Dorcas Meadowes. 19 anos. Ex-Gryffindor. Half-Blood.
“When I woke up this morning, I knew who I was, but I think I’ve changed many times since then.”
1. Tradition: Habit ratified by historical practice. Past which indicates respect. Passed down from generation to generation.
Aquilo de longe era fácil de se seguir. Para os parentes próximos, tudo aparentava ser tão certo, mas na visão de Louise tudo levava a ser tão errado. Era preconceituoso pensar daquela forma, como seus parentes, mas fora naquele meio que a mulher havia sido criada. Desde pequena ouvia falar que um dia se casaria com alguém que seus pais escolhessem e que, por meio dessa união, ela levaria o nome deles para outras gerações, mesmo que fosse por trás do sobrenome do marido. Ela era filha única, seus pais dependiam do seu casamento, para que sua família pelo menos tivesse seu nome nas futuras.
Louise ficara noiva. Duas vezes. Uma quando ainda frequentava a escola de Hogwarts, onde pertencera a casa de Rowena Ravenclaw, e era costume em seus círculos de amizade, os pais arranjarem noivados para os filhos. Contudo ela fora astuta, não queria aquilo. Casar com alguém que não conhecia jamais fora sua intenção, por isso pediu para que seu melhor amigo a ajudasse, e foi assim que ela ficou noiva pela primeira vez. Mas o noivado acabou logo que terminaram a escola. Anthony se casaria com outra, ele era apaixonado pela garota, ela acobertara aquilo durante todo aquele tempo. Quem seria ela para impedir um amor de florescer? Ela não precisava se casar. Quando contou a seus pais, achou que eles a apoiariam em sua decisão, mas a ideia não parecia alegrá-los, para ambos, a filha precisava sim de um marido, e logo, pois se demorassem muito, a idade da juventude passaria, deixando a única filha deles solteira. Por isso não demoraram para arranjar um outro noivo, e foi dessa forma que ela ficou noiva pela segunda vez. Não era fácil para pessoas assim como ela, mas a garota nunca se opôs ao que eles falavam, nada mudaria se ela trocasse alianças com um desconhecido, a garota já estava ciente de que aquilo aconteceria. Acontecia a todos que tinham famílias que seguiam ao purismo.
Contudo, o destino parecia não se alegrar com as escolhas que Louise fazia, e tudo isso fora posto em prova quando seu chefe a chamou para sair. Ela nunca entendeu como e o motivo daquilo naquele momento, jamais via o homem dando a entender que a achava digna de um encontro. Fora que a mulher sempre ficava em seu canto, sem falar com ninguém. Aquela fora uma das condições impostas por seus pais, para que ela trabalhasse naquela editora de livros bruxos. Havia sido complicado para que eles aceitassem que a garota trabalhasse em algo daquele tipo e não no Ministério da Magia, ou com qualquer outra coisa que seria digna para uma bruxa como ela. Mas a mulher não queria nada daquilo, queria um simples emprego, queria ser normal antes de ter que lidar com as responsabilidades do casamento, e fora apenas por isso que os pais aceitaram que ela trabalhasse ali.
A ação de seu chefe foi inesperada, entretanto Louise aceitou o convite. Que mal tinha ela cometer uma loucura pela primeira vez? Nada a preparara para conhecer o homem por trás daquela máscara que ele levava no trabalho. Seamus era encantador, engraçado e adorável, ela jamais imaginara aquilo, mas parecia que aos poucos seu coração ia sendo ganhado por aquele homem. Parecia insano: ela apaixonada por um nascido-trouxa. Porém tudo a deixou mais ligada a ele, quando descobriu que os sentimentos do homem por ela eram recíprocos. Ela estava amando pela primeira vez. Louise deveria saber que na sua vida aquilo não podia acontecer. Dito e feito. Tudo pareceu desmoronar quando sua família descobriu seu vínculo com o homem, e a proibiram de vê-lo, lembrando-a que ela tinha um noivo, com quem se casaria o mais breve possível.
