pode designar, no Rio Grande do Sul, o Candomblé local, conhecido também como Batuque. 4. O que é Umbanda? Surgiu em 1908, no Brasil. Grosso modo, seria a mistura do culto angola-congo (misturado com o nagô), noções de Espiritismo, esoterismo, pajelança e até mesmo budismo. Umbanda quer dizer “Arte de Curar” ou “Magia”. 5. O que é Quimbanda? São assim chamados, pelos umbandistas, todas aquelas casas (terreiros, centros), trabalhadores ou falanges que trabalham com a magia negra, ou seja, “fazendo o mal”. A Quimbanda possui sete falanges (linhas) diferentes das da Umbanda, que trabalham muito com os Exus e Omolu. 6. O que é um Orixá de Cabeça? O mesmo que Orixá de Frente. No Brasil, costuma-se dar uma pessoa a dois Orixás, normalmente formando casais, sem ser, com isso, regra. Em certos cultos, adotam-se três Orixás, os demais seriam conhecidos como “passagens”, exercendo menor influência. O Orixá de Cabeça corresponde à energia básica, fundamental, de um indivíduo, dando-lhe características mais marcantes em sua personalidade. O segundo é o Ajuntó, de características mais sutis, muitas vezes amenizando o caráter do Orixá de Cabeça, que poderá ter o caráter arrebatado por ser jovem e guerreiro. O terceiro seria o Orixá de Herança, que acompanha a família por algumas gerações. 7. Quais os Orixás que combinam entre si? Varia muito de lugar para lugar, sendo vistos no jogo de búzios. Para alguns cultos e nações, o Orixá Exu apenas se combina com um tipo de Ogum, ou Oxalá apenas com Iemanjá e um tipo de Oxum. 8. O que é pemba? Em sua origem, é um calcáreo extraído da terra, cuja finalidade é riscar os pontos que identificam a linha vibratória da entidade. Há de diversas cores. A mais comum é a branca, que serve para todos, pertencente a Oxalá. 9. Quais são as leis de Umbanda? São 10 os princípios básicos que regem a Umbanda: 9.1 Crença em um Deus único, onipotente, eterno, incriado, potência geradora de todo o Universo material e espiritual, adorado sob vários nomes. 9.2 Crença em entidades superiores: Orixás, anjos e santos que chefiam falanges. 9.3 Crença em guias, em planos médios, mensageiros dos Orixás, anjos e santos. 9.4 Existência da alma e sua sobrevivência após a morte. 9.5 Prática da caridade desinteressada, na busca de aliviar o carma do médium. 9.6 Lei do Livre-Arbítrio (da livre escolha), pela qual cada um escolhe fazer o bem ou o mal, e o ser humano afiniza com sua faixa vibratória e a do ambiente que o cerca. 9.7 O ser humano é a síntese do Universo. 9.8 Crença na existência de vida inteligente em todo o Universo, vivendo e habitando. 9.9 Crença na reencarnação, na lei cármica de causa e efeito. 9.10 Direito de liberdade de todos os seres. 10. O que é reencarnação? A crença no renascimento do espírito em um novo corpo, em eterno aprimoramento e evolução. Eterno porque perfeito é apenas Deus, pois, se não, já haveria muitos Deuses na Criação. Não se aceita a metempsicose (a reencarnação de um homem em corpo de um animal), pois haveria o retrocesso no aprendizado em determinado momento da evolução de cada indivíduo. 11. O que é a Lei de Causa e Efeito? Todo efeito tem uma causa, assim como todo o malfeito é atraído de volta por sintonia fluídica, assim como o bem. Devemos entender que as pessoas são como ímãs que se atraem por afinidade de idéias e ambientes. É o popular “Colhe-se o que se planta” ou “Dize-me com quem andas e te direi quem és”. 12. O que é Chacra? São os locais de concentração de magnetismo no corpo, onde se aglomera os centros nervosos do corpo humano. 13. O que são as Linhas Auxiliares? Como o nome diz, são os auxiliares dos guias. Normalmente, são os espíritos que tiveram sua última reencarnação em período mais atual. Os marinheiros atuam na Linha das Águas, como ativos auxiliares nos tratamentos de purificação, tais como vícios de qualquer espécie. Os baianos são o elo de ligação dos guias à Terra. Os boiadeiros cuidam da harmonia entre os médiuns durante os trabalhos. 14. O que são os boiadeiros? Entidades responsáveis pelo bom andamento dos trabalhos e por tornar o grupo mediúnico harmonizado entre si. São conhecidos também por oguns, guardiões, vigilantes (dentro da literatura espírita, vistos em Nosso Lar, de André Luiz e outros). 15. O que é um ponto riscado? Já vimos que o ponto cantado auxilia na sintonia mental com a linha vibratória que estamos invocando. O ponto riscado identifica a origem da entidade, quais os seus domínios e a quem é subordinada. Risca-se com a pemba. 16. Orixá é entidade? Segundo os pesquisadores, não. Um Orixá é energia vinda de um elemento primordial. Existem entidades que trabalham com essas energias e são especializadas nelas. São com tais energias que os umbandistas trabalham. Assim, mesmo que a entidade se identifique como Oxóssi ou Odé, não é o Orixá em si, mas está se identificando em sua linha vibratória. Isso explica porque pode, em um mesmo trabalho ou simultaneamente em vários locais, haver entidades com o mesmo nome. 17. Existem proibições alimentares a filhos do mesmo santo? Por uma questão de formação básica dos corpos, de afinidade das entidades, as proibições existem. Daí os africanos criarem as muitas lendas, tão conhecidas no Candomblé. Os filhos de Oxalá, tenho visto, têm verdadeira indigestão com o azeite-de-dendê. As entidades chamadas do Oriente detestam quando seus médiuns ingerem, no dia de trabalho, carnes vermelhas e alimentos picantes, sob a explicação do excesso de fluidos pesados que ficam no corpo do médium, sendo necessárias verdadeiras limpezas espirituais e físicas, antes da incorporação. 18. Umbanda é religião cristã? Em seus princípios (leis de Umbanda), há a crença em um Deus único e a caridade desinteressada, visto nos mesmos princípios do Evangelho de amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Jesus, por sua vez, ocupa seu lugar nas preces como o divino coordenador ou mesmo na figura excelsa de Oxalá, sendo Deus, Ifá (1). Por que, então, não considerá-la cristã? 19. O que são quiumbas? Seriam os espíritos de mortos sem luz ou esclarecimento, escravizados pelos seus próprios sentimentos em grande ódio e revolta. São as levas de obsessores existentes na espiritualidade, que induzem idéias maléficas aos vivos, apreciam fingir que são entidades iluminadas, quando não o são. Da mesma forma, são os verdadeiros executantes da magia negra e os vampiros do astral. 20. E os mortos? Não são Orixás, podendo se tornar um guia, Exu, auxiliar ou anjo, de acordo com sua elevação espiritual. São chamados de Eguns. (1) Ifá, segundo os mitos, teria sido o primeiro babalaô (adivinho) e é confundido com a própria figura de Orunmilá, por alguns autores. Para outros, Orunmilá seria Deus. Na realidade, Deus é conhecido como Olodumare ou Olorum (na mitologia iorubá) ou ainda Zambi (na mitologia banto). Orunmilá é um Orixá/Imolê da categoria dos funfun (Orixás brancos) (Nota da autora). 21. O que é amaci? Banho purificatório na cabeça, feito com folhas, flores, mel, perfumes e outros, de acordo com orientação dada pelo diretor dos trabalhos. Sua finalidade é auxiliar na incorporação e “assentar” a mão do guia espiritual. 22. O que é amuleto e talismã? Nada mais é do que um objeto magnetizado. O amuleto serve para afastar fluidos pesados, alguns exemplos são: medalhas, figuras, imagens, inscrições ou objetos variados. O talismã serve para atrair bons fluidos. O patuá seria um dos mais populares amuletos, feito com material preparado, costurado em tecido, sob a forma de saquinhos, papel, etc. 23. O que é Aruanda? Lugar onde moram os Orixás e as entidades superiores. No Catolicismo é o Céu. No Espiritismo são as colônias espirituais. 24. O que é uma oferenda? Na Umbanda trabalha-se com os quatro elementos da Natureza: água, fogo, terra e ar, como matéria-prima básica. Manejados convenientemente, por entidades especialistas, promovem o equilíbrio, o descarrego, a harmonia. Na Umbanda, em respeito à Natureza, nada pode ser retirado sem uma restituição ao elemento básico. Muitas vezes, ao entregar-se determinada oferenda, por afinidade fluídica, a mesma fica saturada dos fluidos densos retirados do solicitante, pelas entidades. Assim, os Exus utilizam o álcool com fins de evitar os vícios no médium; o dendê, para evitar a desordem psíquica; a farofa, para trazer bens materiais (alimentação); a pipoca, para atrair doenças cármicas dirigidas ao médium. 25. Existe o feitiço? Infelizmente, sim. São trabalhos feitos pela quimbanda com fins de prejudicar alguém, perfeitamente lógicos, dentro do ponto de vista magnético. 26. Pode-se evitar o feitiço? Já vimos no conceito de magnetismo que, dependendo da sintonia que vibre em cada um, pode-se assimilar o feitiço ou não. Nesses casos, quando a pessoa tem “um santo forte”, ou seja, vibra em freqüência mais elevada, a onda do mal emitida tende a ricochetear e, muitas vezes, retorna a quem o emitiu, que, na realidade, vibra nessa faixa, pelo simples fato de Ter desejado o mal. 27. Qual o valor das palavras na Umbanda? A palavra, no Antigo Egito, era sinônimo de criação. Tanto é verdade, que uma palavra exprime uma idéia. Uma idéia, um pensamento. E um pensamento é onda que é emitida. Daí usar-se algumas palavras que exprimem complexos sentimentos carregados de amor, nos trabalhos de Umbanda. São os conhecidos mantras, na Índia. 28. O que é um ritual? É um processo gradativo, onde se utilizam acessórios, os mais diferentes possíveis, até ser atingido o clímax desejado. Na verdade, assemelha-se a uma subida em uma escada, degrau a degrau, freqüência a freqüência, até a sintonia com as falanges desejadas, cujos objetivos podem variar sobremaneira. 29. Existe maldição ou praga? Seria a mesma explicação dada na questão 27. As famosas pragas de mãe e madrinha nada mais são que palavras emitidas com poderoso influxo magnético acolhidas e realimentadas por quem as recebe, em baixo padrão vibratório. Como todas as coisas já vistas, o que pode repelir todas as coisas dirigidas ao mal é a elevação do pensamento, do teor vibratório, rechaçando por não afinidade magnética. 30. Há nomes que não devem ser ditos na Umbanda? No Candomblé, o nome Xapanã, por exemplo, não deve ser pronunciado. No Sul do país popularizou-se, inclusive, abafando os nomes de Omolu e Obaluaiê, comuns no resto do país. Cada letra possui um som. Cada som produz uma freqüência. A soma das letras produz um nome que poderá, ou não formar uma melodia harmoniosa do ponto de vista espiritual. Todavia, antes de mais nada, não produz efeitos desastrosos se comparados ao teor de pensamento que exprime a palavra. 31. Por que é tão comum colocar-se, na magia negra, objetos dentro de colchões, travesseiros, cobertas ou escondidos dentro das casas? No primeiro caso, na tentativa de o objeto magnetizado ficar, o maior tempo possível, em contato com a pessoa visada. No segundo, para continuar irradiando, o maior tempo possível, sem ser descoberto no ambiente. 32. O pensamento tem cor? Por incrível que pareça, tem. Segundo Ramatis: “A qualidade do pensamento determina-lhe a cor; a natureza do pensamento compõelhe a forma; e a precisão do pensamento determina-lhe a configuração exata”. (Magia de Redenção, página 64, citado na bibliografia). Dependendo da intensidade do mesmo, podem-se criar as conhecidas formas-pensamento, citações estas com volume, cor, som, verdadeiros marionetes espirituais de quem os criou. Na maioria das vezes, exprimem o verdadeiro interior de cada um, visíveis pelos guias que as analisam. São percebidas, também, pelos médiuns videntes e, muitas vezes, confundidas com entidades. 33. Por que é tão comum despachar-se objetos em água corrente? Sabemos que a água é um dos mais poderosos elementos da natureza, no que se refere a sua capacidade de excelente condutor de eletricidade e fluidos quaisquer, sendo um poderoso solvente. Ao atirar-se o objeto saturado, a água de imediato absorve esse teor magnético, levando-o para longe do enfeitiçado (ou aquele que quer desvincular-se de objetos imantados). Assim, quebra os vínculos que antes existiam, por proximidade ou assimilação do dono. 34. E água fluida? É digna de um livro sobre o assunto, tal sua complexidade e utilização. Já vimos que a água é um solvente magnífico, por sua formação molecular e magnética de elevado poder. É usada amplamente pelos marinheiros no tratamento de perturbações psíquicas e vícios. A água fluida nada mais é do que um veículo preparado com elementos espirituais e da natureza, saturada por hábeis manipuladores do astral, com fins terapêuticos. Pessoalmente, já tive a oportunidade de acompanhar os trabalhos de um preto-velho que, preparando vidros de água fluida, curou indivíduos minados de vícios de toda a espécie. 