Se é o que você precisa dizer pra se sentir melhor… Claro.
Bem, você continua sem sentido de humor as always, Selwyn. Tem coisas que não mudam mesmo.
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@meanestcarrow
Se é o que você precisa dizer pra se sentir melhor… Claro.
Bem, você continua sem sentido de humor as always, Selwyn. Tem coisas que não mudam mesmo.
Nah, você é normal. Eu queria ser capaz de me sentir dessa maneira por alguém. Você está disposta a sacrificar a própria felicidade pela dele. Se isso é ridículo, eu gostaria que mais pessoas fossem ridículas. Só não entendo como você pode querer o melhor para alguém e não perceber que é a melhor coisa a acontecer nesse planeta desde a invenção dos waffles.
Você sabe que eu sou uma merda dando conselhos, mas… Não pense no bem dos outros a ponto de esquecer o seu próprio.
Não tenho certeza se seria capaz de fazer isso por qualquer outra pessoa. Ele é o único motivo que eu sobrevivi até aqui. Meio difícil não estar disposta a tudo depois disso. Você está me comparando a waffles, Damian? É nesses momentos que percebo que você me ama de verdade.
Eu sei. Mas talvez fosse melhor para mim também. Essa dependência, esse ciúme... Não é saudável para nenhum dos dois.
Te seduzir? Bem que eu gostaria de tentar mas eu precisaria dar muitas viagens com o meu caminhãozinho para isso tudo e isso supondo que eu consiga seduzir uma mulher como você.
Confesso que você é um pouco inocentezinho demais para o que eu estou habituada, mas sempre podia te ensinar umas coisas novas.
“Eu fiquei com saudades, falando sério.” Abriu um sorriso para a menina, pondo uma de suas mechas loiras para trás. “Doidices? Em primeiro lugar que sem álcool eu não tô mais fazendo tanta besteira e em segundo, não eram doidices, mas sim planos extremamente bem arquitetados e engenhosos.” Soltou uma gargalhada, não conseguindo ficar séria depois do que havia acabado de dizer. “Tá tudo tão monótono por aqui, eu to quase voltando pro estado vegetativo. Brincadeira de muito mal gosto, desculpa. Mas enfim, espero que com a sua chegada isso mude… Não ‘tô falando pra gente fazer alguma besteira… Mas se você topar…”
Deu um tapa de leve nela pela brincadeira. — Nem diz isso, Lira. Que se fizer algo assim de novo, eu me encarrego pessoalmente em te matar de vez. — Riu suavemente. — Não que eu queira muito que essa tranquilidade mude. Se você bem se lembra, era necessário me arrancar da cama para esses seus planos geniais. — Revirou os olhos, dando um beliscão no braço da menina, mas mantendo um sorriso nos lábios. — Depende. Qual seu plano da vez? Se lembre que eu ainda estou em recuperação. Tem de pegar leve comigo.
Pois é, Alecto, você sumiu por alguns dias e a paz reinou pelo Instituto. O céu deve ter passado por uma sensação parecida quando Lucifer saiu de lá.
Poxa, Six, isso é tudo amor por mim? Sabia que tinha sentido a minha falta, só não sabia que tinha sido tanta. Além de que já devia saber que me comparar com Lúcifer é um elogio para mim.
Oh, please stop Carrow! Não haja como se meu mundo girasse em volta do seu. Óbvio que senti sua falta, mas não vamos deixar esse fato em evidência.
Querida e inocente Adeline. Óbvio que gira. Quem ia fornecer suas bebidas alcoólicas favoritas se eu simplesmente sumisse? Tem de pensar por esse lado.
“Que coisa feia! Se soubessem que você perde toda sua classe quando estamos sozinhxs…”
Sorte minha que acho que ninguém pensa que eu tenho alguma classe mais.
Gosto de vir aqui para olhar as estrelas.
Muito filosófico da sua parte, Julia.
Foi o que eu pensei. Então se precisar de alguma ajuda com isso, estou as ordens.
Se não fosse você oferecendo isso, diria que essa foi uma tentativa de me seduzir.
Que bom que está bem Alecto. É ruim ficar doente, fora que você vai ter que repor toda a matéria perdida.