A ideia daquilo não pareceu alegrar a mulher, seus pensamentos de antes não valiam nada levando em conta os últimos acontecimentos. Ela jamais se casaria com aquele que não amava. Tudo o que Louise escolhia fazer, era sempre ligado a Seamus Meadowes, e foi em meio a isso tudo que ela propôs para ele que fugissem, assim começariam uma nova vida em qualquer outro lugar longe dali. Fugiram então para a Irlanda do Norte, onde os pais do rapaz moravam. Com as economias juntadas, conseguiram comprar uma casa, e casaram-se dias depois, numa cerimônia simples e com apenas os pais do rapaz presentes. Os Meadowes começaram a vida do zero, mas não demorou muito para que Seamus arranjasse um emprego na biblioteca da cidade. Foi nesse mesmo tempo que Louise se dedicou a escrever seu primeiro livro. A ideia parecia confusa no início, mas acabou sendo incentivada pelo marido, após o homem olhar seus primeiros rascunhos.
Somente dois anos depois que se casaram, em uma noite calma de setembro, quando a lua estava em seu auge, e o frio já tinha seu início, uma pequena garotinha veio ao mundo. O choro forte e incessante podia ser ouvido por toda a casa, e a mãe cansada após horas de parto, não conseguia parar de sorrir ao ver sua filha em seus braços. As bochechas rosadas, os cabelos finos e loiros, os olhos tão azuis como os da mãe. Aquele foi o primeiro contato do bebê com seus pais. Chamaram-na de Dorcas, o nome foi escolhido minutos depois do nascimento da pequena, em homenagem a avó de Seamus, que havia sido tão importante para o homem, e o nome parecia o correto para a criança, visto que a menina era de enorme importância para o casal.
A pequena Meadowes era a alegria da casa, sempre muito agitada e parecia chorar mais que qualquer outro bebê daquela idade, mas bastava pegá-la no colo que a menina se acalmava. Seus três primeiros anos foram bem acompanhados pelos pais, Dorcas era uma criança de grande curiosidade, seus olhos azuis sempre brilhavam a cada descoberta. Seamus e Louise não poderiam estar mais do que felizes: viviam uma vida simples, cheia de amor e vida ainda lhes trazia o bem mais precioso deles, a pequena Dorcas.
Entretanto a família de Louise nunca apoiou a forma como a mulher deixara sua vida antiga para trás, e se aventurou no mundo com um nascido-trouxa, tudo apenas por uma paixão. A culpa daquilo sempre caia para Seamus, e ele deveria pagar por tudo que tinha acontecido, principalmente pela vergonha que os pais de Louise haviam passado ao explicar para o noivo da filha que ela não poderia se casar, pois havia viajado de última hora para morar com uma tia, a qual precisava dela, uma vez que estava muito doente. Aquele havia sido o ponto final para os mais velhos, eles teriam Louise de volta, nem que fossem obrigados a medidas extremas. A busca pela filha demorou cerca de sete anos após a fuga, e assim que localizaram a mulher, o mais habilidoso com feitiços da família foi atrás dela. Nada pode ser feito quando Louise ficou cara a cara com seu tio, ela fora pega de surpresa antes mesmo de chegar em casa, e sem nem poder lutar para sair dali e se esconder, foi atingida por um feitiço que a deixou desacordada. O bruxo, ali mesmo alterou as memórias da mulher, fazendo com que Seamus e Dorcas nunca tivessem existido. A maldição fora lançada e Louise voltou para à Inglaterra acreditando que estava voltando de uma viagem à Irlanda do Norte, para ter mais informações para escrever seu novo livro.
