Ok...
Oh, certo. Eu vou tentar não tocar no assunto daqui pra frente.
Ok.
Eu tenho umas coisas pra fazer, então... Nos falamos depois?

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@mckinleymatt
Ok...
Oh, certo. Eu vou tentar não tocar no assunto daqui pra frente.
Ok.
Eu tenho umas coisas pra fazer, então... Nos falamos depois?
Ok...
Não posso mesmo, mas ainda sim pode perceber que sou seu amigo. Ei, você deveria argumentar se fossem intolerantes. Afinal, não dá pra mudar isso tudo. Acho que devia contar aos poucos, tipo pra sua mãe primeiro ou pra quem for mais tranquilo.
Noah, vamos só... Não falar sobre isso agora, ok? Quando chegar a hora, eu vou me resolver, mas por enquanto, preciso de tempo.
Ok...
É, você ganhou essa, muda sim. Mas não tanto a ponto de estragar tudo, tanto que eu estou aqui, e não debochando de você pra toda universidade. Oh, shit. É de se esperar… Mas olhando por outro lado, você não sabe até ter uma conversa. Pode enfrentar eles.
Você não pode prometer nada, então é melhor manter as coisas no mais provável. Não se enfrenta meus pais, Noah, eu não conseguiria fazer isso. E, honestamente, eu nem sequer quero pensar no dia em que vou precisar tocar neste assunto com eles.
Ok...
Sempre vamos ser julgados por algo. Você aguenta, okay?
E como eu mudaria? Não, tá tudo bem. Seus pais, eles levariam numa boa?
Okay...
Eu não sei. Suponho que a visão que se tem sobre uma pessoa muda quando ela tenta beijar você, e ainda mais no meu caso... Meus pais definitivamente não levariam numa boa, mas pelo menos ainda tenho o resto do ano antes de vê-los de novo.
Ok...
Olha, eu acho até que vai ser melhor, vai sentir que não está mais tentando se enganar. E sim, vai ser diferente, mas isso não vai mudar a… ahn, como eu posso dizer… a pessoa que você é.
E eu não pretendo agir diferente. Você continua sendo o Grinch, eu o Noah. Não vai desaparecer, então só precisa aceitar e se acostumar.
Talvez não a pessoa que eu sou, mas o modo como os outros me veem, sim. Como se já não bastasse como me veem normalmente.
Só porque não pretende, não significa que não irá... Acho que essa é a única opção, não é? - suspirou. - Obrigado por ter vindo, Noah. E sinto muito por... Você sabe.
Ok...
Só fui sincero.
Bem, não é qualquer cara, sabe, eu sou bem lindo e tal. Ainda mais naquelas luzes. - balançou a cabeça. - Mas você sabe o que isso significa. E não é tão ruim assim, quer dizer, eu não tenho problema com isso. Só se você fizer de novo, claro.
Não, eu não vou fazer de novo, é só... Se eu admitir isso para mim mesmo, tudo vai ser diferente. Até você vai agir diferente. Quer dizer, eu sempre meio que soube, mas... Achei que, se não falasse sobre isso, eventualmente desaparecia. Eu quero que desapareça.
Ok...
O que queria que eu dissesse? “Foi maravilhoso, vamos nos casar e adotar filhinhos”?
Isso! Alguma coisa. Então se é só isso, por que tanto estresse? Tem algo mais? Já levei meu tempo para ficar com raiva.
Eu queria que você não dissesse nada, na verdade. Mas obrigado pelo comentário desnecessário.
Ah, eu não sei, talvez eu esteja preocupado porque em uma festa cheia de garotas, a pessoa que eu quis beijar foi um cara.
Ok...
Não foi engraçado. Foi estranho, na verdade.
Eu esperava algum tipo de explicação, sabe, já se passaram dias e não dá pra te evitar pra sempre ou não falar sobre isso.
Wow. Muito melhor.
O que você quer que eu explique, Noah? Eu estava bêbado, agi sem pensar e fiz besteira.
Ok...
- Balançou a cabeça, olhando em volta e se preparando para quebrar o silêncio constrangedor. - Eu não vou te bater. Eu acho, então…
Oh. Então por que está aqui? Só veio para rir ou o quê?
Ok...
Que tipo de pessoa deixa entrar sem perguntar quem é? - franziu o cenho, abrindo a porta e entrando do seu jeito nada sutil, pigarreando em seguida. - Uhm. Oi.
O tipo de pessoa que... - parou no meio da frase ao notar quem era. Largou o laptop e sentou-se na beira da cama, procurando se endireitar, e encarou Noah. - Oi.
Ok...
- Suspirou e bateu na porta.