... Sim, Podmore. Foi realmente com a matéria que eu me preocupei quando estava doente.
“Ok, me ajude aqui. Eu estive tentando descobrir o que eu vou dizer a McGonagall quando eu tenho que fazer essa coisa de aocnselhamento de carreira eu havia colocado Bailarino, mas ela pediu para pensar em outras alternativas.
Eu reduzi as demais possibilidades em testador profissional de chocolate e Staff da Taylor Swift qual das duas parece mais promissora ao seu ver?
Staff da Taylor Swift. Imagine a quantidade de garotas se jogando para cima de você. Só vai sair no lucro.
Sorry, Alecto. A mudança é mínima.
A mudança é mínima. Ou seja, tem uma mudança. Eu estava certa.
Tinha desaparecido? Não teria notado caso não tivesse falado, não faz tanta falta.
Caso você não tenha notado, eu não estava falando para você, Lucy. Mas tenho certeza que notou, de qualquer jeito. Se sentiu minha falta ou não é outra história.
some mistakes can’t be erased — wendy&alecto
FLASHBACK
wendynotdarling:
O silencio incomodo entre as duas garotas que trabalhavam em arrumar os armazém era quase palpável. Wendy estava ali, não porque queria, mas porque precisava cumprir algumas detenções por atraso, já que ela não era a pessoa mais pontual que se poderia encontrar. Geralmente a morena era muito prestativa, ajudava as pessoas em tarefas simples sem cobrar nada em troca, gostava de se sentir útil, mas naquele dia a preguiça que a dominava era tamanha que ficar ali arrumando as malditas caixas estava sendo quase uma tortura. Ela mantinha os olhos fixos em seu trabalho, porque se levantasse a cabeça poderia ver Carrow em sua visão periférica, e depois do incidente do beijo, no ano novo, Slinkhard vinha tentando ter o menor contato com ela possível. Claro que ficar presa num armazém não era a melhor forma de fazer isso.
A verdade era que não havia sido um simples beijo, Wendy nunca havia pensado na loira desta forma, elas eram vizinhas, se conheciam desde crianças, e a morena sempre tentara mostrar para Alecto que nem tudo era feito de mágoas e sentimentos ruins. Ela tinha esperanças que a outra pudesse mudar, pudesse se tornar uma pessoa melhor, e acabava encontrando brechas nos altos muros que ela construía em torno de si, então estava sempre por perto. O beijo havia confundido completamente seus sentimentos, até porque, até onde ela sabia, havia correspondido o gesto de carinho. Mas, depois disso, apenas uma grande confusão de sensações, então ela optara por se afastar. Não estava interessadas em mais preocupações. Havia conseguido manter aquela avalanche de sentimentos longe por bastante tempo, mas estava falhando miseravelmente naquele momento, onde podia ouvir a respiração da garota ao lado. Pensava em como as coisas poderiam ficar ainda piores quando inexplicavelmente as luzes se apagaram, fazendo um breu cair sobre o armazém. — Mas o que… — Sussurrou, tentando enxergar a saída. — Eu trouxe, sim. — Tirou o celular do bolso, ligando o modo lanterna e dando de cara com os brilhantes olhos azuis da garota. — Tá tudo escuro, não da pra ver a saída. — Tentou iluminar o máximo que pôde com a fraca luz do celular, mas o ambiente era grande demais e a escuridão banhava o ambiente. — Não acho que seja seguro tentar voltar pro prédio agora, vai saber o que ocasionou essa queda de energia.
Não queria de jeito nenhum admitir, mas Wendy tinha razão. Não seria a atitude mais inteligente tentar deixar o pequeno armazém no momento. Tinha a certeza que Hogwarts estaria uma enorme confusão pela falta de energia e, ali, pelo menos estavam seguras, com um bom acesso para o exterior, caso precisassem de fazer uma saída estratégica. Claro que o fato de estar presa ali, com aquela pessoa em particular, fazia-a querer tomar todos os riscos do mundo e correr dali para fora. Na verdade, bater com a cabeça em algum lugar e desmaiar parecia-lhe uma ideia bastante atrativa. Mas não podia demonstrar que se importava assim tanto. — Vem cá. — Não deixou que ela reagisse, simplesmente a arrastando para uma pilha de caixas e a fazendo sentar-se, logo tomando o lugar do seu lado, se encostando na parede. — Desliga a lanterna do celular. Se você ficar sem bateria, lá se vai nossa única fonte de luz. E nunca se sabe se vamos precisar dela. — Claro que não mencionou o fato que, pelo menos, na escuridão, não tinha de olhar para os olhos escuros de Wendy, o que basicamente fazia seu estômago se rebelar, com a vergonha das memórias daquela noite em particular.
