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13 de Agosto, 2017 Im so in love with you, and how much more i say It much more i feel losing you
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13 de Agosto, 2017 Im so in love with you, and how much more i say It much more i feel losing you
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14 de Setembro
Parece que eu finalmente te entendi. NĂŁo sei para que serve isso [te entender] e nem porque eu nĂŁo estou perguntando para mim sobre isso.
Quando vocĂȘ veio falar comigo pela primeira vez, vocĂȘ pediu para que eu te ignorasse. E vocĂȘ estava certa! Ăh, como vocĂȘ sabia sobre vocĂȘ! Era isso que eu deveria ter feito. VocĂȘ dizia que era isso que queria, e era isso mesmo, eu nĂŁo dispus meus ouvidos para escutar o que vocĂȘ dizia, apenas para escutar o que eu queria ouvir.
Eu nunca fui alguĂ©m para te satisfazer, ou para vocĂȘ transar, ou para vocĂȘ beijar... Eu fui alguĂ©m para vocĂȘ querer fazer essas coisas. Mas querer algo significa exatamente nĂŁo ter. E era disso que se tratava. No momento em que eu fizesse as coisas que vocĂȘ queria, a vontade de perdia (e quantas vezes isso aconteceu!). NĂŁo tem mais o que querer nessas situaçÔes.
VocĂȘ quer querer, sentir a falta. Eu quero realizar, satisfazer e poder querer mais. Nossas fantasias parecem incompatĂveis. Ă para eu estar em algum lugar, disponĂvel, um objeto possĂvel. Um ponto que estĂĄ disposto a receber o seu querer... alguĂ©m que vocĂȘ possa dizer o que quer e que possa escutar de volta. NĂŁo Ă© alguĂ©m para se encontrar, relacionar.
7 de Setembro
E., estou lhe escrevendo para dizer que estou desapontado com vocĂȘ. VocĂȘ deve imaginar sobre o que Ă©, mas nĂŁo sei o quanto sabe. E gostaria que soubesse pela minha letra, mesmo sabendo o quĂŁo essa comunicação Ă© ineficaz.
EstĂĄvamos bem empolgados na terça-feira. Eu, principalmente. Queria muito ficar com vocĂȘ, mas acabei decidindo fazer as minhas coisas urgentes (eu sĂł tinha um dia de prazo atĂ© entĂŁo). A certa altura descobri que o prazo fora prorrogado e a primeira coisa que pensei foi âquero ficar com vocĂȘâ. Mas vocĂȘ ainda estava fazendo as suas coisa, eu entendi e atĂ© tentei âajudarâ. Um pouco mais tarde vocĂȘ comentou que nĂŁo estava conseguindo fazĂȘ-las eu sĂł pude entender que era a hora entĂŁo. Te chamei pra vir aqui, eu daria um jeito de vocĂȘ chegar rĂĄpido. Parecia perfeito: ia ser de Ășltima hora (âcomo esses encontros se tornam mĂĄgicos com facilidadeâ pensei), estava eu e vocĂȘ loucos para transar (assim imaginava) e, para quem jĂĄ fica proibidamente, nĂŁo tĂnhamos nada a perder. Para a minha surpresa, vocĂȘ recusou a proposta e, contraditoriamente, em meio a vĂĄrios âeu queroâ, ânĂŁo me seduzaâ, âjĂĄ estamos muito tempo sem nos vermos direitoâ, ânĂŁo acredito que vamos ficar tanto tempo sem nos vermosâ... Isso simplesmente nĂŁo fez sentido para mim. Em meio a todo esse âdesejoâ a Ășnica certeza foi a de que nĂŁo nos verĂamos por pelo menos uma semana porque aĂ seu namorado iria viajar... francamente... Como se jĂĄ nĂŁo bastasse todas as limitaçÔes de um relacionamento clandestino, ainda tive que ler (praticamente) que no dia seguinte vocĂȘ o veria porque ele queria (como se vocĂȘ estivesse sendo obrigada) e por isso nĂŁo poderĂamos nos ver. Eu sĂł conseguia ver, atĂ© aqui, falta de uma movimentação mĂnima da sua parte em relação a âvamos nos desejar?â. A Ășltima gota caiu no dia seguinte: vocĂȘ me fala que acordou na cama errada (supostamente, a minha seria a certa). Eu sĂł conseguia imaginar âporque nĂŁo quis!â. Por que vocĂȘ nĂŁo disse que nĂŁo queria? Porque me disse algo assim? Por que disse que queria algo, quando nĂŁo fez nenhum movimento para tal?
Ă como se vocĂȘ tentasse se matar para mim, algo como âolhe, vou fazer algo para vocĂȘ nĂŁo gostar mais de mimâ. Ă possĂvel que um dia vocĂȘ âacerteâ. Por enquanto, estou tentando desviar da sua mira.