Pode entrar. - falou alto para que a pessoa do outro lado da porta escutasse, sem se importar em saber quem era.
We are young... so let's regret it. @Grinch {Flashback | Finalizado}
“Eu nunca trapaceio, cara, de onde tirou isso?” Retrucou no mesmo tom brincalhão, balançando a cabeça negativamente após fazer mais um ponto. Bebeu o resto da cerveja que o adversário não conseguira acertar depois da grande vitória, que levou as garotas – em sua maioria bêbada – a soltarem gritinhos histéricos e levantarem os copos. “Eu duvido que consiga vencer nisso. Você é péssimo!” Gritou, apontando para ele com a típica animação bêbada que quebrava as barreiras entre qualquer Grinch e qualquer Cindy Lou. Logo se afastavam da mesa e outros dois convidados tomavam seus lugares no jogo.
O moreno percebeu que a noite do leilão na universidade não havia sido nada em termo de bebedeira. Ele nem podia imaginar que McKinley se soltaria tão fácil com alguns copos e deixaria de ser o calmo e travado nerd de todos os dias. De qualquer forma, não pensou muito, pois nem tinha capacidade de fazê-lo. Estava tão alegre quanto cada um naquela casa e tudo que fez foi acompanha-lo para o centro e dançar junto, tentando de vez em quando controlar os movimentos do amigo para que ele não batesse sem querer nas pessoas do lado.
Não prestou muita atenção em nada a sua volta e nem se focou em um ponto fixo, eram luzes demais e a música estava muito alta e animada, o que o impedia de ficar parado. Mas bem, houve algo que conseguiu paralisá-lo. Foi pego de surpresa pelo toque dos lábios de McKinley nos seus e seu instinto foi empurrá-lo imediatamente. Com as sobrancelhas franzidas e o rosto tenso, gritou para que o amigo escutasse. “What the fuck?!” Tentou voltar na memória para checar se não havia dado a entender outra coisa, mas simplesmente não fazia sentido. Talvez estivesse sendo muito duro, já que o garoto estava completamente mudado pelo álcool e era até normal que uma besteira acontecesse. Porém, Campbell pensou ter deixado claro até demais a sua sexualidade, e no momento não lhe passava pela sua cabeça relevar, ele só estava… zangado, esperando que Matt tentasse explicar o que havia feito.
O empurrão foi como um choque de realidade para Matt. As luzes coloridas ainda o deixavam tonto, a música ainda impedia-o de escutar direito e seus óculos ainda estavam apoiados desengonçadamente na ponta do nariz, mas agora tudo parecia estar mais claro - o que, no momento, era a pior coisa que podia acontecer. Ele, Matthew McKinley, havia beijado Noah Campbell, seu único real amigo na Edward Rivere e possivelmente o cara mais hétero que já conhecera. O mesmo cara que ainda estava saindo com Alison Ivory - ou seja lá o que fosse a relação daqueles dois - e que devia estar o odiando agora por ter sido tão estúpido.
Afastou-se quase imediatamente, puxando o braço de volta para perto de si e dando alguns passos para trás, embora o aglomerado de pessoas o impedisse de andar sem esbarrar em alguém. Sua boca apenas abriu e fechou várias vezes, pois tentava se concentrar e não deixar que tudo ao seu redor ficasse borrado demais. Quando, enfim, conseguiu dizer uma palavra, parecia que sua língua enganchara em si própria, e não pôde evitar a gagueira. -- E-e-eu... -- Sentiu o desespero subir, assim como uma súbita vontade de colocar tudo que bebera na noite para fora. Respirou fundo e tentou outra vez, mas não conseguia mais que isso. Não havia o que explicar, afinal; Matt sabia que, no fundo, sentia algo, mesmo que uma pontada. Só não imaginara que chegaria a deixar aquela pontada crescer, e tampouco que ela tomaria conta de si em um momento de fraqueza.
Noah era seu amigo. Não era o que ele queria, mas era o que tinha, e respeitava isso. Ou, pelo menos, costumava respeitar.
-- Desculpa. -- Disse por fim, não se importando em falar alto desta vez. No segundo seguinte, virou-se e entrou na confusão que era as pessoas dançando. Foi empurrando um por um em seu caminho, mal ouvindo as reclamações que recebia ao passar. Queria sair dali o mais rápido possível, e então correr, correr, correr e correr, até que suas pernas não aguentassem mais e ele tivesse que encarar o que fez. Escapou para fora da casa e, em pouco tempo depois, já estava longe, chutando uma lixeira qualquer em uma esquina enquanto resmungava palavrões - resmungos estes que logo viraram gritos. Chutou e chutou, fazendo barulhos cada vez mais altos e incomodando ainda mais a vizinhança, quando, enfim, não aguentava mais se mover sem que ficasse enjoado.