Se manteve em silêncio por alguns segundos e logo percebeu que não seria capaz de passar muito tempo assim. A impaciência estava começando a se acumular dentro dela, dando lugar a uma frustração pouco agradável. Não sabia o que dizer. Pedir desculpa por a beijar? A verdade é que não estava genuinamente arrependida por isso. Retirar tudo o que dissera, incluindo o jeito que parecera vulnerável na sua frente? Parecia-lhe um pouco tarde demais e também não o queria fazer. Queria que ela soubesse que o jeito que Alecto a tinha tratado nos últimos anos tinha um motivo. Que ela não era aquele monstro que tentava mostrar para Slinkhard. — Eu... — Antes que pudesse evitar, a pequena palavra já tinha escapado seus lábios, fazendo Alecto amaldiçoar-se em silêncio. — Eu não me arrependo de te beijar. Não sei porque o fiz, mas... Eu não posso pedir desculpa por isso, Slinkhard. Mas acho que estou meio arrependida de te ter ignorado nesse último mês. Mesmo que tenha sido algo mútuo.
everything is shattering — { S M A L L } — Carrow & Talkalot
Já se faziam algumas semanas desde sua briga definitiva com Alecto, mas Lucinda ainda não podia acreditar que tivessem tido uma briga tão feia. Era normal que isso acontecesse, até mesmo os melhores amigos brigavam às vezes, ninguém é perfeito. Contudo, era difícil não somente aceitar que estava igualmente dando as costas para Carrow quando a outra precisava dela, mas também jogando fora anos de amizade por conta de um estúpido conflito de opiniões. Hipócrita. Era a única coisa que martelava em sua cabeça enquanto batia o lápis ritmadamente na mesa. Faltava menos de quinze minutos para a aula entediante de matemática acabar, tinha verificado há segundos no relógio sobre a lousa. Todavia, mesmo que se arrependesse e se achasse hipócrita pela atitude que havia tomado, não voltaria atrás. Lucinda tinha seu orgulho, admitir a si mesma que estava sendo uma idiota era o máximo que faria e já era muito comparado as outras vezes que tinha se colocado na mesma situação. Estar errada não era o feitio dela, muito menos admitir isso. Entretanto, não conseguia deixar de que estava certa por um lado. Alecto tinha se afastado dela desde que começara a se unir com os “bonzinhos” e deixar de ser uma vadia com bolsistas pelo simples fato de não terem dinheiro para pagar, Lucinda tinha visto a mudança como uma ameaça a amizade delas — não que ela ligasse muito pelo fato deles não terem condições de pagarem, mas com as pessoas que convivia para a própria sobrevivência social e de sua mãe, era obrigada a fingir que se importava com o fato deles terem menos condições do que ela e isso ligava diretamente às pessoas que tinham dinheiro e apoiavam eles.
Os números anotados em uma letra cursiva elegante na folha de fichário à frente pareciam embaralhar, apesar de Talkalot estar com o olho fixo na folha, não a observava. Estava em órbita, não que isso não fosse normal dela em qualquer aula, mas o motivo era mais além de ser uma aula chata e inútil. Eu estou certa, Alecto me deixou primeiro. Tentou convencer-se em pensamentos, mas não conseguiu e muito menos conseguiu evitar de espionar por cima do ombro a dita cuja. Os cabelos negros ocultavam-na, porém não precisava se preocupar tanto com ser vista. Obviamente tinha sido culpa das duas, mas era mais fácil culpar a ex-amiga do que se culpar. De qualquer maneira, a Carrow tinha admitido que sabia das consequências dos seus atos, mas mesmo assim prosseguiu com eles. Para Talkalot, isso significava que ela era menos do que isso, então trataria Alecto da mesma forma. O sinal batera. E como sempre a maioria saíra afobada porta a fora, Lucinda não. Odiava ser esmagada por um bando de pessoas, enquanto buscava a liberdade ilusória que tantos almejavam, preferia deixar os cavalos irem na frente e poder ir calmamente para onde quisesse. Ao se levantar, esbarrou em alguém. Não se deu ao trabalho de olhar para a pessoa, os seus livros haviam caído no chão, apressou-se para apanhá-los. “Deveria olhar para onde anda, asshole.” Disse com uma voz irritada, recolhendo os livros e guardando na mochila um por um. Não havia quase ninguém na sala, era hora do intervalo e nem mesmo o professor tinha ficado. Estavam basicamente ela, a pessoa que derrubara os livros e mais alguns alunos perdidos pela sala.