35. E o Sol? Por que há trabalhos antes e depois do entardecer? A vida terrestre gira em torno do Sol. Sua radiação magnética de calor e luz são conhecidas. As de caráter espiritual, muito pouco. São nesses horários, antes e depois do pôr-do-sol que observamos a maior intensidade de raios infravermelhos (verdes, no plano espiritual) capazes de dissolver, especialmente, as formas nocivas de trabalhos dirigidos ao mal. 36. Por que se utilizam de unhas e cabelos da vítima em trabalhos? São os conhecidos “endereços-vibratórios”, tão citados em obras. Por trazerem em si idêntico magnetismo da pessoa visada, servem, no plano espiritual, como verdadeiro roteiro para encontrá-la. Um exemplo são os médiuns que, tocando objetos pertencentes a alguém, localizam vítimas, locais, ou descrevem o portador com detalhes, o que fazia e sentia. 37. E as benzeduras? Nada mais são do que passes magnéticos. Nossos pretos-velhos eram eficazes, assim como nossos índios. Utilizam-se de metais (tesouras, facas, excelentes condutores de eletricidade), água, ervas, saliva, etc. como condutores desse magnetismo curativo. 38. E os quebrantos? O olho-grande ou gordo? Funcionam similar às pragas. Há pessoas que, de baixo teor espiritual e magnético, emitem algumas sem o desejar, poderosos feixes de caráter nocivo, capazes de matar plantas, animais ou causar mal-estar em pessoas. Desde criança ouvia uma história de um galo, muito bonito, vítima desse tipo de enfeitiçamento verbal, morto imediatamente após Ter sido emitido pela pessoa que o admirou. 39. E as figas, cruzes, elefantes de gesso e outros? Objetos os mais variados possíveis em todo o mundo, tornam-se populares como “quebradores” de olho-grande. Ao serem colocados em locais visíveis, alguns preparados para dissolver descargas negativas, são a primeira coisa a ser vista por aqueles portadores desse tipo de magnetismo pesado, recebendo, em primeiro lugar, a descarga do mesmo. Ou seja, viram objetos de “descarrego” da limpeza, absorvendo ou dissolvendo tais vibrações na entrada das residências. Todos esses objetos e práticas auxiliam muito como paliativos, no teor magnético existente nas casas. Todavia, o mais importante é o tipo de ambiente que é criado pelas mentes que ali habitam. Se não, tornam se inúteis ou de muito baixa influência. 40. Por que se pintam as figas de vermelho e outros objetos, na Umbanda? Na escala de cores, cada qual possui uma freqüência específica. O vermelho, enter as cores visíveis por nossos olhos, possui a mais baixa, de teor mais pesado, em comparação com as demais. As entidades das zonas umbralinas, do “inferno”, como são chamadas essas regiões no plano astral, costumam vestir-se de vermelho, cor enervante, sangüínea, que exprime as paixões inferiores, como nos cita André Luiz, na obra Libertação. Dentre as cores, misturadas, é a que primeiro chama a atenção, tal qual um perfume forte. Daí ser escolhida para trabalhos ou usada pelas entidades que se utilizam dos fluidos mais pesados, como vestuário, na espiritualidade. 41. E os objetos de cera, e as velas? A cera natural, vinda das abelhas, é impregnada dos fluidos existentes nas flores, em grande quantidade. Este elemento, vindo da natureza, é utilizado na prática do bem e do mal como matéria-prima poderosa para somar-se com os teores dos pensamentos, tornando eficaz o trabalho e o objetivo ao qual se propõe. Comparada a uma bateria, uma pilha natural, a cera sempre foi utilizada em larga escala na magia. 42. E a vela? É considerada, na espiritualidade, como uma das melhores oferendas por ter, em sua formação, os quatro elementos da natureza ativos, desprendendo energia. O fogo da chama, a terra (através da cera), o ar aquecido queimando resíduos espirituais. O umbandista não deve, jamais, retirar nada da natureza sem deixar, ao menos, uma vela para repor aos elementais o fluido retirado do seu ambiente, em profundo respeito à criação divina. 43. E os elementais? Sem eles a Umbanda não existiria. São entidades primárias, quase infantis na espiritualidade, sempre dirigidas por entidades superiores, habitando um dos quatro elementos. No fogo, as salamandras que trabalham na área relacionadas ao amor, ao sexo, à amizade, à agressividade e proteção. Na terra há vários, sendo os mais conhecidos os gnomos, cuja atividade relaciona-se ao trabalho, à criatividade, à perseverança e aos bens materiais. As ondinas, nas águas, atuam na sabedoria, na doçura, nas atividades espirituais e mediúnicas. No ar, os silfos, ágeis e inquietos, dominam as áreas da saúde, da cura e do equilíbrio físico e mental. Todos eles participam dos trabalhos umbandistas como auxiliares valiosos e nas outras doutrinas e religiões, muitas vezes, em discreto anonimato. 44. E os elementares? São diferentes dos elementais. São entidades muito primitivas em situação intermediária entre o animal e a racionalidade. Dirigidos por entidades, colaboram na limpeza, na guarda, tomando formas as mais variadas possíveis. São colaboradores dos Exus e boiadeiros, principalmente. 45. E a aura humana? Sem ela fica muito difícil compreender a origem das energias existentes no magnetismo humano, principal responsável nos fenômenos do mau-olhado, do passe, na imantação dos objetos. É resultante da mistura e união das energias caloríficas e luminosas do sol, dos minerais subterrâneos, da radiação atômica na natureza, da água ingerida e da assimilação de energias de outros corpos, tais como plantas, animais e o próprio homem. Irradia, em torno do corpo físico, uma luminosidade que, pela análise de cor, varia do tom mais brilhante que, pela análise de cor, varia do tom mais brilhante ao mais escuro, se doente. É distinta da aura existente no duplo etéreo (perispírito, Ba egípcio, duplo, etc.), que é o elo de ligação semimaterial do espírito ao corpo físico. Pelo teor dos pensamentos e sentimentos do espírito, varia dos tons azulados e dourados, mais sublimes, aos tons avermelhados e escuros das paixões inferiores e doenças espirituais. O tamanho da aura do duplo etéreo varia em proporção ao grau de elevação espiritual do indivíduo. 46. E as crendices? Onde há fumaça, há fogo, diz o ditado popular. Há crendices verdadeiras e falsas. Quando muitos dizem que determinada atividade é correta, deve-se analisar os fundamentos do ponto de vista científico e espiritual. Ou seja, devem ser analisadas friamente, sem serem repetidas, mecanicamente, sem discussão prévia. Certa vez ouvi que determinada imagem, dentro de casa, produziria efeito negativo na sexualidade feminina e coisas do gênero. Já falamos repetidamente que o que vale são os pensamentos e a magnetização dos objetos. Como foi comprovado, mais tarde, a dita imagem nada produziu de negativo, muito pelo contrário. 47. Por que se fala tanto em arruda, guiné e outras ervas? São ervas que, pela utilização popular e orientação espiritual, ficaram muito conhecidas. As ervas, ao crescerem, absorvem as radiações do Sol, da Lua, dos minérios, enfim, de toda a natureza, e dos elementos espirituais, à semelhança da aura humana. A arruda é conhecida por murchar e secar em casas, terrenos ou regiões onde há abundância de fluidos danosos. Um verdadeiro termômetro da natureza. 48. E defumação? Nada mais é do que plantas que, com todo o magnetismo absorvido da natureza, ao serem queimadas e suas emanações dirigidas por entidades encarregadas da purificação de ambientes, diluiriam fluidos pesados ou atrairiam boas vibrações. Usam-se desde a tradicional arruda ou outras ervas, cascas de alho, açúcar, resinas aromáticas, etc. 49. Por que incorporar Exu ou Pombagira? É comum ouvir-se frases do tipo “deve-se deixar vir o povo de rua para ‘desamarrar’ a vida”. Ao incorporar um Elebara (Exu ou Pombagira), o médium é alertado conscientemente ou inconscientemente para não desenvolver os seus piores instintos ou evitar que esses comandem suas vidas. Pela assimilação magnética, os Elebaras costumam carrear excessos de fluidos pesados. Ao incorporar, no médium, em franca operação de limpeza, diz-se que “carregam” ou “assumem” parte do carma do mesmo, desta forma. Esclarece-se que eliminar o carma é impossível, mas aliviar o destino que daremos a nossas vidas é perfeitamente viável. Por isso, podemos afirmar que minimizam, reduzem, aliviam acidentes, minoram doenças, criam convicções de boa conduta e correção de caráter. São verdadeiros faxineiros do astral e preciosos amigos. Devido a seu caráter zombeteiro e brincalhão, alguns “pedichões” de oferendas, por falta de esclarecimento dos guias e médiuns, são vistos de soslaio com muita desconfiança nas casas ditas “não-cruzadas”, ou seja, onde não há trabalho específico dos Exus com o público (giras) e sacrifícios. São, infelizmente, muito confundidos com obsessores, arruaceiros, entidades “primitivas” e “ignorantes”, como são chamados. O que podemos dizer é que se deve observar o conteúdo das mensagens dessas entidades, o comportamento, o comprimento das promessas (sobretudo, o aval dos guias), conduta da casa e do grupo mediúnico, naqueles parâmetros do bom senso. Não devem ser temidos, mas respeitados. Em suma, pode-se afirmar que os Exus garantem, assim, muito maior proteção, uma vida menos problemática, um salutar vínculo de amizade criado entre trabalhadores de ambos os lados da espiritualidade. 50. Ouve-se muito falar nas fases da Lua propícias a trabalhos. No que se fundamenta? A ação eletromagnética da Lua é conhecida desde a mais remota antiguidade nos fenômenos das marés, na germinação e crescimento das plantas, na poda de plantações, na fecundação dos seres, nas alterações de humor e um sem número de fenômenos. Já que se trata de trabalhos, com fins quaisquer, é natural que se escolham dias em que a força eletromagnética da Terra, sob a influência lunar, crie um ambiente mais propício ao crescimento, ou não, do teor magnético nocivo ou benigno desses mesmos trabalhos. 51. Afinal, qual a diferença entre Exu e quiumba? Os quiumbas são malfeitores do astral, avessos ao bem e altamente perturbadores. Tanto que há concordância entre autores quanto ao fato de serem eles os verdadeiros executores dos trabalhos destinados ao mal. São os costumeiros “encostos” ou “rabos de encruza”. Fazem-nos pensar que muitos quiumbas mistificam, fingindo, em casas desatentas, serem Exus ou até mesmo Orixás, com fins de alcançar seus objetivos. Os Exus, não. São eles que desmancham os trabalhos de magia negra, transportando magneticamente as mazelas, as dores e doenças físicas e espirituais, aliviando carmas. Alguns Exus, por estarem ainda no início de sua evolução, como trabalhadores do bem, necessitam, necessitam orientação e doutrina, tanto pelo médium como pelos diretores dos trabalhos (cacique, chefe ou babalorixá) e devem ser colocados na disciplina da casa. Daí temos os Exus orientados, que não pedem sacrifícios, com oferendas mais simples, e aqueles que não tiveram uma colocação correta, que se acostumam com extravagâncias e exigências repletas de vaidades humanas. 52. Por que os Exus aparecem nas imagens em formas tão assustadoras? Foi-nos explicado em uma consulta com entidades de sua linha. Os Exus costumam tomar tais formas como meio de impor respeito e medo a espíritos inferiores (quiumbas) e, desta forma, facilitar o controle e vigilância que obtêm sobre estas mentes vinculadas ao mal, para que não perturbem trabalhos ou até mesmo lares e locais. 53. O que é Umbanda de Branco, Umbanda Branca ou de Cáritas? Na verdade, varia infinitamente, de casa para casa. Mas seus fundamentos básicos são que algumas casas recusam-se a trabalhar com giras de Exus, por considerá-los indisciplinados e só trabalharem com sacrifícios sangrentos, coisas que já sabemos incorretas, apesar de serem idéias muito confundidas. Existem sete falanges, dominadas por Orixás, Yorimá (Pretos-Velhos) e Yori (Crianças). Na legião de Iemanjá haveria Orixás comandando suas subdivisões, tais como Oxum, Iansã e Nanã. Em alguns locais, os Orixás não “descem” pessoalmente, mas são representados por Pretos-Velhos (antigos escravos), Caboclos (indígenas) e espíritos de Crianças (entidades evoluídas que se apresentam sob a forma infantil). Há rituais em matas, praias, pedreiras, cachoeiras, etc. Nela foram abolidos rituais com sangue (sacrifícios) e magia negra. 