Sentou-se na calçada, jogou os óculos no chão e cobriu o rosto com as mãos. Baixinho, continuara a xingar por um bom tempo.
We are young... so let's regret it. @Grinch {Flashback}
Ao contrário de Matt, não ficava nem um pouco incomodado com a plateia que se formava em volta do jogo. E, apesar de saber que já iria ganhar – o que o satisfazia – era divertido jogar com o garoto e ver que aos poucos o efeito da bebida o desarmava e fazia entrar na festa com o resto dos convidados, que não precisavam ser conhecidos para serem divertidos. Permitiu-se comemorar de leve com ele quando a bolinha conseguiu atingir um de seus copos, até porque a diversão do jogo era ver que ninguém ficaria livre de bebê-los. “Eu vou!” Assentiu e apontou para ele num gesto animado, bebendo toda a cerveja do primeiro copo, e colocando-o separado do resto, que permanecia cheio.
O ritmo do jogo voltou a ser o mesmo: Noah acertava por vezes seguidas os copos de McKinley, e todos batiam palmas a cada ponto e a cada virada de copo, entusiasmados com a rápida alegria que tomava conta do garoto. Percebeu de cara que ele certamente não costumava beber e que aquela era uma das primeiras vezes que enlouquecia daquele jeito, tão facilmente. Por mais duas vezes acertou a bola no lugar, e quando começava a provocar o oponente, obtinha finalmente um resultado diferente dele. Matt acertou duas vezes seguidas e o moreno não hesitou em cumprir a “pena”, fazendo uma careta fraca. Já começava a ficar alegre e entrar mais ainda no clima dos que estavam na roda. Não tanto quanto o bêbado ali em sua frente, já que tinha um pouco mais de controle. E, bem, não precisava beber tanto para morrer de rir das comemorações dele.
“Não tá fraco, mas também não tá forte, buddy.” Comentou preparando-se para arremessar num dos copos, dos quais só restavam três. Estava em vantagem, já que ainda lhe restavam cinco copos. Acertou no mais afastado, deixando dois restantes para que ganhasse o jogo. “Você já perdeu, mas o que vale é a alegria e camaradagem.” Enfatizou num tom bem-humorado enquanto o amigo bebia.
Sua situação de inconsciência já estava deplorável. Como conseguia ficar bêbado tão rápido, nem ele mesmo sabia - mas aquilo não importava agora. Tudo que importava era a maldita partida de beer pong que ele precisava ganhar, e que, obviamente, nunca ganharia. Ficava ainda mais animado à medida que a partida continuava, virando os copos de cerveja tão rápido que, em uma das vezes, chegara a manchar a própria camisa com a bebida, e logo em seguida riu de si mesmo por isso. Em pouco tempo, sobravam apenas três de seus copos, enquanto Noah ainda tinha quase o dobro.
Vaiou quando o amigo acertou mais um copo, embora estivesse com um sorriso brincalhão no rosto. -- É melhor que você não tenha trapaceado, Campbell. Estou de olho em você. -- Apontou as pontas dos dedos para os próprios olhos, por um momento esquecendo que seus óculos ainda estavam no rosto, e depois apontou os dedos para Noah. Virou o copo de cerveja com disposição infinita, seguido por mais comemorações das pessoas que assistiam à partida do jogo. Era óbvio que ele perderia - Noah não errava uma - porém insistia a continuar como se ainda tivesse chance. Ainda conseguira acertar dois copos do adversário, mas por fim, acabou perdendo. -- Vou ter minha revanche um dia! -- Brincou, nem se esforçando em parecer sério, pois estava alegre demais para isso.
Passou um braço pelos ombros de Noah e seguiu para perto do jogo de luz, onde a maioria dançava ao som de música eletrônica nas alturas. -- C’mon, dude! -- E logo começara a dançar também, ainda meio abraçado com o amigo, não demorando a que a outra mão estivesse ocupada com um copo vermelho outra vez. As luzes piscavam fortes e a música era ensurdecedora, o que apenas o deixava mais animado ainda. Pulava, gritava e cantava a canção sem nem saber a letra, aos poucos se misturando na multidão. Era libertador, revigorante - como se nada mais naquele momento importasse.
Mas então ele olhou para o lado, e ali ele viu Noah; e eles estavam tão perto um do outro que, com o mundo inteiro girando ao seu redor, não pôde se conter. E em um segundo depois, Matt estava o beijando.
Matt, cade você, meu filho?