Alecto não era o tipo de pessoa que voltava com suas decisões atrás. Muito pelo contrário. Podia estar até errada, mas continuaria fingindo que aquela era a melhor decisão do universo por uma questão de mera teimosia, querendo provar para todos os outros que, no fim, a razão era toda dela. Era impossível não começar a se questionar que toda aquela mudança era apenas mais uma das instâncias em que sua teimosia estava levando a melhor ou era algo que realmente queria. A verdade é que se sentia só. Sentia falta de rir com Lucinda e Emma, de zoar Narcissa com sua falsa santidade, até mesmo dos comentários ácidos de Bellatrix. Sentia falta de suas amigas de uma forma como nunca achara que fora acontecer, até mesmo daquelas que sabia que não eram mais nada do que uma amizade por conveniência. Mas, claro, esse não era o caso de Lucinda. Sempre se sentira particularmente próxima da garota e a reação dela tinha a afetado mais do que queria admitir. Ela, Damian, Amycus e Avery tinham sido as pessoas que a tinham feito hesitar em primeiro lugar e, naquele preciso momento, era como se já tivesse perdido duas delas. Talvez ela tivesse razão. Talvez Alecto tivesse sido egoísta e a tinha deixado de lado, para perseguir algo que ela nem tinha ao menos a certeza se era o melhor. O que não lhe conseguia explicar era porque ela sentira necessidade de fazer aquilo. Porque isso envolveria contar-lhe de sua família, de seu relacionamento com Amycus e temia que isso fosse apenas mais uma coisa que fosse acabar com sua amizade.
Não podia evitar colar seus olhos na nuca de Lucinda, enquanto se perdia em seus pensamentos, batendo levemente com a caneta em seu caderno, não ouvindo uma única palavra o que o professor dizia. Quase pulou para fora da sua cadeira quando ouviu o sinal, nem se apercebendo que a aula tinha chegado no fim. Deixou que a grande maioria das pessoas saíssem, lentamente guardando as coisas na sua bolsa, sempre deitando alguns olhares aleatórios, garantindo que Lucy ainda estava na sala também. Queria conversar com ela sobre o que tinha acontecido, mas não tinha ideia sequer de como abordar o assunto, sem que ela entrasse automaticamente na defensiva. A conhecia e sabia que ela era tão pouco fã de admitir que tinha errado quanto Alecto. Mas parecia-lhe um sacrifício necessário, se não queria perder a amizade da morena, por razões tão babacas. Pegou suas coisas, respirou fundo e começou andando na direção da mesa dela. Só não esperava que Lucinda escolhesse esse momento imediato para se levantar, batendo contra Alecto de imediato. Por instinto, se ajoelhou do lado da outra, pegando suas coisas. — Você deveria ganhar o hábito de olhar em frente quando se levanta, Lucy. — Havia um certo tom afetuoso em suas palavras, um pequeno sorriso se mantendo no rosto de Alecto, enquanto entregava alguns papéis que tinham caído do meu dos cadernos da outra. — Eu... Eu queria falar com você. Acha que tem alguns minutos?
“Nisso você está certa. Talvez eles estejam tentando melhorar as técnicas de cola.”
Acho que até para isso eles são completamente inúteis. Vou começar cobrando por técnicas de cola. Faria fortuna.
Nossa, ta certinha.
Como sempre, meu querido Avery, como sempre. Alguma coisa interessante aconteceu na minha ausência?