54. O que é Umbanda Cruzada? Chamada de Quimbanda pelos umbandistas (ditos de linha branca) e macumba, os seus trabalhos ou feitiços. Cultuam de dez a doze Orixás, dependendo da nação africana de origem, sendo que os Orixás “descem” pessoalmente, podendo haver, ou não, giras de caboclos e pretos-velhos em outros dias, intercalados. Fazem comidas (oferendas) mais elaboradas que na Umbanda Branca e sacrifícios animais. Nela é comum o jogo de búzios e rituais assemelhados ao Candomblé, feitos pelo pai ou mãe-de-santo ou babalorixá ou yalorixá. O vestuário é elaborado, há toque de instrumentos (algumas casas de Umbanda Branca aboliram), seu cerimonial e ritualística possuem maior quantidade de preceitos, proibições e quizilas (proibições alimentares). Cultuam-se, sobremaneira, os Orixás ligados à morte e aos cemitérios, fonte energética de muitos trabalhos de magia negra, como Xapanã (Omolu ou Obaluaiê), Exu (Elebaras) e Iansã como dominadora de Eguns. ABC DOS ORIXÁS EXU (ELEBARAS) Na linha do Orixá Exu trabalham os Elebaras. São formados pelos Exus (entidades que se manifestam como homens) e Pombagiras ou Bombo-Giras (como mulheres), brincalhões, atrevidos e até malcriados, mas sempre muito responsáveis naquilo que fazem. É impossível desvincular Exu da Umbanda, a chamada de Linha Branca, já que suas falanges determinam o bom andamento dos trabalhos, mesmo que, por determinação da diretoria das casas, não incorporem junto ao público. É Exu o policial, o executante das ordens de todos os Orixás no plano mais denso. É o mensageiro, o que entra e sai das zonas umbralinas, sem temor, assumindo formas ameaçadoras para fazer-se respeitar. Sem ele, a força dos Orixás não atuaria no mundo, pois é ele o operário incansável. Temido por não admitir a desobediência, é ele quem aplica os castigos, fazendo, na verdade, cumprir a lei de causa e efeito, desmanchando a magia negra. Mesmo punindo, quando há mérito, Exu cura, concede maiores facilidades em alcançar o que desejamos. São os faxineiros do astral, porque purificam os ambientes e pessoas. É comum ver-se suas legiões preocupadas em alertar contra males, jamais trabalhando contra a lei divina do amor. Seus Filhos Amplo, imenso sorriso. Têm sempre uma observação matreira, uma mentira para todos darem boas gargalhadas. Ou expor o defeito alheio, sem nenhuma piedade. Não se preocupam com o bem ou o mal, querem apenas viver e se divertir. Se alguma coisa os desagrada, não temem ser violentos, usando de todos os truques que aprenderam em sua atribulada vida. Sempre criando confusões, são boêmios, amam o sexo e são muito sedutores em suas conquistas. Oferendas As oferendas a Exu são muito variáveis, de acordo com as orientações de cada Elebara. Há 21 tipos básicos diferentes de Exu. Mas, normalmente, se Exu masculino, em encruzilhadas abertas, aceita cachaça, charutos, pipoca sem sal, farofa de dendê, balas de mel. Detesta pimenta. Se Pombagira, muito apreciam cachaça, contudo, o que é mais comum é oferecer champanhas ou filtrados*, doces, cigarros ou cigarrilhas, pipoca sem sal, tudo banhado com mel, maçãs, doces e chocolates. Sua vela pode ser branca (oferecida a qualquer Orixá) ou vermelha, de preferência na segunda-feira. O número para elementos da oferenda é o sete. OGUM Sem sua energia a civilização morreria. É Ogum quem domina o campo do desenvolvimento e do aperfeiçoamento das técnicas. Com o manejo dos metais, traz o progresso material. É ele o governante dos impulsos de iniciar todas as coisas, impelindo nas conquistas. Na defesa dos povos e lares, suas falanges lutam contra as investidas das trevas. Temido por sua ferocidade, amado pelo carinho que dispensa a quem os invoca. Possui muita afinidade com Exu, por rondarem o mundo; por serem suas falanges os cobradores do carma de cada indivíduo. Também se assemelham por estarem próximos dos locais onde se percebe maior concentração de suas forças: a Exu, as encruzilhadas; a Ogum, as estradas. Com Oxossi (Ode), divide o controle das matas, sendo que muitos caboclos lhe pertencem. Seus Filhos Tendem a ser magros, rosto comprido, olhar penetrante. Seus filhos costumam ser implicantes, impertinentes, de subidas explosões de raiva, (*) Filtrados seriam imitações de champanha, incluindo sidras. Parecendo que estão sempre “comprando briga” à sua volta. As bebidas e a boemia lhes fascinam, como aos filhos de Exu. Ambos são inconstantes nos amores, possuindo grande sedução natural. No trabalho são hábeis, rápidos e muito honrados nos compromissos que assumem. Oferendas Nas terças ou quintas-feiras, sob a sombra de uma árvore, próxima a uma estrada de terra, oferece-lhe um prato de feijão torrado ou feijoada, ou mesmo uma carne de costela bovina, com farinha de mandioca. Ao lado, uma vela vermelha, verde e branca, cores que abrangem todas as legiões de Ogum, inclusive aquelas que vibram no azulão. Sua bebida favorita é a cerveja branca ou vinho tinto. Sua flor é o cravo vermelho. Seu sincretismo é com São Jorge ou Santo Antônio e o número de itens variam entre sete, 14 ou 21. OXÓSSI (ODÉ) Seus recursos, na Umbanda, vêm de todo o verde do mundo, já que a ele estão associados Ossãe (o Orixá das ervas medicinais e religiosas), Otim e todos os Orixás das matas e campos agrícolas. Comandam as plantações, e, de certa forma, o tempo exterior através do manuseio dos ventos de Iansã, das chuvas, das estações. Suas entidades participam das atividades de cura, extraindo os mais diferentes recursos da natureza, vitais no processo de extermínio dos males físicos e espirituais. Congrega doutrinadores de grande porte e evangelizadores, ligados alguns às linhas de Xangô, na busca incessante das almas escravizadas no erro, daí ser explicado o termo “caçador”, visto do ponto de vista espiritual. Na linha de Ogum, trabalham cruzados os conhecedores dos segredos das matas e dos caminhos que levam ao conhecimento dos remédios. Seus Filhos O ar esquivo dos filhos de Oxóssi é inconfundível. Muitos são amorenados, parecendo caboclos, outros possuem como características físicas o porte longilíneo e ágil. São frios, calmos e, se porventura não forem belos, coisa rara de acontecer, seu charme de aparência distante torna-os cativantes. Para eles, a solidão não é incômodo. O silêncio que tanto procuram os fazem intelectuais, curiosos, artistas ou atletas. São muito francos e simples de modos, daí detestarem reuniões onde rola a frivolidade. São modestos nas qualidades que possuem. Oferendas Frutos da terra, em geral, como moranga, abóbora ou milho cozidos, charutos, cerveja branca ou vinhos, entregues em matas ou sob a sombra de uma frondosa árvore. Sendo o javali sua caça favorita, é comum oferecer-lhe bifes de carne de porco. Sua vela é verde e é sincretizado com São Sebastião ou, na Bahia, com São Jorge. XAPANÃ Suas falanges trabalham atuando nos cemitérios; desperta medo por sua forma misteriosa, sob as palhas da cabeça aos pés em suas manifestações no Candomblé. Xapanã (Omolu ou Obaluaiê) merece ser citado como um dos principais Orixás de Umbanda. É invocado como o médico dos pobres, pois além de ser o causador de todas as epidemias e doenças, pode curar, sem distinção nenhuma. Suas falanges atuam no acompanhamento do desencarne e no controle do fluxo de fluidos densos vindos dos cemitérios e de regiões pantanosas, com fins curativos ou de cobrança de carmas dos indivíduos através das moléstias. Seus Filhos O pessimismo é sua principal característica. Não são belos, nem sensuais, mas possuem uma mente privilegiada. Um sentimento de rejeição inexplicável acompanhado de melancolia lhes persegue, tornando-os tristes e frios. Se conquistados em seu afeto, são extremamente leais, honestos e amáveis. Possuem doenças de pele, desde acne excessiva a cicatrizes vindas de doenças na infância. Alguns têm facilidade de machucar as pernas. Seus rostos parecem desprovidos de rubor, com tendência à palidez. Oferendas Na Umbanda, Xapanã aceita suas oferendas em encruzilhadas, com Exu. São oferendas destinadas a cura de males físicos, consistindo de pipocas sem sal, feijão ou milho cozido ou torrado, amendoim e, opcionalmente, bife de carne bovina. Sua vela poderá ser preta e branca, vermelha e preta ou roxa. Seu número é o 14 e seu dia a segunda-feira. É sincretizado com São Lázaro (São Bento ou São Roque). XANGÔ Justiça. Toda a sua força pode ser resumida nesse palavra. É o senhor dos trovões, dos raios, do fogo, que divide com Iansã, sua lendária rainha. É a ele que os ofendidos, os humilhados, recorrem em busca de reparo. Seu domínio se estende a todas as atividades intelectuais, filosóficas ou científicas. Promove o desenvolvimento da cultura, da aplicação das leis, do poder como gerador do progresso, daí associá-lo sempre à figura do rei doador do trabalho, das atribuições que cada um tem no mundo. Divide com Ogum as demandas judiciais que nascem da sabedoria de Xangô e da força de vencer do outro. Aqueles que procuram descobrir a verdade recorrem a Xangô. É ele que faz a melhora nos estudos e a capacidade de exprimir as idéias através das palavras. Favorece as promoções e a procura de trabalho. Nos casos de calúnia e falsidades faz justiça, estendendo sua atuação às associações humanas de toda a espécie. Seus Filhos Parecem príncipes. Altivos, passando por arrogantes. No físico, são atarracados, baixos, famosos pelas testas altas e olhar franco. São ciumentos e possessivos naquilo que conquistam. Nunca lhes faltam recursos para viver e será raro ver-se um filho de Xangô na miséria. São ousados, persuasivos, irresistíveis pela sua retidão de caráter e facilidade de expressão. Não são preguiçosos, mas gostam da vida onde seja exigido menor esforço. Adoram boas comidas, roupas e acessórios. Aos seus filhos, Xangô não tolera a mentira, a corrupção dos valores e a deslealdade. Oferendas Sua comida, em todo o Brasil, é o amalá, preparado com os mais diversos materiais, mas, principalmente, angu de farinha de mandioca, mel, frutas, em especial as bananas. Sua oferenda deve ser muito bem decorada, em gamelas de madeira, entregue em pedras naturais (não colocadas pela mão do homem). Ao lado deve brilhar uma vela marrom, charutos, cerveja preta. Número de Xangô é o 12, 6 ou 4, e seu dia é quarta-feira. O sincretismo é São Jerônimo (por possuir livros ou ainda, ter ao seu lado o leão, símbolo da realeza na África). IANSÃ A força de Xangô e Iansã são complementares, tanto que muitos estudiosos consideram ser a Orixá a face feminina do mesmo. Suas falanges controlam a energia do fogo e dos ventos, dominam os Eguns (os mortos) tanto que, a ela são associadas muitas Pombagiras. Como atributo principal lhe é dado o domínio, a capacidade de controlar todas as coisas, na manutenção das normas, tanto que o casamento lhe pertence, como instituição. É a destruidora, a que quebra velhos costumes, a rebelde inquieta que busca novos caminhos. Tanto que, nos mitos, aparece como a energia que rompe as barreiras, interferindo nos destinos humanos, como no caso em que rouba, com seus fortes ventos, as folhas medicinais de Ossãe, distribuindo-as aos diferentes Orixás. Suas falanges unem-se às demais para que a justiça de Xangô impere, concretizem-se as leis de cobrança de Ogum, ou colaborando com Xapanã, através do temor que impõe aos mortos. Seus Filhos São fáceis de identificar. Muito extrovertidos, gesticulam muito, turbulentos, parecendo verdadeiros temporais. Não passam despercebidos, pois tudo fazem para chamar a atenção, sendo brilhantes em qualquer atividade ou reunião. Têm iniciativa, mas são autoritários e não admitem questionamentos. E, se houver, sofrem súbitas crises de cólera, tornando-se cruéis. Um filho de Iansã veste-se com ousadia, com muita originalidade. Se solteiros, trocam de parceiros constantemente. Se não, são dedicados e sinceros. Oferendas Sincretizada com Santa Bárbara, sua oferenda consiste de 9 itens (seu número). Sua comida favorita é o acarajé e aprecia o amalá. Mais simplesmente, pode-se oferecer fatias de batata-doce fritas sobre pipocas estouradas, sem sal, recobertas com azeite-dedendê. Sua vela será branca e vermelha ou rosa, apreciando todos os tipos de bebida, de preferência de forte teor alcoólico. Deverão ser entregues em bambuzais na beira de riachos ou rios e, se não houver, aceita nas encruzilhadas, com Exu. Jamais devem ser oferecidas abóboras em doce ou qualquer tipo de preparo. OXUM As legiões de Oxum, na Umbanda, trabalham subordinadas a Iemanjá, assim como todos os Orixás das águas. Comanda a gestação e, portanto, a reencarnação de todos os seres e a proteção das crianças que ainda não falam. Sua linha é formada por entidades delicadas, de índole feminina em sua grande maioria, que distribuem a riqueza material vinda dos metais e da fartura dos alimentos (vinda de Oxóssi). São atraídas pela beleza, pelas artes, desenvolvendo tais atividades entre a Humanidade. Incrementam a doçura nos lares, amainam pessoas e ambientes, estimulando a energia que comandam: o amor puro. Mesmo sendo Oxóssi o regulador das matas, é a ela que pertence a fecundidade na Natureza. Por deter a sensibilidade e o amor, está diretamente relacionada aos jogos adivinhatórios, atributo natural dos filhos desse Orixá. Seus Filhos Um filho de Oxum é arredondado, por adorar doces e boas comidas. Seu rosto é harmonioso, delicado, sempre com um sorriso suave e olhares meigos. Fala amenidades o tempo todo, tendo um dom natural de descobrir os defeitos alheios e expô-los com leviandade e graça. Se provocado, nunca discute, mas trama a revanche em silêncio e será raro ver-se um filho desse Orixá sofrendo infortúnios na vida, sempre contando com o apoio de alguém para auxiliá-lo. Explicado pelos mitos, seus filhos possuem enorme paixão por jóias, tendo sempre uma coleção, de acordo com suas posses. Apesar de discretos, são muito dengosos e sensuais, cultivando todos os prazeres da vida. Oferendas Sendo o ovo consagrado a Oxum, costuma-se lhe oferecer quindins. Também milho (canjica) cozido ou pirão de farinha de milho, sempre regados com muito mel. Gosta de guaranás, sua vela sempre será amarela, seu número 16, 8, 4 ou 2, e deverão ser entregues em cachoeiras, rios ou córregos de água doce, seu elemento. É sincretizada com diversas