Quando ficou sabendo o que tinha acontecido com sua mulher, Seamus foi atrás dela e assim que viu nos olhos da esposa que ela não o reconhecia, fez com que ele ficasse devastado. Em vista do que acontecera com Louise, o senhor Meadowes criou sua filha sozinho. Abandonou o mundo bruxo logo que a levaram, e resolveu viver como um trouxa, assim como seus pais, e ele e sua filha foram acolhidos pelos mais velhos, e passaram a morar com eles. O Meadowes sempre escondia qualquer evidência de magia da pequena, nunca contando nada do mundo bruxo para Dorcas e nem mesmo o que havia acontecido com Louise, também não confirmava se a mulher havia morrido ou não, sempre dizendo para a pequena que a mãe estava em uma viagem em busca de informações para seus livros. Mas conforme crescia a pequena Dorcas já não acreditava mais naquela mentira de seu pai, entretanto não adiantava argumentar com o mais velho, e nem mesmo com seus avós, sempre lhe davam as mesmas respostas.
Dorcas parecia saber que sua mãe estava sim viva, mas algo grave deveria ter acontecido a mulher, para que seu pai nunca lhe contasse a verdade, e assim ela sempre ficava de olho nesses pequenos detalhes, e cada vez mais sabia que ele escondia algo muito grande sobre sua mãe. Enquanto via sua filha crescer, Seamus pesquisava métodos de trazer as memórias da esposa sem as modificá-las, e sempre rezava para que Louise não tivesse casado ou se apaixonado por outro homem.
Foi numa tarde ensolarada de agosto, quando tinha seus sete anos, que seu pai confirmou suas próprias suspeitas: Dorcas era sim uma bruxa. Aquela foi a primeira de muitas vezes que Seamus utilizou sua magia, para apagar as memórias da filha sobre produzir magia, pois ele tinha medo que com aquilo, a garota descobrisse toda a verdade, ela não podia, o senhor Meadowes tinha de intervir. Seu maior medo era a parte da família de Louise, tinha medo de que se a filha soubesse de tudo que acontecera e quisesse ir atrás da mãe. Pelo carisma de Dorcas, e pela sua inteligência, ele nunca a negaria tal pedido. O que ele mais temia naquilo, era que a família de Louise quisesse a pequena, e assim fizessem a mesma coisa que fizeram com sua esposa, apagando todas as memórias que a filha tinha dele, e Seamus nunca conseguiria viver sem sua menina. Dorcas era sua luz no meio de tanta escuridão, era por causa dela que ele permanecia vivo e com esperanças de reencontrar a mulher que um dia ele conhecera.
Mas todas as esperanças de esconder da menina sua verdadeira origem foram deixadas de lado, quando Minerva Mcgonagall apareceu em sua porta. Com o mesmo semblante sério que ele já conhecia, para convencê-lo de deixar a garota ir para Hogwarts, já que todas as cartas que foram enviadas o homem havia queimado e escondido da filha, porém ninguém tinha ideia do que acontecia ali. Seamus decidiu então revelar toda a verdade para a mulher, e a professora não fazia ideia de quão grave era a história toda, até ouvir o que o Meadowes tinha a lhe contar. Mcgonagall ofereceu sua solidariedade e ajuda ao homem, avisando que faria de tudo para ver se conseguia encontrar um meio de o ajudar a recuperar as memórias de Louise, além de ficar de olho na menina enquanto ela estivesse no castelo. Mas não era só Minerva que ficara surpresa com a história toda, Dorcas que também participava dela, acabou compreendendo tudo rapidamente, e aquilo a deixou desnorteada ao saber o que tinha acontecido de fato com sua mãe, e também com suas próprias memórias. Ficou um bom tempo sem falar com seu pai por conta daquilo, precisava ficar sozinha por um tempo, e foi só depois de uma conversa com seus avós, onde eles revelaram o grande amor de Seamus por Louise, que ela decidiu perdoar o mais velho. A conversa com o pai durou horas, e lágrimas não foram contidas naquele momento, pai e filha finalmente partilhavam da mesma dor, e se uniam para que um dia, juntos, pudessem trazer a senhora Meadowes de volta.
