Eu gosto de coisas pequenas. Chaveiros, adesivos, miniaturas de bichinhos fofos. Eu penso em criar uma coleção de coisas pequenas. Já tenho 13 chaveiros em minhas bolsas e acabo de me dar conta que é um número ímpar. Eu não gosto de números ímpares porque, no final, alguém sempre acaba sozinho.
Às vezes estar sozinho não é o problema. Se sentir sozinho num grupo é preocupante. Geralmente me encontro com essa sensação de deslocamento, de não pertencer à aquele lugar porque, talvez, não tinham pessoas que eu conhecia lá ou ninguém tinha interesse de interagir comigo.
Sabe, somos seres humanos que necessitam de atenção. Meu humor é a prova. A mudança dele depende bastante das interações que tenho com outros humanos.
Eu gosto de momentos. Encontros, conversas, ligações. Penso que a vida é feita de pequenas doses de felicidade. É muito mais fácil cair do que se levantar, ficar triste do que ficar feliz.
Se eu paro para pensar em mim por um segundo já me desanimo e é muito difícil ganhar energia para continuar.
Isso é um rascunho. Algo sobre a minha vida. Não uma autobiografia porque não sou alguém importante. Sou uma pessoa bem normal. Passei por uns perrengues? Sim. Ainda estou tentando me achar, saber o que eu quero ser e quem quero ser. Como você deve saber isso não é fácil, ou talvez você não saiba e tenha se encontrado bem rapidamente. E então, seremos diferentes e você verá a vida de uma perspectiva diferente.
De qualquer forma, não sinta pena ou deseje que o protagonista tenha um final feliz. O final não existe.