Nossas Senhoras, em especial aquelas cercadas de crianças, tal qual Nossa Senhora da Conceição. IEMANJÁ “A Mãe dos Peixinhos”, como seu nome significa é, sem dúvida, a mais popular na América. Seu caráter maternal e protetor é célebre nos mitos, tanto que divide as atribuições da gestação e fartura na Natureza com Oxum, sendo que a segunda tornou-se a guardiã das crianças pequenas (as que não falam ainda) e Iemanjá continua acalentando, maternalmente, toda a Criação. No Brasil, teria gerado todos os Orixás com Oxalá, o pai mítico, com exceção dos filhos de Nana. E, mesmo assim, teria adotado e curado o jovem Xapanã, filho daquela, abandonado pela mãe ao nascer. Na Umbanda não lhe pertence apenas o majestoso mar, mas todas as águas materiais e espirituais, agregando em si as falanges de Oxum, Iansã, Nana, Oba e Eua, presentes separadamente no Candomblé. Por isso, as legiões de Iemanjá manipulam os trabalhos de purificação e desobsessão, junto ao seu elemento, em amplo descarrego magnético. Determinam a cura das doenças mentais e seu tratamento, pois detêm toda a área dos sentimentos nobres que procuram estimular em todas as criaturas. Seus Filhos Serão explicados apenas os filhos de Iemanjá, tendo-a como Orixá de cabeça, não se citando as demais senhoras das águas. As mulheres costumam ser robustas, de andar pesado e lento. Prendem tudo à sua volta, sendo extremamente apegadas aos filhos, ao lar e às coisas. Tudo guardam, nada põe fora. São queixosos, lamurientos, não sendo ativos. Guardam rancores por longo tempo, sendo difícil perdoarem. Mas são bondosos, pacientes e muito bons educadores. Oferendas Manjares brancos como arroz em papa, angu de farinha de mandioca, milho branco (canjica); tudo cozido em água ou leite, adoçado com açúcar e regado a mel. Doces brancos, tais como cocadas, merengues e marias-moles podem constar, com uma vela azul clara, entregues próximos às águas, de preferência o mar. Alguns incluem guaranás. Seu dia é o sábado, como Oxum, e o número de itens pode variar muito. É sincretizada com diversas Nossas Senhoras, sendo as mais comuns a Nossa Senhora dos Navegantes, da Conceição, da Glória e das Candeias. Oxalá e Ibeji As falanges de Oxalá ocupam o grau mais alto da hierarquia espiritual. São os anjos, os santos, as entidades que trabalharam na Terra como missionários. São os administradores do mundo, os que organizam todas as falanges dos demais Orixás. Distribuidores da paz, da harmonia entre todos os seres, daí os demais lhe renderem respeito e chamá-lo de “pai”. Seu domínio é tudo, abrangendo todo o céu, que lhe é consagrado. Ibeji ou, como é conhecido em Umbanda, Cosme e Damião, é entidade que assume a forma infantil nas manifestações, protetor das crianças, vibrando nas linhas de Ogum, Xangô e Oxalá, principalmente. Governa os nascimentos, os princípios, na Natureza ou nos fatos da vida. Possui a capacidade de tornar os ambientes alegres e felizes pela sua vibração característica, estimulando as diversões e prazeres com fins de aliviar as tensões surgidas com as atribulações, dono da energia mais sublime, canalizada dos planos mais elevados. Seus Filhos Apesar de faltarem-lhe iniciativa, os filhos de Oxalá são os melhores companheiros. Cuidadosos, responsáveis, calmos, francos. Sabem dar bons conselhos, daí serem chamados para apresentarem seus pareceres. Não trocam de parceiros, sendo muito estáveis, mesmo que, alguns, sejam galanteadores e idealistas. Não gostam de discussões, porém apreciam mais as conversas que os livros. Parece que tudo sabem, mesmo não tendo estudado, possuindo grande sensibilidade. Oferendas As mesmas de Iemanjá, oferecidas em lugares abertos, verdejantes e com muitas flores, entregues em dia ainda claro. Seu dia, no Candomblé, é sexta-feira, mas lhe costumam dedicar, na Umbanda, também o domingo, junto com Cosme e Damião. Sua vela sempre será branca e seu sincretismo será com Jesus Cristo, como Nosso Senhor do Bonfim, com exceção de Nosso Senhor dos Passos, pois aparece carregando a cruz, muito ferido, sendo que, em algumas nações, sincretiza-se com Xapanã. As oferendas de Ibeji consistem em doces variados, desde bolos a balas e chocolates, nas praças e lugares freqüentados por crianças. Alguns, por considerarem Ibeji uma das formas de Xangô, oferecem-lhe amalá. Deverão ser entregues ainda em dia claro, geralmente à tardinha, com vela azul, rosa e branca, ou apenas rosa. São sincretizados em todo o Brasil com Cosme e Damião, algumas vezes constando Doum como terceiro elemento. ABC DAS PROIBIÇÕES Como já dissemos anteriormente, algumas proibições são válidas, algumas se tornaram populares, mas carecem de fundamento. Citaremos algumas mais importantes e conhecidas que aceitamos como verdadeiras: - as oferendas deverão ser entregues a partir das sete horas da noite ou pela manhã, antes do sol firmar-se no céu, com exceção a Oxalá e Ibeji que aceitam em dia claro. Nunca deverão ser entregues a partir da meia-noite, quando se nota maior acúmulo de entidades perturbadoras à procura de encarnados dedicados aos prazeres mais inferiores. - Nada será despachado durante a chuva. Podem ser entregues nas estiagens, nas horas em que a chuva passa. - Na lua minguante são entregues os trabalhos destinados a diminuir ou acabar com algo, como doenças ou vícios, dias esses com poderoso influxo magnético lunar de retração. Nos dias de lua cheia ou crescente, para trabalhos de crescimento, tais como os destinados a melhoria no trabalho, estudos, amor e saúde. Na lua nova não recomendamos, pois já é sentida a influência da passagem da lua minguante. - O respeito à Natureza é um dos atributos do umbandista. Em respeito aos Orixás e manutenção de seus locais, jamais deixe lixo de qualquer espécie após as oferendas, como sacolas, papéis, embalagens, com exceção de garrafas de vidro. - Escute sempre a entidade que solicita a oferenda. Orientarão se preferem bandejas de papelão ou potes de barro, louça, que tipo de flor, quais as cores, quantidades, etc. - Tanto consulentes quanto médiuns devem se abster de ingerir, nos dias de trabalho, bebidas alcoólicas, comidas picantes, excesso de carne vermelha e, dentro do possível, evitar discussões e agitações de toda a espécie. Já falamos de entidades, principalmente do Oriente, que não admitem o consumo de carne de gado, porco ou carneiro pelo seu médium no dia de trabalho. Incluem-se aqui também nesses itens o excesso de café, chás e chocolates. - Todos os itens da oferenda deverão ser comprados por quem os oferece, sem nenhuma exceção. Como dizem as entidades, tudo deve ser “chorado” e não pago por outrem. - O local escolhido não poderá ter outras oferendas ou ter havido agitações ultimamente, com exceção das encruzilhadas que são muito ocupadas. - Cumprimente o local e as entidades que ali trabalham e estão assistindo à entrega, e saia respeitosamente, em silêncio, não se voltando para trás. - Por deixarmos imantados os objetos com nosso toque, a mulher menstruada não deve preparar ou oferecer nada, por estar eliminando nesses períodos cargas negativas expelidas com o sangue. - Não ofereça bebidas geladas. - Tudo deve ser aberto, desenrolado, inclusive balas. - Pode-se acender ou não cigarros e charutos. A caixa de fósforo deve ficar ao lado, aberta. - Os Orixás não se preocupam com a quantidade de itens oferecida, mas sim com o axé mínimo para a troca fluídica e o valor da intenção do pedinte. - Peça justiça, nunca o mal de alguém. A Umbanda não admite trabalhos voltados para o lado da Quimbanda. - Os vinhos a Ogum costumam ser tintos e secos. Os de pretosvelhos, rosados e suaves. Mas tudo isso é muito variável, como já foi dito, de acordo com a solicitação feita. Se oferecida a toda a falange, aí sim cabem os itens mais comuns a qualquer uma. - Procure banhar-se, se possível, com banhos de descarga, na entrega e na chegada das oferendas. - Não use cores escuras nas roupas, inclusive os consulentes, nos dias de receber passe, quando deverão ser orientados no local. - Não devem ser comidos ou provados os itens da oferenda. O que foi preparado deve ser entregue e, se sobrar, posto fora. - O centro das encruzilhadas é um verdadeiro redemoinho magnético, geralmente de forças perturbadoras. Procure evitar cruzar o local em diagonal. Atravesse de calçada a calçada. - Os despachos (oferendas a Exu) devem ser entregues em um dos quatro cantos da encruzilhada. Alguns trabalhos, com a devida orientação, constam também no centro. Nunca faça, sem o devido preparo e aval das entidades, tais oferendas. Limite-se a velas, charutos e cachaças. - As ervas devem ser frescas, se possível, e nunca demasiadamente fervidas. - Na Umbanda, não há proibições do tipo não cortar o cabelo porque o Orixá não gosta, usar esta ou aquela coisa, ou outras observações presentes em outras linhas de trabalho. Há maior flexibilidade nessas questões. ABC DAS LINHAS DE UMBANDA 1ª. LINHA: OGUM Como já vimos, Ogum domina a primeira Linha de Umbanda, que controla todos os fatos de execução e cobrança do carma de cada indivíduo ou grupo, daí serem soldados. 1. Falange de Ogum Beira-Mar Colaboradores de Iemanjá, Ogum Beira-Mar trabalha sobre a areia molhada, enquanto Ogum Sete-Ondas trabalha sobre as ondas. Aceitam oferendas com velas nas cores branca, verde, vermelha e azul-clara. 2. Falange de Ogum Rompe-Mato Ogum Rompe-Mato trabalha para Oxóssi (Ode) e Ossãe, nas matas. Ogum das Pedreiras trabalha para Xangô, nas pedreiras. Em ambos os casos, é a mesma falange que trabalha para os dois Orixás, com nomes diferentes. Rompe-Mato aceita suas oferendas na entrada da mata, nas cores verde, vermelha e branca, sendo a vela vermelha. Ogum das Pedreiras aceita suas oferendas em torno das pedreiras, nas cores verde e vermelha (misturadas geram o marrom), com velas nas mesmas cores. 3. Falange de Ogum Megê É colaborador de Iansã; seu nome significa “Sete”. É o guardião dos cemitérios, rondando suas calçadas, lidando diretamente com a Linha das Almas. Toda sua oferenda será em vermelho e branco, próxima ao cruzeiro do cemitério (calunga pequena). 4. Falange de Ogum Naruê Seu nome significa “Aquele que é o primeiro a gerar valor”. Trabalhando diretamente na Linha das Almas, desmanchando a magia negra, controla as almas quibandeiras. Aceita suas oferendas com Ogum Megê ou, ainda, dentro ou fora dos cemitérios, nas cores branca e vermelha. Alguns incluem uma pedra-ímã nos itens a oferecer-lhe. 5. Falange de Ogum Matinata Com poucos médiuns que o incorporam, sua falange protege os campos de Oxalá, os locais abertos, floridos e iluminados. Mas não trabalha diretamente para esse Orixá. Aceita suas oferendas nos campos floridos, nas cores vermelha e branca. 6. Falange de Ogum Iara Seu nome significa “Senhor”, trabalhando para Oxum. Suas oferendas deverão ser entregues na beira de rios, lagos ou cachoeiras, onde vibram, nas cores vermelha e branca ou verde e branca. 7. Falange de Ogum Delê (ou de Lei) “Aquele que Toca o Solo”; como seu nome significa, é uma falange que vibra na linha pura de Ogum. São eles que trabalham diretamente no carma e sua cobrança, rondando o mundo. Suas cores são vermelha e branca e suas oferendas podem ser em qualquer lugar, ao ar livre. Oferendas: todas as falanges citadas recebem velas nas cores indicadas, cravos vermelhos (alguns aceitam cravo branco também), cerveja branca, ou, menos comum, vinhos, charutos e fósforos, sobre um pano branco. Ervas: as mais comuns são espada-de-são-jorge, losna, jurubeba, comigo-ninguém-pode, romã. 2ª. LINHA: XANGÔ 1. Falange de Xangô Caô Dominam a sabedoria adquirida com o tempo, atuando nas pedreiras abertas. Sua cor é o marrom-escuro. É conhecido também como Xangô Velho. 2. Falange de Xangô Alafim (ou Alafim-Echê) Seu nome vem do título dado ao rei de Oyó, na África. Defendem a pureza moral, atuando nas pedras solitárias dos caminhos. Suas cores são marrom e branca. 3. Falange de Xangô Alufã O Xangô “Sacerdote”, determina as diretrizes dos desencarnados, atuando nas pedras dos rios, mares, cachoeiras e todas as águas, daí ser o protetor dos pescadores. Suas velas são o marrom e o branco. 4. Falange de Xangô Agodô Seu nome significa “Grandeza”, atuando nas pedras mergulhadas nas águas de toda a espécie, inclusive nas “pedras iniciáticas e na pedra batismal”. 5. Falange de Xangô Abomi (ou Abomim) “Aquele que derrama água de uma vasilha” ou “Aquele que Batiza”, muitas vezes é sincretizado com São João Batista, talvez devido ao seu nome. Trabalha nas montanhas, nas cordilheiras, protegendo nos momentos de angústia, nas horas de aflições e perdas, inclusive no casamento. Sua cor é o marrom e, nos casos de amor, oferece-se junto uma vela para Iemanjá. 6. Falange de Xangô Aganjú É um Xangô jovem, vibrando nas linhas de Xangô e Oxum, trabalhando nas pedras da cachoeira. Traz harmonia entre as forças de amor e justiça. Suas cores são o branco e o marrom. 