O dia da garota ir para Hogwarts não demorou a chegar, e com ele veio o medo, o receio que a jovem guardava dentro de si. Dorcas não se lembrava de como produzir magia, afinal seu pai havia apagado todas suas memórias, e aquilo fazia com que ela não soubesse ao certo o que fazer. A ideia de ir para uma escola de magia parecia incrível, porém se ao menos tivesse uma base de tudo, ficaria tão mais fácil, mas não sabia sequer como utilizar sua mágica, e de repente tudo parecia completamente estranho. A professora Minerva tinha lhe avisado que na escola teriam outros alunos com a mesma dificuldade que ela, e que a loira não precisava se preocupar com aquilo. Porém a mente de Dorcas funcionava rapidamente, e ela já tinha pensado em vários erros que poderia cometer, até piores que aqueles que eram denominados nascidos-trouxas, com seu pai. A Meadowes ficou o caminho todo para à escola, quieta em sua cabine do expresso, apenas relembrando toda a sua história, e se preparando para encarar o mundo que logo faria parte de sua vida, assim como fora com seus pais.
Tudo a deixara completamente encantada. O enorme castelo, onde seria seu novo lar nos próximos anos parecia ser fascinante, como as histórias que ela gostava de ler, onde os heróis sabiam como ditariam seu futuro, mesmo que incerto, e ela sabia, que Hogwarts, era a chave para o seu futuro. Não sabia muitas histórias sobre o que aconteceria ali, mas tinha ouvido alguns alunos falando sobre algumas Casas que poderiam ser selecionados, e se lembrava também da história de seus próprios pais, onde pelo que se lembrava sua mãe havia sido da Raveclaw e seu pai, da Hufflepuff. A jovem não poderia desejar coisa maior do que entrar para uma dessas Casas, assim os honrando. Contudo, o Chapéu Seletor pareceu hesitar em meio de tudo, e apenas três minutos depois, ele já tinha seu veredito: Gryffindor, a morada dos corajosos. Para a jovem Meadowes aquilo não parecia o certo, talvez o Chapéu estivesse errado, mas mesmo assim caminhou até a mesa de sua Casa, sendo aplaudida pelos demais alunos.
Dorcas não teve nenhum problema quanto a sua inexperiência em magia, suas colegas de quarto sempre a ajudavam e explicavam coisas que a jovem não entendia e aos poucos Meadowes foi entendendo como tudo funcionava. Com o tempo sua magia começou a se manifestar novamente. A loira não deixava as coisas ficarem para trás, sempre que tinha dúvidas questionava e ficava daquela forma até compreender tudo, não gostava de não correr atrás das coisas que precisava entender, se quisesse viver ali, queria saber de tudo. Durante o primeiro ano também teve muita ajuda por parte da professora Mcgonagall, que sempre lhe ajudava com suas memórias, a lidar com seu passado e com o presente. A garota sabia que mulher relatava tudo a seu pai, mas conforme o tempo foi passando, ela pode seguir e se virar sozinha.
Ainda era estranho quando perguntavam sobre sua família, respondia de seu pai normalmente, de seus avós também, mas quando chegava em sua mãe, acabava achando uma forma do assunto morrer. Manteve aquilo para si, até seu quarto ano, quando em seu aniversário, recebeu uma caixa, cheia de fotos, e lembranças de sua mãe. As recordações a deixaram completamente emocionada e com um sentimento enorme de tristeza. Só ficou pior quando sua amiga a encontrou chorando, e não pode deixar de contar toda a história para a menina. Entretanto, mesmo tendo revelado a verdade para alguém, tudo ainda a deixava confusa, estranha, e não era para todos que contava sua verdadeira história, o que levava muitos a acreditarem que sua mãe estava morta ou havia fugido de suas responsabilidades como mãe, e assim como seu pai fazia com ela quando ela perguntava sobre a mulher, Dorcas nunca deixava a entender se o que pensavam era realmente verdade.