Pra que essas aspas nas palavras “tomando conta”? Eu estava usando elas no sentido absolutamente exato - sorriu - Bom, tenho certeza que o seu plano naquele dia não era tirar as calças e ser leiloado para uma loira linda e maravilhosa, mas sabe, essas coisas acontecem as vezes. Mas não se preocupe que todos os seus problemas desapareceram comigo! - sorriu, dando um tapinha nas costas dele
Porque não é como se eu precisasse mesmo que alguém tomasse conta de mim hoje, já que não vou beber. Ok, as coisas saíram totalmente de controle naquele dia, mas não é como se fosse acontecer de novo. E eu não faço ideia do que você quis dizer com isso, mas espero que não esteja planejando nada doido.
Matt, cade você, meu filho?
Vou tomar conta de você dessa vez, não quero que você fique tirando suas calças pras outras meninas, porque só eu tenho esse direito!
Ahn, o-ok... Tenho certeza que nunca mais tiro as calças em público de novo, mas pelo menos dessa vez sei que não vou fazer nenhuma besteira com você, er, "tomando conta" de mim.
We are young... so let's regret it. @Grinch
“Vamos lá, cara, não seja tímido.” Riu e sentou-se, aceitando a cerveja da garota que já os tratava como se estivessem ali há horas. Matt podia estar assustado e meio sem graça, mas Noah acreditava que seria bom para ele conhecer outras pessoas e passar uma noite fora do campus e de seu dormitório. Talvez pudesse até dar sorte com uma garota, porque ali tinha de sobra e todas pareciam dispostas a rir de qualquer coisa que um dos dois dissesse. “Beer Pong?”Ele achou uma ótima ideia e levantou-se, chamando as outras pessoas da roda para uma mesa de sinuca que não estava sendo usada perto do sofá.
Encheu seus copos e pegou a bolinha, enquanto as pessoas que estavam na roda se posicionavam para assistir o jogo nas extremidades da mesa. “Peguei.”Jogou uma bolinha laranja para Matt ao passo que ficava com a branca. “Okay, quem conseguir acertar a bola no último copo primeiro vence. E acho que já devem saber o básico, se forem acertados precisam beber tudo.” Disse a morena que havia se apresentado como Amy quando eles haviam chegado, e com isso anunciou o início do jogo.
Campbell foi o primeiro, acertando um dos copos de Matt que estavam na frente. Sorriu e apontou para ele. “Vai, Grinch, vire isso.”Falou com bom-humor, mesmo que o colega parecesse não ter entrado de vez na brincadeira. Depois que o garoto bebeu a cerveja, a pequena plateia que curtia o jogo bateu palmas com exclamações animadas. Na vez de McKinley, a pontaria não o ajudou muito e Noah conseguiu pegar a bola antes que ela fosse para longe da mesa. “Ok, foi quase…”Balançou a cabeça, jogando a bola mais uma vez, que acertou um copo mais longe.
Matt já sabia que ia perder aquele jogo. Além da péssima pontaria, ficava ainda mais incomodado pela quantidade de pessoas o observando, o que o levava a errar também. Pensar que Noah provavelmente o irritaria sobre isso mais tarde era pior ainda. -- Okay. -- Disse ao concordar com a explicação da garota - Amy - e esperou que o amigo desse início à partida. Não foi surpresa nenhuma quando ele jogou a bola de pingue-pongue direto em um dos copos de Matt, afinal, Noah era Noah. Rolou os olhos, tirou a bola de dentro do copo e virou-o de uma só vez, fazendo uma careta ao engolir a cerveja. Molhou a bola em um copo d’água e lançou-a desajeitadamente, tentando acertar algum dos copos do outro lado da mesa.
É claro, não acertou nenhum, e quase conseguiu ver a bola batendo no olho de alguém. Por sorte, Noah conseguiu pegá-la antes disso. -- Quase? -- Falou em tom debochado, mas mais como se estivesse debochando de si mesmo. Virou o segundo copo que o amigo atingiu, começando a sentir a fraqueza que vinha bem antes de descontrolar-se. No entanto, não queria estragar a brincadeira, então apenas continuou a jogar - talvez até precisasse esquecer um pouquinho da vida e aproveitar. Dessa vez, sua bola de pingue-pongue entrou em um dos copos de Noah, bem no meio do monte. Comemorou, levantando os braços para cima. -- Vai, Cindy Lou, vire isso. -- Provocou, imitando o que Noah dissera antes.
Mais três daqueles mágicos copinhos vermelhos e McKinley já estava completamente alegre; comemorava aos berros com as pessoas que os observavam e sorria feito um imbecil. Se pelo menos uma versão sóbria de si estivesse ali para salvá-lo... Também não ficou atrás de Noah por muito, acertando mais duas vezes a bola em copos do amigo.