7. Falange de Xangô Djacutá Seu nome significa “pedra”, dominando a força de Xangô no meteorito e nos raios, sendo muito invocado nas injustiças que conduzem a aflições, defendendo as vítimas desses abusos. Suas cores são o branco e o marrom. Oferendas: Além das já citadas anteriormente, dedicadas ao Orixá, basicamente consistem de velas, nas cores indicadas, charutos, fósforos, cerveja preta, rosas ou lírios brancos. Ervas: folhas de eucalipto, manga, goiaba, camaná, alecrim e limão. 3ª. LINHA: OXÓSSI Toda a parte doutrinária e evangélica, com fins de trazer fé às almas desgarradas no mal, interferindo nos males psíquicos e físicos, pertencem a essa falange. Daí, por trazer as almas ao caminho do bem, Oxóssi é chamado de caçador de almas. Rege também a disciplina e obediência. 1. Falange dos Caboclos Peles-Vermelhas Excelentes doutrinadores, com grande sabedoria, pertencem a antigas civilizações indígenas (maias, astecas, incas, etc). Falam estranhos “dialetos” quando “descem”. Nessa falange, entre os itens básicos que citaremos adiante, entram incenso queimado, folhas de alecrim e alfazema frescas. 2. Falange do Caboclo Araribóia Como Oxóssi é caçador, é ele que coordena, na vida material, o trabalho, com o objetivo de trazer recursos à mesa. Por isso, essa falange se dedica a proteger aos injustiçados no seu direito de sustento e sobrevivência de suas famílias, vibrando nas matas das montanhas. Gostam de flores variadas. 3. Falange da Cabocla Jurema Formada por entidades meigas, amorosas, traz os recursos da Natureza e os transformam em energias vitais próprias a serem utilizadas em purificação de locais, pessoas e na medicina espiritual, aos serviços de Oxóssi e Ossãe. Gostam de muito mel nas oferendas, fitas coloridas, menos o preto. 4. Falange dos Caboclos Guaranis São guerreiros. Defendem as matas, junto a Ogum Rompe-Mato. Onde os guaranis estão, impõe a paz, daí serem chamados de “Falange da Paz”. Nunca recebem mel em suas oferendas. 5. Falange dos Caboclos Tamoios Humildes e pacientes, são eles os conhecidos “domadores de feiticeiros” ou “bumba na calunga”, vencendo a feitiçaria. Trazem as almas ao bem, daí serem os “caçadores de almas”, na atribuição legítima das falanges de Oxóssi. A ela pertencem Muiraquitã e Grajaúna. Apreciam folhas de arruda em suas oferendas, guiné, rosas de qualquer cor e muito mel. 6. Falange dos Caboclos Tupis São os conhecidos Tatauys, conhecidos por serem muito ágeis, bons caçadores, muito brincalhões. Apreciam sucos de frutas, mel e rosas de qualquer cor. 7. Falange do Caboclo Urubatã São os mais velhos, sábios e conhecedores da mata. Há poucos médiuns que os incorporam. Trabalham nas colinas floridas, pois se ligam à vibração de Oxalá. Nas suas oferendas vão muito mel e flores brancas. Sua vela inclui a cor branca, sendo a única falange que recebe outra cor, além do verde. 4ª LINHA: IEMANJÁ Nessa falange, na Umbanda, trabalham todas as Iabás (Senhoras dos Rios), agrupadas com os nomes de janaínas, caboclas ou sereias. Sua missão é trabalhar diretamente com a força emotiva por meio dos sentimentos de maternidade, misericórdia e amor. 1. Falange da Sereia do Mar Entidades que assumem formas encantadas, residindo em todo o elemento água. Possuem total domínio sobre as energias desse meio. Aceitam as tradicionais oferendas a Iemanjá, entregues para serem levadas ao fundo dos mares, lagos ou rios. 2. Falange da Cabocla Iara Dominam a força nascida do encontro das águas doces e salgadas, muito ligadas ao Orixá Ogum. É também o nome das entidades chefes da falange conhecidas como Caboclas do Rio. São alegres e juvenis. Sua vela será azul clara e uma verde, vermelha e branca, para Ogum. 3. Falange da Cabocla Nana A Cabocla Nana Burucum é chefe da falange das Ondinas. Suas entidades trabalham na beira das fontes e trazem uma vibração capaz de proporcionar paz e compreensão nos lares. Protegem as atividades ligadas ao ensino, como o magistério. Sua vela será clara e lilás, ao Orixá Nana. 4. Falange da Cabocla Iansã A Cabocla Iansã representa o Orixá com o mesmo nome, junto à Iemanjá. Trabalha sob os fortes temporais e chuvas, forças essas capazes de proporcionar grande resistência nas dificuldades da vida. Aceitam velas azuis-claras e vermelha e branca ao Orixá Iansã. Podendo ser entregues junto às oferendas de Xangô nos bambuzais ou na beira de cachoeiras, longe da queda d’água. 5. Falange da Cabocla Oxum As energias do amor puro e da luz que irradia sobre as cachoeiras são a matéria-prima para suas atividades, ligadas à Iemanjá. Através de sua falange, os fluidos benfeitores são trazidos através das “águas espirituais”, ou seja, o prana ou fluido cósmico universal. Sua vela será azul-clara e amarela, dedicada ao Orixá Oxum. 6. Falange da Cabocla Indaiá Sua falange é das Caboclas do Mar, ligadas a Yori, ou seja, a Falange de Cosme e Damião. Absorvem energias de vários elementos e transmutam na energia alegre e vibrante das crianças. Suas velas serão azuis-claras e rosas. 7. Falange da Cabocla ou Sereia Janaína Estão sob sua guarda a força do amor conjugal e da procriação. Ligam-se muito ao Orixá Oxalá. Suas velas serão azuis claras e brancas. Oferendas: basicamente, todas as falanges de Iemanjá aceitam sobre pano branco e azul-claro, fitas azuis, espelhos, pentes, perfumes de seiva de alfazema ou seiva de rosas, flores brancas ou azuis, rosas, lírios, mel, guaranás ou bebidas doces e delicadas. A Falange da Cabocla Iansã recebe cerveja preta como bebida. Observa-se que as cores das velas e algumas observações variam da bibliografia, com fins de uniformizar com as cores utilizadas na Umbanda, e não no Candomblé. Ervas: lágrimas-de-nossa-senhora, camomila, espada-de-iansã, folhas de bambu e qualquer planta aquática. 5ª. LINHA: YORI Yori quer dizer “Vitalidade saindo da luz”. É formada pelas entidades que, por opção, quiseram manter a forma infantil, algumas já em preparo para uma reencarnação próxima. Onde for necessária uma vibração dirigida à alegria, à fraternidade e à comunhão, lá estará a Linha de Yori que, por essa bela qualidade, domina as energias mais sublimes do plano espiritual. Uma criança brincando, em um trabalho, não é uma atividade infrutífera, como pensam alguns. É uma entidade que sabe perfeitamente o que está fazendo, com o objetivo de descarrego de tudo o que está em volta. 1. Falange de Tupanzinho (Idolu ou Idossu) São entidades que vibram na Linha de Oxóssi, protegendo os lenhadores e animais. Gostam, nas oferendas, de apetrechos indígenas bem enfeitados, fitas verdes e vela rosa. 2. Falange de Doum São entidades que nasceram no período do cativeiro como Doum, eram filhos de mãe indígena e pai africano. Auxiliam os tratamentos médicos, protegendo os profissionais da saúde e os enfermos, proporcionando mais integração entre ambos. Cruzamse com a Linha de Yorimá (dos Pretos-Velhos) e aceitam suas oferendas em jardins e praças. 3. Falange de Alabá Cruzam-se com Ogum, Oxumarê e Iemanjá. Da vibração dos três Orixás, recebem condição de trabalhar com os militares, dando coragem e piedade aos que usam farda. Suas oferendas são próximas a cachoeiras, pois as cores do arco-íris atraem muito essa falange. 4. Falange de Dansu Espalham-se nos dias de tormenta, com fins de proteger adultos e crianças nesses dias, trabalhando também para Xangô. Gostam de fitas marrons e até seixos rolados em suas bandejas, entregues nas pedras de cachoeiras. 5. Falange de Sansu Legião de entidades que se apresentam como meninas, distribuidoras de ternura, vinda de Deus. Trabalham cruzadas com Iemanjá. Devem ser entregues a elas: conchinhas e estrelas-do-mar, na beira da praia, junto com os outros itens da oferenda. 6. Falange de Damião Cruzam-se com Cosme e Doum, cuidando das crianças do espaço, ou seja, das entidades recém-desencarnadas ainda crianças, de grande poder de cura. Vibram, de preferência, nas praias e jardins, seu lugar para a entrega de oferendas. 7. Falange de Cosme São eles que detêm a responsabilidade da guarda das crianças recém-desencarnadas na Linha de Oxalá. Com o qual cruzam. Alimentam-nas com fluidos delicados, chamados de “mel”, ou, talvez, os fluidos extraídos desse alimento. Oferendas: Apesar de diferentes, as falanges de Yori incluem, em suas oferendas, muito mel, doces em geral, balas, pirulitos, brinquedos, fitas na cor rosa e nas cores com os quais cada falange se cruza, velas na cor rosa, guaranás, flores brancas e gostam muito de bicos (chupetas) azuis ou rosas, de acordo com a falange ou entidade reverenciada (se meninas ou meninas, ou ambos). Ervas: folhas de manjericão, amoreira, alfazema, alecrim, trevo. 6ª. LINHA: YORIMÁ Seu nome significa a lei na aplicação da vitalidade saindo da luz. É a linha do aprendizado a duros custos, da compreensão das aflições, valorizando as lições da vida. É a prática da caridade teórica, da humildade adquirida sob as mais cruéis provações. São aqueles que ensinam que, mesmo mergulhados no erro, ainda há esperanças. São os Pretos-Velhos. 1. Falange do Povo da Costa (Rei Cambinda) Cruzam-se com Iemanjá e ensinam que, através da resignação das provas, haverá o resgate das dívidas do passado. Consolam e auxiliam os sofredores, com muito amor. Suas oferendas são entregues nas praias. 2. Falange do Povo de Congo (Rei Congo) Com Yori conseguem a energia pura e infantil dessa falange que, transformada, vence a dor e traz a alegria. Junto a sua oferenda vai uma vela rosa oferecida às crianças. 3. Falange do Povo de Angola (Pai Joaquim) Libertam os escravos de hoje, presos aos vícios, maldades e erros, despertando-os para a vida, por meio de esclarecimentos ou ritos. Vibram nas matas e sua vela será roxa, a cor mística por excelência. 4. Falange do Povo da Guiné (Pai Guiné) Possuem o conhecimento das calungas (grande, o mar; pequena, o cemitério), profundos conhecedores da magia e da sabedoria para a cura de todos os males. Recebem suas oferendas no cruzeiro do cemitério ou na beira do mar. 5. Falange do Povo de Moçambique (Pai Jerônimo) Trabalham na lei do livre-arbítrio (ou da livre escolha), com fins de inspirar a libertação do indivíduo durante sua vida terrena. Vibram na mata, sobre pedras em especial, ou nos lugares abertos nesse local, próprios ao repouso e à oração. 6. Falange do Povo de Luanda (Pai José) Combatem demandas, fazem cumprir rigorosamente os rituais e trabalham muito na caridade, sendo exigentes, mas muito bondosos. Recebem suas oferendas no cruzeiro de cemitério. 7. Falange de Bengala (Pai Tomé) Por terem sofrido muito na Terra, compreendem as misérias humanas, trabalham na busca da paz, da fraternidade e estimulam a caridade. Vibram nas colinas abertas e floridas. Oferendas: cada Preto-Velho tem sua oferenda e gostos. Mas todos recebem cigarros de palha, café, velas brancas e pretas (alguns, roxas), doces tradicionais tipo pés-de-moleque, rapaduras, sagu, farofa com lingüiça picada e comidas típicas do interior e da época em que viveram. Ervas: arruda, guiné, benjoim, cipreste, folhas de café, alfavaca e vassourinha branca. 7ª. LINHA: OXALÁ É a fusão de todas as outras. As legiões de Oxalá são a sétima e última falange de todas as Linhas já vistas anteriormente. É responsável pela integração das demais. Coordenadora, sendo a manifestação cósmica do céu, da terra, da luz e da energia, da paz e do amor. Suas falanges são: 1. Falange de Ogum Delê (Ogum) 2. Falange de Xangô Djacutá (Xangô) 3. Falange do Caboclo Urubatã (Oxóssi) 4. Falange da Cabocla Janaína (Iemanjá) 5. Falange de Cosme (Yori) 6. Falange do Povo de Bengala (Yorimá) 7. Falange dos Caboclos de Oxalá Lembramos que os Caboclos de Oxalá dificilmente incorporam, sendo os responsáveis pela coordenação das demais falanges e da missão que cada guia-chefe assume perante a Umbanda. Ervas: são o tapete-de-oxalá (boldo), mariô, folhas de limoeiro, manjericão, erva-cidreira, trevo e café. PONTOS RISCADOS Os diversos sinais, alguns originários da Cabala, unidos, expressam uma idéia que identifica as entidades que os riscam, seus campos de atuação, a quem se subordinam. Veremos, adiante os mais comuns e um exemplo, para auxiliar na compreensão do que já dissemos. A estrela de cinco pontas significa o conhecimento sobre o bem e o mal. A flecha é a energia dirigida, a vontade, princípio da vida e da morte. Cruz é a regeneração pela provação. A transformação. Meia-lua com ondas é Iemanjá. A alma e a regeneração. Machado ou balança é Xangô. Coração é Oxum. Circulo, muitas vezes delimitando o ponto, é o limite de atuação. Círculo com ponto (no centro) é o sol, a energia total do espírito. Espada é Ogum. X ou encruzilhada são os resíduos espirituais. O Triângulo é a sabedoria de Deus. A cruz de seis pontas é Oxalá. O duplo raio é Iansã. A onda com flecha é Yori. A pureza e o conhecimento. As cruzes, nessa formação, são Xapanã. A transformação da matéria. Espiral é a evolução final. O traço vertical é a busca ao Criador. Exemplo: Um ponto como esse identifica uma entidade cruzada nas linhas de Ogum com Oxóssi. As espadas de Ogum confirmam ser a entidade dessa Linha. A flecha mostra as espadas voltadas, dirigidas para os X, ou resíduos espirituais. O círculo delimita a atuação. Em resumo, o ponto significa a força de Ogum dirigida na queima e na destruição dos resíduos espirituais.
