Vez ou outra, em livros de publicação independente, eu me deparo com os nomes dos elementos trocados, então resolvi fazer este post para explicar o que é cada um deles e falar um pouco sobre as partes de um livro.
Vou começar pelos dois que eu mais vejo serem confundidos: prefácio e prólogo.
O prefácio é uma nota sobre o livro (normalmente escrita por uma pessoa convidada).
Curiosidade: em inglês, a palavra preface indica o que seria equivalente ao que a gente chama de nota do autor. Para o que nós conhecemos como prefácio, usa-se foreword.
O prólogo, por outro lado, faz parte da história. Pode ser uma cena de flashback, um vislumbre do futuro, uma cena interessante etc.
Além do prefácio e do prólogo, outro elemento relevante para este post é a epígrafe. A epígrafe nada mais é do que uma frase ou citação curta feita no começo do livro e que, de alguma forma, possui relação com o conteúdo da obra. Cuidado para não confundir com a dedicatória que, embora também seja um texto curtinho, tem outra função (seu nome é literal).
Outros elementos: folha de rosto; sumário; epílogo; glossário; posfácio.
A folha de rosto contém informações sobre o livro: nome da obra, autoria, profissionais que trabalharam no livro (capista, editor, revisor, tradutor, diagramador etc.), nome da editora (se houver) etc.
O sumário — eu imagino que — todo mundo conhece, nada mais é do que um “menu” do livro. Em e-books, é comum que que cada item seja um link que leva até a seção indicada.
O epílogo, assim como o prólogo, faz parte da história. É comum que o epílogo traga uma cena que aconteceu “depois do fim” da história ou um desfecho para ela.
O glossário é, em uma explicação simplificada, um “dicionário” de termos usados no livro. Serve para explicar palavras inventadas, expressões do mundo fictício, termos técnicos etc.
O posfácio tem uma função similar à do prefácio, a diferença é que ele vem depois (o prefácio vem antes). É comum que o posfácio seja escrito por uma pessoa convidada.
Eu tentei listar neste post os elementos mais importantes de um livro digital, mas seu livro pode ter mais coisas e nem tudo que eu citei aqui é obrigatório/indispensável.
É de bom tom e respeitoso com quem presta serviços editoriais e artísticos que o seu livro contenha uma folha de rosto, creditando devidamente as pessoas envolvidas.
Inserir um sumário, de preferência navegável, pode melhorar a experiência de quem vai ler o seu livro.
Se você escreve fantasia, ficção científica, romances históricos ou qualquer coisa que utilize palavras fora do cotidiano (rebuscadas, em desuso, estrangeiras, termos técnicos etc.) ou inventadas, é importante considerar se um glossário será uma boa contribuição para o seu livro. Uma alternativa é a utilização de “notas de rodapé” (que, em um e-book, podem ser linkadas às palavras relacionadas).
Ah, não se esqueçam de inserir texto alternativo nas imagens do seu e-book. O Kindle Create possui a função de inserir, cobre do seu diagramador utilizá-la.