Por mais que convivesse naquele mundo por alguns anos, ainda encontrava algumas dificuldades em se entender naquele meio, as vezes achava que aquilo não fora feito para ela, mas em outras parecia o certo. É apaixonada por literatura e sabia que aquilo havia adquirido de sua mãe. Dorcas passou a gostar ainda mais quando descobriu alguns livros da mãe publicados, fazendo com que a garota obrigasse seu pai a mandá-los para ela, desde então o mais velho sempre lhe enviava alguns títulos que lhe lembravam a mulher. Aquilo parecia coisa que mãe e filha deveriam fazer juntas, era como se com os livros, ela criasse um vínculo com Louise. Para a jovem, o momento em que mais sonha é quando irá reencontrar sua mãe, e assim conseguir desfazer a maldição que a tomara e para isso precisava dar o melhor de si ali na escola
Mas quando se formou em Hogwarts, não encontrou muita coisa sobre sua mãe. Não que ela não fosse atrás, ela ia quase sempre, mas tinha outras coisas com as quais se dedicar ao longo daquele ano, como seu treinamento para se tornar uma auror. Era bom estar naquela turma, alguns de seus colegas de escola também estavam ali, ela se sentia como se tivesse em casa. E quando tudo parecia certo, quando estava no caminho que sempre desejou, a Meadowes descobriu que estava grávida. Isso fez com que Dorcas tivesse que dar um tempo tanto no treinamento, quanto às buscas por sua mãe. Aquilo sim a pegou de surpresa, uma vez que ainda tinha dezoito anos, estava no auge de sua vida e agora estava esperando um filho. E por mais que Dorcas não tenha dado um tempo no treinamento logo no início da gestação, ela sabia que mais para frente aquilo iria atrasar um pouco sua formação, não que estivesse reclamando, já amava seu filho desde o primeiro momento que tinha descoberto sobre a gravidez. E tanto ela, quanto Andrew tinham ficados surpresos com a notícia e também animados, isso tinha resultado em alguns pedidos de casamento, feitos pelo Grey, que Dorcas acabou recusando. Não que ela não amasse o garoto, pelo contrário, ela amava, mas sabia que eles ainda tinham muito o que viver para se verem presos em um matrimônio aquela altura do campeonato. Por isso prometeu a ele, que quando tudo aquilo acabasse, poderiam trocar os votos e as alianças.
Foi numa madrugada de março que Hope Grey, nasceu. Com apenas sete meses de gestação, a pequena surpreendeu a todos com sua vinda ao mundo. Não tinha os olhos claros de seus pais, mas tinha cabelos loiros, iguais aos da mãe e lábios muito parecidos com de seu pai. A pequena Grey foi a alegria da casa por longos dias e por mais que fossem jovens, Andrew e Dorcas não se arrependiam daquele pequeno feito. Hope recebeu aquele nome por conta dos inúmeros acontecimentos no mundo bruxo e Dorcas sabia que sua filha poderia ser grande, poderia realizar vários feitos, por isso sabia que aquele era o nome perfeito para a pequena.
A gravidez e o nascimento de Hope não impediu Dorcas de seguir seu sonho como Auror, ela queria aquilo e por mais que tenha sido necessário dar uma pausa no treinamento quando estava com seus quatro meses de gestação, assim que se recuperou do parto, já estava pronta para os treinos. Tinha perdido alguns meses, mas sabia que poderia recuperar. Ela sabia que não precisava fazer aquilo agora, poderia esperar sua filha crescer um pouco mais, mas ela sabia que isso era tempo suficiente para que a guerra se aproximasse mais ainda de onde eles estavam. A Meadowes queria estar preparada para lutar, para proteger quem ela amava, seus amigos, sua família e ela faria isso. Iria treinar, lutar e defender aqueles que ela se importava e tantas outras pessoas. Dorcas faria a diferença e seria lembrada por isso.
Meadowes é extremamente atenciosa, e muito apegada a família e amigos, querendo sempre ser útil e necessária a todos, chegando a assumir mais responsabilidades do que realmente pode suportar. É bastante observadora, e gosta sempre de entender as pessoas que convivem com ela, às vezes até se distanciando para conseguir entendê-las melhor, o que faz com que Dorcas sempre saiba reagir em tempos de crise. Não costuma voltar atrás de suas palavras, quando decide algo, vai com aquilo até o fim, mesmo que algumas delas possam magoar as pessoas ao seu redor. É bastante inteligente e foi por isso que entrou para o Clube de Xadrez quando estava em Hogwarts, assim podia explorar mais sua agilidade de pensar e também porque seu pai lhe ensinou a jogar desde cedo, o que fazia com que ela matasse um pouco da saudade que sentia de casa.