BIBLIOGRAFIA CACCIATORE, Olga Gugolle. Dicionário de Cultos Afro-Brasileiros, Rio de Janeiro, Editora Forense-Universitária Ltda, 1977. CARMO, João C. O que é Candomblé. Coleção Primeiros Passos, São Paulo, Editora Brasiliense S.A., 1987. KARDEC, Allan. O livro dos Médiuns. Rio de Janeiro, Federação Espírita Brasileira, 1944. LINARES, Ronaldo A. et alli. Iniciação à Umbanda – Volume 2. Tríade Editorial. MAES, Hercílio. Magia de Redenção (por) Ramatis. Rio de Janeiro, Livraria Freitas Bastos S.A., 1913. MICHAELUS. Magnetismo Espiritual. Rio de Janeiro, Federação Espírita Brasileira, 1952. PASTORINO, C. Torres. Técnica da Mediunidade (ensaio). Rio de Janeiro, Sabedoria Livraria Editora Ltda. PERALVA, Martins. Estudando a Mediunidade. Rio de Janeiro, Federação Espírita Brasileira, 1956. RIVAS NETO, F. (ARAPIAGA). Lições Básicas de Umbanda. 1ª. Edição, Rio de Janeiro, Livraria Freitas Bastos, 1991. SCLIAR, Marcos. Magia Branca da Umbanda: prática, pontos, oferendas. Rio de Janeiro, Pallas – Editora e Distribuidora Ltda, 1992. SILVA, Woodrow Wilson da Matta (YAPACANI). Umbanda e o Poder da Mediunidade. 3ª. Edição, Rio de Janeiro, Livraria Freitas Bastos, 1987. VERGER, Pierre Fatumbi e Carybé (ilustrador). Lendas Africanas dos Orixás – 3ª. Edição, São Paulo, Corrupio Edições e Promoções Culturais Ltda, 1992. XAVIER, Francisco Cândido. Libertação (por) André Luis. 14ª. edição, Rio de Janeiro, Federação Espírita Brasileira, 1949.
ATABAQUES
Tambores altos e estreitos, afunilados de um só couro, usados para atrair as diferentes vibrações, quando tocados. Os atabaques são usados para manter o ambiente sob uma vibração homogênea e fazer com que todos os médiuns permaneçam em atenção mediúnica. Existem 3 tipos de atabaques: - Rum (grave) - Rumpi (médio) - Lê (agudo) Os atabaques são um dos principais pontos de atração de vibrações de um terreiro. A energia do Orixá/Entidade chamado é captada pelos assentamentos e direcionada para o Zelador onde é concentrada e depois lançada para os atabaques onde é modulada e distribuída para os médiuns da corrente. O responsável pelos atabaques é normalmente uma pessoas escolhida no terreiro que conheça os ritmos aplicados para cada linha dentro da Umbanda. É importante frisar que a Umbanda não tem Ogã. Este "título" somente se aplica ao Candomblé. Os atabaques devem ser tratados com o máximo de respeito e nenhuma pessoa desautorizada deverá tocá-los, o que poderia colocar em risco o equilíbrio da gira e a faixa mediúnica dos médiuns da corrente. Quando fora de uso, os atabaques, devem ser cobertos com pano próprio. É importante observar que o toque (volume) dos atabaques nunca deve exceder as vozes da corrente. Quando o atabaque excede a corrente se desorganiza e o médium perde a concentração, atrapalhando e muito o desenvolvimento dos médiuns e o bom andamento do trabalho. O toque do atabaque deve manter suas raízes no samba, donde nasceram a maior parte dos pontos cantados da Umbanda. O toque do atabaque é normalmente o "toque sambado" do instrumento. é absolutamente desnecessário "surrar" o couro, uma vez que este elemento é usado somente para induzir o ritmo dos pontos cantados. Com a junção do atabaque e a corrente cantando vibrante os pontos cantados faz-se a festa de Umbanda. Esta é que mantém a vibração do terreiro. Gira de Umbanda não é festa de Olodum. Terreiro de Umbanda não é barzinho onde se toca pagodinho Os sons são projetados para os ouvidos dos médiuns (regido por Xangô que também rege o som). As vibrações sonoras (moléculas de ar vibrando para frente e para trás) são recolhidas pelo ouvido externo que as conduz até os tímpanos que as faz vibrar, então são levadas ao ouvido interno e através do nervo auditivo chegam até o cérebro onde se dá a percepção do som. Obs.: O atabaqueiro pode projetar a energia sonora até 40 metros de distância. Xangô também rege os atabaques através de seus Caboclos. Alguns Caboclos que recebem energização de Xangô são: Pena Verde, Giramundo, 7 Flechas, Cobra Coral. Lembrando: somente os Caboclos de Xangô regem os atabaques. Quando os atabaqueiros não estão preparados, a energia de Xangô isola os atabaques, assim as vibrações partem direto do Zelador para o campo do atabaqueiro. O Caboclo atrás do atabaqueiro projeta a energia modulada para o chakra espiritual dos médiuns. Em 1867 Heinrich Rudolph Hertz conseguiu medir a intensidade das vibrações sonoras, determinando em que faixas elas são captadas. Em sua homenagem o número de vibrações por segundo de uma onda sonora recebeu o nome de hertz. Assim a freqüência do som é medida em hertz. O ouvido humano não consegue ouvir ruídos com freqüência superior a 20.000 hertz ou inferior a 30 hertz. A Umbanda se utiliza desse conhecimento para sintonizar as energias Intensas (longitudinais) e também as Moduladas (centrípetas). Os sons emitidos pelos atabaques na devida intensidade determina que tipo de entidade será "chamada" ou "atraída". As energias intensas correspondem às entidades classificadas como "guerreiras", que recebemos em nosso corpo de forma direta: Orixás, Guias Guerreiros e Protetores de Demanda e sua chegada na Terra é regida pelo Caboclo Tabajara. Os toques para estas entidades são sempre altos e com ritmos acelerados. Já as energias centrípetas correspondem às entidades "harmoniosas" que recebemos em nosso corpo sendo envolvidos por uma espiral: Orixás, Guias Harmoniosos, Protetores de Cura e sua chegada na Terra é regida pela Mãe Jurema que tem sua Lei responsável pelo equilíbrio dos corpos celestes em relação ao espaço infinito. Os toques dos atabaques nestas giras devem ser mais baixos e com ritmos lentos e cadenciados. Apesar do que foi exposto, é correto lembrar que mesmo sem os atabaques, as entidades e energias podem ser atingidas e atraídas para o mundo material, apenas a gira em si, será completamente diferente. A incorporação dependerá única e exclusivamente de cada médium, exigindo deles toda a sua capacidade de concentração. Além disso o equilíbrio do ambiente será outro pois não será utilizada a ciclagem de energias promovida pelos fundamentos do atabaque como explicaremos a seguir. Vejamos a importância dos atabaques. Para produzirmos energia provocamos o atrito no couro dos atabaques e com isso atingimos níveis de calor e vibrações sonoras que vão diretas para os campos celulares dos médiuns. Os médiuns se eletrizam ao som dos atabaques. Sem atabaques, sem eletrização. Pelo campo magnético do atabaqueiro que absorveu as energias que vieram do Zelador, são projetadas as vibrações dos nossos assentamentos para os demais médiuns assim a corrente magnética se espalha pelo recinto de trabalho. O atabaqueiro, ao tocar, aguça sua captação de energias, recebe de um Guia uma certa carga de vibrações que se infiltra nos seus planos material e espiritual iniciando, depois, um ciclo que terá término em suas mãos. Com a produção de energia calorífica, através do toque no couro, o atabaqueiro fará a mistura com as vibrações das entidades e as vibrações naturais dos médiuns, a sua energia e a do Guia irão circular na corrente mediúnica começando dos médiuns mais preparados e passando para os iniciantes. Essa energia, quando enfraquecida, volta para as mãos do atabaqueiro onde será fortificada e voltará a fazer o ciclo na corrente. Percebe-se que tanto a presença física dos atabaques quanto a dos atabaqueiros é de suma importância para a atração e distribuição das energias dentro da gira. Assim, concluímos que através dos discos ou aparelhos eletrônicos jamais teremos os resultados esperados. É melhor que se trabalhe somente com preces e concentração para obter-se maior eficiência caso não haja possibilidade de haver uma pessoa preparada comandando os cânticos e toques. A confecção dos atabaques São formados por três partes distintas: 1) couro animal 2) madeiramento 3) ferragens O atabaque que tem sua afirmação feita por cordas e tranças devem usar couro animal. O material sintético não tem fundamento. Nessa categoria está a timba utilizada nas escolas de samba. O som pode ser mais forte mas as energias captadas e distribuídas são zero. O couro animal mais apropriado é o de bode e deve ser adquirido em matadouro. Procuramos não comprar o animal vivo. Deve-se deixar o couro por 24 horas embebido em água e sal, só depois poderá ser utilizado. A parte de madeiramento é geralmente comprada em lojas especializadas. O preparo é o seguinte: Lavar com água e sal. Deixar secar ao sol. Lixar a madeira. Pintar e envernizar . Passar uma demão de cera de vela derretida para cobrir qualquer buraco e evitar o cupim. As ferragens podem, também, ser adquiridas em casas especializados e o ritual deverá ser o seguinte: Colocar as peças na água com sal, depois secá-las ao sol. Lixar e pintar. Quando secar embeber em azeite de dendê até serem usadas. Elas devem ser colocadas nos atabaques ainda molhadas para proteger da ferrugem. Essas três partes do atabaque têm sua regência: O couro pertence ao Caboclo que dá força ao atabaqueiro para tocá-lo. A madeira a Pai Xangô que dá ao atabaque a condição de justiça para não ser utilizado para o mal. A ferragem aos Exús que não permitem que eles sofram demandas. Com essas energias combinadas ao toque e ao canto temos um instrumento de contato com qualquer entidade, seja ela de ação, reação, sublimação, positiva, negativa ou neutra. Com os atabaques devidamente preparados podemos então trabalhar com os Orixás, Guias e Protetores. É ele o mensageiro entre nós e o mundo espiritual. As mensagens vão para outras dimensões por códigos, feito um telégrafo, através dos "toques". No atabaque só quem pode tocar são os Zeladores, os atabaqueiros previamente autorizados para isso e os Caboclos, nenhuma outra vibração deve ser colocada sobre os mesmos. As pessoas devem ser preparadas para tocá-lo e só devem ser utilizados para trabalhos espirituais, nunca para diversão. Se acontecer perderá toda imantação e deverá ser "cruzado" novamente. Caso alguém resolva usá-lo sem autorização estará consumindo uma energia que para ele se tornará negativa. Assim como uma lâmpada estoura se ligada em fase superior a sua capacidade, também a pessoa irá sofrer as conseqüências desse contato. Poderá sentir dores de cabeça, ou pior, poderá estar evocando algum espírito trevoso pela correspondência do toque usado, então o atabaque acaba se tornando uma arma contra aquele que o está usando indevidamente. Nos terreiros em que qualquer um toca no atabaque, das duas uma: ou são todos desconhecedores de sua energia ou o atabaque não é cruzado. Quando uma entidade pedir o atabaque devemos entregá-lo pois ele nunca irá bater, mas sim tirar alguma demanda ou imantá-lo para alguma gira específica. As outras entidades cruzam o atabaque sem tocar nele. Quando for necessário trocar um atabaque uma entidade irá avisar. Quando fora de uso, os atabaques devem estar sempre cobertos com um pano contendo a firmeza do terreiro. Antes de usar o atabaque deve-se pedir permissão, tocando o couro e dizendo: Dai-me licença Pai Oxalá. Dai-me licença ...(entidade dona do atabaque). Dai-me força e dignidade para esse instrumento eu tocar. Quando o atabaque for guardado, deve-se agradecer: Obrigado meu Pai Oxalá. Obrigado .....(entidade dona do atabaque). Obrigado por ter-me permitido cumprir a minha missão. Louvação aos Atabaqueiros "Ah, como é lindo o batuque do Tambor Ah, como é lindo o batuque do Tambor Na Umbanda linda de Nosso Senhor Na Umbanda linda de Nosso Senhor É a mensagem que enaltece os Orixás É a oração que elevo ao senhor É a vibração que nos faz incorporar Sem batuque na Umbanda não se pode trabalhar Eu não sabia, mas agora aprendi Que o canto faz a gira de Umbanda Quem canta, encanta a vida dos Orixás É uma benção divina que emana muita paz" Curimba é o nome que damos para o grupo responsável pelos toques e cantos sagrados dentro de um terreiro de Umbanda. São eles que percutem os atabaques (instrumentos sagrados de percussão), assim como conhecem cantos para as muitas “partes” de todo o ritual umbandista. Esses pontos cantados, junto dos toques de atabaque, são de suma importância no decorrer da gira e por isso devem ser bem fundamentados, esclarecidos e entendidos por todos nós. Muitas são as funções que os pontos cantados têm. Primeiramente uma função ritualística, onde os pontos “marcam” todas as partes do ritual da casa. Assim temos pontos para a defumação, abertura das giras, bater cabeça, etc. Temos também a função de ajudar na concentração dos médiuns. Os toques assim como os cantos envolvem a mente do médium, não a deixando desviar–se do propósito do trabalho espiritual. Além disso, a batida do atabaque induz o cérebro a emitir ondas cerebrais diferentes do padrão comum, facilitando o transe mediúnico. Esse processo também é muito utilizado nas culturas xamânicas do mundo afora. Entrando na parte espiritual, os cantos, quando vibrados de coração, atuam diretamente nos chakras superiores, notavelmente o cardíaco, laríngeo e frontal, ativando–os naturalmente e melhorando a sintonia com a espiritualidade superior, assim como os toques dos atabaques atuam nos chakras inferiores, criando condições ideais para a prática da mediunidade de incorporação. As ondas energéticas–sonoras emitidas pela curimba vão tomando todo o terreiro de Umbanda e vão dissolvendo formas–pensamento negativas, energias pesadas agregadas nas auras das pessoas, diluindo miasmas, larvas astrais, limpando e criando toda uma atmosfera psíquica com condições ideais para a realização das práticas espirituais. A curimba transforma–se em um verdadeiro “pólo” irradiador de energia dentro do terreiro, potencializando ainda mais as vibrações dos Orixás. Os pontos cantados transformam–se em “orações cantadas”, ou melhor, verdadeiras determinações de magia, com um altíssimo poder de realização, pois é um fundamento sagrado e divino. Poderíamos chamar tudo isso de “magia do som” dentro da Umbanda. A Curimba também é de suma importância para a manutenção da ordem nos trabalhos espirituais, com os seus pontos de “chamada” das linhas, “subida”, “firmeza”, “saudação”, etc. Entendam bem, os guias não são chamados pelos atabaques como muitos dizem. Todos já encontram–se no espaço físico-espiritual do terreiro antes mesmo do começo dos trabalhos. Portanto a curimba não funciona como um “telefone”, mas sim como uma sustentadora da manifestação dos guias. O que realmente invoca os guias e os Orixás são os nossos pensamentos e sentimentos positivos vibrados em vossas direções. Muitas vezes ao cantar expressamos esses sentimentos, mas é o amor aos Orixás a verdadeira invocação de Umbanda. Falando agora da função de atabaqueiro e curimbeiro, enfatizamos a importância deles serem bem preparados para exercerem tal função em um terreiro. Infelizmente ainda hoje a mentalidade de que o atabaqueiro é “qualquer um que não incorpore” persiste. Mas afirmamos, o atabaqueiro como peça fundamental dentro do ritual é também um médium intuitivo que tem como função comandar todo o “setor” da curimba. Por isso faz-se necessário que seja escolhida uma pessoa séria, estudada, conhecedora dos fundamentos da religião. Além disso, o ideal é que o “neófito” que busca ser um novo atabaqueiro estude muito sobre a Umbanda antes mesmo de se assumir na posição de atabaqueiro, onde aprenderá os fundamentos, os toques essenciais e “como”, “o quê” e “quando” cantar e, principalmente, a maneira certa de se tocar o couro do instrumento. Mulheres também podem ser atabaqueiras e curimbeiras, SIM! O "cargo" de ogã vem do Candomblé e apenas é dado a pessoas do sexo masculino. A mulher no Candomblé não toca atabaque, por alguns dogmas da religião, principalmente em relação à menstruação. Na Umbanda não importamos dogmas e conceitos do Candomblé, mas sim seguimos os nossos, passados diretamente pelos nossos guias e mentores. Nunca vimos um caboclo ou preto–velho proibindo mulher de tocar atabaque, por isso afirmamos, na Umbanda mulher toca e canta sim e, diga–se de passagem, por vezes melhor do que os próprios homens. Por fim, queremos fazer alguns comentários a cerca da espiritualidade que guia os trabalhos da curimba. Muitas linhas de Umbanda existem no astral e trabalham ativamente nele, apesar de não incorporarem. Existem muitas linhas de caboclos, exús, pomba–giras, etc, que por motivos próprios trabalham nos “bastidores”, sem incorporarem ou tomarem a “linha de frente” dos trabalhos espirituais. Também existe uma corrente de espíritos que auxiliam nos toques e cantos da curimba. São mestres na música de Umbanda, verdadeiros guardiões dos mistérios do “som”. Normalmente apresentam–se com a aparência de homens e mulheres negras, com forte complexão física para os homens, e bela mas igualmente forte para as mulheres. Seus trajes variam muito, indo desde a roupagem mais simples como um “escravo” da época colonial, como até mesmo o terno e o vestido branco. São espíritos bondosos, muito alegres e divertidos, que com o cantar encantam a muitos no astral. Alguns se fazem presentes auxiliando o toque, outros o canto e outros ainda auxiliam a manutenção da energia e sua dissipação dentro do terreiro. Muitas vezes chega a acontecer uma espécie de “incorporação” desses guias com os atabaqueiros, os inspirando a determinados toques e cantos. Qualquer pessoa com experiência em curimba pode relatar casos aonde um ponto cantado vem na hora que ele é necessário e depois você simplesmente o esquece. Isso acontece sobre inspiração desses mentores. Algumas vezes também, em festas de Umbanda e dos Orixás, onde muitos se reúnem, percebemos que diversos espíritos chegam portando seus “tambores astrais”, percutindo–os a partir do astral, ajudando na sustentação e na energia das festividades, potencializando ainda mais os toques dos atabaques e as energias movimentadas. Quando os guias, incorporados fazem sua saudação à frente dos atabaques, estão saudando as pessoas que tocam, estão pedindo para que as forças movimentadas pela curimba sejam benéficas a todos, mas estão principalmente, saudando e agradecendo a toda essa corrente de trabalhadores “anônimos” do astral. Estão percebendo como muita coisa foge aos nossos sentidos em uma “simples” e humilde gira de Umbanda? Sabemos que esse universo da curimba muitas vezes é pouco explicado e muitos chegam a defender a abolição dos atabaques dos centros de Umbanda. A isso, os próprios guias e mentores de Umbanda respondem, tanto incentivando os toques e trazendo mentores nesse “campo”, como também, abrindo turmas de estudo de Umbanda e desenvolvimento mediúnico, onde percebemos claramente que o "animismo" acontece por despreparo do médium, falta de estudo ou orientação e não pelo uso de atabaques. Colocar a culpa nos atabaques é como “tampar o sol com a peneira”. Afinal, como explicado parágrafos acima, o atabaque quando bem utilizado é ótima ferramenta para o desenvolvimento mediúnico. Muitos desses toques a respeito da curimba, que aqui estão escritos, foram passados por espíritos amigos, que nos auxiliam nos trabalhos de curimba e que apresenta–se com diversas formas.
“(…) se isto não se verifica, não é por falta de possibilidades, mas de vontade. Pois quantos existem, que em lugar de resistir aos maus arrastamentos, neles se comprazem: é para eles que estão reservados o choro e o ranger de dentes, em suas existências posteriores. Admirai, entretanto, a bondade de Deus, que nunca fecha a porta ao arrependimento. Chega um dia em que o culpado está cansado de sofrer, o seu orgulho foi por fim dominado, e é então que Deus abre os braços paternais para o filho pródigo, que se lança aos seus pés. As grandes provas, — escutai bem, — são quase sempre o indício de um fim de sofrimento e de um aperfeiçoamento do Espírito, desde que sejam aceitas por amor a Deus. É um momento supremo, e é nele sobretudo que importa não falir pela murmuração, se não se quiser perder o fruto da prova e ter de recomeçar. Em vez de vos queixardes, agradecei a Deus, que vos oferece a ocasião de vencer para vos dar o prêmio da vitória. Então quando, saído do turbilhão do mundo terreno, entrardes no mundo dos Espíritos, sereis ali aclamado, como o soldado que saiu vitorioso do centro da refrega.”
– Santo Agostinho. O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. 14, item 9.
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O templo de Umbanda é como uma escola em que os freqüentadores aprendem a conviver e a se relacionar com as forças da natureza. Paralelamente a isso, a Umbanda sustenta-se sobre quatro pilares: Arte, Filosofia, Ciência e Religião, e pode ser identificada pelos seus aspectos dominantes e pelos seus fundamentos básicos, que são:
ASPECTOS DOMINANTES:
1) Ritual, variando pela origem;
2) Vestes, em geral, brancas;
3) Altar com imagens católicas, pretos velhos e caboclos;
4) Sessões espíritas, formando agrupamentos em pé, em salões ou terreiro;
5) Desenvolvimento normal em corrente;
6) Bases: africanismo, espiritismo, amerindismo, catolicismo, ocultismo;
7) Serviço social constante nos terreiros;
8) Finalidade de cura material e espiritual;
9) Magia Branca;
10) Batiza, consagra e casa.
FUNDAMENTOS DA UMBANDA:
A prática umbandista fundamenta-se:
1) Na existência de um Deus único, incognoscível, criador, onipresente, origem de todas as vibrações;
2) Na manifestação trina do princípio criador, dentro da visão naturalista e espiritualista;
3) Na existência de Jesus, o Cristo, a quem chamamos Oxalá, modelo de perfeição e conduta que buscamos alcançar;
4) Na existência de vibrações no Universo que denominamos Orixás e que chefiam falanges de espíritos;
5) Na existência de entidades espirituais que se encaixam nessas vibrações;
6) Na existência de planos espirituais de evolução;
7) Na crença de guias espirituais, mensageiros dos Orixás, ainda em evolução, pois ainda se acham em planos médios;
8) Na existência do espírito, sobrevivendo ao Corpo Físico do homem, em caminho de evolução e buscando o aperfeiçoamento;
9) Na crença da reencarnação e da lei kármica de causa e efeito;
10) Na prática da mediunidade sob as mais diferentes apresentações, tipos e modalidades;
11) Na afirmação que as religiões constituem os diversos caminhos de evolução espiritual que conduzem a Deus;
12) No amor, manifestado como caridade, na palavra e na ação;
13) Na prática da caridade material e espiritual como meio de evolução;
14) Na necessidade do ritual como elemento disciplinador dos trabalhos;
15) Na crença de que o homem vive num campo de vibrações que influem em sua vida e que essas vibrações podem ser manipuladas quer para o seu próprio bem, como fazemos, ou para o seu próprio mal, como combatemos.
Além dos aspectos dominantes e de seus fundamentos, a Umbanda caracteriza-se por ser uma religião de fácil identificação popular, principalmente pelos itens descritos a seguir:
1) Seu ritual é simples e direto. O médium se adapta facilmente à pratica umbandista;
2) A comunicação com o plano astral é simples e direta. O consulente pode conversar diretamente com a entidade espiritual através de seu cavalo, sem problemas e com muita simplicidade, podendo tratar de assuntos cotidianos, esporádicos, banais ou complexos, de forma clara e numa linguagem de fácil compreensão;
3) Imediatismo. O consulente tem oportunidade de, caso possível, resolver os seus problemas a curto prazo;
4) Sincretismo religioso. Se não é a forma mais coerente de propagação da doutrina umbandista, pelo menos é, o sincretismo, uma fonte de segurança psicológica para aqueles que, recém saídos da Igreja, ainda encontram dificuldades em confiar em novas orientações religiosas;
5) O caráter místico simples e poético, com figuras presentes no cotidiano popular, como o índio, o negro escravo, a gente simples do povo, o matuto e o peão, atinge diretamente o sentimento do povo;
6) A presença de instrumentos de percussão que marcam o ritmo torna o culto vibrante e estimula a sintonia mental dos participantes;
7) A facilidade de se entrar em contato com a religião para se fazer a cerimônia religiosa contribui para a sua fácil difusão.
Ectoplasma e Espiritismo — O que é, e para que serve?
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Ectoplasma e Espiritismo — O que é ectoplasma segundo o Espiritismo?
A Doutrina Espírita possui referências em abundância sobre a relação entre o ectoplasma e o Espiritismo. A mecânica de liberação e sua serventia por ora pode soar muito complexa, mas alguns autores se esforçam para simplificar esse conhecimento ao máximo.
Para explicar o ectoplasma segundo o Espiritismo, iremos resgatar um breve trecho da leitura do livro Consciência e Evolução, da autora Lívia Pereira Santos:
O ectoplasma é uma substância espiritual, porém tem peso e cheiro e é utilizado no mecanismo da mediunidade para desenvolver as formas criadas pelo Espírito.
Essa substância facilita a configuração espiritual, como também ajuda nos trabalhos de cura. A depender do médium, impregna o ambiente de maneira agradável ou desagradável conforme a natureza dos espíritos em contato com o médium.
O ectoplasma é material que precisa ser observado e pesquisado porque é de muitíssima utilidade nos trabalhos de cura e obsessão.
Os médiuns que predispõem a doar as suas energias e que tenha a capacidade de gerar essa substância, o fazem de forma espontânea e intrínsecas a própria mediunidade. Devem estar atentos para que esse material seja utilizado pelos espíritos benfeitores, e não pelos espíritos enfermos de obsessores.
Sendo ectoplasma gerado pelo mecanismo físico-espiritual, ainda não sabemos decodificar todos os componentes ectoplasmáticos. Temos a certeza de que com os estudos do perispírito e sua ação na vida chegaremos a algumas conclusões em torno da ectoplasmia.
No desempenho da mediunidade, o ectoplasma é de muita necessidade porque canalizamos essa substância para os trabalhos realizados para o benefício dos espíritos enfermos.
Quando o ectoplasma é sutil, ele estrutura formas espirituais visíveis para os médiuns videntes e perceptíveis aos sensitivos.
Ele é tão quintessenciado, que se permite sair por todos os orifícios da organização física principalmente boca, ouvidos e narinas.
No momento de eliminação, o mesmo sai da boca do médium em forma quase compacta e quase materializada, como uma gaze bem fina e, também, dos ouvidos e narinas. É nesse momento que a espiritualidade superior, examinando ectoplasmia, a retira para os trabalhos espirituais.