Por mais que ela fale que não, as vezes sente-se incomodada com comentários e provocações feitos por puristas, por ser filha de um nascido-trouxa. A maioria deles, ela apenas ignora, mas se a pegam em um dia ruim, Dorcas não deixa o desaforo passar em branco. Não é uma garota que permite ser covarde com os obstáculos que a vida lhe impõe, é bem certa em suas escolhas, determinada em seus objetivos e aprendeu isso quando descobriu toda a história de seus pais e o que aconteceu com sua mãe. Também não gosta de sentir nenhum sentimento ruim pelas pessoas, pois acredita que isso só faz mal, porém não pode evitar de sentir ódio pela família de sua mãe e todo sofrimento que eles proporcionaram para ela e seu pai.
É bastante produtiva, faz de sua bandeira a prudência e a disciplina. Sempre com os pés no chão, não se deixa levar por nada que se mostre leviano ou propostas que a atraem facilmente. Por mais que goste de literatura, não se deixa levar muito para o lado dos livros, sabe que eles são maravilhosos, mas prefere encarar a vida real, ao invés de viver uma fantasia. Também é muito pontual e super responsável com seus compromissos, demonstrando sempre estabilidade, o que mostra a todos que a conhecem o quanto podem confiar na loira. Não deixa nada por acabar e respeita conforme pode as regras do Quartel dos Aurores, mesmo que em alguns momentos não consiga.
Bom senso e discrição são marcas presentes na jovem e é alguém que leva seus relacionamentos com os amigos e a família bem a sério. Mas tem vezes que acaba sendo inflexivel e sistemática demais com os detalhes, fazendo com que queira sempre as coisas certas acontecendo. Mesmo não revelando a muitos, sente um pouco de receio com a guerra que vem eclodindo no mundo bruxo, fazendo com que mude algumas de suas posições e temendo a perda das pessoas que são importantes a ela, afinal sabe o quanto é próxima deles. Por causa disso vem observando ainda mais as coisas que ocorrem a sua volta e também as que não ocorrem e quanto mais se aproxima de tudo, sabe em que posição deve ficar se a guerra vier mesmo a acontecer. Sabe também que não irá hesitar em proteger aqueles que ela ama.
Não deu como concluída as buscas pela mãe. Dorcas apenas teve que deixar de lado para que pudesse cuidar da própria família e do futuro de sua profissão. Sabe que precisa ir atrás de mais pistas, achar uma maneira de ir atrás dela e unir seus pais mais uma vez, e por mais que tenha deixado as buscas de lado, em certos momentos ainda vai atrás de algumas soluções.
Ainda possui alguns flashbacks de quando era criança, como se parte de sua memória ainda estivesse sendo construída. Isso costuma acontecer principalmente quando ela está dormindo, o que gera alguns pesadelos, fazendo com que a garota acorde assustada ou gritando.
Muitas vezes acaba brigando com Andrew, não pelos mesmo motivos de quando estudavam em Hogwarts, mas por Dorcas acreditar que pode abraçar o mundo e fazer a diferença na guerra que se aproxima. O jovem por mais que entenda o seu ponto de vista, acha que ela está arriscando demais a própria vida, mas Dorcas não pretende desistir tão cedo. Ela sabe que pode sim lutar e ir atrás de um mundo melhor para sua família, principalmente sua filha Hope, que ainda tem muito o que lutar. A Meadowes acredita num mundo melhor para a filha e é isso que ela pretende mostrar a menina quando ela crescer.
Local de Nascimento: Ballycastle, Northern Ireland, UK.
Pais: Seamus Meadowes e Louise Meadowes (née Kepner).
Filha: Hope Meadowes-Grey.
Dorcas é auror em treinamento. Sua FC é Ashley Benson e sua player a Bea.