Ectoplasma e Espiritismo — Para que serve o ectoplasma?
As substâncias que compõem o ectoplasma são de grande importância, pois auxiliam na rápida cicatrização e e nos problemas mais difíceis que a medicina terrena ainda encontra muita dificuldade.
Exitem certos médiuns que tem a capacidade de expelir muito ectoplasma, expelindo-o por todos os orifícios do corpo. O material ectoplasmático, para que seja de boa qualidade, dependerá da saúde física do médium. Este, portanto, precisa estar saudável para que seu ectoplasma possa ser usado nos trabalhos espirituais.
O termo ectoplasma foi introduzido na Parapsicologia por um fisiologista, então é uma coisa que não está só vinculada ao Espiritismo. E foi introduzido para designar uma espécie de substância esbranquiçada, o que pode exteriorizar para fora do corpo de determinados médiuns.
E também supostamente sensível a determinados impulsos exteriores. É visível a parte do corpo de determinados indivíduos, com características especiais. Permite a materialização de formas de corpos humanos distintos daquele de onde sai, ou de forma de membros.
Ectoplasma, Espiritismo e os cuidados na manipulação desse elemento
No livro “Nos Domínios da Mediunidade”, psicografia de Chico Xavier, no capítulo 28, André Luiz relata em alguns trechos o tamanho cuidado no preparo das sessões de ectoplasmia e os possíveis contratempos que podem ocorrer:
“O ectoplasma está em si tão associado ao pensamento do médium, quanto as forças do filho em formação se encontram ligadas à mente maternal. Em razão disso, toda a cautela é indispensável na assistência ao medianeiro”.
“Se pudéssemos contar com mais ampla educação do instrumento, decerto menos teríamos a temer, de vez que a própria individualidade do servidor colaboraria junto de nós, evitando-nos preocupações e contratempos prováveis.
A materialização de criaturas e objetos de nosso plano, para ser mais perfeita, exige mais segura desmaterialização do médium e dos companheiros encarnados que o assistem, porque, por mais nos consagremos aos trabalhos dessa ordem, estamos subordinados à cooperação dos amigos terrestres, assim como a água, por mais pura, permanece submetida às qualidades felizes ou infelizes do canal por onde se escoa”.
“(…) o pensamento mediúnico pode influir nas formas materializadas, mesmo quando essas formas se encontrem sob rigoroso controle de amigos da nossa esfera… ainda quando o médium não consiga senhoreá-las de todo, pode perturbar-lhes a formação e a projeção, prejudicando-nos consequentemente o serviço”
“Em alguns raros indivíduos, encontramos semelhante energia com mais alta percentagem de exteriorização, contudo, sabemos que ela será de futuro mais abundante e mais facilmente abordável, quando a coletividade humana atingir mais elevado grau de maturação.
Até lá, utilizar-nos-emos dessas possibilidades como quem aproveita um fruto ainda verde, em circunstâncias especiais da vida, suportando, porém, o assédio de mil surpresas desagradáveis ao recolhê-lo, de vez que, em experiências como esta, submetemo-nos a certas interferências mediúnicas indesejáveis, tanto quanto a influências menos edificantes de companheiros encarnados, francamente inaptos para os serviços dessa espécie”.
“Imaginemos que o médium esteja possuído de interesses inferiores, seja em matéria de afetividade mal conduzida, de ambição desregrada ou de pontos de vista pessoais, nos diversos departamentos das paixões comuns”
Deixando claro, que os fatores perturbadores das sessões de ectoplasmia não dependem somente da qualidade dos pensamentos e sentimentos do médium doador do fluido, mas também de toda a equipe que ajuda na realização do trabalho.
Na mesma obra de Chico Xavier o leitor pode ficar informado sobre o que é o ectoplasma e para que serve o ectoplasma; porém é preciso estar preparado para uma leitura mais técnica. Para efeito, sugiro que no mínimo o interessado no assunto já tenha lido O Livro dos Espíritos (Allan Kardec) para que consiga absorver o conteúdo de Nos Domínios da Mediunidade.
Fonte : Blog Estudante Espirita
A desinformação e o fanatismo são dois dos principais responsáveis pelo preconceito religioso, que no Brasil vitimiza principalmente as de matriz afro, como o candomblé e a umbanda.
1 – Sincretismo
Sincretismo significa a união de credos que formam uma nova religião. A umbanda é um dos melhores exemplos disso. Ela une elementos da raiz afro, do catolicismo e do kardecismo (espiritismo).
Os orixás, considerados santos para os umbandistas, trabalham suas energias provenientes do Criador (Deus) e representam as forças da natureza. Oxalá é associado a Jesus, na analogia ao cristianismo, como o irmão e governante da terra. Nossa Senhora Aparecida é Oxum, a mãe, e São Jorge é Ogum, que na igreja católica é considerado o santo guerreiro.
2 – É uma religião genuinamente brasileira
Apesar de ser comumente confundida com o candomblé, de origem africana, a fundação da umbanda remete à primeira década do século passado, de 1908, no município de São Gonçalo, Rio de Janeiro.
Zélio Fernandino de Moraes foi aconselhado por um amigo, após uma enfermidade, que fosse à Federação Espírita do Rio de Janeiro. Em sua primeira demonstração de mediunidade, recebeu a manifestação de uma entidade espírita denominada Caboclo da Sete Encruzilhadas, que concedeu a Zélio a missão de fundar um culto que seria denominado umbanda.
3 – Possui sua própria data no calendário nacional
No dia 16 de maio de 2012, a então presidenta Dilma Rousseff assinou a lei nº 12.644, que institucionalizou 15 de novembro como Dia da Umbanda, que já era celebrado em algumas regiões do país. A data remete ao dia da fundação da religião, quando Zélio de Moraes teria manifestado a sua mediunidade.
A liberdade de culto e exercício da crença é assegurada desde 1988 pelo Artigo 5º da Constituição Federal.
4 – Objetivos de desfazer o preconceito
De volta a 1908, na sessão em que Caboclo havia se manifestado pela mediunidade de Zélio, a entidade deixou explícita a intenção de unificar os povos que aqui viviam. O novo culto seria um canal para os ancestrais negros e índios terem a liberdade de se manifestar, já que pelas posições sociais a que eram submetidos no plano físico eram impedidos de completar a missão que a eles foi compreendida.
5 – Os orixás não incorporam
Nos rituais de umbanda, não são os orixás que incorporam os médiuns, mas sim os falangeiros, entidades evoluídas que representam os Orixás, os “santos”, e trabalham na mesma energia e vibração.
Existem também os mentores, também chamados de guias. Outras entidades presentes na religião são os pretos velhos, baianos, caboclos, boiadeiros, marinheiros, malandros, ciganos, erês, exus e pombo giras.
Fonte : Jornal Diário Botucatu
O preconceito com a Umbanda — Questões históricas
O preconceito contra Umbanda e Candomblé e qualquer outra religião de influências africanas são derivados de antigos impasses na história. Por ora, vamos nos centrar nas questões referentes ao preconceito contra a religião Umbanda e seus impasses com o Espiritismo.
No passado, o Espiritismo chegou ao Brasil e foi escrachado pela igreja, seus seguidores e simpatizantes foram perseguidos. A situação era muito delicada, até hoje ainda é possível sentir um resquício desse preconceito.
Bem depois uma religião surgiu através da mediunidade de Zélio de Morais, mais tarde vindo a se fixar e se popularizar com o nome de Umbanda. Foi através dela que os pretos-velhos, caboclos e demais outras entidades puderam mostrar a sua voz.
Preconceito religioso Umbanda e Espiritismo: Questões ainda não vencidas
A ignorância mais uma vez se fez presente e massacra até hoje mais um seguimento espiritualista. E não raro vemos muitos espíritas, ontem vítimas, agora, vociferando seu preconceito mascarado por uma hipocrisia baixa.
Baseado nesse desabafo, trago para os leitores um trecho do livro Aruanda, do médium Robson Pinheiro, pelo espírito de Ângelo Inácio, que fala justamente sobre essa polêmica:
“O encontro com Euzália despertou em meu espírito muitas lembranças ternas. Também vi no convite da mentora generosa uma oportunidade de trazer novos apontamentos para muitos companheiros encarnados e intensificar ainda mais o trabalho que envolve a delicada questão do preconceito, tão comum em muitos trabalhadores espíritas.
Creio que a atual confusão que se faz nas terras brasileiras quanto ao Espiritismo e à Umbanda fez surgir uma espécie de reserva nos chamados médiuns de mesa em relação aos médiuns de terreiro. O estigma gerado foi tão grande que os irmãos espíritas parecem “tremer nas bases” toda vez que alguém confunde as duas religiões.”
O preconceito com a umbanda vindo dos espíritas — Que mania é essa de se achar que preto-velho é espírito ignorante?
“É claro que sou a favor do esclarecimento do povo e da sociedade em geral, mas, primeiramente, é preciso fazê-lo no meio onde impera essa confusão, isto é: entre espíritas e umbandistas. Por que tanto desconhecimento e mal entendido assim, meu Deus?
Espiritismo é Espiritismo e disso nenhum de nós duvida, assim como Umbanda é Umbanda e não há como deixar de distinguir as duas coisas. No entanto, a guerra que se faz por aí contra os espíritos que se manifestam como pretos-velhos e caboclos é tão grande que serve apenas para fortalecer o preconceito.
Da mesma forma, ninguém ignora que muitas instituições espíritas veneráveis, embora de forma velada, acabaram aceitando a presença desses companheiros desencarnados, como os pais-velhos, pois sabem que a forma exterior não é nada, mas a essência é tudo.
Fico aqui pensando e rascunhando meus escritos: será que nossos companheiros de Doutrina Espírita acham que espírito atrasado só pode ser preto-velho. Será que brancos idosos, com olhos azuis e cabelos loiros, acaso não podem ser espíritos obsessores?
É necessário voltar para o que ensina Allan Kardec em O LIVRO DOS MÉDIUNS. Ele esclarece que o espírita, tanto o evocador quanto os médiuns, deve se ocupar mais com a análise do conteúdo da comunicação que com a forma ou o nome com que se manifesta o comunicante; observar o que o espírito diz, sua elevação moral.
Todavia, diante de tanto receio com relação a essa tremenda confusão religiosa, o que muitos estão fazendo é exatamente o oposto do recomendado pelo codificador. Esquecem-se do conteúdo — ou melhor, nem deixam o espírito comunicar-se direito, pois logo querem doutriná-lo.
Só porque o infeliz resolveu manifestar-se como um preto-velho! Também, que assim seja: por que, afinal de contas, ele não escolheu ser um branco-velho? Talvez assim pudesse fazer seu trabalho direito… pelo menos, entre muitos espíritas.
Na obra, o espírito de Ângelo Inácio estava em uma tarefa de resgate espiritual quando foi apresentado a outros dois espíritos tarefeiros. Eram eles o Silva e o Wallace. O Wallace tinha sido um grande representante do Espiritismo em São Paulo quando encarnado na Terra, e Silva, um tarefeiro que havia trabalhado muito no esclarecimento da missão da Umbanda.
— Sim — retornou Silva. — Desde que desencarnei, dedico-me a aprofundar meus estudos nas questões espirituais. Além, e claro, de rever muitos de meus conceitos, que, ainda hoje, lá na velha Terra, como você diz, Ângelo, são objeto de estudo de muita gente. É óbvio que muita coisa que a gente defende, quando encarnado, têm de ser revistas do lado de cá da vida. Embora, considerada a época em que escrevi meus livros, tudo aquilo refletisse a mais pura verdade para nossos amigos umbandistas, devo hoje reconhecer que tenho muito a reaprender. Muitos conceitos e opiniões merecem ser avaliados deste lado da vida.”
Preconceito com a Umbanda ou Espiritismo? Quem está mais certo ou menos errado?
Silva, que muito dedicou seu tempo nas questões da Umbanda, agora na vida espiritual pretendia abranger ainda mais os horizontes do entendimento espiritual, buscando os conhecimentos sobre o Espiritismo
— Devo admitir, meus amigos, que no mundo espiritual as coisas são bem mais fáceis, no que concerne aos estudos. Também pude modificar bastante minha visão e minhas teorias a respeito do Espiritismo, de Allan Kardec e da mediunidade tal como é praticada nas lides espíritas.
— Essa história conheço de perto — afirmou Ângelo Inácio. — Não é só o espírita que tem preconceito contra os umbandistas, não! Muitos companheiros da Umbanda acham que os espíritas são fracos ou orgulhosos. Na verdade, a questão aflige é o ser humano.
— Isso mesmo — argumentou Wallace. — O problema do preconceito está em todo lugar e em toda religião que pretende estabelecer dogmas. Ninguém está imune a isso, não! A dificuldade está no ser humano que se julga o melhor. O indivíduo avalia que sua parcela da verdade é maior, mais bonita ou, em casos mais graves, a única verdade. Assim como em qualquer âmbito da ação do homem, isso ocorre com espíritas, católicos, protestantes ou umbandistas, só para citar algumas denominações religiosas com a finalidade de esclarecer esses e outros aspectos é que estamos estudando.
Por fim, o espírito Wallace nos presenteia com um dizer de tamanha sabedoria:
— (…) Precisamos lutar para abandonar hábitos assim e nos empenhar para o esclarecimento de todos. Afinal, quando a morte do corpo nos surpreende, não somos mais espíritas, muçulmanos, umbandistas ou budistas; somos apenas filhos de Deus. Nada mais. Fonte: Aruanda (Robson Pinheiro, pelo espírito de Ângelo Inácio), Casa dos Espíritos Editora, 2004. * Retirado do Blog O Estudante Espírita